My New Addiction

22 And The Hummel-Hudson House


Notas iniciais
essa semana minha inspiração resolveu dar as caras, então aproveitem hahahaa fico feliz quando isso acontece porque eu escrevo bastante, ou seja, atualizo mais rápido pra vocês, mesmo que muitos dos meus leitores tenham sumido da face da terra hahahah Boa leitura :)

No outro dia, nem Finn e nem Kurt foram na escola de novo. Eu iria passar na casa dos Hummel-Hudson quando a aula acabasse, pra ter notícias de Burt e saber como Kurt estava. E por mais que eu quisesse esconder, também ansiava pra saber sobre Finn. Na noite passada, fui dormir com um enorme sorriso no rosto, mesmo tentando não criar expectativas. Quando fechava os olhos, ainda conseguia sentir o seu abraço me completando.

A aula passou-se surpreendentemente rápido. Chamei Santana pra ir comigo, mas ela tinha que pegar umas coisas na casa da avó e disse que queria terminar logo com isso e que mais tarde ia passar lá.

A casa deles não era tão longe, em pouco tempo já estava lá. Quando parei o carro, a pontada forte de nostalgia foi inevitável. Fora ali que ela dissera a Finn que o amava. E ele disse que me amava de volta. Foi difícil sair do carro e encarar a realidade.

Toquei a campainha e o rosto que povoava os meus pensamentos abriu a porta.

– Rachel? – Ele não me esperava ali, era evidente.

– O-Oi. C-Como está? – Gaguejei, me maldiçoando por isso.

– Tudo bem. – De repente ele pareceu lembrar de algo importante. –Ah! Por favor, entre. – Ele saiu da porta, dando espaço pra mim.

– Kurt está em casa? – Perguntei, enquanto adentrava em sua sala.

– Ahn... não. Ele foi comprar as coisas pro jantar, já que a minha mãe tá lá no hospital. Senta. – Ele apontou para o sofá. Obedeci, por educação. O silêncio se instalou na sala e o clima estranho veio junto.

– Ahn, olha, e-eu queria te dizer uma coisa. — Finn disse, e meu coração veio à boca de ansiedade. — eu queria te agradecer por, por ter ido lá no hospital e... — ele me encarou. Apesar do pouco tempo que conhecia Finn, parecia que eu havia crescido com ele. Consegui perceber a sua ansiedade em falar comigo. Ele estava passando as mãos uma na outra e falava pausadamente. — agradecer por ter estado comigo quando eu precisei.

– Não precisa agradecer Finn. Eu te disse lá no hospital mesmo, que estaria sempre lá pra você, até mesmo quando você não quer. — sorri amarelo. — ele me encarou e o silêncio voltou.

– E... Eu sei que vou parecer um monstro em dizer isso, mas é que pra mim ainda é difícil Rachel. — ele continuava ansioso.

– Isso é normal, Finn. Você está passando por esse momento difícil e... — interrompida.

– Não Rachel, não é isso. — ele respirou fundo e tentei não transparecer o medo dentro de mim. — Pra mim ainda é difícil estar perto de você. — ele me encarou. — Você escondeu uma coisa daquelas de mim e eu ainda tô muito confuso sobre isso.

Decidi deixá-lo falar, além do mais não sei se iria conseguir dizer alguma coisa. Ele estava certo.

– Mesmo depois de tudo que aconteceu ontem, mesmo depois de toda a paz que eu senti enquanto você estava lá, ainda é muito complicado Rachel, e eu espero que você entenda isso. — foi a minha vez de respirar fundo. — Olhar pra você me dói, Rachel. Me dói porque eu tenho todos esses sentimentos e não sei o que fazer com eles. Me dói pelo que você fez comigo. Eu estou magoado, Rachel. — ele me olhava com um rosto que fez meu coração despedaçar-se. – E-Eu preciso de um tempo. — De repente, eu não lembrava mais como conversar. Apenas o encarei por um tempo.

– Ahn... Eu... Eu provavelmente deveria ir embora. — me levantei. — Vim aqui pra ver o Kurt e já que ele não está aqui mesmo... Outra hora eu volto. — Disse, pegando a minha bolsa, na mesma hora que Kurt abriu a porta e entrou, equilibrando um monte de sacolas.

– Rach! Você por aqui! Ele colocou as sacolas num canto e veio me abraçar.

– Pois é Kurt, vim aqui pra saber sobre Burt, e como você está, mas já estou de saída. — Ficar ali, perto de Finn, estava me doendo.

– O que? Claro que não. Eu acabei de chegar! Senta aqui que vou fazer um café pra gente. — Ele pegou as minhas mãos e me conduziu de volta ao sofá. — Ué, Finn não está em casa? — Foi só então que percebi que Finn não estava mais lá. Talvez fosse melhor.

Enquanto preparava o café, Kurt me contou que Burt estava se recuperando bem, mas que os três ainda se revezavam pra que ele não ficasse sozinho no hospital. Me contou como tudo aconteceu, e também como ele encontrou o pai caído no chão da sala e não sabia o que fazer.

– Foi horrível, Rachel. – Ele admitiu. Tentei confortá-lo.

– Mas olha, já passou. Está tudo bem agora. E é só uma questão de tempo para que o Burt esteja em casa, saudável. – Disse enquanto afagava o seu braço.

– Rachel, eu queria te agradecer. Por tudo que você e a Santana fizeram pela gente ontem. Também vou falar com a Santie, mas já estou te falando.

– Que isso Kurt, não precisa nos agradecer por isso. Somos suas amigas e pra isso que amigos servem, não é mesmo? – Sorri. Ele sorriu de volta e me abraçou. Gosto muito de Kurt. Vai ser mais uma pessoa que eu vou magoar quando me for.

– Mas eu ainda tenho um agradecimento especial pra te fazer.

Revirei os olhos, mas sorrindo. – Acabei de te dizer que não precisa agradecer e...

– Não Rachel, por isso eu preciso sim. Inclusive foi um pedido de Carole e eu super concordo.

– Ok, agora estou curiosa. – Sorri.

– Queríamos te agradecer pelo que fez por Finn. – Gelei só de ouvir o seu nome. – Finn estava daquele jeito que você o encontrou desde que chegamos ao hospital. Falávamos com ele, mas ele não respondia. Ficava lá, com a cabeça entre as mãos e calado. Até você chegar. Nem com a própria mãe ele se soltou daquela maneira. Carole esta até um pouco enciumada. – Sorrimos. – Então, ela queria te agradecer por ter ido lá e dado essa força a ele, mesmo vocês estando separados. Motivo o qual nem eu nem ela sabemos, porque Finn não diz nada. Mas mesmo assim você foi lá e o ajudou, mesmo eu vendo em seus olhos que aquilo estava te magoando por dentro. Então obrigada por isso, Rachel. Obrigada mesmo. – Ele, que ainda segurava as minhas mãos, as apertou e deu um beijo em cada uma. Sorri em resposta. Não conseguia dizer nada.

– A propósito, você sabe que pode falar sobre Finn comigo, não sabe? Mesmo sendo estranho e tudo mais, mas ainda sou o seu melhor amigo. Por que vocês terminaram, Rachel? Vocês pareciam tão perfeitos um pro outro. E ainda consigo ver no olhar dos dois que ainda se gostam. O que aconteceu, Rach? – Ele apertou as minhas mãos novamente, me passando segurança.

– Realmente é estranho falar sobre Finn com você, Kurt. Principalmente quando ele pode aparecer aqui a qualquer momento. – Sorri.

Mas eu não queria esconder a verdade de Kurt. Ele é um dos meus melhores amigos, e eu sinto como se estivesse mentindo pra ele. Mas tenho tanto medo... Já perdi Finn, não posso perder Kurt também.

– Você quer saber o que aconteceu, Kurt? – Ele acenou em resposta. -Eu aconteci. – Admiti, cabisbaixa.

– Como assim, Rachel?

Respirei fundo. Kurt vai me entender. Ele passou a vida toda sofrendo preconceito por ser gay, vai saber como é se sentir assim.

– Eu contei uma verdade sobre mim a Finn e digamos que ele não aderiu muito a ideia.

– Mas que verdade é essa que fez o casal mais fofo que eu conheço se separar assim?

Respirei fundo novamente.

– É que... é que eu... – Eu tentava fazer as palavras saírem de minha boca. Por que era tão difícil?

– Você o que Rachel? Tá começando a me deixar preocupado.

– Eu... eu tenho AIDS, Kurt.

O maldito silêncio reinou novamente naquela sala. Kurt me encarava e vi que as palavras sumiram de sua boca. A única coisa que ele fez foi soltar as suas mãos das minhas. No momento em que ele fez isso, já sabia o que ele pensava sobre o assunto. Só consegui pegar minha bolsa, e rumar em direção à porta, lutando pra que ele não percebesse as lágrimas que caíam no meu rosto.

Notas finais
acho que não foi uma boa ideia a Rachel ir na casa dos Hummel-Hudson, né?