My Irresistible Secretary
6 Festa
Notas iniciais
POV Bella Swan
Eu não poderia acreditar no que aconteceu. Como eu pude fazer um papel tão idiota na frente do meu chefe? Chorar descontroladamente não é muito adequado para um ambiente de trabalho. Tudo bem que ele foi compreensivo e atencioso comigo, mas não é dessa maneira que devo me portar. Compreensivo e atencioso, era até estranho esse tipo de comentário quando na empresa eram outros. Frívolo, arrogante, não se importava com os sentimentos alheios... Isso não era nem a metade do que eu era acostumada a ouvir, mas era impossível acreditar, visto que ele era totalmente o oposto comigo. Não parecia ser o que as pessoas da empresa julgavam.
Deixei meus devaneios de lado, o que importava era eu agora. As lágrimas ainda deslizavam copiosas pelo meu rosto, lembrar de meus pais sempre me deixava em um estado deplorável se eu não me controlasse. Meus pensamentos foram interrompidos quando o motorista do táxi me avisou que tínhamos chegado ao meu destino. Paguei a corrida e dirigi-me ao meu apartamento.
Abri a porta e joguei a bolsa e o meu sobretudo em cima de uma poltrona. Resolvi tomar um banho relaxante para depois dormir, era o melhor a se fazer perante o estado em que eu me encontrava. Após o banho, vesti um roupão e tomei um analgésico para dor de cabeça. Deitei em minha cama disposta a ter uma boa hora de sono.
[...]
A noite de domingo chegara e eu estava nos preparativos para a festa da empresa. Vesti cuidadosamente o vestido e calcei os sapatos. Coloquei os brincos, uma pulseira e um lindo anel. Um delicado colar deu o toque final a toda produção. Após dar um último retoque na maquiagem que marcava bem os olhos e uma mexida nos cabelos, olhei-me centenas de vezes no espelho. Será que eu estava apresentável? Droga, por que eu estava tão nervosa? Era só uma festa como de qualquer outra empresa que já fui. Não sei o porquê de tanta neura agora.
Olhei para o relógio e desci no horário combinado, certamente Alice já estava me esperando. Mas fui tomada por uma grande surpresa, não era Alice quem estava à minha espera, e sim, o Sr. Cullen. Caminhei em sua direção. Ele estava impecavelmente vestido em um terno negro. Eu não poderia negar que o meu chefe era um homem muito atraente.
— Cadê a Alice, senhor? Achei que ela viria me buscar.
— Alice estava muito ocupada e pediu para que eu viesse buscá-la. Minha presença lhe incomoda?
— Claro que não, senhor. Estou apenas surpresa.
— Vejo que está radiante. Cumpriu o que me prometeu na sexta-feira e está com um semblante maravilhoso. Tem ideia do quanto você está magnífica essa noite, Bella? — Ele pegou em minha mão e me rodopiou. Enrubesci.
— Sei que está sendo educado, senhor.
— Estou sendo realista. Certamente, as mulheres da festa se sentirão humilhadas por competir com tanto brilho e beleza. Você será muito invejada por elas. — Aquela foi a gota d'água para me deixar sem graça.
— É melhor irmos não é? — Eu estava muito transtornada com aquele elogio e não sabia como reagir.
— Claro. — Sorriu abrindo a porta do carona. — Por favor, senhorita. — Pegou em minha mão e guiou-me para o interior do carro.
Uma corrente elétrica passou por entre os nossos corpos e retirei a minha mão rapidamente. Ele claramente sentira o mesmo, pois se assustou por alguns segundos. Tomou posse do volante e seguimos ao nosso destino.
— Podemos ouvir um pouco de música? — Eu precisava disso para relaxar.
Ele assentiu e ligou o som do carro.
Seguimos o nosso trajeto silenciosamente enquanto uma música suave preenchia o interior do carro.
Chegamos ao nosso destino e paramos em frente de uma mansão muito bem decorada, os tons claros e belas vidraças dominavam o ambiente. Entramos no hall e Edward conduziu-me para uma porta que dava acesso à festa. A decoração estava perfeita e muito requintada. Eu teria que agradecer a Alice depois. E se eu não tivesse comprado um vestido de gala? Eu tinha vários vestidos, mas nenhum deles faria jus a essa festa tão sofisticada. Com certeza, eu seria o motivo de piadas da festa. Percebi vários olhares cobiçosos em minha direção e poderia jurar que ouvi o meu chefe trincando o maxilar.
— Venha conhecer o restante da família, Bella. — Guiou-me para uma mesa onde todos os Cullen estavam reunidos.
— Ah, sim. Estou louca para conhecer a Sra. Cullen, ela é tão adorável comigo por telefone.
— Esme é adorável, mas não a chame por senhora ou algo do tipo. Ganhará uma inimiga mortal se fizer isso. — Gargalhou.
Andamos até a sua família e Alice levantou antes que chegássemos até lá. Ela estava graciosa em seu vestido rosa.
— Bella?! — Esmagou-me em um abraço. — Você está muito linda, amiga. Simplesmente radiante. O vestido caiu como uma luva.
— Eu falei para ela, Allie. Mas ela não acreditou. — Edward reprovou-me.
— Boba, está linda. Não duvide da palavra do meu irmão. — Sorriu. — Venha conhecer o resto da família. — Seguimos em direção a mesa.
— Pessoal, olhem quem chegou. — Alice disse sorridente.
Carlisle e Emmett foram os primeiros a me cumprimentar. Alice foi para os braços de um homem loiro muito bonito e elegante. O smoking lhe caía perfeitamente.
— Bella, este é o meu esposo, o Jasper. E esta é a minha amiga Bella, amor.
— É um prazer conhecê-la. Seja bem-vinda. — Apertou a minha mão delicadamente.
— O prazer é todo meu e obrigada pelas boas-vindas. — Sorri cordialmente.
Alice conduziu-me para a mulher que com certeza era a Esme. Era linda e parecia tão jovem. Seus cabelos caramelos faziam contraste com o delicado rosto.
— Esta é Esme, minha mãe. — Alice dissera com amor e entusiasmo.
— Finalmente tive o prazer de conhecê-la, querida. Espero que goste da festa. — Esme abraçou-me apertado e aquilo lembrou o abraço de minha mãe.
— O prazer é meu, Esme. A festa está maravilhosa.
Alice me levou ao encontro do terceiro casal.
— O Emmett você já conhece, Bella. E esta é a minha linda cunhada Rosalie. — Era uma mulher exuberante. Estava divinamente vestida em um longo vestido vermelho. Os cabelos loiros presos em um coque perfeito.
— É um prazer conhecê-la, Bella. — A mulher de Emmett apertou a minha mão. — Emmett fala tão bem de você que estou começando a ficar com ciúmes. — Brincou e rimos juntas.
— Não precisa ficar com ciúmes. Não é diferente comigo. Ele vive falando da esposa que tem e não lhe poupa de elogios. Este homem te ama, mulher. — Ela sorriu em resposta e deu um singelo selinho em Emmett.
Fiquei fascinada com uma família tão unida e feliz. Família... Aquilo me deu saudade dos tempos que eu era feliz ao lado dos meus pais.
Todos estavam ajeitando-se em suas respectivas cadeiras.
— Sente-se conosco, Bella. — Carlisle pediu educadamente.
— Acho que eu não devo. Irei me sentir como uma intrusa na família.
— De maneira alguma, querida. Será agradável a sua companhia. — Esme interveio e todos na mesa concordaram.
— Tudo bem. Já que insistem, ficarei. — Sorri sentando-me.
Engatamos em uma longa conversa. Falamos sobre o andamento da empresa e todos os últimos acontecimentos envolvendo a mesma. Mas também reservamos um tempo para conversas divertidas. Carlisle pediu licença levantando-se de sua cadeira e dirigiu-se ao palco.
— Um instante da atenção dos senhores, por favor. — Carlisle pediu. — Primeiramente, quero agradecer a todos pela presença nesta festa em comemoração ao sucesso da Cullen's Advocacy. — Respirou fundo e recomeçou. — Este é um momento de celebração e de comemoração. São anos de vida à serviço dos nossos clientes, com empenho total pela defesa de seus direitos. Nossa empresa sempre lutou veementemente, é claro que houve épocas que as lutas não foram fáceis, mas nunca ficamos de braços cruzados. E a quem eu devo todo esse sucesso? Devo a vocês, é claro! O sucesso da Cullen's Advocacy jamais seria possível sem a competência de cada um dos senhores. Eu gostaria também de agradecer aos meus filhos e a minha mulher que sempre me ajudaram em dias que eu achava que não conseguiria levar essa empresa adiante. A família é a base de tudo. — Carlisle estava visivelmente emocionado. — Um brinde a Cullen's Advocacy. Um brinde ao nosso sucesso! — Ele levantou a sua taça e todos imitaram o seu gesto para logo depois levantarem e aplaudi-lo de pé. Sorri deslumbrada com suas belas palavras.
Após o seu discurso, nos reunimos à mesa novamente para jantarmos, dessa vez com o meu chefe ao meu lado. No meu caso, eu poderia dizer que estava tentando me concentrar em jantar, pois o corpo másculo ao meu lado estava tirando a linha do meu raciocínio.
Depois de algum tempo, Edward afastou-se para cumprimentar alguns convidados. Fiquei bebericando um vinho enquanto o observava. Aproximou-se de algumas mulheres, elas sorriam e tocavam em seus braços e peitoral. Foi neste momento que um colega de trabalho do meu chefe chamou-me para dançar. Era o Sr. Newton. Não poderia fazer uma desfeita e aceitei o seu pedido. Uma dança não duraria para sempre não é? Ele dançava muito bem, o que não dificultou a situação. Mas depois percebi seu olhar intenso e seu aperto mais firme, comecei a rezar para que a dança acabasse logo, já estava começando a me incomodar. Finalmente a música terminou e quando estava prestes a sentar em minha cadeira, um toque suave em minha mão esquerda me interrompeu.
— Não gostaria de dançar comigo? — O verde em seus olhos estava tão brilhante que despertaria a inveja de qualquer esmeralda.
— Talvez eu não dance muito bem.
— Eu sei que dança bem, vi isso há alguns minutos. Sabe o que pode acontecer caso não aceite? — Edward usou um tom brincalhão.
— O que pode acontecer? — Levantei o queixo em desafio, entrando em sua brincadeira.
— Poderá ser demitida por justa causa sem direito a nada. — Segurou o meu queixo. — Você escolhe.
Aquela brincadeira estava tornando-se perigosa demais. Um verdadeiro jogo de sedução. Senti-me presa em seu olhar penetrante.
— Bem, então é melhor não arriscar. Mas saiba que uma dança não durará para sempre, Sr. Cullen.
— Não durará para sempre, mas será o suficiente para desfrutar de sua ilustre companhia e repetir mais uma vez que você está magnífica, Srta. Swan. — Este homem era perigosamente charmoso.
Ele ofereceu-me a sua mão e eu a peguei um tanto desconcertada. Por que eu estava tão nervosa? Era apenas uma dança! Sua mão esquerda pousou sobre minha cintura para logo depois me puxar suavemente em direção ao seu corpo, causando-me um leve arrepio.
Seu perfume era inebriante e meu corpo reagia divinamente ao seu toque como se fôssemos ímãs. Aquelas sensações eram tão novas para mim que eu não sabia explicar. Nosso ritmo era sincronizado como se fôssemos feitos para aquela dança. Depositei minha cabeça em seu peito e aproveitei o momento. Quem visse de fora, talvez até pensasse que éramos um casal feliz e apaixonado. Estranhamente gostei da ideia e por um momento eu queria que fosse a realidade.
Sua mão subiu por minhas costas e tocou a parte da minha pele descoberta, seu toque quente me causou um arrepio descomunal. Seus dedos afundaram-se em meus cabelos e ele encostou o seu nariz na minha orelha e desceu pelo meu pescoço. Era embriagante e estremeci pelo contato, ele apertou-me mais em seus braços. Eu queria mais de seus toques, mas não era certo.
— Bella. — Sussurrou e depositou um beijo suave em meu ombro.
Logo fui puxada de volta para a realidade, aquilo era íntimo demais e não era certo.
— Pare, Sr. Cullen! Por favor. — Falei ofegante por conta das batidas agitadas do meu coração.
Seu estado não era diferente do meu, eu poderia sentir as suas batidas cardíacas contra o meu corpo.
— Perdoe-me pela minha ousadia. Eu não sei o que deu em mim por ter agido dessa forma. — Afastou-se.
— Tudo bem, eu...
Ele me interrompeu.
— O fato de eu ser o seu chefe não me dá o direito de tocá-la tão intimamente. — Ele se sentia visivelmente culpado.
— Já está tarde, eu preciso ir. Pedirei a Alice que me deixe em casa.
— Alice está ocupada com alguns convidados. — Olhei para a direção que ele apontava e Allie estava animada com um grupo de mulheres. — Eu posso levá-la até a sua casa, não se dê o trabalho de chamá-la.
— Tudo bem. Vou me despedir de sua família.
Ele assentiu e fui em direção a mesa dos Cullen, todos se despediram e foram amáveis comigo dizendo que adoraram a minha presença.
Depois disso, Edward me conduziu ao carro para que pudesse me levar embora. Ficamos em silêncio por toda a viagem e não falamos mais do ocorrido. Chegamos à frente do meu prédio e ele desceu do carro para logo depois abrir a porta do mesmo para mim.
— Obrigado por ter ido à festa, Bella. Foi maravilhoso desfrutar de sua companhia.
— Eu que agradeço, senhor. Eu me diverti muito. Foi bom espairecer a cabeça por conta dos últimos acontecimentos.
Estávamos frente a frente e ele começava a se aproximar. Eu poderia sentir seu hálito delicioso batendo contra o meu rosto. Sua boca estava a centímetros da minha, mas eu não podia deixá-lo prosseguir. Usei uma força inumana para me afastar.
— Eu preciso subir. Até amanhã, senhor. — Disse nervosa.
— Ah! Claro! Até amanhã, Bella. — Pegou a minha mão direita e depositou um suave beijo.
Afastou-se indo em direção ao seu carro. Andei apressada para a entrada do prédio ainda desnorteada com os últimos acontecimentos. Olhei para trás a tempo de vê o seu carro sumindo na curva. Olhei para a minha mão e sorri. Em um gesto bobo, peguei-a e beijei onde seus lábios encostaram-se há poucos segundos, como se assim pudesse sentir seus lábios nos meus. Balancei a cabeça inconformada. Eu não poderia me apaixonar pelo meu chefe. Poderia?
POV Edward Cullen
Bella se foi deixando-me surpreso com sua crise de choro. Ela era uma mulher forte, independente, cheia de si e sempre mostrou isso. Mas hoje ela permitiu que eu percebesse que no fundo era uma mulher fragilizada. Ela estava tão vulnerável que não pude deixar de reconfortá-la. Eu espero que ela se divirta na festa de domingo, dói ver a tristeza estampada em seus lindos olhos. Afundei-me nos papéis frustrado por não ter a sua companhia pelo resto da tarde, mas era por uma boa casa. Ela precisava de um tempo para descansar.
[...]
Nervoso era a palavra certa para definir como eu estava por causa da festa. Só de pensar que eu estaria no mesmo ambiente que Bella em uma forma mais informal deixava-me extremamente nervoso. Não seríamos chefe e secretária essa noite, seríamos apenas Edward e Bella. Será que ela tinha noção do quanto era linda e sexy? Eu nem queria imaginar como ela estaria essa noite, mas com certeza o suficiente para me deixar com dificuldade de me controlar.
Arrumei-me impecavelmente com um dos meus melhores ternos. Estava impaciente em frente ao espelho tentando dar um nó na gravata. O jeito era correr para Elizabeth que estava arrumando a cozinha.
— Beth, será que pode me ajudar com a gravata? — Ela gargalhou enquanto enxugava as mãos em um pano de prato.
— Você não aprende mesmo não é, filho? — Ela deu uma mexida aqui, uma mexida ali e pronto o nó estava feito.
— Prontinho. — Beth disse ajeitando a gola da minha camisa.
— Você é incrível. — Sorri. — Tem certeza que não quer ir?
— Ficarei bem, querido. Vá e divirta-se! — Beth não se sentia confortável em festas espalhafatosas como ela mesma dizia.
— Tudo bem. Qualquer coisa me ligue. — Ela assentiu.
Beijei seu rosto e vesti o paletó que eu estava segurando. Peguei as chaves do meu carro e despedi-me de Elizabeth.
Parti para a casa dos meus pais e cheguei sendo recebido com um grande abraço do meu pai.
— Está muito elegante, filho.
— Obrigado. O senhor também está. Onde está mamãe?
— Ainda está se arrumando. Suba, Allie está com ela.
Assenti e subi. Entrei no quarto e Alice estava ajeitando os cabelos de Esme. Cumprimentei as duas. Alice parou de dar atenção aos cabelos de minha mãe e olhou o relógio em seu pulso.
— Edward, pode me fazer um favor?
— Depende. O que você quer, baixinha?
— Fiquei de buscar a Bella às 8h, mas agora estou ocupadíssima. Mamãe ainda precisa de ajuda com a maquiagem. Poderia buscá-la?
— Claro. Não se preocupe, eu irei.
Alice me deu o endereço e me dirigi para o meu carro.
Estacionei em frente ao edifício em que Bella morava e encostei-me em meu carro para poder esperá-la. Não demorou muito e ela apareceu, vestida gloriosamente em um longo vestido azul. O gingar de seus quadris de modo sutil, seus cabelos enrolados com um lindo penteado, a maquiagem impecável... Tudo aquilo me deixou sem fôlego. O vestido moldava perfeitamente as suas curvas e a fenda na parte esquerda evidenciava um pouco a perna bem torneada. Céus! Seu corpo era sensual e perigosamente instigante.
— Cadê a Alice, senhor? Achei que ela viria me buscar.
— Alice estava muito ocupada e pediu para que eu viesse buscá-la. Minha presença lhe incomoda?
— Claro que não, senhor. Estou apenas surpresa.
— Vejo que está radiante. Cumpriu o que me prometeu na sexta-feira e está com um semblante maravilhoso. Tem ideia do quanto você está magnífica essa noite, Bella? — Peguei em sua mão e a rodopiei. Ela enrubesceu.
— Sei que está sendo educado, senhor.
— Estou sendo realista. Certamente, as mulheres da festa se sentirão humilhadas por competir com tanto brilho e beleza. Você será muito invejada por elas.
— É melhor irmos não é?
— Claro. — Sorri abrindo a porta do carona. — Por favor, senhorita. — Peguei a sua mão e a guiei para dentro do carro.
Uma corrente elétrica passou por entre os nossos corpos e ela retirou a mão rapidamente. Fiquei assustado e atordoado com a sensação. Tomei posse do volante e seguimos ao nosso destino.
— Podemos ouvir um pouco de música? — Ela perguntou hesitante.
Fiz que sim com a cabeça e liguei o som do carro.
Chegamos à mansão dos meus pais e Bella parecia observar minuciosamente cada detalhe da decoração da casa. Sorri, ela parecia estar maravilhada. Adentramos a festa e logo o meu sorriso foi substituído pela indignação de presenciar vários olhares cobiçosos sobre ela. Trinquei o maxilar e a vontade de esmurrar cada um deles era grande. Bella não é minha, então não devo agir como se ela fosse. Fiquei entristecido diante da realidade.
— Venha conhecer o restante da família, Bella. — Guiei-a para a mesa que a minha família estava reunida.
— Ah, sim. Estou louca para conhecer a Sra. Cullen, ela é tão adorável comigo por telefone.
— Esme é adorável, mas não a chame por senhora ou algo do tipo. Ganhará uma inimiga mortal se fizer isso. — Gargalhei. Minha mãe odiava ser chamada de maneira tão formal.
Andamos até a minha família e Alice levantou saltitante.
— Bella?! — Esmagou-a em um abraço. — Você está muito linda, amiga. Simplesmente radiante. O vestido caiu como uma luva.
— Eu falei para ela, Allie. Mas ela não acreditou. — Proferi enquanto lançava um olhar de reprovação para a Bella.
— Boba, está linda. Não duvide da palavra do meu irmão. — Sorriu. — Venha conhecer o resto da família. — Seguimos em direção a mesa.
Bella foi apresentada a toda família e claramente todos gostaram de sua personalidade. Minha família insistiu para que ela se sentasse à mesa conosco. Bella tentou protestar de início, mas acabaram convencendo-a. Eu não estava gostando de dividi-la, eu era egoísta e queria que ela ficasse todo o tempo comigo, mas a minha família não estava deixando. Estavam todos muito envolvidos em uma longa conversa até que Carlisle pediu licença e levantou-se indo em direção ao palco.
— Um instante da atenção dos senhores, por favor. — Meu pai pediu. — Primeiramente, quero agradecer a todos pela presença nesta festa em comemoração ao sucesso da Cullen's Advocacy. — Respirou fundo e recomeçou. — Este é um momento de celebração e de comemoração. São anos de vida à serviço dos nossos clientes, com empenho total pela defesa de seus direitos. Nossa empresa sempre lutou veementemente, é claro que houve épocas que as lutas não foram fáceis, mas nunca ficamos de braços cruzados. E a quem eu devo todo esse sucesso? Devo a vocês, é claro! O sucesso da Cullen's Advocacy jamais seria possível sem a competência de cada um dos senhores. Eu gostaria também de agradecer aos meus filhos e a minha mulher que sempre me ajudaram em dias que eu achava que não conseguiria levar essa empresa adiante. A família é a base de tudo. — Meu pai estava visivelmente emocionado, não tinha como negar. — Um brinde a Cullen's Advocacy. Um brinde ao nosso sucesso! — Ele levantou a sua taça e todos imitaram o seu gesto para logo depois levantarem e aplaudi-lo de pé. Chorei um pouco emocionado, se tinha uma pessoa que eu tinha orgulho, esta pessoa era o meu pai. Foram anos de batalha para levantar a nossa tão renomada empresa de advocacia.
Voltamos para a mesa e o jantar foi servido. O perfume adocicado fazia questão de me lembrar quem estava sentada ao meu lado. Como se eu precisasse de algum lembrete, meus pensamentos já são tomados por essa mulher.
Levantei-me da mesa ou eu não responderia por mim, eu não sabia mais o que fazer para me controlar perto dessa deusa. Aproveitei para cumprimentar umas amigas de Alice, algumas eram atiradas demais e aquilo estava me dando nos nervos. Antes eu até gostava disso e já sabia onde iria parar, mas com a chegada de Bella em minha vida eu não consigo mais agir como antes.
Olhei para a mesa e não a vi mais, corri meus olhos por toda parte. Foi então que a encontrei dançando com Mike Newton. Aquilo era uma afronta comigo ou o quê? Minha vontade era de arrancar aquela cabeleira loira dele! Ele apertava o corpo de Isabella com tanta posse que minha vontade era de quebrar a cara daquele sujeitinho. Eu percebi que ela estava desconfortável. A música acabou e percebi quando Bella afastou-se do salão com uma expressão de alívio no rosto. Quando ela estava prestes a sentar, eu a impedi segurando a sua mão suavemente.
— Não gostaria de dançar comigo? — Rezei para todos os santos para que ela aceitasse.
— Talvez eu não dance muito bem.
— Eu sei que dança bem, vi isso há alguns minutos. Sabe o que pode acontecer caso não aceite? — Disse usando um tom brincalhão.
— O que pode acontecer? — Elevou o queixo em desafio, entrando em minha brincadeira.
— Poderá ser demitida por justa causa sem direito a nada. — Segurei o seu delicado queixo olhando firmemente em seus olhos. — Você escolhe.
O que era para ser uma brincadeira estava tornando-se um quente jogo de sedução. Desencadeando os meus desejos mais ocultos.
— Bem, então é melhor não arriscar. Mas saiba que uma dança não durará para sempre, Sr. Cullen.
— Não durará para sempre, mas será o suficiente para desfrutar de sua ilustre companhia e repetir mais uma vez que você está magnífica, Srta. Swan. — Despejei todo o meu charme.
Ofereci a minha mão e ela aceitou, pude sentir o leve tremor de sua mão sobre a minha pele. Ela era tão delicada, estava trêmula e insegura. Quis passar para ela toda a segurança, ela não precisava ficar embaraçada dessa forma. Pousei minha mão sobre a sua cintura para logo depois puxá-la em direção ao meu corpo, arrepiou-se inteira. Eu me vi perdido com a sua reação. Estranhamente gostei de tê-la tão vulnerável e a mercê de meus toques.
Eu poderia ficar a vida inteira com ela desse jeito e não reclamaria. Seu perfume enlouquecedor invadia as minhas narinas de uma maneira forte, como um soco. Um grande magnetismo estava presente entre nossos corpos, visto que ela reagia ao meu mais simples toque.
Nossos passos eram sincronizados, nossos corpos estavam perfeitamente moldados, aquela dança parecia tão certa, o momento parecia tão certo. Deitou a sua cabeça em meu peito surpreendendo-me com sua atitude. Minha mão subiu por suas costas, entrando em contato com a parte de sua pele descoberta. Estremeceu com o toque quente de minha mão em sua pele desnuda.
Eu imaginava sem nenhum pudor como seria passear as minhas mãos por toda sua pele nua, sem aquele vestido para me atrapalhar. Ah, se ela soubesse de tais pensamentos, certamente eu já teria a marca de sua mão em minha face por tamanho atrevimento de minha parte.
Meus dedos afundaram-se na maciez de seus cabelos e encostei a ponta do nariz em sua orelha, descendo pelo seu pescoço. Eu estava perdendo a linha do raciocínio. Seu perfume embriagante, seu corpo instigante, sua pele de uma maciez irresistível... Tão irresistível que foi o motivo do ato impensado que veio a seguir.
— Bella. — Sussurrei roucamente e beijei suavemente o seu ombro.
— Pare, Sr. Cullen! Por favor. — Disse ela.
Meu coração batia descompassado.
— Perdoe-me pela minha ousadia. Eu não sei o que deu em mim por ter agido dessa forma. — Afastei-me, mas não era o que eu desejava naquele momento.
— Tudo bem, eu...
— O fato de eu ser o seu chefe não me dá o direito de tocá-la tão intimamente. — Disse tenso. Droga! Estraguei o momento por ter agido como um adolescente idiota com os hormônios explodindo.
— Já está tarde, eu preciso ir. Pedirei a Alice que me deixe em casa.
— Alice está ocupada com alguns convidados. — Olhei para a minha irmã que estava ocupada com um grupo de mulheres. Isabella acompanhou o meu olhar. — Eu posso levá-la até a sua casa, não se dê o trabalho de chamá-la.
— Tudo bem. Vou me despedir de sua família.
Assenti e fomos em direção a mesa da minha família, todos se despediram e foram cordiais com ela. Minha família amou Bella, disso eu tinha certeza. Essa mulher encanta tudo e a todos.
Entramos em meu carro para que eu pudesse levá-la para a sua casa. Ficamos em silêncio por toda a viagem. Chegamos ao seu prédio e desci do carro para logo depois abrir a porta do carona.
— Obrigado por ter ido à festa, Bella. Foi maravilhoso desfrutar de sua companhia.
— Eu que agradeço, senhor. Eu me diverti muito. Foi bom espairecer a cabeça por conta dos últimos acontecimentos.
Estávamos frente a frente e eu não parava de encarar os seus convidativos lábios. Sua boca estava a centímetros da minha, um pouco mais e eu sentiria o gosto de seus lábios. Mas para a minha frustração, ela afastou-se rapidamente. Talvez tenha sido melhor assim. Ela poderia ficar com raiva de mim e seria tarde demais para arrependimentos depois.
— Eu preciso subir. Até amanhã, senhor. — Disse visivelmente nervosa.
— Ah! Claro! Até amanhã, Bella. — Encostei meus lábios na pele macia de sua mão e depositei um suave beijo.
Deixei minha secretária a contragosto. Entrei em meu carro e a olhei mais uma vez, ela estava se afastando para entrar em seu edifício.
Arranquei com o carro com uma fúria irredutível. Droga! Eu preciso esquecer essa mulher. Eu não posso desejá-la, eu prometi que não deixaria mais uma mulher me dominar assim. Esmurrei o volante. Eu preciso tirá-la de meus pensamentos. Mas como arrancá-la dos meus pensamentos se eu a sinto cada vez mais presa ao meu coração?
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