My Journey Until You
24 Damon Salvatore e Katerina Petrova
Notas iniciais
Como estão???
Eu não aguento mais esperar a volta de TVD...
Bom, domingo eu não consegui mesmo postar o capítulo, e ontem, bom, eu achei que o capítulo não estava legal, então eu reescrevi e aqui estou.
Muito obrigado pelos reviews minhas lindas, foram mais do que dois dessa vez, então, obrigado!
Boa leitura!
POV Damon
Katherine e eu saímos em direção à floresta. Elena e Caroline tinham muito o que conversar, e como a nossa presença não traria qualquer tipo de contribuição, era melhor darmos o fora. Então, aqui estávamos nós, caminhando sem rumo floresta a dentro.
Nenhum de nós pronunciou uma palavra se quer. Porém, o nosso silêncio, ao invés de ser constrangedor, era reconfortante. Não ser obrigado a nenhuma trivialidade social, ainda era algo que eu apreciava em Katherine. Entretanto, quanto mais caminhávamos lado a lado, eu me dava conta de que caminho seguíamos. Ela me guiava a passos calmos e silenciosos até as ruinas da verdadeira Mansão Salvatore.
– Katherine! Eu sei muito bem aonde estamos indo. — disse seriamente parando de caminhar.
– Eu sei. Mas você pode vir comigo. São apenas as ruínas de 1864. — ela disse tranquilamente me estendendo a sua mão esquerda.
– Ok! Mas saiba, que eu nunca voltei após me tornar um vampiro. — respondi contrariado pegando em sua mão.
Eu não sabia o que havia acontecido a Katherine. Só sabia que minha confiança nela, aos poucos, estava sendo restaurada. Quanto mais próxcimos estávamos do local aonde tudo começou, mais a insegurança tomava conta de meu corpo. Era estranho, talvez eu jamais estivesse preparado para voltar, verdadeiramente, para casa.
Katherine parecia decidida a algo, e esse fato me assustava. Quando, enfim, chegamos às ruínas de minha antiga casa, meu coração se encolheu de tanta dor. Eram apenas tijolos e mais tijolos em meio as árvores, mas as lembranças de quando eu era criança e corria em volta da casa me atingiram; o rosto de minha mãe quando olhava para mim. Tudo ainda estava presente naquele lugar; eu, Stefan e Katherine nos apaixonando.
– Vamos falar sério agora. O que fazemos aqui? Afinal, o que você faz aqui, Katherine? Nessa cidade. — perguntei o mais controlado possível soltando sua mão bruscamente.
– Sabe, talvez Stefan não tenha lhe contado, mas fui eu quem o convenceu a parar o plano de matar Klaus salvando você. — ela disse arrogantemente caminhando em direção a um monte de tijolos aonde se sentou.
– O quê? — perguntei incrédulo. Stefan nunca havia mensionado o envolvimento de Katherine no meu "salvamento".
– Você sempre quis se livrar do Klaus. — afirmei olhando-a especulativamente.
– Pois é. E naquela noite eu me vi desistindo de uma vida feliz e tranquila para salvar a sua vida e a de Stefan. — ela me respondeu ironicamente.
– Depois que deixei Stefan na estrada, eu me dei conta de algo Damon. A minha humanidade estava de volta, após 500 anos enterrada, ela resurgiu. E eu nunca chorei tanto. Chorei como um bebê. Chorei todas as lágrimas que eu deveria ter derramado ao longo desses 500 anos; chorei por tudo: minha filha, que eu nunca se quer ví o rosto; pelo pai dela, a quem eu realmente amei; pela morte de toda a minha família; por eu ter arruinado a vida de vocês; por toda a minha existência sendo uma vampira. — ela continuou mais para ela do que para mim.
Katherine deixou de me encarar virando o rosto, quase o escondendo. E eu não pude deixar de perceber que naquele momento eu estava a conhecendo, Katerina Petrova. Eu estava diante de uma mulher que passou pelo inferno; que fez, por diversas vezes, da vida dos outros um inferno. Mas que agora, tinha a sua humanidade completamente exposta, e não conseguia fugir dela.
– Katherine! — sussurrei me sentando ao seu lado e a abraçando. Eu sentia pena dela afinal. Eu possuia 150 anos de infelicidade e miséria, mas ela possuia 500.
– Eu fui à Bulgária depois disso. — ela continuou como se estivesse se confessando.
– Eu precisava pelo menos ver como era o rosto da minha menina. Ela era linda, Damon. Eu descobri que minha mãe entregou-a ao pai, Dimitre Ivlanov. Ela não teve coragem de entregá-la à uma família desconhecida. Ele jamais se casou, sabia? Acho que esperava o minha volta, o que claramente não aconteceu. Violeta, esse era o nome da menina, tinha os olhos dele, os seus olhos.
Esse foi o momento em que eu ví algo que eu jamais imaginei que veria; Katherine chorando, ruidosa e desesperadamente. A abracei mais forte, e ela enterrou o rosto em meu pescoço. Eu estava, realmente, confuso.
– Talvez, seja esse o motivo de eu sempre ter fugido dos meus sentimentos por você. Os olhos, são idênticos aos de Dimitre; tanto na cor quanto na profundidade do olhar. Vocês tem, também, em comum, o bom coração. — Katherine disse já controlada e ironicamente, colocando a mão esquerda sobre meu peito, onde meu coração se localizava, e me beijou.
Foi um beijo doce e terno, ainda continha paixão, introsamento, mas era calmo, como uma despedida. Por esse motivo não a afastei, e aprofundei o beijo, me xingando mentalmente por isso. Deixei que por alguns instantes ela reencontrasse o Damon de 1864; e pela primeira vez, me senti feliz de tê-la conhecido, Katherine Pierce.
– Me desculpe! — ela sussurrou um tanto falsamente quando o beijo terminou.
– Está tudo bem. — sorri meio de lado e revirei os olhos.
– Não só pelo beijo, Damon. Por tudo o que eu fiz a você e ao Stefan. Eu queria tanto poder me despedir dele tammbém. — ela disse verdadeiramente.
– Eu te perdoo! Mas o que você quer dizer com se despedir? — disse preocupado.
– Katherine! — chamei.
– Sim Damon. Esse será o meu último amanhecer. — ela me esclareceu calmamente sorrindo.
– Mas. — disse em pesar.
– Está tudo bem. Eu mereço isso. Chegou a hora de parar de fugir, na verdade, eu estou cansada de fugir. — ela sacudiu a cabeça em um falso pesar.
– Só tenho um último pedido. Fica comigo? E quando o Sol chegar, me deixa ver os seus olhos uma última vez? — ela pediu em uma súplica secreta.
– Sim Katherine. Eu fico. — disse mais cabisbaixo do que gostaria.
Uma imensa e inesperada tristeza afundou em meu peito. Eu amava Elena profundamente, como nunca amei Katherine e como jamais amaria outra mulher; porém, Katherine sempre estaria comigo, em meu coração. Eu lamente, verdadeiramente, o que estava para acontecer.
Já estava escurecendo, portanto, liguei para Elena para avisá-la que eu só voltaria pela manhã. Katherine e eu passamos a noite acordados, conversando sobre nossas vidas. E quando o Sol começou a nascer, ela retirou o calar que a protegia de ser queimada viva entregando-o à mim. Ela não transparecia nenhum pouco de triteza, ao contrário, sorria radiantemente como quando a conheci. Eu a segurei em meus braços e olhei profundamente em seus olhos, sem perceber, eu já estava chorando e ela também; ambos sorríamos agora. Era o eterno adeus a mulher que me apresentou o amor.
E na fração de segundo, um pouco antes de o Sol tocar a sua pele macia e bem cuidada, que eu descobri, que depois de todos esses anos, não podia deixar a vadia psicótica morrer. Em minha super velocidade, coloquei o colar de volta em seu pescoço.
– Nenhuma vampira, vadia, louca e psicótica, de 500 anos vai morrer hoje. — sussurrei em seu ouvido divertido.
– Nós vamos dar um jeito nisso. — disse convicto já de frente para ela.
– Nós? — ela perguntou sorrindo arrogantemente.
– Sim. Mas que fique bem claro: eu amo a Elena; eu e você somos apenas amigos; e se você estiver aprontando, eu te mato, ok? — disse falsamente ameaçador.
– Ok. — ela respondeu me olhando inocentemente.
– Agora vamos! — eu disse já caminhando em direção à Mansão.
– Damon! — Katherine chamou e eu olhei para trás.
– Obrigado! — era um verdadeiro agradecimento.
– Tanto faz. — disse debochado e ela veio ao meu encontro rindo.
Nós caminhamos de volta até em casa. Eu sabia que essa decisão me traria problemas, porém, eu jamais conseguiria conviver com a culpa da morte de Katherine, apesar de tudo. Nós estávamos, eu esperava que verdadeiramente, juntos na estrada da mudança. Eu sinceramente, esperava que Elena me entendesse, já que era ela quem me acompanhava nesse caminho.
Eu, realmente, acreditava que a humanidade de Katherine poderia ser salva e estabilizada para um vampiro. Só esperava não me arrepender de ajudá-la.
Notas finais
Já avisando, Katherine não é um ameaça a Delena, ok?
Próximo capítulo: Stefan está de volta e mais Klaroline.
Deixem reviews,ok?
Pergunta: Vocês gostariam que eu fizesse o Natal?
Xoxo
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