Notas iniciais
Oiee Lindas...
Como estão? Ansiosas pelo episódio de amanhã?
Eu estou. hihihihi...
Muito obrigado as lindas Ayanne, Delenaholic e Bruna, que comentaram um dos capítulos mais difíceis que já escrevi.
Às leitoras fantasmas, por favor, comentem a fic. A opinião de vocês é realmente necessária.
Chega de enrolar...
Boa leitura!

POV Caroline

Aos poucos meus sentidos voltaram a trabalhar. Já eram dez horas da manhã, e eu me encontrava deitada na cama em que passei a noite, ou seja, eu estava no quarto de Stefan. Enquanto olhava fixamente o teto, pensei nas duas tarefas que tinha para o dia de hoje; primeiro: ir à procura de Tyler e resolver o nosso relacionamento; segundo: tentar trazer Stefan de volta para casa e para a disputa pelo coração de Elena, se ela me perdoou, com certeza o perdoaria. Eu só esperava que não fosse tarde demais, e que meu amigo ainda estivesse sobre controle.

Levantei-me da cama, seguindo diretamente para o banheiro. Fiz minha higiênie matinal, vesti minhas roupas e fui na direção do quarto de Damon para devolver o pijama que Elena havia me enprestado. Cuidadosamente, bati na porta que se abriu sozinha. O quarto se encontrava completamente iluminado; porém, Damon dormia tranquilamente em sua cama. Como ele podia ser tão lindo? Deus fez uma obra prima com esse homem, e isso eu não podia negar, na verdade, ninguém podia.

Rapidamente coloquei o pijama em cima da cama, saí do quarto e desci as escadas à procura de Elena para me despedir. Ao chegar na cozinha, algo muito estranho estava acontecendo; Elena e Katherine tomavam café da manhã, juntas. Por falar nisso, o que será que a vadia e Damon haviam aprontado na noite passada? Bom, com absoluta certeza, eu arrancaria essa informação de Elena; para quem, obviamente, Damon contaria as suas peripécias.

- Bom dia! — as saudei sorrindo.

- Bom dia Caroline! — elas disseram em uníssono, trocando um olhar irritado. Era assustador a semelhança, sobrenatural, entre elas.

- Toma café com a gente? — Elena ofereceu.

- Não. Me desculpe! Tenho alguns problemas para resolver. Se é que você me entende. — disse sugestivamente em um tom sério.

- Ok. — Elena respondeu indiferente, tomando um gole de seu café. Katherine parecia distante, mas eu tinha certeza que prestava atenção a cada palavra dita naquele ambiente.

- Elena? — chamei docemente, e ela me encarou com aqueles lindos olhos cor de chocolate.

- Eu posso trazer o Stefan para casa? — perguntei cuidadosamente com a minha melhor cara de gatinho do Sherek.

- Pode. — ela me respondeu com um suspiro derrotado, após um longo minuto de silêncio.

- Obrigado! Agora eu vou embora. — disse animadamente, já dando as costas para elas e caminhando em direção à porta.

- Caroline! — Elena chamou, e eu me virei rapidamente; bem em tempo de pegar o pequeno objeto azul, lançado por ela; meu celular.

- Obrigado! — disse mais uma vez, deixando a casa.

Assim que entrei em meu carro, disquei o número de Tyler. Eu, ainda, não tinha uma decisão tomada, mas nós precisávamos, urgentemente, conversar; pois até dormir com Niklaus eu já havia dormido.

- Caroline? — Tyler atendeu no terceiro toque.

- Oi! Você pode me encontrar no Grill para conversarmos? — fui direto ao assunto.

- Na verdade, não. Eu estou fazendo um trabalho de reconhecimento nos túneis da propriedade da minha família. — ele explicou.

- Ah. — soltei surpresa, sem querer.

- Você pode me encontrar no porão onde eu costumava me transformar. Daí conversamos enquanto eu continuo com o meu trabalho. O que acha? — ele ofereceu.

- Eu não vou te atrapalhar? — perguntei bobamente.

- De jeito nenhum. Eu sei que esse nosso encontro não pode esperar mais. — ele disse, e um arrepio percorreu a minha espinha. Coragem Caroline!

- Ok. Já estou a caminho. — disse calmamente encerrando a ligação.

Então, sem fazer a mínima ideia do que me aguardava, dei a partida no carro e dirigi rapidamente até a grande propriedade dos Lockwoods. Ao descer do carro, respirei fundo tentando controlar meu nervosismo; seria uma conversa extremamente difícil, mas era necessária para que o nosso futuro seguisse o seu curso.

Caminhei a passos firmes até o porão aonde todo o nosso amor se desenvolveu, aonde passamos momentos tão difíceis e tão prazerosos, aonde, provavelmente, tudo iria terminar. Entrei no porão, e encontrei Tyler, que estava tão lindo, a minha espera.

- Oi! — cumprimentei me aproximando.

- Como você está? Soube que saiu da cidade por alguns dias. — ele disse interrogativo, pegando duas lanternas e entrando em um túnel à esquerda.

- Eu e Elena tivemos uma briga. Foi horrível. — disse naturalmente, pegando a lanterna que ele me oferecia e o seguindo.

- Você estava com Klaus. — Tyler afirmou duramente.

- Os outros híbridos nos contaram. Paris? Não foi? — ele disse irônico, e meu estômago despencou. Óbviamente o nós, significava ele e Hayley.

- Eu não espero que você me entenda, ok? Eu fiz algo terrível com a Elena, e graças à Deus ela me perdoou; porque eu realmente pensei que ela não o faria. O Klaus... Klaus não julga. Ele me ofereceu uma saída para o problema, e eu aceitei; foi desesperador. — disse, controladamente, o máximo que podia.

- E nem falou comigo! Eu fiquei sabendo pelos outros que a minha namorada, porque você ainda é a minha namorada, estava em um momento difícil sendo consolada pelo Klaus! Em Paris! — Tyler se voltou para mim gritando, seus olhos eram acusadores e demonstravam, lá no fundo, uma dor silenciosa.

- Eu sei! Mas o que você esperava? Que eu corresse para os seus braços quando só Deus sabe o quê aconteceu, e anda acontecendo, entre você e aquela... aquela, tal de Hayley! — disse frustrada tentando me defender.

À essa altura da discussão, nós já havíamos parado de caminhar. Meu corpo inteiro tremia; porém, meu coração era o que mais sofria. O silêncio de Tyler só confirmava as minhas dolorosas suspeitas, e amando-o como eu o amava, a dor e o desespero me esmagavam por inteiro.

- Não aconteceu nada entre a Hayley e eu. Quantas vezes terei que repetir? — ele disse baixo, mas ainda raivoso.

- Muitas. Porque eu não acredito. — disse irônica, provocando-o.

- O que aconteceu entre você e o Klaus? — ele perguntou mudando totalmente de assunto. Eu não estava preparada para isso; e para pior tudo, Tyler olhou fundo em meus olhos, e eu engolhi nervosamente em seco.

- Nada. — menti, tentando soar normal.

- O que aconteceu entre vocês? — ele gritou mais alto sacudindo-me pelos ombros. Seus olhos já estavam amarelos.

- Nada. — repeti trêmula, já sentindo as lágrimas arderem em meus olhos e escorrerem pelo meu rosto. Eu, sinceramente, não queria machucá-lo.

- O que aconteceu? — Tyler me prenssou violentamente na parede, mostrando ferosmente suas presas.

- Eu dormi com ele! — gritei desesperadamente no mesmo tom feroz, caindo em um pranto extremamente audível.

- Eu não acredito. — ele disse desolado, me soltando e passando as mãos no cabelo.

- Como você pôde Caroline? Me trair; à mim! Eu não acredito. — ele vociferou controladamente, seguindo caminho pelo túnel.

- Mas que droga é essa? — ele disse em uma explosão de ódio, após apenas alguns passos, me fazendo pular de susto.

- O que houve? — me recompus, indo até ele.

Quando meus olhos viram o que a luz das lanternas iluminavam, meu corpo inteiro congelou; era um belo e lustroso caixão preto.

- Um caixão. — Tyler afirmou o óbvio, e nós, apesar de tudo, trocamos um olhar apavorado.

- No três? — perguntei incerta, e ele balançou a cabeça em afirmação.

Ambos nos abaixamos, posicionando as mãos nas laterais da tampa do caixão para podermos abrí-lo. Eu estava muito apreensiva com o que pudesse estar escondido alí dentro; da última vez libertamos Esther, que quase exterminou a raça dos vampiros.

- Um, dois... três.

Tyler e eu abrimos a tampa do caixão rapidamente, e chegamos a arfar com a surpresa de seu conteúdo. Era asqueroso; Rebekah estava alí, empalada com uma daquelas adagas, completamente trasfigurada, temporariamente morta.

- Meu Deus! — consegui dizer após alguns minutos de um silêncio mortal.

- Por isso ela sumiu. Estava o tempo todo aqui. Morta. — raciocinei em voz alta.

- Eu só conheço uma pessoa capaz de fazer isso com um Original sem morrer. — Tyler disse ao mesmo tempo vitorioso e sério, me olhando profundamente.

- Klaus. — completei cabisbaixa encarando-o.

Eu estava decepcionada. Esses dias com Klaus haviam sido tão agradáveis, que até me esqueci o quão monstruoso ele pode ser. Fazer isso com a própria irmã? Não que, às vezes, ela não merecesse um castigo, porque convenhamos, Rebekah sabia como infernizar alguém, mas isso era demais. E eu tinha absoluta certeza de que acontecera por algum motivo bobo e sem sentido.

- Ora de acordar Rebekah. — Tyler disse divertido, me fazendo despertar de meus devaneios.

E antes que eu pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, ele retirou a adaga do coração dela. Se tínhamos problemas, certamente eles se multiplicariam quando ela acordasse.

- O que você fez? — perguntei perplexa.

- O certo. — ele respondeu convicto.

Pensando em todos os meus amigos, à quem eu precisava contar as desagradáveis novidades, saí do túnel em minha velocidade vampírica. Enquanto me dirigia, já normalmente, até o carro, peguei, com mãos aflitas, meu celular. Sem pensar muito, disquei o número um da discagem rápida.

- Caroline? — ele atendeu no primeiro toque.

- Stefan! Nós temos problemas!

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado *-*
Deixem reviews, ok? Muitos, por favor.
O que será que a Rebekah deve fazer hein?
Posta o próximo capítulo amanhã, um pouco antes da volta arrasadora de TVD.
Xoxo