My Irresistible Secretary

5 Preciso sentir novamente


Notas iniciais
Oi, amores! Sentiram saudades? Dei o máximo de mim nesse capítulo. Deixem reviews para complementar a minha imensa felicidade de hoje. Sabem por que né? Veremos a nossa diva linda e amável Kristen no Oscar. Quem está ansiosa? Saudades da minha baby, não vejo à hora de vê-la sensulizando e exalando poder. O Red Carpet com certeza terá o prazer de recebê-la. U.u Quero agradecer imensamente a AnnieMasen pela linda recomendação e por ter divulgado a fanfic no seu tumblr. OBRIGADA, AMOR! Tenho uma pequena homenagem para você no capítulo. Simples, mas de coração. O capítulo está muito fofo, nada de muito extremo, mas um grande avanço para a aproximação do nosso casal. Agora vamos que a nota já ta quase maior que o capítulo! Kkkkkkkkkkk.... Espero que gostem. Enjoy it!

POV Bella Swan

Na Cullen's Advocacy tudo estava correndo perfeitamente bem. Eu estava realizando as minhas atividades como qualquer outra secretária competente e eficiente faria. Eu estava trabalhando na empresa há três semanas e ultimamente a mesma vinha subindo muito em seu ramo. Estava a todo vapor e com um grande sucesso.

O resultado disso foi uma festa que os Cullen marcaram para a comemoração do grande sucesso da renomada empresa. Eu claramente fui convidada, ou melhor, eles exigiram a minha presença. Pois deixaram claro que o resto da família queria ter o prazer de conhecer a tão amada e falada amiga de Alice.

Durante a minha estadia na empresa, conheci Carlisle e Emmett. Carlisle não suportava quando eu o chamava de senhor, sentia-se velho. Como se isso fosse possível, não seria uma palavra chamada 'senhor' que o deixaria velho. Apesar da idade, Carlisle tinha uma aparência bastante jovial e parecia ser irmão de Emmett e não o pai.

Ele era um homem que tinha um amor incondicional por seus familiares. Não havia um patriarca melhor para uma família.

Emmett era bastante divertido e um bom amigo. Era o típico cara que arrancava sorrisos por onde passava, sabia levar no bom humor até os momentos difíceis. Ele era loucamente apaixonado por sua mulher, Rosalie. Eu a invejava, eu queria que um homem falasse de mim com os mesmos olhos apaixonados que Emmett falava sobre sua esposa. Tive a oportunidade de falar com Esme apenas por telefonemas, quando ela queria falar com o meu chefe. Parecia-me ser uma mulher adorável.

Os Cullen estavam em uma reunião para discutirem se ficariam com um novo caso. Enquanto isso, eu estava em minha mesa organizando alguns arquivos em uma pasta.

— Bella?

Fui ao encontro da voz e deparei-me com Alice. Ela estava escorada em minha mesa e carregava um sorriso sapeca no rosto. Eu conhecia aquele sorriso o suficiente para constatar que ela aprontaria.

— Posso saber o que está fazendo aqui, Allie? — perguntei desconfiada. — Não deveria estar na reunião?

— Nossa! Isso é maneira de me receber, Bella? — revirei os olhos. — A minha presença não é necessária nessa reunião de hoje. Além do mais, tenho outro plano em mente.

— E qual seria esse plano?

— Fazermos compras no shopping para a festa de domingo à noite.

Bingo! Sabia que ela aprontaria.

— O quê? De forma alguma! Não preciso de compras, Alice!

— É claro que precisa! Não subestime essa festa. Você precisa estar perfeitamente vestida para a ocasião.

— Obrigada pela preocupação, Alice. Mas tenho certeza que terei algo para vestir. Além disso, não tenho dinheiro agora e o Sr. Cullen não liberou saídas em meio ao expediente.

— Sua resposta de ter algo para vestir não me convenceu. — Alice era impossível! Protestava até conseguir o que queria. — Já conversei com o seu patrão e ele a liberou. E quanto ao fato de você não ter dinheiro, eu tenho um amigo de todas as horas. — ela puxou um cartão de sua bolsa e o beijou.

— Alice, a minha resposta continua sendo não.

— Droga Bella! Vamos! Por favor, faça-me esse agrado, não custará nada. — Alice fez uma carinha de dar pena e começou a piscar os olhos. Ela era terrível!

— Custará o seu dinheiro. Sabe que não gosto que gastem comigo.

— Sabe que não me importo. Puxa, você é minha amiga. Vamos? Diga que sim.

— E resta-me alternativa? Tudo bem, eu irei. — ela bateu palminhas e irradiou contentamento. — Você não aceitaria 'não' como resposta.

[...]

Chegamos ao shopping e fomos para uma loja de vestidos que Alice dissera ser a sua favorita. Olhei abismada para os vestidos caríssimos na vitrine.

— Allie, estes vestidos são caríssimos!

— Bella, dinheiro não é problema. Relaxe, ok? Agora vamos às compras.

Na loja, havia vestidos para todos os tipos de festa, do mais simples ao sofisticado. Uma vendedora atenciosa e bastante simpática prontificou-se em nos atender.

— Olá, queridas. Chamo-me Annie e estou aqui à disposição das senhoritas. Em que posso ajudá-las?

As pessoas que trabalhavam neste local faziam jus à loja sofisticada. Annie era muito bonita, fina e educada.

— Bom dia, Annie! — Alice tratou de respondê-la. — Preciso de um vestido para a minha amiga que seja sexy, mas sem apelar para a vulgaridade.

— Hummm. Já sei o que posso sugerir. Acompanhem-me, por favor.

Seguimos Annie e fomos levadas para uma sala onde havia petiscos e bebidas.

— Espero que fiquem à vontade. Trarei vários modelos, com licença. — Annie retirou-se para trazer os vestidos.

A vendedora retornou com os vestidos e conduziu-me para um provador. Experimentei vários modelos e sempre mostrava para Alice opinar. Eu já estava impaciente, pois os vestidos não estavam proporcionais ao meu corpo. Alguns ficaram vulgares, outros apertados demais, alguns folgados...

— Alice?! Sinceramente eu desisto! Acho que já experimentei mais de dez vestidos! — Ela fez uma careta quando retornei do provador com um vestido amarelo. Assim como eu, ela claramente não gostara.

— Nem pense em desistir! — ela levantou impacientemente da cadeira. — Só sairemos daqui quando encontrarmos o vestido perfeito. Aliás, acho que já encontrei.

Os olhos de Alice brilharam de satisfação.

Segui seu olhar que estava pousado sobre um longo vestido tomara que caia azul. Era bordado com pedrarias na área da cintura que subiam até o busto. O vestido tinha uma enorme fenda sobre a perna esquerda do manequim. Abri a boca embasbacada quando vi o preço.

— Annie, aquele vestido está à venda? — Alice apontou para o vestido e a vendedora ficara surpresa.

— Está sim. Este é um dos nossos vestidos mais caros por conta do tecido fino, sofisticado e dos detalhes em pedrarias. — replicou a vendedora.

— Poderia trazer um modelo para que a minha amiga possa experimentá-lo?

— Claro. Só um momento.

A vendedora se afastou e protestei aos cochichos com Alice.

Annie retornou dizendo que tínhamos feito uma ótima escolha. Peguei o vestido e o experimentei. Por incrível que pareça o vestido teve um caimento perfeito sobre o meu corpo. Valorizou os meus seios, acentuou a minha cintura e definiu os meus quadris. A abertura do vestido na perna esquerda deixou-me bastante sensual. Saí do provador.

— E então, Allie? O que você achou?

— Nossa! Como consegue esconder todo este corpaço em roupas de trabalho? Ficou perfeito! Você está muito sensual! Está preparada para fisgar o coração do último Cullen solteiro!

— Alice?! — Minhas bochechas alcançaram vários tons de vermelho.

— Uau! Ficou linda, senhorita! — Annie aproximou-se.

— Levaremos este. — Alice afirmou e a vendedora assentiu.

— Irei embrulhá-lo. Com licença. — Annie afastou-se.

— Allie, esse vestido é caríssimo! Tem certeza?

— Absoluta. Apenas aceite, ok? Veja isto como um presente, uma gentileza.

— Tudo bem.

Não adiantava protestar, Alice era bastante determinada e não sucumbiria aos meus pedidos.

A vendedora retornou com o vestido embrulhado e o entregou nas mãos de Alice.

— Não gostariam de conhecer a nossa linha de calçados? Estamos com vários modelos novos e exclusivos.

— Claro, Annie! Eu adoraria. — Alice respondeu contente. — Precisaremos de um par de sapatos para combinar com esta belezinha aqui. — ela gesticulou para o embrulho do vestido em suas mãos.

Revirei os olhos e fui para a área de calçados a contragosto. Assim como os vestidos, experimentei vários modelos de sapatos. Optei por um prateado que combinaria perfeitamente com as pedrarias do vestido. Alice sorriu concordando. Insistiu que eu levasse uma bolsa carteira para combinar com os sapatos, como se alguém pudesse vê-los sob aquele vestido longo. Balancei a cabeça e acabei concordando, não adiantava discutir.

— Não comprará nada, Alice? — perguntei enquanto entrávamos em seu carro após as compras.

— Eu? — ela gargalhou. — Já fiz as minhas compras, Bella. Quando eu soube da festa, tratei de correr para o shopping no mesmo dia. — disse ela sorridente e satisfeita.

Era de se esperar, Alice era maníaca quando se tratava de compras.

Paramos em um restaurante para almoçarmos e depois passamos em meu apartamento para deixarmos as compras. Depois de tudo feito, retornamos para a empresa.

Estava concentrada em alguns papéis que precisariam ser assinados pelo Sr. Cullen. Entrei em sua sala para organizar a sua mesa. Certamente, ele ainda estava em reunião ou resolvendo outro compromisso. A porta foi aberta e nem precisei olhar para me certificar de quem se tratava. Já sabia a resposta apenas pelo perfume masculino e delicioso que invadia as minhas narinas. O cheiro era inconfundível.

— Boa tarde, Sr. Cullen.

— Boa tarde, Srta. Swan.

Às vezes ele me chamava de Srta. Swan ou simplesmente de Bella. Mas isso não me importava mais, eu não passava de uma simples secretária e poderia ser tratada com ou sem formalidades.

— Os papéis que o senhor precisa assinar já estão em sua mesa. — proferi enquanto ele virava-se de costas para que eu retirasse o seu paletó.

Arrepiava-me toda vez com isso, tocá-lo e senti-lo tão próximo de mim deixava-me... Desejosa? Não, definitivamente não! Retirei o seu paletó e o pendurei em um gancho de aço próximo ao armário.

— Excelente. A senhorita como sempre bastante prestativa e eficiente.

— Obrigada, senhor. — sorri. — Se não fosse atrevimento de minha parte, eu poderia perguntar como foi a sua reunião de hoje mais cedo?

— De maneira alguma, nunca será atrevimento. Discutimos bastante e Carlisle assumirá mais um caso. A reunião foi bem produtiva.

— Isto é ótimo, senhor. A empresa subirá cada vez mais em seu ramo.

— E a senhorita? Como foram as suas compras com a Alice?

— Nem me fale senhor. Alice é terrível! Praticamente obrigou-me a fazer essas compras. Mas depois aceitei de bom grado, eu a amo e resolvi agradá-la. Inclusive, peço desculpas ao senhor por ter saído em horário de trabalho.

— Fique tranquila, Alice pediu permissão e eu claramente autorizei a sua saída. Isso não afetará o seu pagamento.

— Obrigada Sr. Cullen. — sorri satisfeita. — O que posso fazer para agradecê-lo?

— Apenas o seu lindo sorriso me basta. — derreti em questão de segundos. Ele sabia fazer uma garota se sentir especial e não perdia a oportunidade de me deixar desconcertada.

— Bella? Antes de ir para a sua mesa, poderia pegar as pastas que estão na terceira gaveta do armário?

— Claro, um momento.

Fui até o armário e vi que eram várias pastas grossas. Verifiquei que o conteúdo eram divórcios para serem assinados por clientes. Coloquei todas as pastas uma sobre a outra em cima da mesa do Sr. Cullen. Encarei a pilha embasbacada.

— Algum problema, Bella?

— Não, não é nada. Estou apenas surpresa, senhor. As pessoas perderam a noção do que é certo e errado? Por acaso casam-se já pensando no divórcio?

— Ah, então é isso? — ele gargalhou. Como poderia rir de algo tão sério? — Estou acostumado. É comum esta quantidade de divórcios passarem por minhas mãos. — Inacreditável.

— As pessoas deviam casar-se por amor, mas confundem desejo e paixão passageira com amor. Ou apenas finge um sentimento que nunca existiu. São as únicas explicações coerentes.

— O amor é uma tolice, Bella. Ele só traz sofrimento.

Por que ele pensava daquela forma? Será que já sofrera uma decepção amorosa?

— Está errado, senhor. Não sei o que aconteceu para que o senhor pense desta forma, mas com certeza não foi por causa do amor, e sim, por conta de uma mera paixão.

— Por que você pensa assim? — ele ajeitou-se em seu assento e prestou mais atenção em mim.

— Paixão é apenas algo momentâneo, um desejo e uma atração física. Já o amor... Ah, o amor! É lindo, sublime e verdadeiro. A verdadeira essência de amar é algo puro, fiel, dedicado, autêntico e incondicional. Arrisco-me a dizer que é o sentimento mais nobre de todos, senhor. Pois não escolhe sexo, idade, raça ou etnia para se manifestar. Eu ainda preciso sentir... Eu... Preciso sentir novamente o que é amar e ser amada outra vez.

Minhas palavras tocaram-me profundamente. De repente, foi mais forte do que eu. Foi algo inesperado naquele momento. Lágrimas deslizaram pelo meu rosto, copiosas. Meus ombros sacudiam-se freneticamente por conta dos soluços.

O Sr. Cullen levantou-se rapidamente e veio em minha direção.

— Bella, Bella, o que houve? Eu fiz algo de errado? — ele sacudiu os meus ombros, alarmado. Estava visivelmente apavorado.

— O senhor não fez nada. Apenas me abrace. Por favor, abrace-me. — No momento, não me importei com o pedido. Apenas necessitava de um acalento.

Ele envolveu a minha cintura com um de seus braços e com o outro me apertou contra o seu peito. Deitei meu rosto em seu peito e mais lágrimas escorriam frenéticas, molhando a sua camisa. Eu deveria parar de abraçá-lo, mas eu não tinha total controle sobre o meu corpo. Apenas queria continuar atirada no círculo daqueles braços que era um porto seguro, aqueles braços fortes era o único lugar que eu desejaria estar naquele momento.

Depois de algum tempo, afastei-me. Não queria, mas era necessário.

— Senhor, desculpe-me por ter atrapalhado os seus afazeres por conta desta crise de choro. Molhei a sua camisa com lágrimas e...

Ele me interrompeu.

— Shhh... Esqueça isso. O que importa é você agora. Sente a falta de seus pais não é? — ele segurou o meu rosto em suas mãos, afagando-o.

— Sim. Muita falta. — confirmei e ele abraçou-me mais uma vez, beijando e afagando os meus cabelos. Era um carinho tão gostoso!

— Eu sinto muito. Sei que deve ser difícil para você. Quero que fique sabendo que se precisar de um amigo, sempre estarei aqui. Serei mais do que um chefe para você caso precise.

Fiquei tão emocionada perante o seu gesto, senti um calor reconfortante em meu peito com suas palavras. Ele estava tão diferente, tão mudado. Tratava-me com respeito e não via mais aquele desejo desrespeitoso em seus olhos.

— Obrigada, senhor. Mas peço que me perdoe por este inconveniente.

— Eu perdoo, mas com uma condição.

— E qual seria?

— Prometa-me que deixará esta tristeza de lado e me presenteará com um lindo sorriso em seu rosto. Quero você linda, principalmente pra mim, na festa da minha família no domingo. Quero que me convença que estará feliz e demonstrará para esta tristeza que a senhorita é mais forte do que ela. — ele proferia enquanto enxugava os últimos resquícios de minhas lágrimas.

Sorri. Não custava nada tentar agradá-lo. Ele estava sendo tão maravilhoso que eu não precisaria fingir que estaria feliz. Porque eu sei que estaria.

— Eu prometo, senhor.

— Pode ir para a sua casa. Irei liberá-la mais cedo. Precisará de um tempo sozinha para descansar.

— Agradeço a sua gentileza, mas tem certeza que não precisará mais de mim?

— Irei sobreviver. — disse brincalhão.

Retirei-me de sua sala e ele despediu-se de mim com aquele sorriso envolvente, fazendo o chão sumir em segundos diante de mim.

POV Edward Cullen

Três semanas, exatamente três semanas que Isabella estava trabalhando como minha secretária e bagunçando todos os meus pensamentos. Ela só podia ser uma feiticeira, era a única explicação. O que ela fizera comigo? Eu realmente não sei o que sinto agora, mas o jeito que eu a olho, o modo como me sinto perto dela é estranho e me apavora. Será que eu estava apaixonado? Não! Impossível! Eu não poderia, prometi a mim mesmo que não me envolveria novamente com uma mulher. Que droga! Quem ela pensava que era para dominar os meus pensamentos dessa forma?

Fechei os olhos e balancei a cabeça na tentativa de me livrar dos meus pensamentos. Peguei um copo e me servi de uma dose de uísque. A bebida desceu pela minha garganta, relaxando-me por um breve momento. Isabella, Isabella, o que fez comigo hein? Aliás, o que você faz para que os homens caiam aos seus pés? Sim, já percebi vários olhares cobiçosos de muitos funcionários sobre ela. Fora os olhares que eu não tinha conhecimento. Por que ela não vem me revelar o encanto e o poder de me enlouquecer tanto assim?

Alice pediu licença e entrou em minha sala despertando-me de meus devaneios. Ela entrou saltitante demais, eu conhecia aquele gesto o suficiente para perceber que ela queria algo. Dito e feito, ela pediu permissão para que Isabella fizesse compras no shopping esta manhã, em sua companhia. Autorizei, é claro, eu não conseguia negar nada a esta adorável baixinha. Também seria uma forma de enlouquecer menos, pois assim eu me concentraria em meu trabalho ao invés de admirar a minha secretária como um bobo. Alice sorriu e beijou-me no rosto. Sorri, eu nunca deixaria de ser uma massa de modelar nas mãos de Alice. Emmett e eu éramos dois bobalhões em suas mãos.

Arrumei tudo o que eu iria precisar, preparando-me para a reunião que terei daqui a alguns minutos. Saí da minha sala e olhei para a mesa da minha secretária. Ela estava concentrada em seus afazeres, arrumando arquivos em pastas. Ela era maravilhosa, não conseguia mais viver sem seus afazeres prestativos e competentes. Era a secretária perfeita e eficiente que todo chefe gostaria de ter. Meneei a cabeça e saí apressadamente, caso contrário, chegaria atrasado à reunião.

A reunião foi encerrada com o devido sucesso. Concluímos que Carlisle assumiria mais um caso. Meu pai ajudará um cliente em uma causa trabalhista. Retornei para o meu escritório após duas horas de reunião.

Eu estava redondamente enganado quando pensei que enlouqueceria menos com a ausência de minha secretária, pelo contrário, estranhamente sua ausência não me fez bem. Senti falta de seu sorriso que era capaz de iluminar um dia nublado, do jeito que ela mexia em seus cabelos, sua voz encantadora, os passos firmes de seus saltos batendo contra o piso de meu escritório... Incrível que algumas horas sem a sua presença eram o suficiente para eu sentir a sua falta. Peguei as chaves do meu carro e resolvi que daria uma volta para espairecer a cabeça.

Tornei-me um homem frívolo e esnobe após o acontecimento com Tanya, passei a ter um ódio mortal por amor e por mulheres. Pra mim, mulheres era apenas um caso de fim de noite. Mas tais comportamentos estavam mudando drasticamente. Esme dissera que estou com um brilho nos olhos, um sorriso contagiante e que o homem obscuro estava sumindo pouco a pouco dentro de mim.

— Edward, a que devo a honra de sua presença, meu amor? — Esme descia as escadas com os braços abertos para me receber. Levantei do sofá para apertar a minha pequena mãe em meus braços.

— Eu vim visitar a minha querida mãe. Será que não tenho mais o direito de vir receber os seus carinhos e mimos?

— É claro que tem o direito. Mas acho que deve ter outra pessoa fazendo isso em meu lugar. — Ela sorriu.

— Por que diz isso, mãe?

— Parece feliz como nunca esteve, querido. Está com um brilho no olhar, um sorriso autêntico nos lábios. Está diferente, mudado. Parece até que... Está apaixonado, filho?

— O quê?! Isso não tem cabimento, mãe. Não, definitivamente não.

— Não subestime o coração de uma mãe, meu filho. Ele nunca se engana.

— Deixa de bobagem, mãe. Eu não estou apaixonado.

Falei por falar, nem eu tinha certeza de minhas palavras.

Será que Esme tinha razão? Pelo amor de Deus, essa mulher só entrou em minha vida há poucos dias, mas isso foi o suficiente para mexer com a minha cabeça. Inacreditável, eu estava há dias sem sexo. Logo eu que era um homem bastante viril. Ultimamente, as mulheres se insinuavam para mim e eu não dava a mínima atenção. Não conseguia desejar outras mulheres. Que merda estava acontecendo comigo? Eu só conseguia sentir desejos pela minha maldita secretária.

Retornei para a empresa, o melhor a fazer era me afundar em meus papéis.

Entrei em minha sala e o perfume adocicado logo tomou conta de mim, era inebriante. Lá estava a dona dos meus pensamentos, arrumando documentos em minha mesa. Virou-se para mim exibindo uma fileira de dentes bem cuidados em um lindo sorriso. Estava linda e elegantemente vestida em um conjunto lilás. Os cabelos soltos fazendo um contraste maravilhoso com a pele cremosa das maçãs de seu rosto.

— Boa tarde, Sr. Cullen.

— Boa tarde, Srta. Swan.

Ouvir a sua bela voz e ser presenteado com seu lindo sorriso me enchia de contentamento e satisfação.

— Os papéis que o senhor precisa assinar já estão em sua mesa. — Bella dizia enquanto eu virava-me para que ela pudesse retirar o meu paletó.

Não era intencional da parte dela, mas era algo tremendamente sexy suas pequeninas mãos pousando sobre o meu peito para retirar a peça. Ela o engatou no gancho de aço perto do armário.

— Excelente. A senhorita como sempre bastante prestativa e eficiente.

— Obrigada, senhor. — sorriu lisonjeada — Se não fosse atrevimento de minha parte, eu poderia perguntar como foi a sua reunião de hoje mais cedo? — Como poderia pensar que era atrevida? Éramos cúmplices no trabalho, jamais a deixaria pensar assim.

— De maneira alguma, nunca será atrevimento. Discutimos bastante e Carlisle assumirá mais um caso. A reunião foi bem produtiva.

— Isto é ótimo, senhor. A empresa subirá cada vez mais em seu ramo.

— E a senhorita? Como foram as suas compras com a Alice?

— Nem me fale senhor. Alice é terrível! Praticamente obrigou-me a fazer essas compras. Mas depois aceitei de bom grado, eu a amo e resolvi agradá-la. — ela sorriu alegremente. Minha irmã sabia como ser insistente. Com certeza deve ter implorado para que Bella aceitasse. — Inclusive, peço desculpas ao senhor por ter saído em horário de trabalho.

— Fique tranquila, Alice pediu permissão e eu claramente autorizei a sua saída. Isso não afetará o seu pagamento.

— Obrigada Sr. Cullen. — sorriu satisfeita. — O que posso fazer para agradecê-lo?

— Apenas o seu lindo sorriso me basta. — disse todo charmoso.

Eu não perdia a oportunidade de elogiá-la e deixá-la sem graça. Isabella era digna de todos os elogios.

— Bella? Antes de ir para a sua mesa, poderia pegar as pastas que estão na terceira gaveta do armário?

— Claro, um momento.

Dirigiu-se ao armário e pegou as várias pastas grossas que eu havia deixado há alguns dias. Os conteúdos das pastas eram divórcios que precisariam ser assinados pelos meus clientes. Ela empilhou as pastas em minha mesa e depois encarou a pilha embasbacada.

— Algum problema, Bella?

— Não, não é nada. Estou apenas surpresa, senhor. As pessoas perderam a noção do que é certo e errado? Por acaso casam-se já pensando no divórcio?

— Ah, então é isso? — gargalhei. — Estou acostumado. É comum esta quantidade de divórcios passarem por minhas mãos. — ela não parecia acreditar. Estava visivelmente surpresa.

— As pessoas deviam casar-se por amor, mas confundem desejo e paixão passageira com amor. Ou apenas finge um sentimento que nunca existiu. São as únicas explicações coerentes. — Fiquei decepcionado. Como ela poderia admirar este sentimento desprezível que só nos trazia sofrimento? Eu odiava o amor.

— O amor é uma tolice, Bella. Ele só traz sofrimento.

Ela me observava de maneira pensativa. Como se quisesse desvendar o porquê de eu pensar dessa forma.

— Está errado, senhor. Não sei o que aconteceu para que o senhor pense dessa forma, mas com certeza não foi por causa do amor, e sim, por conta de uma mera paixão.

Fiquei surpreso com suas palavras. Seu modo de pensar era totalmente diferente.

— Por que você pensa assim? — ajeitei-me em minha cadeira para prestar mais atenção em suas palavras.

— Paixão é apenas algo momentâneo, um desejo e uma atração física. Já o amor... Ah, o amor! É lindo, sublime e verdadeiro. A verdadeira essência de amar é algo puro, fiel, dedicado, autêntico e incondicional. Arrisco-me a dizer que é o sentimento mais nobre de todos, senhor. Pois não escolhe sexo, idade, raça ou etnia para se manifestar. Eu ainda preciso sentir... Eu... Preciso sentir novamente o que é amar e ser amada outra vez.

Foi algo inevitável e inesperado. De repente ela desabou e começou a chorar descontroladamente. Seus ombros sacudiam freneticamente por conta dos soluços. Assustei-me com sua reação, eu não estava preparado para aquilo.

Levantei-me rapidamente e fui ao seu encontro. Era doloroso assistir as lágrimas deslizando por seu rosto. Era até um pecado aquele anjo chorando.

— Bella, Bella, o que houve? Eu fiz algo de errado? — eu estava apavorado. Sacudi os seus ombros, alarmado.

— O senhor não fez nada. Apenas me abrace. Por favor, abrace-me.

Fiquei surpreso com tal pedido. Logo ela que não me tratava com intimidade. Mas não hesitei em atendê-la. Envolvi a sua delicada cintura com um de meus braços e com o outro apertei o seu diminuto corpo contra o meu peito. Ela escondeu o rosto em meu peito e molhou a minha camisa com suas lágrimas, algo que nem me importei. Depois de um tempo, afastou-se e deixou um vazio insuportável em meus braços.

— Senhor, desculpe-me por ter atrapalhado os seus afazeres por conta desta crise de choro. Molhei a sua camisa com lágrimas e... — eu a interrompi. Aquele anjo não precisava passar pelo constrangimento de me pedir desculpas.

— Shhh... Esqueça isso. O que importa é você agora. Sente a falta de seus pais não é? — Segurei seu rosto em minhas mãos, afagando-o.

Encarei seus lábios por um momento, eu queria tanto beijá-la! Controlei-me, eu não poderia estragar um momento deste. Não agora que estamos nos aproximando, ela ficaria com raiva se eu tentasse algo e poderia se afastar. Definitivamente eu não suportaria isto.

— Sim. Muita falta. — ela respondeu.

Abracei-a mais uma vez, beijando e afagando seus cabelos. Cheiravam a morangos. Era enlouquecedor e deliciosamente inebriante.

— Eu sinto muito. Sei que deve ser difícil pra você. Quero que fique sabendo que se precisar de um amigo, sempre estarei aqui. Serei mais do que um chefe para você caso precise. — eu queria ser mais que um chefe, mais que um amigo. Eu queria ser o seu homem.

— Obrigada, senhor. Mas peço que me perdoe por este inconveniente.

— Eu perdoo, mas com uma condição.

— E qual seria?

— Prometa-me que deixará esta tristeza de lado e me presenteará com um lindo sorriso em seu rosto. Quero você linda, principalmente pra mim, na festa da minha família no domingo. Quero que me convença que estará feliz e demonstrará para esta tristeza que a senhorita é mais forte do que ela. — proferi enquanto enxugava os últimos resquícios de suas lágrimas. Tocar a pele de seu rosto era incrível, parecia seda ou cetim em minhas mãos de tão macia. Ela sorriu lindamente.

— Eu prometo, senhor.

— Pode ir para a sua casa. Irei liberá-la mais cedo. Precisará de um tempo sozinha para descansar. — eu queria que ela ficasse bem, precisaria de um tempo para se recuperar deste episódio.

— Agradeço a sua gentileza, mas tem certeza que não precisará mais de mim? — ela estava em um estado péssimo e ainda tinha a humildade de se preocupar comigo? Esta mulher é maravilhosa!

— Irei sobreviver. — brinquei.

Bella retirou-se de minha sala e me despedi com um sorriso caloroso. Eu esperava que algo de bom acontecesse na festa da minha família. Eu não via a hora da noite de domingo chegar, eu desejava com todas as minhas forças que ela fosse especial. Muito especial.

Notas finais
E então? Como me saí? Não deixem de comentar, please! Próximo capítulo terá a festa na casa dos Cullen. Até o próximo, caps! Fiquem bem, amores! Bjs da Lelê.