My Irresistible Secretary

13 Quer mesmo que eu pare?


Notas iniciais
Oi, meus amores. Quero agradecer a toda força e a cada palavra de carinho que recebo através dos reviews. Percebi que muitas acompanham a fanfic, mas não dão sinal de vida. Se não tem conta no Nyah, dá uma passada no meu Facebook ou no Twitter. É sempre bom saber o que as minhas leitoras estão achando. Não dói nada elaborar um comentário. ;) Agradecimento especial a samantha pela recomendação. ♥ Obrigada, flor.*---* Quero dar as boas-vindas as novas leitoras. Espero que gostem do capítulo. Aproveitem ;)

POV Edward Cullen

Era tarde da noite quando chegamos a Los Angeles. Contratei os serviços de um taxista para que ele nos levasse até o apartamento de Bella. Chegamos ao prédio e pedi para que o motorista me aguardasse enquanto eu iria ajudá-la a subir com a mala. Bella garantiu que não era necessário, mas eu não lhe dei ouvidos.

Entramos em seu apartamento e depositei a mala em um canto da sala de estar.

— Bella, eu gostaria de lhe pedir um favor.

— O quê, querido? Eu espero que esteja ao meu alcance.

— Eu quero que sejamos discretos com o nosso relacionamento na empresa, pelo menos por enquanto. Eu gostaria de apresentá-la como minha namorada em um dos jantares de família que minha mãe costuma marcar de tempos em tempos. Eu desejo fazer essa surpresa para ela e não quero que saiba antes do tempo. Posso contar com você?

— É claro que pode, meu amor. — Ela sorriu. — Mas será que ela vai gostar dessa surpresa?

— É claro que vai, não somente ela, mas também toda a minha família. Não vejo motivos para não gostarem, pois você enfeitiçou a todos eles.

— Bobo. — Ela sorriu enquanto segurava os meus ombros. — Anda, você precisa se apressar, o taxista está à sua espera.

— Tudo bem. Posso vir buscá-la amanhã para irmos para a empresa?

— E chegarmos juntos? — Indagou. — Sua família ficaria desconfiada e a tal surpresa iria por água a baixo.

— Puxa, é mesmo. Eu havia esquecido esse detalhe.

Dei um beijo rápido nela e me despedi. Era tão difícil dizer adeus, cada célula do meu corpo protestava quando eu tinha que deixá-la. Realmente eu estava apaixonado por essa mulher, disso não havia dúvidas.

Cheguei ao meu apartamento e Elizabeth estava acomodada no longo sofá da sala de estar. Ela tinha um copo de leite em mãos e os olhos percorriam tranquilamente uma revista em seu colo. Joguei as chaves do apartamento na mesinha de centro e Beth se deu conta da minha presença. Ela saltou do sofá e afagou o peito.

— Menino, que susto! — Ela passou as mãos nos cabelos. — Nem percebi a sua presença.

— Ainda acordada, dona Beth?

— Sim, eu estava interessada em uma matéria dessa revista. E você? Como assim já retornou de viagem? — Ela perguntou visivelmente surpresa.

— Resolvi todos os assuntos da filial de Toronto em menos tempo do que eu esperava. Tudo certo por aqui?

— Sim, tudo às mil maravilhas. Anda, menino! Venha aqui e me dê um abraço.

Ela sorriu e abriu os braços para me receber.

Levei a mala para o meu quarto e Elizabeth me ajudou a organizar no closet as roupas que não haviam sido usadas. Sentei na cama enquanto retirava os sapatos e desabotoava alguns botões da camisa. Minha mente viajou por um breve momento e me vi perdido em pensamentos. Eu ainda não acreditava nos últimos acontecimentos. Fui retirado de meus devaneios quando percebi um estalar de dedos em minha frente.

— Edward?! — Beth estava praticamente gritando. — Estou falando com você! Por acaso a sua mente ainda está em Toronto?

Ri internamente. Realmente a minha mente estava em Toronto. Meus pensamentos estavam tomados pelos momentos que passei com a Bella na cidade.

— Desculpe, Beth. Eu estava perdido em pensamentos.

— Eu percebi. — Ela riu. — Eu estava perguntando se gostaria que eu preparasse algo para você comer.

— Eu quero sim, obrigado.

— Você está estranho, menino. Parece meio aéreo. Aconteceu alguma coisa nessa viagem que eu não estou sabendo? — Perguntou intrigada.

— Logo você saberá, Elizabeth.

Eu sorri largamente e ela me olhou de maneira curiosa. Mas eu não iria revelar nada, pelo menos não agora.

[...]

No dia seguinte, cheguei à empresa e fui cumprimentado cordialmente por todos os funcionários. Eu irradiava contentamento por todos os poros, acho que todos estavam percebendo a aura de felicidade que me cercava. Creio que um homem apaixonado se destaca entre a multidão. Era como se um letreiro de néon estivesse piscando em minha testa, demonstrando o quanto eu estava arrebatado por esse sentimento. Entrei no elevador e me dirigi para o andar de minha sala.

Segui pelo corredor e cruzei a porta do meu escritório. E lá estava ela, a minha tentação pessoal. Ela estava de costas e empilhava algumas pastas em minha mesa. O terninho azul aderia à sua pele cremosa e evidenciava as suas curvas. Sorri. Ela não estava brincando quando disse que usaria a cor azul mais vezes por minha causa.

Caminhei lentamente em sua direção e depositei a maleta de couro em minha mesa. Ela finalmente notou a minha presença. Posicionei-me atrás dela e esfreguei os seus braços. Distribuí beijos por sua têmpora direita e ela riu.

— Comporte-se! — Ela afastou as minhas mãos delicadamente. — Estamos em ambiente de trabalho.

— Não pareceu se importar com isso quando me beijou na sala de reuniões da filial.

Segurei seu queixo entre o polegar e o indicador, trouxe o seu rosto para mim e beijei seus lábios de maneira casta.

— Você é impossível! — Ela riu. — Não podemos ser vistos por alguém de sua família, esqueceu?

Assenti e afastei-me dela frustrado. Ela tinha razão. Mas como eu podia segurar essa vontade de tê-la sempre em meus braços?

Virei de costas para que ela retirasse o meu paletó. Eu adorava quando ela fazia isso. As mãos delicadas pousando sobre o meu peito para retirar a peça de roupa me levava à beira da loucura. Não havia segundas intenções naquele gesto, mas o seu mais simples toque me eriçava por inteiro. Ela alisou o seu terninho depois de pendurar o meu paletó no gancho de aço. Logo, retornou a sua atenção para mim.

Contornei a minha mesa e sentei-me em meu assento.

— Temos muito trabalho para hoje? — Perguntei enquanto brincava com a minha caneta Montblanc.

— Eu diria que temos uma montanha de trabalho. — Ela olhava atentamente a minha agenda. — Eu adiei vários de seus compromissos por conta da viagem. Alguns deles eu tive que remarcar, mais precisamente para hoje. Terá uma reunião agora de manhã e precisará atender a vários clientes em diferentes horários do dia. E quanto aos documentos que precisarão ser assinados e averiguados, estão todos em sua mesa.

Eu escutava tudo atentamente e um tanto admirado. Seu profissionalismo nunca deixaria de me surpreender. Sua vontade de se jogar em meus braços era tão grande quanto a minha, mas ela nunca perderia o foco e não esqueceria que estávamos em ambiente de trabalho. Creio que mesmo depois que a minha família saiba do nosso relacionamento, ela continuará sendo cautelosa. Não vai querer misturar a nossa relação amorosa com o trabalho.

— Você é uma mulher incrível. — Sorri docemente.

— Hum, obrigada pelo elogio. — Disse toda contente. — Mas agora eu preciso cuidar de meus afazeres e você dos seus. Não tem nem uma semana que estamos namorando, mas eu já conheço você. — Ela riu e deu uma piscadela. — Se eu continuar aqui, você vai querer me agarrar e trabalho será a última coisa que iremos fazer.

Balancei a cabeça e ri de seu comentário. Ela deixou o meu escritório e soprou um beijo antes de fechar a porta.

Realmente ela já me conhecia muito bem.

[...]

Após o término da minha reunião, resolvi ir até ao escritório de Carlisle para lhe atualizar e passar todas as informações da nossa filial em Toronto. Pedi para que a sua secretária me anunciasse e ela logo autorizou a minha entrada.

Adentrei a sala de meu pai e ele levantou-se de sua poltrona para me receber.

— Filho! — Abraçou-me dando tapinhas em minhas costas. — Fiquei surpreso quando a minha secretária disse que era você. Achei que ainda estivesse em Toronto.

— Bem, eu resolvi os assuntos pertinentes à filial mais rápido do que eu imaginava.

Ele tornou a sentar em sua poltrona e gesticulou para que eu me sentasse à sua frente.

— Espero que tenha boas notícias para mim. — Ele esfregou as mãos e riu.

— Eu tenho as melhores. — Sorri alegremente e entreguei-lhe alguns documentos. — Tudo está correndo perfeitamente bem. A tia Anna é uma diretora-presidente formidável. Comanda aquela empresa com mãos de ferro.

— Nunca duvidei das capacidades dela. Nossa filial está em boas mãos. — Proferiu com admiração. — A propósito, como ela está?

— Muito bem. E sempre preocupada com a sua beleza e com a moda.

— Alice teve a quem puxar. — Ele riu.

— Disso eu não tenho dúvidas. — Gargalhei.

[...]

Era o horário de almoço e Bella saiu para almoçar com a Alice. Pensei em acompanhá-las, mas como eu tinha uma pilha de documentos que precisavam da minha atenção, resolvi ficar nas dependências de meu escritório mesmo. Meus olhos corriam atentamente por um determinado documento e, nesse exato momento, a porta foi aberta. Sorri amplamente achando que se tratava de Bella, mas logo o sorriso foi substituído por uma carranca ao perceber de quem realmente se tratava. Era só o que me faltava...

— O que você quer? Não está vendo que eu estou trabalhando? — Disse com azedume.

— O que eu quero? — Victoria indagou. — Não é óbvio? — Lambeu os lábios com lascívia. — O que aconteceu, gostosão? Por que nunca mais me procurou?

— Tenha mais cuidado com o seu linguajar, Victoria. A senhorita não passa de minha subalterna e deve impor respeito a mim.

— Respeito? — Ela perguntou de modo irônico. — Não era bem assim quando me jogava em cima dessa mesa. Deixe-me retirar essa sua carranca da maneira que você gosta. — Deu uma piscadela.

Ela deslizou a mão esquerda por cima da mesa enquanto rodeava a mesma. O perfume de vadia barata invadiu as minhas narinas e me deixou enojado. Eu olhava nervosamente para a porta com medo de que Bella entrasse a qualquer momento. Victoria estava prestes a deslizar a mão pelo meu peito quando eu impedi o seu ato, agarrando o seu pulso com um aperto de ferro.

— Não ouse colocar essas mãos imundas em cima de mim. — Disse rigidamente e com um olhar fulminante.

Ela retirou o seu braço de meu aperto rapidamente, esfregando freneticamente o local que eu havia segurado.

— O que está acontecendo com você?! — Ela estava furiosa. — Primeiro o sermão e agora isso? O que foi? Eu não sou boa o bastante para você?

— O que tínhamos era apenas sexo e nada mais do que isso. Eu não preciso mais de você. Consegue entender isso? Volte para o seu posto de trabalho antes que eu perca o pouco de paciência que ainda me resta!

— É ela não é? O que a sua secretária tem que eu não tenho? Que espécie de estripulia ela fez em cima da sua mesa? Uma nova posição sexual? — Perguntou de maneira sarcástica.

A fúria se apoderou de mim.

— Escuta aqui, Victoria! Lava essa sua boca antes de falar dela. Não admito que ofenda a dignidade de Isabella dessa forma. Ela não é uma vadia como você que se esfrega pelos quatro cantos dessa empresa. Se eu souber que tentou ao menos uma gracinha contra ela, pode se considerar no olho da rua. E eu vou garantir para que não consiga emprego em lugar nenhum. Não duvide disso, sabe muito bem que eu tenho esse poder em mãos. — Disse cada palavra ameaçadoramente.

Ela me olhava com incredulidade.

— Está me ameaçando?

— Veja como quiser. — Disse dando de ombros.

— Edward, por favor... — Ela tentou investir mais uma vez.

— Você é surda ou o quê? Será que não entendeu que eu estou farto de você? Retire-se de meu escritório. AGORA! — Vociferei.

Ela saiu com os saltos batendo ruidosamente contra o piso e estava visivelmente irritada com a situação. Fechou a porta com tamanha força que as paredes estremeceram por um breve instante.

Que mulher louca! Será possível que não sabia o significado da palavra rejeição? Talvez fosse esse o problema, ela sabia. E o comportamento de uma mulher que é rejeitada não é nada bom. Eu só espero que as minhas palavras tenham sido bem claras e que ela não tente nenhuma gracinha.

Suspirei pesadamente e joguei a cabeça para trás, pousando-a no encosto do assento. Passei as mãos nos cabelos com tanta força a ponto de arrancar os fios. Infelizmente, o meu passado promíscuo não poderia ser apagado e estaria ali para ser jogado em minha cara na primeira oportunidade. Mas ele não precisa ser relembrado, deve ser trancado a sete chaves para não atrapalhar a imensa felicidade que eu estou vivendo. Não deixaria que o meu passado e muito menos uma vadia qualquer arruinasse o meu relacionamento com Bella.

[...]

O sol já estava se pondo e levava com ele mais um dia de trabalho finalizado. Juntei as mãos e estalei os dedos. Tive um dia de trabalho corrido e um tanto estressante, mas muito agradável. E como não poderia ser? A presença daquele lindo e perfeito sorriso, os olhos chocolates sempre expressivos, seu perfume, sua voz... Ser agraciado todos os dias com essa infinidade de beleza e delicadeza feminina transformava o meu escritório em um verdadeiro paraíso.

Abri a porta vagarosamente e saí de minha sala. Dei alguns passos de modo sorrateiro até a mesa de Bella. Ela estava arrumando alguns pertences em sua bolsa. Inspecionei todo o corredor à procura de algum olhar curioso, não havia ninguém. Pedi para que ela viesse ao meu escritório. Ela assentiu e levantou-se de seu assento. Quando Bella passou pela soleira, fechei a porta rapidamente e prensei seu corpo contra a mesma.

— Você é louco! E eu achando que você queria falar sobre trabalho. — Ela riu.

— Sou louco mesmo, louco por você. Não estou com cabeça para trabalho agora. Eu só consigo pensar em você...

Acariciei seus lábios com a ponta do polegar e ela fechou os olhos, rendendo-se à minha carícia.

— Não podemos. — Ela correu as mãos pelos meus ombros. — Estamos em horário de trabalho.

— Não fuja de mim. Além disso, sei que o seu expediente já acabou faz tempo. — Meu comentário fez com que uma dúvida se formasse em minha cabeça. — Por que sempre permanece aqui mesmo depois do fim de seu expediente?

Ela enrubesceu e baixou a cabeça. Pensou por um momento, como se estivesse decidindo se me responderia ou não.

— Eu faço isso para permanecer o maior tempo possível com você.

Meu coração se agitou no peito com a sua resposta. Ela sorriu docemente. Busquei sofregamente por seus lábios.

— Não, Edward. Pare! Alguém de sua família pode aparecer. Não era você que queria ser discreto?

Apertei a sua cintura e puxei seu lábio inferior entre os dentes. Ela queria tanto quanto eu, apenas alimentava um pingo de razão enquanto a minha já tinha se esgotado há muito tempo.

— Quer mesmo que eu pare? — Rocei meus lábios contra os seus mais uma vez.

Ela não iria aguentar por muito tempo. Um sorriso cresceu em meus lábios quando percebi que aos poucos ela ia cedendo e finalmente se deu por vencida.

— Argh! Dane-se! — Ela praguejou e puxou-me pela gravata.

Seus lábios atacaram os meus de uma maneira que deveria ser vista como um crime. Bella era tímida por natureza, mas era incrível que nesses momentos ela se permitia um pouco mais. E eu era eternamente grato a isso. Acariciei seus lábios com a ponta da língua e logo invadi a sua boca, buscando avidamente pelo calor e pela doçura que continha em seus beijos. Suas mãos seguravam firmemente as minhas costas como se ela quisesse me impedir de sair de seu abraço. Ah, minha doce Isabella, eu não iria a lugar algum...

Segurei o seu rosto e fui cessando o beijo com alguns selinhos.

— Desculpe por agarrá-la desse jeito, vejo-me perdido nessa grande tentação. É uma batalha extremamente difícil resistir a você.

— Minha situação não é diferente, amor. Mas eu ainda tento me controlar, ao contrário de você. — Ela riu e acariciou o meu rosto. — Espero que a sua mãe marque logo esse tal jantar, sendo que podemos ser flagrados a qualquer momento e não haverá nenhuma surpresa para ela.

— Prometo me comportar. — Fiz uma carinha de cachorro que caiu da mudança e ela me olhou desconfiada.

— Devo acreditar? — Ela indagou com a incerteza estampada em seus olhos.

— É melhor que eu não faça promessas. — Cocei a cabeça e ela riu.

Ela olhou o relógio em seu pulso.

— Bem, é melhor que eu vá para a minha casa. Antes que a sua falta de controle nos deixe presos nesse escritório.

— Não posso negar que é uma ideia muito tentadora. — Dei uma piscadela.

— É um descarado mesmo! — Ela balançou a cabeça negativamente e semicerrou os olhos.

— Um descarado que você adora. — Beijei sua boca mais uma vez antes de soltá-la.

Despediu-se de mim e se foi. Deixando apenas o seu perfume enlouquecedor circulando em meu escritório e impregnado nas minhas roupas.

Eu estou totalmente entregue a essa mulher. Encontro-me preso em sua cela de amor e não há ninguém que seja capaz de me libertar. E não, não estou nem um pouco interessado em me ver livre dessa tão doce prisão.

Notas finais
Só amor esses dois não é? ♥___♥ Ai, ai, ai.... Mulher rejeitada é fogo não é? Será que vai dar a louca na Victoria? Espero ser mimada com lindos reviews, e quem sabe até uma recomendação... ;) Rsrs Até o próximo capítulo... Bjs da Lê ♡