My Journey Until You
28 Falling in Love
Notas iniciais
Como estão???
Eu ainda estou lamentando a palhaçada que eu achei de 4x12.
Kol morrendo antes do Spin Off e Klaus sendo preso na casa dos Gilberts? axei terrível. e vocês?
Esse capítulo ficou maravilhoso!!!
A pedidos, temos Klaroline....
Muito obrigado pelos lindos reviews, amo demais essas leitoras lindas que sempre comentam!
E um mega agradescimento pra a incrível Srta Dobrevic, que recomendou a fic me fazendo pirar no domingo de madrugada quando eu vi o presentinho que ela me deixou.
Bom...
Boa Leitura!
POV Caroline
Após acordar várias e várias vezes, devido ao efeito da verbena; finalmente, eu me encontrava consciente e deitada na cama fofa e aconchegante de Stefan. Todos os acontecimentos do dia passado pareciam muito mais borrões de um pesadelo, do que uma realidade assustadora. Eu me sentia estranha; estava fraca, muito fraca, tanto que conseguia apenas falar, mas eu não estava preocupada comigo ou com meus ferimentos, estava preocupada com ele, Klaus. Ele fez de tudo para me salvar, assim como meus valiosos amigos, porém, perdeu todos os seus irmãos no processo. Eu sei muito bem que esse tipo de ódio entre irmãos foi construído por mais de mil anos; mas, simplesmente, não consigo acreditar que Elijah, Kol e Rebekah irão abandonar Klaus.
Elena e Katherine tomavam conta de mim; deram-me um maravilhoso banho e três bolças de sangue que estavam deliciosas, não como de costume, pois eu estava faminta. Apesar de tudo, a única coisa que ocupava minha mente eram as suposições de como Klaus se encontrava. Provavelmente estava arrasado e com ódio de sua própria existência, mesmo que ninguém acredite, eu sei muito bem como ele ama, incondicionalmente, seus irmãos assassinos, manipuladores e impulsivos.
Já eram dez horas da manhã, e até que enfim, consegui colocar uma roupa, emprestada de Elena, claro, e descer as escadas, para me juntar a todos na sala. Todos pareciam exaustos: Damon estava atirado em um sofá bebendo whisky, tinha a aparência de quem não dormira nem sequer um minuto; Stefan já parecia um pouco melhor, aparentava ter dormido e pelo que percebi, bebia um copo de leite; Elena e Katherine estavam sentadas no chão, bem próximas de Damon, e comiam o que me pareceu serem biscoitos.
– Até que enfim Barbie! Já estava pensando que eu mesmo teria que cuidar de você! — Damon debochou sorridente, quando notou a minha presença.
– Onde está o Klaus? E o Tyler? — perguntei fracamente, sentindo minhas pernas cederem e Stefan rapidamente me amparando.
– Eles foram embora. — Elena respondeu gentilmente.
– Como assim Klaus foi embora? Eu preciso falar com ele! Ele deve estar precisando de mim. — disse exasperada, já sentindo as lágrimas arderem em meus olhos cansados.
– Venha Caroline. Você precisa se acalmar e pensar em você. — Stefan disse me sentando no sofá em frente a Damon.
– Mas eu não quero! Vamos Stefan, me empreste as suas chaves. Eu tenho que ver como ele está. — supliquei baixinho.
– Não Car. Ele deve estar bem. Você que não está em condições de nada ainda. Mal consegue caminhar. — Elena disse calmamente, se sentando ao meu lado.
– Eu te levo. — Damon disse seriamente enquanto largava seu copo em cima da mesinha de centro.
– Não Damon! Você não entende que Caroline ainda está muito debilitada. — Stefan se opôs, encurtando a distância entre eles.
– Caroline quer ver o Klaus. Então ela vai vê-lo. Sem contar, que você não me diz o que fazer. — Damon disse irônico vindo em minha direção.
– Damon ! — Elena protestou.
– Não Elena! Já está feito. — ele continuou sério, já me levantando do sofá. O que me fez imensamente grata. Começamos a andar vagarosamente; Damon sustentava praticamente todo meu peso, o que fazia eu me sentir uma inútil por não conseguir, se quer andar sozinha.
– Você nos assustou ontem. — ele sussurrou olhando em meus olhos, e eu me perdi naquela imensidão azul que demonstrava uma profunda e verdadeira preocupação comigo.
– Você não vai fazer isso! — Stefan, de repente, fala se pondo em nossa frente; exatamente entre a saída e nossos corpos.
– E eu posso saber quem vai me impedir? — Damon disse sorrindo de lado.
– Eu! Você não pode fazer o que bem entende com a vida dos outros. — Stefan disse seco.
– Stefan! — sussurrei em um protesto fraco de mais.
– Você não vai sair com ela daqui! — Stefan disse colocando a mão no pescoço de Damon, e recebendo em troca o mesmo gesto de Katherine, que apertava, com certeza, com mais força.
– Eles já estão de saída. — Katherine disse calmamente, se pronunciando pela primeira vez.
– Katherine! — Stefan disse sufocado.
– Solte o! — ela disse, apertando com mais força, e ele cedeu.
– Obrigado! — murmurei para ela, enquanto Damon e eu saíamos da casa.
Damon me colocou com estremo cuidado no acento do carona de seu carro, entrando logo em seguida e começando a dirigir. O caminho até a Mansão Mikaelson era um tanto longo, porém Damon acelerava como se minha vida dependesse da demora em chegarmos ao nosso destino. Eu me sentia profundamente grata a ele, nunca fomos melhores amigos, entretanto ele sempre me ajudava quando necessário, e eu tinha em minha mente agora que eu lhe devia um imenso pedido de desculpas por todas as barbaridades que disse sobre ele. Ele parecia, agora, o único que entendia minha relação com Klaus; ele era o único que parecia saber da importância de eu o ver naquela situação. Em alguns minutos nós chegamos ao nosso tão desejado destino. Novamente Damon me ajudou a sair do carro e a caminhar, tudo lentamente, é claro.
– Você acha que ele está aqui? — perguntei temerosa de ele não estar.
– Para aonde mais se vai em uma situação dessas, que não seja o nosso lar? — ele disse olhando seriamente para meu rosto.
– Você não precisa se preocupar. Ele será um tolo se não quiser te ver. E nós sabemos que burro o Klaus não é. — Damon respondeu a minha pergunta interna como se tivesse lido meus pensamentos desesperados.
Nós adentramos a residência que se encontrava em um completo silêncio. Chegando a sala levamos um choque, a peça estava completamente destruída: os vasos de flores estavam quebrados; os móveis revirados; e os belíssimos quadros rasgados. Eu imaginava quantos outros cômodos ele não deveria ter destruído, ou talvez, quantas moças ele não deveria ter matado. Meu coração se encolheu de tristeza e agonia, ele devia estar sofrendo. Tentando raciocinar, e ao mesmo tempo, usar meus sentidos aguçados; percebo que só há um lugar que ele poderia estar agora, seu ateliê.
– Por aqui. — disse a Damon, indicando o caminho para que ele pudesse me levar ao encontro de Klaus.
Andamos por algum tempo, devido a nossa velocidade e também a imensidão da casa. Chegamos então à porta, já conhecida por mim, mas que agora trazia coisas completamente desconhecidas. Com um pouco de medo assenti para que Damon abrisse a porta, e assim adentramos; encontrando um Klaus sentando no chão, de olhos vermelhos que nos encarava furiosamente.
– Eu só posso ir até aqui com você. — Damon disse reconfortante, me levando mais perto de Klaus e me ajudando a sentar no chão frio e duro.
– Obrigado! Muito obrigado! — disse a ele do fundo de meu coração. E Damon se foi em sua velocidade vampírica, fechando a porta.
– O que você faz aqui Caroline? — Klaus perguntou encarando uma parede.
– Eu vim ver como você está. Eu estava preocupada. — disse segurando em sua mão esquerda com a minha mão direita, aonde o lindo anel de rubi ainda repousava em meu dedo anelar.
– Você nem consegue caminhar ou falar devido à intoxicação, e mesmo assim veio atrás de mim? Quem causou tanta dor a você. — ele disse agora me encarando, e eu pude ver a dor gigante que se escondia em seus olhos.
– O anel tem feito bem o seu papel. Ele nunca me deixa esquecer de você. Muito menos meu coração. — confessei gentilmente, sem ter mais forças para negar que Klaus havia entrado em meu coração.
– Sweet Heart, como você pode dizer essas coisas? Se nós não tivéssemos nos envolvido, você não teria passado por aquelas atrocidades. — ele continuou mortificado.
– Eu não me importo. Eu sou forte, você lembra? E eu jamais abrirei mão de algo que eu quero por medo do que possa acontecer comigo. — disse convicta, fazendo o me lançar um olhar assustado.
– É tão difícil assim acreditar que alguém possa gostar de você? — perguntei divertida.
– Sim. Ninguém nunca gostou de mim. — ele afirmou com um sorriso displicente.
– Seus irmãos gostam de você. E mesmo que eles partam, ainda continuam amando você; como quando vocês ainda eram apenas irmãos. — o reconfortei.
– Isso não importa mais. — Klaus disse começando a fazer carinho com o polegar esquerdo em minha mão.
– Claro que importa. Você é imortal; tem uma eternidade para se redimir, se quiser. — sugeri procurando o seu olhar, que agora, se encontrava vago.
– Somos todos iguais. Eles nunca aceitarão. — ele disse e uma lágrima escorreu pelo seu belo rosto.
– Vem aqui! — disse o envolvendo rapidamente em meus braços, e encostando sua cabeça em meu peito.
– O que você está fazendo? — ele disse relutantemente.
– Eu estou me apaixonando por você. — disse e ele sorriu levemente, enquanto eu começava a acariciar seus cabelos loiros.
– Você pode chorar se quiser. Pode desabafar. Pode fazer qualquer coisa. Eu estou aqui agora. Você não está mais sozinho. — disse carinhosamente.
Aos poucos, comecei a sentir lágrimas molharem meu braço direito. Klaus estava chorando e sofrendo, e não havia nada que eu pudesse fazer a não ser reconforta-lo e ficar ao seu lado. Não sei quanto tempo ficamos daquele jeito, abraçados; mas aos poucos começamos a conversar, e mesmo que, às vezes, Klaus tentasse sair de meu abraço, eu o impedia convictamente. As dores em meu corpo já não importavam mais, nada importava; apenas aquele momento, aonde Klaus tinha a mim e eu, o tinha.
– Você deve estar faminta. — Klaus por fim disse saindo de meus braços.
– Talvez. — disse sorrindo, o que o fez sorrir também.
– Você é linda Caroline! Mas ainda tem que me explicar que história é essa de estar se apaixonando por mim. — ele disse olhando-me divertidamente.
– Não há nada para explicar. Só para mostrar. — disse sorrindo, e o beijei calmamente.
E assim, depois de mais alguns beijos completamente apaixonados e conversas bobas; nossa comida chegou, e nós jantamos na pobre sala de jantar, que se encontrava quase pior do que a de estar, mas que não diminuía a felicidade que eu sentia. Finalmente, eu estava assumindo todos os riscos dessa relação com Klaus, que apesar de serem muitos, não faziam com que eu me arrependesse ou quisesse fugir, mas sim, me deixar envolver pelo sentimento maravilhoso que era estar apaixonada por ele, Klaus Mikaelson.
Notas finais
Por favor deixem os seus lindos reviews, gosto muito de saber o que estão achando da fic, e das suas ideias para a história.
Se alguém quiser deixar uma recomendação, eu também não fico braba, ok?
até o próximo, que não vai demorar muito ok? eu prometo.
xoxo
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