Notas iniciais
Oi, leitoras! Devem estar estranhando eu em pleno dia da semana aqui não é? Pois bem, eu estive ocupada e quase nem quis mais sair do twitter. Meu, foram tantos surtos Robsten consecutivos que eu tinha medo de sair do twitter e perder surto. Kkkkkkkk... Gente, eu já estava sendo jurada de ficar sem a cabeça por não postar mais. Né, Natacha? Rsrsrs... Aqui está o capítulo prontinho para vocês e perdoem-me pela demora. Deixem comentários e se eu merecer, recomendem também, ok? Faça uma autora feliz. Se você for um fantasminha, comente a história no Facebook ou Twitter, me deixará muito feliz. Enjoy it!

POV Bella Swan

Eu precisava de alguns segundos para me recuperar das sensações que se apoderaram do meu corpo. Eu ainda podia sentir as suas mãos afagando as minhas costas, seus lábios deixando um rastro de fogo sobre a minha pele, seu beijo suave em minha mão... Era uma sensação desconhecida pra mim, algo que nenhum homem me proporcionou. Meu chefe deixou claro que tentou várias vezes algo mais íntimo, o beijo foi um deles, mas esquivei-me. O motivo? Nem eu saberia explicar. Será que era medo por ser algo tão novo pra mim ou pelo simples fato de ele ser o meu patrão? Eu preciso saber com quem eu estou lidando. E se todo esse tratamento for apenas lábia para me levar pra cama? Eu preciso saber quem verdadeiramente é Edward Cullen.

Retirei os meus sapatos e abri o zíper lateral do meu vestido. Meu corpo e meus pés agradeceram, pois não aguentavam mais apertos e desconfortos.

Tomei uma ducha e fiquei por um bom tempo relaxando, até que o cansaço tomou conta de mim e retirei-me do boxe. Vesti minha camisola de algodão e joguei-me entre os meus lençóis, entregando-me ao sono profundo e relaxante.

Eu olhava de longe uma linda vista do pôr do sol sobre o mar. Algumas palmeiras estavam esvoaçantes e agitadas por conta da mesma brisa que atingia levemente o meu rosto. Eu admirava a paisagem deitada em uma rede ao lado de uma pessoa, mas eu não conseguia ver seu rosto. Eu sabia que era um homem, pois eu estava com a cabeça deitada em seu peito másculo e ele afagava os meus cabelos. Eu estava imensamente feliz como eu nunca estive antes. Ele cantava uma linda canção em meu ouvido. Após terminar de cantá-la, sussurrou:

— Não sabe o quanto eu esperei por você. Eu te amo e sempre te amarei. — De repente, ouvi um bipe ensurdecedor.

Abri meus olhos e percebi que foi apenas um sonho. O bipe ensurdecedor não era nada mais do que o meu irritante despertador. Deitei a cabeça novamente no travesseiro e soltei um pesado suspiro. Droga! Parecia tão real que eu não aceitava o fato de ser apenas um sonho.

Dirigi-me ao banheiro e me olhei no espelho. Eu estava horrível, meus cabelos estavam embaraçados e os meus olhos estavam com profundas olheiras por conta das poucas horas de sono. Meus olhos precisariam de uma maquiagem impecável para disfarçar, eu jamais apareceria com o rosto lavado no meu ambiente de trabalho.

Tomei um banho revigorante, eu necessitei da água gelada entrando em contato com cada parte do meu corpo em uma tentativa de despertá-lo. Saí do banho e vesti-me com um dos meus melhores conjuntos. Era um preto que marcava bem a cintura, fazendo uma impecável modelagem em meu corpo.

Passava das oito e meia quando cheguei à empresa. Droga! Belo exemplo de pontualidade não é, Bella? Já quer ser demitida antes de completar um mês de trabalho? Rezei para que o meu chefe ainda não tivesse chegado, mas quando entrei em sua sala ele estava lindamente sentado em sua cadeira. Estava vestido em um terno negro contrastando perfeitamente com os seus lindos olhos verdes. Já fui logo tratando de explicar a minha situação.

— Senhor Cullen, peço que me perdoe pelo atraso. Demorei além da conta no banho por conta do sono. O senhor sabe tanto quanto eu que cheguei tarde em casa, prometo que não acontecerá novamente. — Disse tensa e constrangida.

— Não se preocupe, eu entendo a sua situação. Eu também precisei de uma força inumana para levantar da cama. — Ele sorriu calorosamente. — Então, vamos ao trabalho? — Ele disse esfregando as mãos uma na outra.

— Estou aqui para isto, senhor.

— Sabe Bella, é gratificante trabalhar em algo que a cada dia você vê resultado. Dá gosto e vontade de levantar todos os dias para trabalhar na empresa que meu pai levantou. Presenciar a Cullen's Advocacy crescendo cada vez mais não tem preço. — Suas palavras eram profundas e autênticas, o seu contentamento era contagiante.

— Eu devo imaginar o quanto a empresa é algo indispensável na vida de cada um da sua família. O discurso do Sr. Carlisle disse tudo ontem. — Sorri.

A manhã de segunda-feira passou sem nenhum imprevisto e sem nenhuma complicação. Consegui realizar a maioria das tarefas que o meu chefe tinha estipulado. A hora do almoço já estava chegando e resolvi entregar algumas planilhas que estavam terminadas.

Entrei em sua sala e ele estava concentrado em seu notebook. Sua atenção logo se desviou para a minha direção.

— Senhor, estas planilhas já estão finalizadas. Exatamente como o senhor pediu. — Disse colocando os papéis em sua mesa já que suas mãos estavam ocupadas.

— Ah sim, muito obrigado.

De repente, o vento do ar-condicionado de sua sala bagunçou um pouco os meus cabelos e também fez com que os papéis que eu tinha colocado sobre sua mesa caíssem no chão. Corri em direção aos papéis para ajuntá-los. Ele levantou-se de sua cadeira e se dispôs a ajudar.

— O vento. — Comentei. — É o pior e mais audacioso inimigo das mulheres. Sempre insiste em nos despentear.

— Aposto que você continua linda até mesmo despenteada.

— Obrigada pelo elogio, senhor. — Abaixei a cabeça corando.

Restava uma última folha e nossas mãos encontraram-se. Encaramos um ao outro fixamente, nossos rostos estavam a centímetros um do outro. Como se um estalo o tivesse despertado, ele afastou-se e ofereceu a sua mão para que eu levantasse. Melhor assim, eu não saberia como eu iria reagir após um beijo. Ele sorriu juntando os papéis que segurávamos e os colocou em cima de sua mesa sob um objeto para que não fossem atingidos pelo vento novamente. Passei os dedos entre os meus cabelos procurando uma forma de arrumá-los. Percebi seu olhar sobre mim e parei rapidamente.

— Bella, não gostaria de almoçar comigo agora? — Ele parecia meio hesitante e ao mesmo tempo aliviado por fazer tal pedido.

— Como, senhor? Bom, eu não sei se devo. — Eu disse surpresa após encontrar a minha voz.

— Por que não? Você está em seu horário de intervalo e tem todo o direito.

— Eu não sairei para o almoço, senhor. Tenho que terminar os últimos balancetes que o senhor pediu que eu fizesse.

— Bella, não se subestime. Sabe tão bem quanto eu que consegue fazer os seus trabalhos em tempo recorde. Eu não deixarei você passar fome. Não quero ser denunciado por maus tratos. — Ele disse com um ponto de divertimento em suas palavras.

Gargalhei balançando a cabeça. O que teria de mais em um almoço com o patrão?

— Eu jamais faria isto, senhor. Tudo bem, eu irei.

— Nem acredito que você aceitou. — Ele disse sorrindo enquanto pegava o seu terno no gancho de aço. — Vamos? — Ele ofereceu seu braço e o peguei.

— Claro.

Saímos da sala e passei em minha mesa para pegar a minha bolsa. Enquanto andávamos de braços dados, muitas mulheres nos olhavam com desdém e poderia jurar que ouvi um comentário de uma das funcionárias, algo do tipo: "Já deve ser mais uma." Devo estar imaginando coisas. Chegamos ao seu carro e ele abriu a porta do mesmo pra mim. Quanto cavalheirismo.

— Obrigada.

Fomos o caminho inteiro em silêncio, mas era um silêncio agradável. Chegamos ao restaurante e ele puxou a cadeira para que eu sentasse. Sentamos e fizemos os nossos pedidos.

— O que está achando de trabalhar na Cullen's Advocacy, Bella? — Ele perguntou curioso.

— A empresa sempre terá os meus mais sinceros elogios, senhor. As pessoas são todas receptivas, competentes, companheiras e sabem trabalhar em equipe. É tudo o que uma empresa precisa. Estes são um dos motivos da empresa ser tão requisitada. — Eu disse sincera.

— Você faz parte desta equipe. Se a empresa é requisitada, você também trabalha para isto. Eu a admiro muito. — Ele disse complacente. — Diga-me, Bella. Você é formada em direito, mas por que não exerce a profissão?

— Eu nem sei como explicar, senhor. Eu amo tanto esta profissão que eu sequer penso na possibilidade de deixá-la. São tantos anos nesta carreira que eu acabei apegando-me a ela. Muitos já disseram para eu exercer na área de direito pelo cachê ser mais alto, mas eu prezo mais algo que eu goste de fazer e não o dinheiro.

— Sua perspectiva é muito boa. Fico feliz que pense assim. Às vezes eu penso que as pessoas aproximam-se de mim apenas pelo que eu tenho e não pelo que eu sou. Parece que hoje em dia, é o dinheiro que tem maior importância para as pessoas.

— O dinheiro não pode nos satisfazer em tudo. E, além do mais, a riqueza não é capaz de comprar os sentimentos de ninguém.

Conversamos mais sobre outros assuntos e depois demos uma pausa para degustarmos do nosso delicioso almoço. Edward pagou a conta e retornamos para a empresa. Passei a tarde trabalhando nos balancetes, em gráficos, relatórios e outros documentos. Aproveitei para trabalhar no que dava para ser adiantado. O sol já estava se pondo e com ele estava indo o fim do meu expediente. Cruzei os braços sobre a cabeça espreguiçando-me, eu estava exausta.

Entrei na sala do meu chefe e entreguei os últimos documentos que restavam. Agradeci ao almoço e me despedi. Quando eu estava prestes a deixar a sua sala, impediu-me.

— Bella, eu adorei o almoço. Espero que façamos isto mais vezes. — Ele disse sincero.

— A recíproca é verdadeira. — Demonstrei toda a autenticidade de minhas palavras através de um sorriso.

Dois meses depois

Tudo estava perfeitamente bem na empresa. Minha competência, dedicação e o meu bom convívio com o ambiente de trabalho foi a deixa para que eu já tivesse dois meses e alguns dias empregada. Eu não poderia mais negar, eu definitivamente já era uma funcionária da Cullen's Advocacy e não estava mais em fase de testes.

Eu tinha um excelente convívio com o meu patrão, somos parceiros fiéis e confidentes de trabalho. Quando podíamos, sempre almoçávamos no intervalo. Repetimos a dose desde a primeira vez que almoçamos. Nossos almoços eram sempre muito agradáveis regados a todos os tipos de assuntos. Não invadíamos o espaço um do outro e a conversa era sempre muito bem respeitosa.

Eu estava checando alguns documentos no computador enquanto os meus dedos tamborilavam em minha mesa. Fui interrompida pelo toque do meu celular, era um número desconhecido. Levantei da mesa e afastei-me para atender.

— Alô. — Atendi.

— Até que enfim! Seu celular está com problemas ou realmente não queria me atender? Espero que seja a primeira opção. — A voz fingia irritação.

— Jacob? — Perguntei hesitante sem ter certeza.

— Cleópatra que eu não sou. — Ele gargalhou. — Acabei de voltar de viagem.

— Oh meu Deus! Jake! Não acredito que é você! — Gritei. — Você sumiu por meses e não recebi mais nenhuma ligação sua! O que aconteceu? O seu trabalho na Inglaterra já foi concluído?

— Desculpe-me, eu troquei de número e acabei perdendo vários contatos. Tive um pouco de dificuldade para reaver todos eles. E, na verdade, continuo tendo muito trabalho na Inglaterra. Bem... Não era somente o trabalho que estava me prendendo no país.

— Como assim?

— Precisamos conversar sobre isso. Você ainda está morando naquele mesmo apartamento? Posso visitá-la mais tarde.

— Não, eu me mudei. Jake, eu preciso desligar. Eu estou trabalhando e nem deveria lhe atender. Falarei com você depois.

— Espere! Passe-me o endereço, eu posso buscá-la no fim do expediente, é só me ligar. O que acha?

— Tudo bem, eu irei passar o endereço. Um momento...

Passei o endereço e nos despedimos. Eu já estava contando as horas para rever o meu melhor amigo.

Estava anoitecendo e nada do meu chefe chegar. Ele havia passado o dia fora, estava resolvendo assuntos de trabalho. Já estava na minha hora, e como eu não poderia entregar os documentos pessoalmente, tratei de organizá-los na estante de seu escritório.

Jacob já estava a caminho, eu liguei o avisando que chegara o fim de meu expediente. Arrumei os meus pertences e uma mensagem do Jake chegou, ele estava à minha espera em frente ao prédio. Sorri contente. Finalmente eu iria rever o meu amigo depois de tanto tempo.

Desci rapidamente e cheguei à saída do prédio com um sorriso de orelha a orelha. Vi meu amigo encostado em seu carro com as mãos no bolso. Inglaterra deve ter feito muito bem a ele, se possível, estava muito mais lindo.

— Jake! — Corri em sua direção e ele abriu os braços para me receber.

Ele abraçou-me firmemente, levantando-me para que pudesse me girar no ar. Ele baixou meu corpo e continuou me abraçando apertado enquanto eu dava beijos estalados em sua bochecha.

— Que saudades de você, baixinha! — Ele afagava os meus cabelos sem nunca relaxar os seus braços a minha volta.

— Jake. Er... Eu... Preciso respirar. — Ele gargalhou e me soltou.

— Desculpe-me, Bells. Uau! Você está muito linda. Que gata! — Ele pegou a minha mão e me girou.

— Bobo! Deixa de palhaçada. Você também está muito bonito.

— Então, vamos? — Ele perguntou abrindo a porta do carona de seu carro pra mim.

— Claro.

Ele deu a partida no carro e nos dirigimos para o meu apartamento. Eu sentia-me bem ao lado de Jake. Sua felicidade era contagiante e deixava-me feliz. Era nessas horas que eu percebia o quanto uma verdadeira amizade é importante e essencial para a vida.

POV Edward Cullen

Não sabia ao certo por quanto tempo eu fiquei esmurrando o volante e proferindo palavrões. Isabella era tentação demais, diabo de mulher envolvente e deliciosamente perigosa. Deixou-me subindo pelas paredes por culpa daquele maldito vestido que deixava cada perfeita curva evidente. O meu corpo estava completamente tomado pela excitação e eu precisava urgentemente de alívio!

Eu só deveria estar louco! Negar fogo por semanas quando você tinha uma deliciosa secretária passeando em sua frente com roupas provocantes. As roupas eram decentes, mas acontece que qualquer roupa fica ousada naquele corpo curvilíneo e voluptuoso. Que homem iria se controlar quando estava há semanas sem sexo? Que homem não a tomaria para si? Eu preciso de um alívio, e teria que ser agora. Eu não poderia correr o risco de agarrar a minha secretária e cometer um assédio sexual.

Peguei a rodovia que me levaria até um clube que normalmente era frequentado por homens de classe alta. Eles posavam de homens íntegros com suas esposas e filhos perante a sociedade, mas aquele lugar revelava o verdadeiro caráter por trás de suas máscaras.

Quando cheguei ao local, avistei uma garota de programa de cabelos escuros e pele alva. Ela requebrava sensualmente no ritmo da música que preenchia o ambiente naquele momento. Ela seria a presa perfeita para o alívio de que eu precisava.

Com passadas largas, aproximei-me da garota.

— Olá...?

— Kristen. — Ela completou.

— Kristen, será que eu posso ter um show particular?

— Muita calma nessa hora, bonitão! Preciso analisar todas as minhas possibilidades, pois estou recebendo olhares de homens que aparentam ter mais grana que você. Talvez eles estejam dispostos a pagar um preço mais alto.

Ela encostou-se no balcão do bar e gesticulou para alguns homens mais velhos e engravatados que nos observavam. Apertei seu braço e lhe lancei um olhar colérico.

— Ouça! Dinheiro não é problema. Eu posso pagar pelo seu programa e comprar toda essa merda aqui se eu quiser. Agora vamos ao que interessa! — Eu disse possesso e ela assentiu.

[...]

Estava sentado em minha poltrona e a minha secretária ainda não tinha chegado. O que eu estranhei, pois ela sempre fora um bom exemplo de pontualidade. Eu estava brincando com a minha caneta e uma Bella esbaforida entrou em minha sala. Como se fosse possível, hoje ela estava ainda mais linda. Seu blazer negro destacava toda a sua sensualidade. A cintura ganhava uma atenção especial, o que a deixava ainda mais atraente.

— Senhor Cullen, peço que me perdoe pelo atraso. Demorei além da conta no banho por conta do sono. O senhor sabe tanto quanto eu que cheguei tarde em casa, prometo que não acontecerá novamente. — Ela estava tensa enquanto eu apenas imaginava como seria seu corpo nu e molhado sob uma ducha.

— Não se preocupe, eu entendo a sua situação. Eu também precisei de uma força inumana para levantar da cama. — Sorri sincero. — Então, vamos ao trabalho? — Esfreguei as minhas mãos uma na outra.

— Estou aqui para isto, senhor.

— Sabe Bella, é gratificante trabalhar em algo que a cada dia você vê resultado. Dá gosto e vontade de levantar todos os dias para trabalhar na empresa que meu pai levantou. Presenciar a Cullen's Advocacy crescendo cada vez mais não tem preço. — Eu não conseguia esconder o meu orgulho e contentamento de ninguém. A empresa estava tão bem conceituada que era difícil esconder a felicidade.

— Eu devo imaginar o quanto a empresa é algo indispensável na vida de cada um da sua família. O discurso do Sr. Carlisle disse tudo ontem. — Ela sorriu lindamente exibindo uma fileira de dentes bem cuidados.

Incrível como o tempo passa em um estalar de dedos. Estava tão mergulhado em meus afazeres que me encontrava alheio a tudo ao meu redor. Percebi que chegara a hora do almoço quando o meu estômago protestou de fome. Chequei os meus últimos e-mails para poder sair e almoçar tranquilamente. Minha secretária surgiu elegantemente mais uma vez em meu campo de visão.

— Senhor, estas planilhas já estão finalizadas. Exatamente como o senhor pediu. — Colocou os papéis sobre a minha mesa.

— Ah sim, muito obrigado.

De repente, a brisa suave vinda do ar-condicionado, bagunçou os seus cabelos e fez com que os papéis que ela colocara há alguns segundos sobre minha mesa caíssem no chão. Era uma cena extremamente sexy, o vento suave soprava os seus cabelos e eu podia sentir o cheiro de morangos invadindo as minhas narinas. Ela correu em direção aos papéis e abaixou-se para ajuntá-los. Levantei-me para ajudá-la.

— O vento. — Ela comentou. — É o pior e mais audacioso inimigo das mulheres. Sempre insiste em nos despentear. — Como se fosse possível que uma desordem em seus cabelos afetasse a sua beleza, esta mulher era bonita perante a qualquer tipo de desleixo.

— Aposto que você continua linda até mesmo despenteada.

— Obrigada pelo elogio, senhor. — Abaixou a cabeça corando.

Ela corava com os mais simples elogios. Bella era tão doce. Ela tinha todo este porte de mulher poderosa e sensual, mas sempre deixava transparecer este lado delicado de uma menina mulher. Rapidamente senti nojo e repulsa ao me lembrar da noite anterior, quando tomei aquela garota de programa imaginando que era ela. Como eu pude envolver este anjo de mulher em uma cena asquerosa como aquela? Eu era um babaca insensível mesmo.

Restava uma última folha para ser apanhada e nos dirigimos juntos para a mesma. Foi neste momento que minha mão direita pousou sobre a sua mão macia e delicada. Uma corrente elétrica instalou-se sobre mim e eu me vi perdido em seus olhos chocolates. Encarei-a profundamente e ela sustentava o meu olhar. Nossos rostos estavam a centímetros um do outro, e o mais leve movimento faria com que os nossos lábios se moldassem. Como se um estalo tivesse me despertado, desisti do que faria e apenas ofereci a minha mão para ajudá-la a levantar. Ela me entregou os papéis e os depositei em minha mesa sob um objeto para que não voassem novamente. Virei em tempo de encontrá-la procurando uma forma de ajeitar os cabelos. Bobagem, ela nem precisava.

— Bella, não gostaria de almoçar comigo agora? — Perguntei hesitante, mas com certo alívio por ter tido a coragem.

— Como, senhor? Bom, eu não sei se devo. — Ela parecia surpresa, por um momento parecia sem voz.

— Por que não? Você está em seu horário de intervalo e tem todo o direito.

— Eu não sairei para o almoço, senhor. Tenho que terminar os últimos balancetes que o senhor pediu que eu fizesse.

— Bella, não se subestime. Sabe tão bem quanto eu que consegue fazer os seus trabalhos em tempo recorde. Eu não deixarei você passar fome. Não quero ser denunciado por maus tratos. — Eu disse com um ponto de divertimento na voz.

Ela deu uma gargalhada gostosa e ficou pensativa.

— Eu jamais faria isto, senhor. Tudo bem, eu irei.

— Nem acredito que você aceitou. — Disse sorrindo enquanto pegava o meu paletó. — Vamos? — Ofereci meu braço e ela o pegou.

— Claro.

Andamos de braços dados pela empresa e todos nos olhavam com desdém, principalmente as funcionárias. Elas deviam estar pensando tudo o que era de ruim sobre mim. Descemos e chegamos ao meu carro, abri a porta do carona.

— Obrigada. — Ela agradeceu.

Fizemos toda a viagem em um silêncio calmo e agradável. Chegamos ao restaurante e puxei a cadeira para que ela sentasse. Fizemos os nossos pedidos e iniciei um diálogo.

— O que está achando de trabalhar na Cullen's Advocacy, Bella? — Perguntei curioso.

— A empresa sempre terá os meus mais sinceros elogios, senhor. As pessoas são todas receptivas, competentes, companheiras e sabem trabalhar em equipe. É tudo o que uma empresa precisa. Estes são um dos motivos da empresa ser tão requisitada. — Ela era autêntica e sincera com as suas palavras.

— Você faz parte desta equipe. Se a empresa é requisitada, você também trabalha para isto. Eu a admiro muito. — Eu disse complacente. — Diga-me, Bella. Você é formada em direito, mas por que não exerce a profissão? — Eu sempre quis perguntar isso, agora parecia a hora perfeita.

— Eu nem sei como explicar, senhor. Eu amo tanto esta profissão que eu sequer penso na possibilidade de deixá-la. São tantos anos nesta carreira que eu acabei apegando-me a ela. Muitos já disseram para eu exercer na área de direito pelo cachê ser mais alto, mas eu prezo mais algo que eu goste de fazer e não o dinheiro.

Fiquei feliz em ouvir isso, ela não era interesseira como muitas pessoas que eu conhecia. Pessoas que se aproximavam de mim apenas por grande interesse em minha fortuna.

— Sua perspectiva é muito boa. Fico feliz que pense assim. Às vezes eu penso que as pessoas aproximam-se de mim apenas pelo que eu tenho e não pelo que eu sou. Parece que hoje em dia, é o dinheiro que tem maior importância para as pessoas. — Lembrei da maldita da Tanya que fingia que me amava por causa do meu dinheiro.

— O dinheiro não pode nos satisfazer em tudo. E, além do mais, a riqueza não é capaz de comprar os sentimentos de ninguém.

Demos a conversa por encerrada quando o nosso almoço chegou. Depois disto, paguei a conta e retornamos para a empresa.

Passei a tarde trabalhando com um sorriso bobo no rosto. O motivo? Passar o almoço na companhia de uma bela mulher era mais do que suficiente. Com certeza eu a chamaria para almoçar mais vezes. A noite já estava surgindo e infelizmente eu teria que me despedir da minha secretária. Era só falar na deusa, que ela surgia. Entrou na minha sala entregando-me os últimos documentos. Despediu-se e quando estava prestes a deixar o meu escritório, chamei-a.

— Bella, eu adorei o almoço. Espero que façamos isto mais vezes. — Eu disse sincero.

— A recíproca é verdadeira. — Saiu elegantemente dando um lindo sorriso.

Sorriso este que eu estranhamente não sabia mais se poderia ficar sem.

[...]

Cheguei ao meu apartamento e encontrei Beth sentada no sofá com os pés apoiados em um puff. Retirei o meu paletó, os meus sapatos e afrouxei a minha gravata. Sorri largamente para ela.

— Hum, eu acho que tem alguém nas nuvens aqui. — Ela falou.

Fui para os braços de Beth, deitei no sofá e aconcheguei a minha cabeça em seu colo. Ela acariciou os meus cabelos maternalmente.

— Você acha? É apenas impressão sua.

— Está todo bobo. — Ela respondeu e eu apenas balancei a cabeça reprovando.

— Beth, você já se apaixonou alguma vez? Qual é a sensação? — Perguntei.

— Está apaixonado, filho? — Ela sorriu alegremente.

— Eu só queria saber, acho que nunca me apaixonei de verdade. — Foi o mais conveniente a dizer, nem eu sabia explicar o que eu estava sentindo em relação à Isabella.

— Filho, todos nós iremos nos apaixonar em algum dia de nossas vidas. Com você não será diferente. — Ela parou e depois recomeçou como se estivesse lembrando-se de seu passado. — Por experiência própria, eu diria que quando nos apaixonamos, parecemos loucos, exagerados, fora do contexto, e a razão de tudo isto é a pessoa pela qual estamos apaixonados. Você dorme pensando nela, você acorda pensando nela, você anseia pela companhia dela. Quando ela some, você sente falta. Quando você a vê sofrendo, sofre junto. Se a vê feliz, sente-se contente mesmo que não tenha razão para tal. — Ela suspirou. — Eu vejo assim, querido. Está sentindo essas sensações em relação a alguém? — Encarou-me.

Será que eu estava apaixonado? Não, eu devia estar equivocado. Acho que eu apenas sentia desejos por Isabella e nada mais. Ou eu queria me enganar?

— Bobagem! Apenas curiosidade. Não estou apaixonado. — Dei o assunto por encerrado. — Vou tomar um banho para que depois possamos jantar, está bem?

— Vai lá, querido. — Dei um beijo em seu rosto.

Eu estava apaixonado? Será que Beth tinha razão e eu apenas não queria admitir?

Dois meses depois

Passaram-se dois meses e o meu convívio com Bella estava mais forte. Almoçávamos juntos, trabalhávamos juntos, trocávamos ideias entre outros. Ela passou a ser a minha fiel companheira nos meus dias de trabalho. Conversávamos sobre os mais variados assuntos e sempre compartilhávamos opiniões, eu procurava sempre ser respeitoso e nunca invadir a sua privacidade. Eu estava passando o dia fora da empresa hoje, estava resolvendo vários assuntos.

Eu estava dirigindo-me de volta para a empresa depois do dia corrido. Eram mais de seis horas da noite e provavelmente a minha secretária não estaria mais presente.

Eu dirigia o meu carro cautelosamente pela avenida, pois já estava chegando perto do prédio da empresa. Estacionei em uma vaga na avenida mesmo, não era necessário estacionar na garagem do prédio, pois eu já iria para o meu apartamento. Debrucei-me para desligar o som do carro quando uma figura alta me chamou a atenção. Quem era aquele cara? Eu nunca o vi por aqui. Mas o que veio a seguir me deixou completamente atordoado e sem chão. Pude ver a Bella saindo do prédio em uma correria e com um sorriso de orelha a orelha. E o pior, indo parar direto nos braços do tal homem que parecia mais era um gigante de pedra. Ele pegou-a pela cintura e a girou no ar. Meu sangue ferveu naquele momento, o ódio daquela cena era evidente, eu não conseguia acreditar que a minha deusa estava nos braços daquele homem.

Ele colocou-a no chão novamente e continuaram abraçando-se. Do ângulo que eu olhava, eu não conseguia distinguir se a Bella o beijava no rosto ou na boca. Argh! Ele a girou e falou algo, certamente um elogio. Trinquei os dentes e apertei o volante com demasiada força. Ele abriu a porta do carona para que ela entrasse, assumiu o volante e assim eles se foram deixando-me com dúvidas. Merda! Que sentimento de posse sobre a Bella era esse? Ela não me pertencia. Quem é este homem? Será que algum namorado? Eu iria perdê-la antes mesmo de ganhá-la?

— ARGH!!!

Esmurrei o volante várias vezes, eu estava com o sangue quente e possesso de raiva. Eu estava com o famoso... Ciúmes? Sim, eu estava com ciúmes. A quem mais eu queria enganar quando o meu coração fazia questão de demonstrar? Eu estava ferrado. Eu estava perdidamente apaixonado por aquela mulher e não suportava a ideia de perdê-la para outro. Será que aquele sujeitinho era um rival? Então eu iria à luta, eu iria à luta para conseguir ganhar o coração daquela mulher!

Notas finais
Gente! E o Edward hein? Kkkkkkkkkkkk.... Eita que o homem está bufando! Agora sim ele percebeu que não é atração nem desejo. Ele está é loucamente apaixonado por esta mulher. Então, gostaram? O que acharam? Comentem, recomendem e favoritem! U.u Bjs da Lelê. *-----------*