My Irresistible Secretary
15 O dono do seu coração
Notas iniciais
POV Edward Cullen
— Eu também te amo, Edward!
Eu não poderia tracejar com palavras a enxurrada de emoções que tomou conta de mim naquele momento. Ouvir essas palavras sendo dita de maneira tão autêntica fez com que todas as incertezas se esvaíssem. A nossa relação não era um engano, o amor realmente existia e era recíproco.
Minha mente estava desligada e alheia ao mundo que me cercava. Meus olhos se tornaram incapazes de enxergar qualquer coisa que não fosse ela. Depois de trocarmos um beijo apaixonado, suas pálpebras se abriram e ela sorriu ternamente. As palavras eram supérfluas, ela transmitia através da franqueza de seu olhar o quanto queria me fazer feliz.
Seus lindos orbes chocolates refletiam a pureza de sua alma, a autenticidade de seu caráter e a doçura de seu coração. Um coração que a vida não tinha o direito de machucar. Por que o destino permitiu que ela passasse por situações deprimentes sendo tão jovem? Isso era uma injustiça! Entretanto, a vida não quer saber quem é merecedor ou não, pois a mesma pode arruinar qualquer pessoa na primeira oportunidade. Contudo, Bella é uma mulher forte por natureza e escolheu se reerguer após a queda. Isso deixava o meu peito inflado de orgulho.
Ela sentou ao meu lado e eu joguei o braço em volta dos seus ombros. Sua cabeça recostou sobre o meu peito e sua delicada mão esquerda descansou no meu abdômen. Beijei seus cabelos e ela deu um suspiro de satisfação.
Eu não queria atrapalhar o nosso momento de ternura e leveza, mas eu precisava falar de Victoria.
— Bella, a Victoria importunou você ultimamente?
Ela ergueu o rosto. Um resquício de incompreensão estava presente em seu olhar.
— Não, Edward. — Ela contrapôs. — E por que ela faria isso? — Seus olhos me fitaram interrogativamente.
— Eu preciso esclarecer algo sobre o meu passado. Como eu havia lhe contado, algumas mulheres da empresa passaram por minhas mãos. Victoria foi uma delas. — Sustentei o seu olhar. — Ontem ela me confrontou e queria saber o motivo que me levou a descartá-la. Ela sabe ou desconfia que seja por sua causa e ficou possessa de raiva. Não entendo o motivo de sua reação, eu sempre deixei claro que era apenas sexo. — Balancei a cabeça negativamente. — O meu erro foi ter me relacionado com ela mais de uma vez, isso deve ter ocasionado expectativas que eu nunca iria atender.
— Ela ficou irada porque perdeu um partidão. — Ela riu.
— Não se pode perder o que nunca teve. — Contrapus.
Encarei seu rosto e ela realmente parecia se divertir com a situação.
— Eu estou surpreso que esteja rindo da circunstância, Srta. Swan. Pensei que eu iria enfrentar uma fera.
— Eu não vou negar que eu sinto ciúmes. Mas quando eu me comprometi com você, eu estava ciente das consequências que eu teria que enfrentar por conta de seu passado. Como por exemplo, topar com uma das mulheres que fizeram parte da sua lista. — Suas feições carregavam uma nesga de aborrecimento.
— Eu não posso apagar o homem desprezível que eu fui. Mas agora, o presente é o que importa. Eu quero mostrar com atitudes que eu sou digno de ter você como minha mulher. — Afaguei o seu rosto.
— Parece que você está com medo. — Ela alegou.
— E eu estou. Dadas as circunstâncias, eu tenho medo de perder você.
— Não tenha medo. — A pequena mão macia traçou o contorno do meu rosto. — Nada e nem ninguém vai me arrancar dos seus braços. O passado é passado. Como você mesmo disse, o presente é o que importa. Você é um homem maravilhoso. Eu te aceito com todas as suas qualidades e defeitos. — Ela falou de maneira afetuosa e sorriu docemente.
— Eu vou me esforçar para que as qualidades predominem e estejam sempre no topo. — Segurei uma de suas mãos e depositei um beijo na palma. — Se a Victoria incomodar você, eu quero que me avise. Está bem?
Ela meneou a cabeça em confirmação.
— Esse momento é particular e pertence somente a nós dois. Ninguém tem o direito de interferir. — Ela proferiu enquanto aproximava os nossos rostos. — Esqueça esse assunto ou qualquer outro problema que esteja rondando a sua mente. Apenas me beije e esqueça o mundo que nos cerca. — Os lábios rubros se entreabriram sugestivamente.
Acatei o seu pedido e juntei os nossos lábios. Eu ficava completamente enlouquecido pelo calor que emanava de seus beijos.
Eu não esquecia apenas o mundo. Quando eu mergulhava no lago de prazer que era a sua boca, eu esquecia até mesmo a minha própria identidade.
[...]
Muitas semanas se passaram e isso serviu para que eu estivesse convicto das minhas decisões. Cada acontecimento me mostrava que o meu relacionamento se tornava uma grande fortaleza a cada dia. Não havia medo, nem traumas e muitos menos insegurança. Eu estava pronto para mergulhar de corpo e alma nesse relacionamento. Definitivamente, as portas estavam abertas para que Bella entrasse na minha vida.
Hoje era uma sexta-feira atribulada. A minha agenda de compromissos estava abarrotada e uma infinidade de papéis necessitava da minha atenção. Todavia, estava sendo extremante difícil me concentrar nos meus afazeres quando a ansiedade me corroía por dentro. Isso por conta do jantar que reunirá a minha família essa noite. A oportunidade perfeita para oficializar a minha relação com a Bella. Meus parentes ficariam extremamente felizes por mim, principalmente a minha mãe.
Estava analisando alguns relatórios quando o toque estridente do telefone preencheu o ambiente. Atendi no segundo toque.
— Sr. Cullen, o Dr. Mike Newton acabou de chegar. Eu posso autorizar a sua entrada? — Bella dizia polidamente em seu tom profissional.
— Peça que ele entre, por favor. — Respondi.
— Certo.
Em questão de segundos, Bella abriu a porta e gesticulou para que Mike Newton entrasse.
Ele ajustou alguns botões do paletó antes de se acomodar em uma das poltronas que havia diante da minha mesa.
Bella estava prestes a nós deixar a sós, mas eu chamei a sua atenção.
— Um instante, Isabella.
— Pois não, Sr. Cullen?
Ela realmente não misturava a relação amorosa com a profissional. Não havia espaço para intimidades quando Bella estava realizando o seu trabalho. Em nenhum momento ela me chamava de Edward quando estávamos na presença de uma terceira pessoa. Eu não me importaria se ela me tratasse sem formalidades, mas ela era muito cautelosa em relação ao seu trabalho. Esse era um entre muitos atributos da minha amada.
— Onde estão os documentos daquele cliente da imobiliária? — Interroguei. — Pode trazê-los para mim?
— Eu me encarreguei de guardá-los essa manhã. Um momento, senhor.
Ela caminhou elegantemente até a grande estante que havia no escritório, sua postura era digna de uma dama. Eu não era o único a admirá-la, pois o idiota do Mike também fazia o mesmo e aquilo me deixou possesso de raiva. Bella se agachou para alcançar a última prateleira da estante e o movimento fez com que a saia subisse um pouco, revelando parte da pele aveludada de suas coxas.
Percebi quando o meu sócio virou o corpo minimamente, na tentativa de ter um melhor vislumbre do espetáculo que ele não tinha o direito de apreciar. Ele esfregou o queixo e os seus olhos estavam carregados de cobiça. Apertei a minha caneta a ponto de deixá-la em estilhaços, mas a minha vontade mesmo era de destroçar o pulha que estava na minha frente.
Bella levantou e ajustou as roupas, recuperando assim a elegância de sua postura. Aproximou-se da mesa e me entregou a pasta de documentos.
— Precisa de mais alguma coisa, Sr. Cullen?
— Tenho tudo o que preciso em mãos. Pode retornar para o seu posto.
— Com licença, senhor. — Ela assentiu e se retirou do meu escritório.
Mike Newton não parou de olhá-la em nenhum minuto. Ele não tinha ideia de que estava brincando com a sorte.
— Cara... — Ele assoviou. — Essa sua secretária é gostosa hein, Edward?
Que ousadia! Eu não sei de onde tirei forças para me controlar e não cometer uma loucura. Eu só não voaria no pescoço desse imbecil porque não queria me meter em problemas posteriores.
— Meça as suas palavras antes de falar da minha secretária, Newton. Não admito essa falta de respeito com a minha funcionária. — Pronunciei em um tom intransigente.
— Qual é? Vai me dizer que não sente vontade de jogar essa delícia de mulher na sua mesa? Isto é se já não fez... — Ele riu sarcasticamente.
— Basta, Newton! — Gritei rudemente e esmurrei a mesa. — Estamos aqui para discutir opiniões sobre o processo de venda do imóvel do cliente. Minha secretária não está inserida no assunto em questão.
— Não precisa se exaltar, Cullen. — Ele ergueu as mãos em forma de rendimento. — Foi apenas um comentário.
— E totalmente desnecessário! Não tolero esse tipo de piadinha!
Tratei de me concentrar no nosso trabalho, caso contrário, esse sujeitinho sentiria o peso do meu punho sobre a sua face.
[...]
Após um longo espaço de tempo que pareceu uma eternidade, a espera havia chegado ao fim. O sol desapareceu no horizonte dando a vez para uma noite que seria maravilhosa. Uma mistura de ansiedade e alegria pairava sobre mim.
Depois de um banho, vesti-me com roupas casuais. Uma camiseta branca, um blazer vinho e calça jeans compunham o visual despojado. Eu sempre fui um homem muito adepto do estilo social, mas um visual descontraído de vez em quando também era do meu agrado.
Apanhei as chaves do meu carro no criado-mudo e me retirei do quarto. Desci rapidamente as escadas enquanto girava as chaves no dedo indicador. Meus olhos correram pela cozinha e instintivamente me lembrei de Elizabeth. Ela viajou para passar uma temporada com o filho que mora em Pasadena, cidade vizinha de Los Angeles. Era uma pena que ela não conheceria Bella, pelo menos não nessa ocasião.
Dirigi-me até ao estacionamento do edifício e, antes que eu entrasse no meu carro, uma brisa fria atingiu o meu rosto. Um pequeno prelúdio de que o clima será frio essa noite. Eu gostava dessa temperatura mais amena, a mesma me trazia tranquilidade.
Coloquei o veículo em movimento e conduzi-me para o apartamento da minha amada. Depois de percorrer as vias movimentadas de Los Angeles por algum tempo, cheguei ao destino desejado.
Entrei no prédio que Bella residia e segui em direção ao andar que se localizava o seu apartamento. Caminhei pelo extenso corredor e, ao chegar à porta de sua residência, elevei a mão até a campainha.
Em instantes, a porta se abriu e fui presenteado com uma visão de tirar o fôlego. Bella estava esplêndida em um vestido rosa que ia até os joelhos. O tecido delineava o seu corpo escultural, valorizando as suas curvas formosas. As pernas torneadas estavam alongadas pelos sapatos requintados. Uma bolsa preta descansava em seu ombro esquerdo.
Ela pousou a mão esquerda no batente da porta enquanto a outra descansava em sua cintura. Os lábios pintados de vermelho se curvaram em um sorriso sedutor.
— Será que eu estou apresentável para um jantar na casa dos seus pais?
— Você está maravilhosa. — Era impossível esconder o quanto eu estava admirado.
Ela já se preparava para fechar a porta atrás de si, mas evitei a sua ação.
— Espere!
— O que foi? — Ela inquiriu.
— A noite está fria. Eu sugiro que pegue um casaco. Você pode precisar.
— Sempre tão cuidadoso. — Ela sorriu delicadamente. — Tudo bem, eu vou pegar um sobretudo.
Ela se afastou e pude ter uma visão de seus quadris balançando sutilmente.
Bella estava desencadeando uma onda de desejo que me devastava por dentro. A mescla de doçura e sensualidade me deixava completamente enlouquecido.
[...]
Estacionei o carro em frente à mansão dos meus pais e rapidamente contornei o automóvel. Abri a porta do carona para a Bella e ofereci uma das minhas mãos como apoio. Ela segurou a minha mão e a conduzi para fora do veículo.
— Como será que os seus pais irão reagir? — Ela indagou.
— Acredito que ficarão muito surpresos. — Sorri e afaguei as suas costas. — Vamos?
Ela assentiu.
Subimos alguns degraus que havia na fachada da residência e caminhamos até a entrada. Fomos recebidos por uma das empregadas e entramos no hall da mansão. Por conseguinte, nos deparamos com os meus pais, irmãos e cunhados conversando animadamente na sala de estar.
Minha mãe foi a primeira que notou a nossa presença, a surpresa era evidente em seu semblante quando ela observou as nossas mãos entrelaçadas. Levantou-se do sofá e veio em nossa direção.
— Bella! Que surpresa! — Esme abraçou-a e deu beijinhos em seu rosto em forma de saudação. — Eu não esperava a sua ilustre presença. — Ela proferiu com alegria.
Bella sorriu largamente em resposta.
Carlisle se aproximou e nos cumprimentou de maneira cortês.
— Seja bem-vinda, Bella. — Meu pai discorreu enquanto apertava firmemente a mão de Bella.
— Obrigada, Sr. Cullen.
— Não precisa me tratar com tanta formalidade, minha querida. — Ele arqueou uma sobrancelha como forma de repreensão.
— Obrigada, Carlisle. — Bella se corrigiu e meu pai ficou satisfeito.
Após os cumprimentos e saudações de toda a família, meu pai se aproximou novamente.
— Filho, você não avisou que teríamos uma convidada especial essa noite. — Carlisle sorriu.
— Ela não é somente uma convidada, pai. — Sorri largamente e enlacei a cintura de Bella, aproximando os nossos corpos. — Ela é minha namorada.
Esme levou às mãos a boca e os olhos arregalaram-se. O seu longo e audível suspiro de surpresa preencheu o recinto.
— Querido, isso é maravilhoso! Eu sabia que mais cedo ou mais tarde uma mulher seria capaz de desarmá-lo. — Minha mãe ostentava um sorriso quase maior que o seu rosto. — E fico extremamente feliz por saber que essa mulher é você, Bella.
— Eu agradeço pela sua estima, Esme. — Bella respondeu de maneira contente.
Bella afagou o meu braço que estava repousado em sua cintura. Em um gesto de nervosismo, seus dedos puxavam levemente as abotoaduras da manga direita do meu blazer.
— Eu sabia! Eu sabia que eu não estava errado em minhas deduções! — Carlisle exclamou.
— Do que você está falando, pai? — Questionei.
— Eu me refiro à grande conexão que eu sentia entre vocês dois. — Carlisle colocou as mãos nos bolsos de sua calça. — Era mais do que um vínculo profissional, pois a química estava sempre presente quando ambos ocupavam o mesmo lugar. Imagino que em longas tardes no escritório, a tensão era quase palpável.
— Principalmente a tensão sexual. — Emmett disparou.
— Emmett! — Esme bradou, repreendendo-o.
Bella enrubesceu intensamente e escondeu o rosto em meu peito.
— O que foi? Estou apenas dizendo a verdade, mãe. — Meu irmão se defendeu.
— Querido, você é impossível! — Rosalie protestou.
— Eu também te amo, meu bem. — Emmett falou.
Alice se desvencilhou dos braços de Jasper e aproximou-se.
— Acabou a palhaçada, Emmett! — Alice o repreendeu e, em seguida, nos deu os parabéns. — Estou tão feliz por vocês! — Ela sorriu. — E você tentando esconder o jogo de mim não é, Bella? — Minha irmã semicerrou os olhos.
— Queríamos ter a certeza da nossa decisão antes de assumirmos algo formalmente. Por isso não lhe contei nada, Allie. — Bella replicou. — Além disso, Edward queria fazer essa surpresa para a Esme. — Bella sorriu para a minha mãe.
— Surpresa que eu adorei! — Esme bateu palmas e riu. — Não consigo imaginar uma nora melhor que você, querida.
— Isso merece uma comemoração! — Carlisle exprimiu. — Irei escolher o melhor champanhe da minha adega para brindarmos.
[...]
Depois de um delicioso jantar em família, encontrava-me recostado em uma das paredes da sala de estar. Eu degustava uma taça de champanhe enquanto observava Bella de longe, a mesma conversava animadamente com Esme, Alice e Rosalie. Ela me olhava de maneira intensa e sorria lindamente toda vez que os nossos olhares se cruzavam.
Senti certa movimentação ao meu lado e uma mão pousou em meu ombro esquerdo.
— Não há dúvidas de que você a ama. — Meu pai proferiu.
— O senhor não tem ideia do quanto, pai.
— Você está mesmo disposto a mergulhar nessa relação? Tem certeza da sua decisão, filho?
— Eu nunca estive tão certo em toda a minha vida, pai. Pela primeira vez, eu tomei uma decisão correta. — Respondi com convicção.
— É muito bom ouvir essas palavras. Acima de tudo, eu torço pela sua felicidade. — Carlisle sorriu largamente.
Ele aproximou-se e me puxou para um abraço.
— Obrigado, pai.
— De nada, filho. — Ele falou enquanto dava tapinhas nas minhas costas.
Retornei minha atenção para a Bella novamente. Era incrível como eu não cansava de admirá-la.
— Por que não leva o seu corpo para onde está a sua mente e o seu coração? — Carlisle questionou.
— O que está querendo dizer?
— Quero dizer que já está na hora de roubar a sua namorada de sua mãe. — Ele gargalhou. — Eu sei que não está mais suportando ficar longe dela. Anda logo, rapaz! Vá atrás da sua mulher!
— Você tem toda razão.
— Eu sempre tenho. — Meu pai riu.
Ele acenou positivamente para mim antes que eu me afastasse dele.
Com passadas largas, aproximei-me do círculo de conversa das mulheres. Depositei a taça de cristal na mesinha de centro.
— Será que eu posso ter a minha namorada de volta?
— A conversa estava tão agradável, filho. Ela tem mesmo que ir com você? — Esme riu.
Bella levantou-se do sofá e segurou a mão que eu lhe oferecia. Minha mãe observou a cena e os seus lábios se curvaram em satisfação.
— Acho que já tenho a resposta. Pode ir com o seu namorado, Bella. Teremos muito tempo para conversarmos.
— Tem certeza? Não vai ficar chateada comigo? — Bella inquiriu.
— É claro que não, querida. Você está liberada! Sei que o meu filho está ansiando por sua companhia.
Bella sorriu e acenou para a Esme.
Pousei a minha mão direita na base das costas de Bella, guiando-a rumo às escadas da mansão.
— Aonde vamos? — perguntou ela.
— Eu gostaria de lhe mostrar algo. Venha, meu bem.
Segurei sua mão firmemente enquanto subíamos os degraus. Ela me examinava minuciosamente, a curiosidade ardia intensamente em seu olhar.
Chegamos ao andar desejado e cruzamos a porta dupla que dava acesso ao terraço. Aproximamo-nos da balaustrada e ela continuava tentando adivinhar qual era o meu propósito.
— Quero lhe mostrar a visão privilegiada que temos das estrelas. Observe. — Proferi.
Ela ergueu o rosto e encarou a imensidão escura, onde a Lua estava altiva e imponente. A mesma estava ladeada por vários pontos brilhantes que eram responsáveis por adornar a noite. O contraste entre a escuridão da noite e a luminosidade das estrelas era extraordinário.
— Minha nossa, Edward! É maravilhoso! — Bella sorriu de maneira extasiada.
— Eu sei. É uma vista fascinante. — Apoiei os cotovelos sobre o parapeito. — Aqui era o meu lugar favorito. Eu gostava de olhar as estrelas todas as noites.
A brisa suave acariciou o meu rosto, fechei os olhos e apreciei a sensação. Ao contrário de mim, Bella não parecia confortável com a aura da noite. Percebi de canto de olho quando ela esfregou os braços freneticamente.
— Você está com frio?
Ela meneou a cabeça positivamente.
— Esqueci o meu sobretudo em uma das poltronas da sala de estar. — Ela mencionou.
— Venha, meu amor. — Abri os braços para recebê-la. — O abraço de quem a gente ama é a melhor forma de se aquecer.
Envolvi o seu diminuto corpo e ela suspirou de satisfação. Acariciei os seus cabelos e inalei o perfume que emanava deles.
— Eu sei o quanto você estava nervosa diante dos meus pais. Percebi a partir do momento que você quase arrancou as minhas abotoaduras. — Sorri.
Ela se afastou minimamente e me encarou.
— Desculpe por aquilo. — Ela riu. — Eu movimento as mãos desvairadamente quando estou nervosa. Além disso, não é todo dia que sou apresentada como a namorada do meu chefe.
— Acostume-se com a ideia, pois a partir desse momento, não precisaremos esconder de mais ninguém o nosso amor. Se depender de mim, eu gritarei para os quatro cantos do mundo sobre o quanto nos amamos.
Nosso momento foi interrompido quando algo desviou a nossa atenção. Uma estrela cadente riscou brevemente a negritude da noite.
— Você viu?! — Perguntei.
Bella juntou as nossas mãos e fechou os olhos. Ela depositou um beijo em nossas mãos que estavam entrelaçadas e sorriu. Abriu os olhos novamente e me fitou intensamente. Fiquei meio confuso por conta de sua atitude.
— O que estava fazendo? — Indaguei.
— Um pedido. — Ela respondeu.
— E o que você pediu?
— Que o nosso amor dure para sempre. — Ela acariciou o meu rosto.
Sorri e beijei levemente os seus lábios.
— E você acredita nos poderes de uma estrela cadente? — Interroguei.
— Eu sei que talvez não passe de uma invenção, mas o que importa é a minha fé.
— Talvez o poder de uma estrela cadente não passe de fantasia e superstição. Mas sabe de uma coisa, meu amor?
— O quê?
— A nossa relação não gira em torno de um orbe brilhante, Bella. Eu não acredito muito no poder de uma estrela, mas acredito confiantemente no poder do nosso amor. E sim, ele vai durar para sempre.
Puxei seu corpo para junto do meu e moldei os nossos lábios.
O vínculo que unia os nossos corações era inquebrável. Eu amaria essa mulher a cada segundo da minha vida. Sem vestígios de dúvidas, eu era o homem mais realizado do mundo por ser o dono do seu coração.

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