My Other Mom?
3 Luci Foltz & Kiss
Notas iniciais
-- Ah, é que eu te vi lá em baixo. Eu e meu amigo. – Há! Sabia. Era ela mesma. Eu sei que sou lindo, mas ela não precisava me encarar desse jeito. – E pensamos que você era gay.
-- Cumé? – FAIL. Conviver com lésbicas tá é me fazendo mal.
-- Ah, você não é? – NOT A CHANCE!
-- Não. Por que achou que eu era? E qual é seu nome?
-- Sou Eve McMillan. E você é Roy McCarthy, né? – Fiz que sim com a cabeça. HOLY CRAP, ela sabe meu nome. E ela é até que bonitinha... – Ah, então... É que meu amigo ali, Erik, é gay. E sei lá, normalmente caras bonitos são gays.
OMFG. Ela disse que me acha bonito. Bom, eu sei que sou, mas... Enfim.
-- Vai ficar comigo e Erik no intervalo?
-- Ah, mas...
-- Já avisei ele. Que você não é gay.
-- Sério?
Ela sorriu e me mostrou o celular. – Torpedo. E ai, vai ou não?
-- Ah, sei lá. Pretendo me achar nesse lugar primeiro. – Sorri de volta e fui sentar no meu lugar, já que o professor entrou.
Na minha frente, tinha uma menina loirinha sentada. Pelo que eu olhei, ela era bem bonita. E não, eu não penso só nisso. Mas sou homem, eu noto, pooxa.Okay, done. Chega.
Do que era aula mesmo? Hm... Química. Ótimo, matéria repetida. ATOOORO. Mas então, atividade em dupla, e adivinhem. Fiquei com a loirinha da frente. Claro, como eu sabia e ela também (o que eu descobri quando começamos a fazer a lição), ficamos conversando.
-- Então, você é o Roy.
-- Isso. – Ah, ela me conhece! -- E você, é?
-- Luci Foltz, mas prefiro que me chame de Luuh.
Eu não sei como meu rosto não ficou distorcido. Depois do sorriso que dei pra ela...Mas oooun, ela é muito fofa! E eu PRECISO parar com esses ataques. Eu realmente pareço um gay assim.
Enfim, como eu entrei na escola hoje, acabei ficando todas as aulas da manhã com a Luuh. Bendita hora que não tenho material!
Bom, o intervalo? Eu preferi ficar na sala, isso sim. A Luci foi com as amigas dela, e a Eve com o amigo gay lá. Qual era o nome dele mesmo? Eric, Erik, algo assim. Anyway, preferi ficar aqui, pra não me perder de novo.
Mas na hora de ir, não tive como me salvar. TIVE que sair dali; droga.
-- Vai ficar ai pra sempre? – Luuh disse, vendo que eu não tinha me mexido, mesmo o sinal tendo tocado.
-- Ah, não, não vou. Desculpa, é que eu acho que to com medo de me perder... De novo.
-- Eu também me perdi quando cheguei aqui. Vim de fora do país.
-- Serio?! – OMFG, linda e gringa! – Veio da onde?
-- De Bremen, na Alemanha. – ela respondeu, enquanto andávamos em direção ao portão, parando quando chegamos nele. – Vai pra que lado?
-- Pra lá. – respondi, apontando a direita.
-- Que nem eu!
Eu ri e me inclinei, pegando na mão dela. – A senhorita deseja companhia?
Ela riu também e aceitou. – Vamos?
Nós saímos do portão e começamos a andar. Falávamos sobre muitas coisas. Música, cinema, TV...Era incrível, muita coisa que eu gostava, ela também curtia.
Eu sei que nem a conheço direito, mas gosto de falar com ela. Ela é legal.
A casa dela não era longe do colégio, apenas dois quarteirões. E não desviava do caminho pra minha. Quando paramos na frente do sobrado, arrisquei.
-- O que você acha de eu passar aqui de manhã, pra irmos juntos?
-- Ah, pode ser. – Ela respondeu, eu nem percebi o que eu fiz.
Acho que fiz sem pensar.
Não, eu realmente não pensei.
Só fiz.
E não sei por que.
Só sei que, quando dei por mim, eu estava BEIJANDO a Luuh.
OHSHIT. Agoraferrou.
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