My Perfect Mistake
23 The My Why
Notas iniciais
Rachel Narrando
Chega um momento que você simplesmente desiste de tudo, mas o que as pessoas a sua volta não entendem é o verdadeiro significado de desistência, apenas acham que você não quer mais viver, porém você só desiste por que não há mais um motivo para lutar, isso é desistir. Foi isso que fiz quando desisti, eu apenas não tinha mais nada para lutar ou por quem lutar. Entretanto, quando você pensa que chegou ao fim do poço, quando pensa que nada mais vale a pena e que você nunca mais será a mesma, a vida te surpreende e te devolve, ao menos, um motivo para lutar, o que eu carinhosamente acariciei de “ O meu por quê.”
Eu nunca tive uma presença materna, tinha minha madrinha que sempre esteve ao meu lado como figura feminina, porém eu sabia que eu não tinha uma mãe, demorou, mas eu entendi que tinha uma família diferente e por isso era especial de um jeito bom.
Acho que era isso que mais me assustava, eu teria que aprender a ser mãe, sem ao menos saber o que era isso, eu teria que amamentar sem nunca ter sido amamentada, eu teria que saber responder todas as perguntas do mundo sem ter esse conhecimento, eu teria que ter todos os remédios para todos os tipos de dores, eu teria que assistir as apresentações escolares nos dias das mães e sentir emoção mesmo que eu nunca tivesse participado de uma na infância, e o mais importante eu teria que aprender ser chamada de mãe, mesmo sem nunca ter chamado alguém de mãe.
Narradora
Era manhã de sábado, uma fina nevasca começava a banhar as ruas de Lima. Rachel gostaria de continuar na cama, mas os barulhos que ela podia ouvir vindos do andar de baixo, não permitiam que ela continuasse na cama. Dando-se por vencida ela levantou e deixou que os pés quentinhos recebessem todo o frio daquela manhã, antes de calçar as pantufas o robe rosa bebê e seguir para o banheiro.
Desceu devagar as escadas da casa da madrinha, agora sua também, e viu o que era o barulho. Vários homens entravam na casa com enormes e pesadas caixas, que vinham com um emblema da melhor loja de artigos para bebês de Lima.
Sue: Que bom que acordou querida. – A mais velha a guiou até a mesa da cozinha, onde um lindo café da manhã a esperava. – Eles vieram montar o quarto dos bebês.
Ela tinha uma animação que Rachel culpava-se por não sentir o mesmo.
Rachel: Mas ainda não sabemos o sexo. – Disse calma, enquanto tomava um pouco de suco.
Sue: Será todo branco com detalhes em bege. Querida, você já está de sete meses, essas crianças podem vir a qualquer momento, temos que deixar tudo pronto. – Sorriu ao ver que a afilhada mostrava, ao menos, um pouco de interesse. – Quer acompanhar a montagem?
Rachel: Eu prefiro ver depois de pronto. – Viu que a madrinha suspirou triste. – Não me leve a mal, mas é que eu tenho um encontro. – Sussurrou a última frase.
Sue: Como? – Ela escutara, mas queria ter certeza que escutara certo.
Rachel: Eu vou sair com o Finn e depois vamos para as Regionais. – Sim, eles estavam nas regionais, graças a Rachel, mas quem liga. RACHEL E FINN VÃO SAIR JUNTOS.
Sue sorriu com ternura para a menina e beijou o alto de sua cabeça saindo, não antes de dizer.
Sue: Trate de comer algo sólido, não me engane com apenas um suco.
Rachel riu com a sagacidade da madrinha.
.........................................................................
Fazia muito frio na pequena Lima, por isso Finn resolveu levar Rachel para o Breadsticks. Os dois aos poucos se reaproximavam quem os visse hoje não diria que eles eram um casal de namorados e sim velhos amigos, mas isso não fazia lá muita diferença para os dois. No fim era melhor assim, sem rótulos e preocupações, apenas os dois juntos bastava.
Finn: Eu trouxe presentes. – Ele a viu abrir aquele sorriso que só ela sabia dar, aquele capaz de aquecer a alma até do pior ser humano da fase da terra.
Rachel: Eu posso ver? – Ele estendeu uma caixa média branca com um laço vermelho. Ela abriu e de lá tirou um vestido incrivelmente lindo branco rendado. Era pequeno, do seu tamanha antes da gravidez, certamente ela não o usaria agora. Fez uma careta.
Finn: É para você usar depois, quando estiver comigo em um próximo jantar igual a esse. – Poucos entenderiam a felicidade dela ao escutar essas palavras, mas para ela era bom saber que ele pensava num futuro e com ela. – Tem mais um.
Ele entregou-lhe um outra caixa, dessa vez pequena, também branca com o perfeito laço vermelho. De lá saíram dois borys brancos, incrivelmente lindos.
Finn: Eu sei que são simples mas... – Rachel o interrompeu.
Rachel: São perfeitos Finn. – Ela encarava as duas pecinhas de roupa encantada e percebeu que essas erram as primeiras roupas dos filhos, as quais ela tivera contato.
Ela encarou Finn por alguns momentos, ele estava assustado tinha medo de ter feito algo errado, mas quando viu aquelas roupinhas na loja o certo era compra e foi o que ele fez. Ele já se preparava para pedir desculpas mas...
Rachel: Eu sou mãe. – Finn sorriu ao constatar que ela dizia aquilo única e exclusivamente para si.
.........................................................................
Era noite daquele mesmo dia, todos do clube Glee se preparavam para entrar no palco, as meninas do clube abririam a apresentação cantando “What doesn’t kill you”, sem Rachel que entraria depois cantando “ The Climb”
Rachel Narrando
I can almost see it
That dream I'm dreaming, but
There's a voice inside my head saying
You'll never reach it
Every step I'm taking
Every move I make, feels
Lost, with no direction
Eu quase posso ver
O sonho que estou sonhando, mas
Há uma voz dentro da minha cabeça dizendo
Você nunca vai alcançá-lo
Cada passo que eu estou dando
Cada movimento que eu faço, parece
Perdido, sem direção
Quando a melodia começou as palavras saíram de mim sem muito esforço, mas enquanto eu cantava aquelas palavras começavam a fazer sentido para mim, era assim que há sete meses eu me sentia, nada fazia sentido tudo que eu fazia parecia estúpido e em vão.
My faith is shaking
But I, I gotta keep trying
Gotta keep my head held high
There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting
On the other side
It's the climb
Minha fé está abalada
Mas eu, eu tenho que continuar tentando
Tenho que manter minha cabeça erguida
Sempre haverá outra montanha
Eu sempre vou querer movê-la
Sempre será uma batalha difícil
Às vezes eu terei que perder
Não é sobre o quão rápido eu chegarei lá
Não é sobre o que está esperando
Do outro lado
É a escalada
Porém depois que minha mente se cansou de me martirizar e eu pude pensar com clareza e percebi que no fundo tinha uma luz e que eu poderia voltar a lutar, eu entendi que por fim que a vida era uma constante batalha e que eu não poderia ganhar para sempre, que haveria os momentos de fraqueza e tristeza, mas que também haveria momentos de felicidade, por que é disso que a vida é feita de momentos.
The struggles I'm facing
The chances I'm taking
Sometimes might knock me down, but
No I'm not breaking
I may not know it
But these are the moments that
I'm gonna remember most, yeah
Just gotta keep going
And I, I gotta be strong
Just keep pushing on
As lutas que estou enfrentando
As oportunidades que eu estou tendo
Às vezes podem me derrubar, mas
Não, eu não estou falhando
Eu posso não saber disso
Mas estes são os momentos que
Eu vou lembrar mais, yeah
Só tenho que continuar
E eu, eu tenho que ser forte
E apenas continuar
Entendi que cair não é vergonhoso e pedir ajuda é normal, compreendi que todos nós erramos, mas não nos torna fracassados, isso nos torna sábios, pois são dos momentos de aflição que mais tiramos lições para a vida e são deles, também que tiramos força para continuar, por que no fim o que importa é que você seja forte o suficiente para aguentar.
'Cause, there's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb
'Cause, there's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb
Keep on moving, keep climbing
Keep the faith, baby
It's all about
It's all about the climb
Keep the faith
Keep your Faith
Porque, sempre haverá outra montanha
Eu sempre vou querer movê-la
Sempre será uma batalha difícil
Às vezes eu terei que perder
Não é sobre o quão rápido eu chego lá
Não é sobre o que está esperando do outro lado
É a escalada
Porque, sempre haverá uma outra montanha
Eu sempre vou querer movê-la
Sempre será uma batalha difícil
Às vezes eu terei que perder
Não é sobre o quão rápido eu chego lá
Não é sobre o que está esperando do outro lado
É a escalada
Continue em movimento, continue escalando
Mantenha a fé, querido
É tudo sobre
É tudo sobre a escalada
Mantenha a fé
Mantenha a sua fé
Não importa o quanto você lute em uma batalha, pois quando essa terminar você terá que enfrentar outra, tão sangrenta e violenta quanto a anterior. No fim você só precisa acreditar em você e no seu potencial de regeneração, só tem que acreditar que nada é eterno, nem mesmo a dor.
Narradora
A música por fim acabou, não importava mais quem cantaria a próxima ou o que aconteceria depois, o importante era que por fim Rachel tinha vencido, depois de tantas quedas ela finalmente sentira-se vitoriosa e com isso levou todo o New Directions para as Nacionais.
Fale com o autor