My Irresistible Secretary

16 Quando o fogo encontra a gasolina...


Notas iniciais
Hey, amores. Mais um capítulo fresquinho de MIS para vocês. E esse está enorme, digno de matar a saudade. Rsrsrs Se tiver erros, me avisem. Postei o capítulo um pouco às pressas e ainda irei revisá-lo mais detalhadamente. Bem-vindas novas leitoras *----*

POV Bella Swan

Era como se o mundo deixasse de existir. Quando eu estava envolvida pelo círculo de seus braços, nada mais importava. Edward tinha o poder de me enlouquecer apenas com o calor e a doçura que provinha de seus beijos.

— É tão bom ficar assim com você. — deitei a cabeça em seu peito. — Não quero que a noite acabe. Não tão depressa.

— Não permitiremos que isso aconteça. — disse ele. — O que acha de prolongar o nosso momento? Eu gostaria que conhecesse o meu apartamento. Mas se você quiser ir embora, eu não farei objeção e deixaremos para outra oportunidade.

— Ainda é cedo... E quem disse que eu quero ir para casa? O lugar que você estiver, é onde eu desejo estar.

— Isso quer dizer que você aceita? — ele sorriu.

— Com toda a certeza. — ri serelepe e joguei os braços em volta de seu pescoço.

— Eu tive que dividir a sua companhia com a minha família a noite inteira. Então é justo que tenhamos o nosso momento. — Suas feições não escondiam o ciúme.

— Nossa! Que homem ciumento eu fui arranjar! — gargalhei. — Eu prometo que irei compensar a falta. A partir de agora, sou inteiramente sua.

— Isso é bom. — um sorriso brotou em seus lábios. — Venha, minha querida. Temos que nos despedir.

Ele me enlaçou pelo ombro e saímos do terraço, deixando para trás as lindas estrelas que serviram como testemunha das nossas promessas de amor.

[...]

Edward dirigia tranquilamente pelas vias movimentadas de Los Angeles. Em certo momento, ele desviou a atenção da estrada e o seu olhar cruzou com o meu. E mais uma vez, eu pude examinar o brilho de felicidade que havia em seus olhos esmeraldinos. O mesmo brilho que sua mãe defendeu com avidez.

Enquanto Edward se despedia dos seus familiares, Esme afastou-se da sala de estar e acenou para que eu a acompanhasse. Atendi a seu pedido e logo estávamos a sós no hall da mansão.

— Bella, eu estou muito feliz por saber que o meu filho encontrou você. O brilho de felicidade que eu vejo nos olhos dele não tem preço. No passado, Edward sofreu muito por causa de um relacionamento e se afundou de uma forma que... Que eu tive medo que ele atentasse contra a própria vida. — Vi o pesar em seus olhos. — E é por isso que eu peço que cuide bem dele. Eu estou entregando em suas mãos um dos bens mais preciosos que eu tenho na vida. Por favor, não o faça sofrer novamente. — Seus olhos marejaram. — Espero que não se sinta ofendida, pois essa não é a minha intenção. Estou apenas suplicando como uma mãe que defende veementemente a sua cria. Você compreende a situação, querida?

— Eu entendo perfeitamente a sua preocupação, Esme. Você é mãe. E uma mãe está disposta a tudo para defender a felicidade de um filho. Saiba que o Edward foi a coisa mais importante que me aconteceu. Quando eu estou com ele, eu sei o que significa o real sentido de viver. Eu cuidarei dele assim como ele prometeu que cuidará de mim. O coração de Edward está seguro comigo. Eu o amo, Esme. Eu amo o seu filho mais que tudo nessa vida.

Abracei-a forte e ela retribuiu.

— Ah, querida... Não sabe o quanto essas palavras significam para mim. Obrigada.

— Eu prometo que vou cuidar dele, Esme. Eu prometo. — Segurei suas mãos e beijei cada uma delas.

As lágrimas desciam intensamente pelo seu rosto. Ela me agradeceu mais uma vez e sorriu.

Vários passos se aproximaram e vozes preencheram o recinto. Esme limpou as lágrimas e tentou recuperar a compostura.

— Mãe?! O que houve? — perguntou Edward. Ele estava visivelmente preocupado.

— Eu... — Esme hesitou por um momento. — É...

Compreendi que ela não queria contar a verdade e a interrompi.

— Sua mãe estava me contando as travessuras que você e seus irmãos faziam no jardim. Ela acabou se emocionando além da conta ao relembrar a infância dos filhos.

Dei uma piscadela para a Esme e percebi nitidamente quando ela sussurrou um ‘obrigada’.

— É difícil conviver com o fato de que os meus filhos tenham crescido. — Esme pronunciou.

— É claro que nós crescemos, mãe. — Emmett falou. — Veja com os seus próprios olhos o homem gostoso que o seu filho Emmett Cullen se tornou.

Emmett começou a fazer uma exibição teatral de seus músculos. Edward balançou a cabeça negativamente e deu um safanão na cabeça do irmão. Esme olhou a cena e não segurou o riso.

— Certas coisas nunca mudam. — ela disparou.

Retornei para o presente quando Edward levou a minha mão até os seus lábios, beijando-a suavemente. Ele me olhou docemente. Seus olhos carregavam tanto amor que era impossível acompanhar as batidas desenfreadas do meu coração.

[...]

Edward abriu a porta de seu apartamento e adentramos o hall de entrada. Era notório o quanto o ambiente ostentava uma decoração requintada. O piso de carvalho combinava perfeitamente com as paredes em tons neutros.

Adentramos a sala de estar e me foi revelado um local espaçoso e elegante. As amplas e imponentes vidraças iam do chão até o teto. Elas eram as responsáveis por oferecer uma excelente visão panorâmica, garantindo assim uma vista privilegiada da cidade. O longo sofá em formato de ‘U’ era de muito bom gosto e evidentemente muito confortável. Uma porta de correr dava acesso à espaçosa sacada, esta bem decorada com vasos de plantas e objetos de decoração externa.

Antes de os meus pais se afundarem em dívidas, houve um momento que eu era cercada por luxo e conforto. Mas é claro que não era nada comparado a luxuosidade de uma cobertura triplex.

— O que você quer fazer? — Edward questionou. — Gostaria de assistir a um filme ou de se divertir no meu salão de jogos? Talvez um mergulho noturno na piscina? Temos diversas possibilidades de entretenimento, mas eu creio que essa última opção seja a melhor delas. — ele arqueou uma sobrancelha sugestivamente.

— Está querendo usar o entretenimento como desculpa para se aproveitar de mim? — empinei o queixo e franzi o cenho. — Pois fique sabendo que eu não vou entrar no seu joguinho, Sr. Cullen. Além do mais, eu não tenho trajes adequados para um mergulho. Portanto, não posso atender ao seu pedido.

— É uma pena que tenha recusado o meu convite, Srta. Swan. Saiba que seria um imenso prazer ter uma sereia mergulhando nas dependências da minha piscina.

— Utilizar os seus galanteios para me persuadir é golpe baixo. — falei em um tom de divertimento. — Mas eu não vou cair nessa sua tentativa de sedução. E como você me deu a liberdade de escolha, eu farei bom proveito disso.

— Então qual é a sua escolha?

— Quero me divertir em seu salão de jogos.

— Não há nada que eu possa fazer para que mude de ideia? Ainda acho que o mergulho noturno seria a melhor opção.

— A minha decisão não está em negociação, meu caro.

— Meu Deus, que mulher irredutível! — ele riu. — Certo, senhorita. Venha comigo! Vamos nos divertir!

Edward me conduziu para o segundo pavimento de seu apartamento. Eu ficava fascinada com cada detalhe que me era revelado. Chegamos ao salão de jogos e a decoração fazia jus ao local. Nas paredes, havia dois quadros que imitavam cartas de baralho. O primeiro quadro representava um seis de paus e, o segundo, simulava um seis de copas.

Existia uma mesa redonda no canto, a mesma estava rodeada por assentos nas cores branca e marrom. Mas o que realmente chamava a atenção, era a luxuosa mesa de snooker que havia no centro do salão. Deslizei a mão esquerda pela superfície da mesa.

— Sabe jogar snooker? — Edward questionou.

— Bem... Faz muito tempo que eu não jogo. Mas eu ainda me recordo de algumas regras.

— Que tal uma partida?

— Claro!

Antes de iniciarmos o jogo, Edward ligou o sistema de som e uma música animada preencheu o ambiente. Enquanto ele organizava as bolas sobre a mesa com o auxílio de um esquadro, aproveitei para retirar o meu sobretudo e depositei a peça sobre uma das cadeiras. Edward também estava à vontade, ele já havia retirado o blazer e vestia apenas a camisa branca.

Ele se apoderou de um taco e ofereceu-me o outro.

— Tenho fama de ser bom nisso. — ele riu. — Está pronta para perder?

— Isso é o que veremos. — respondi com altivez.

Eu não pensei que seria tão difícil me concentrar em um jogo. Acontece que a imponência de Edward deixava-me deslumbrada e todos os seus movimentos eram hipnotizantes. A forma que ele contornava a mesa para arquitetar sua próxima jogada, a maneira que curvava o corpo sobre a mesa, os movimentos firmes e precisos que eram utilizados para as tacadas, o olhar de concentração que ele lançava sobre a bola da vez... E ainda tinha aquela maldita camisa branca que marcava perfeitamente o contorno de seus bíceps e peitoral.

Eu já tinha perdido as contas de quantas bolas foram encaçapadas por ele. E eu estava demonstrando ser um completo desastre.

— Ora, ora. Onde foi parar toda a sua presunção, querida? — ele perguntou de maneira sarcástica. — Eu pensei que eu teria uma grande desafiante.

— Eu estava apenas facilitando as coisas para você. Agora veja do que eu sou capaz.

Passei giz na ponta do taco e preparei-me para a próxima tacada. Curvei-me sobre a mesa e encarei a bola que seria o meu alvo. Respirei fundo e dei uma tacada. Contudo, todo o meu desempenho e concentração foram em vão. Consegui apenas que a bola branca fosse impulsionada com demasiada força e, por conta disso, ela quicou e foi arremessada para fora da mesa.

Encolhi os ombros e levei as mãos à boca. Pois a bola quase atingiu um objeto que poderia ser facilmente danificado. Ajuntei a bola e a depositei na mesa novamente.

— Estou vendo que você pode ser capaz de destruir o meu apartamento inteiro com apenas uma bola de snooker. — ele brincou.

— Perdoe-me! — escondi o rosto entre as minhas mãos. — Acabo de descobrir que eu sou péssima nesse jogo.

— Péssima? Não, você não é péssima. É um tremendo desastre! — ele gargalhou.

— Edward! — gritei e esmurrei o seu peito.

— Calma, princesa. — suas mãos circundaram firmemente os meus pulsos. — Você fica linda até brava, sabia?

Ele depositou um beijo casto sobre os meus lábios.

— Na verdade, o problema é a falta de prática. Você precisa se familiarizar com o jogo novamente. E para isso, precisa de alguns ensinamentos. E eu serei o seu professor. — ele curvou os lábios em um sorriso sedutor.

Edward posicionou-se atrás de mim, agarrou a minha cintura e puxou o meu corpo de encontro ao seu. Novamente, ele ofereceu-me um dos tacos e fez com que eu segurasse firmemente uma das extremidades do objeto de madeira. Sua mão direita continuava firme em minha cintura, enquanto a outra fazia o trajeto desde o meu ombro esquerdo até a minha mão que estava em cima da mesa apoiando o taco.

Nossos corpos estavam incrivelmente colados. Meus pelos se eriçaram quando senti a sua respiração quente contra a minha nuca. Seus lábios aproximaram-se da minha orelha.

— O segredo é não impor muita força sobre o taco. Tenha cuidado e não deixe que a ponta se aproxime demais da superfície da mesa. Foi exatamente por esse motivo que a bola foi arremessada na sua jogada anterior. — ele praticamente sussurrava ao meu ouvido.

Era uma cena sensual e quente como o inferno. Meu coração martelava contra a caixa torácica e meu peito subia e descia por conta da respiração acelerada. Fiquei contente por saber que eu não era a única que estava sendo arrebatada por aquele momento. A respiração de Edward também estava desregulada e seus batimentos cardíacos estavam agitados contra as minhas costas.

— Concentre-se e analise a distância entre a bola branca e a bola da vez. E assim você terá uma noção da velocidade que precisa ser utilizada na tacada. Lembre-se, meu amor. Nada de tacadas bruscas, faça movimentos firmes e precisos para uma boa jogada.

Concentrei-me na bola da vez e pus em prática todas as orientações que Edward havia me passado. Respirei fundo, flexionei o braço direito e dei uma tacada firme. A bola branca deslizou em linha reta pela superfície da mesa e atingiu o alvo desejado. A bola azul moveu-se na direção da fenda lateral e foi encaçapada com o devido sucesso.

— Ah! Eu consegui!

Levantei os braços em forma de comemoração e virei de frente para o Edward.

— Suas dicas foram bastante úteis. Você é muito bom, professor.

— O mérito é todo seu. Pois você demonstrou ser uma aluna muito aplicada.

Bailando

Os acordes sensuais de uma música espanhola se fizeram presente. A animação tomou conta de mim e instintivamente comecei a balançar o corpo contra o de Edward. Estávamos perfeitamente moldados e nos entregávamos aos movimentos sensuais da melodia espanhola. E não demorou muito para que o jogo de snooker fosse completamente esquecido.

Edward segurava possessivamente os meus quadris que requebravam no ritmo da música. Ele elevou a minha coxa esquerda, prendendo-a a na altura de sua cintura. Em seguida, arqueou o meu corpo e jogou-me para trás. A dança era quente, sensual, erótica... Cada passo era perigosamente instigante e tentador. Éramos tomados pela excitação que era desencadeada a cada movimento, era notório que os nossos corpos desejavam outro tipo de dança. A dança que dois corpos se fundiam em um só corpo.

Afastei-me de Edward e comecei a dançar sozinha. Acompanhei o ritmo da música com movimentos sinuosos e sensuais. Concentrei-me e fechei os olhos, minhas mãos começaram a passear pelo meu próprio corpo enquanto eu serpentava no centro do salão de jogos. O meu desejo era seduzir o meu homem, mostrar que eu era sensual e melhor do que qualquer outra mulher que ele já teve.

Edward me observava com os olhos carregados de cobiça. Pude notar claramente quando ele coçou a cabeça e puxou diversas vezes a gola da camisa. Ele estava nervoso, e adorei saber que eu estava provocando essa reação.

Aquilo era um erro, eu não deveria provocá-lo daquela forma. Fui atirada em um terreno perigoso a partir do momento que resolvi atender aos desejos do meu inconsciente. Entretanto, era tarde demais, eu já havia despertado a fera.

Edward aproximou-se vagarosamente e iríamos recomeçar a dança novamente. Contudo, um pequeno infortúnio atrapalhou a ocasião, pois o salto de um dos meus sapatos enganchou na extremidade do carpete. Perdi o equilíbrio e fui lançada com demasiada força contra o peitoral de Edward. Ele agiu por reflexo e tentou me segurar, mas como foi pego de surpresa, acabou se desequilibrando também. E o resultado disso foram dois corpos se chocando violentamente contra o chão.

— Você está bem? — ele perguntara com certa aflição.

— Seu corpo amorteceu a minha queda. Eu estou bem. Mas e você? Não se machucou? — acariciei seus cabelos.

— Eu sou um homem forte, sabia? E além do mais, já suportei pesos maiores que você. — ele gargalhou.

— Está me chamando de gorda, Edward Cullen? — semicerrei os olhos. — Ora, seu...

Comecei a estapear o seu peito e ele começou a rir histericamente. Fui envolvida pela leveza do momento e, no minuto seguinte, também estava rindo junto com ele.

— Não interprete mal as coisas, amor. — ele acariciou os meus cabelos. — Você não é gorda. Na verdade, é a mulher mais linda que os meus olhos já viram.

Enquanto a mão direita de Edward adentrava os meus cabelos, a esquerda desceu pela lateral do meu corpo e repousou no meu quadril. Aos poucos o sorriso foi sumindo de seu rosto e as suas feições ficaram sérias.

No momento seguinte, Edward trocou as nossas posições e prensou o meu corpo contra o carpete. Por conta de sua atitude inesperada, um pequeno arfar escapou por entre os meus lábios. Ele prendeu as minhas mãos acima da minha cabeça e sua boca desceu faminta sobre o meu pescoço. Arqueei o corpo instintivamente, em busca por mais da sensação que foi desencadeada por suas carícias. Suas mãos estavam em toda parte, mas a maior concentração era nos meus quadris e coxas. O tecido do meu vestido subia à medida que a sua mão deslizava descaradamente pela minha coxa. A sua excitação estava aguda e imponente, a mesma pulsava contra o meu baixo-ventre.

— Bella... — ele gemeu. — Eu tive que me comportar como um cavalheiro a noite toda. Mas seu corpo, seu perfume, esse maldito vestido... Eles estão dificultando as coisas e eu não consigo levar o meu cavalheirismo adiante.

Eu não sabia se aquele era o momento certo para me entregar, mas o desejo falava mais alto que a razão. E o que importa se esse é o momento certo ou não? Não havia a necessidade de ter dúvida ou medo. Eu o amava, eu o queria, eu o desejava... O meu corpo clamava, implorava pelo dele. Eu o provoquei e agora iria pagar o preço das consequências. Preço este que eu pagaria o dobro, o triplo... Porque não havia nada que eu desejasse mais do que ser tocada pelas mãos de Edward.

Após me encher de coragem, agarrei a sua nuca e aproximei os meus lábios de seu ouvido.

— Eu não quero que você seja cavalheiro. — sussurrei com determinação.

E aquela foi a deixa para que ele atacasse os meus lábios de maneira voluptuosa. Esfreguei-me descaradamente contra a sua ereção, buscando mais daquele contato. Ele mordiscava os meus lábios e os puxava entre os seus dentes.

— Está sentindo isso, Bella? Você sente esse fogo de desejo correr pelas suas veias? — sua voz estava carregada de sensualidade.

— Sim. Eu sinto, Edward. — gemi contra a sua boca.

— Diga que me deseja tanto quanto eu desejo você, meu amor. Diga! Não negue isso. Posso sentir o seu corpo chamando pelo meu.

— Sim, eu também desejo. Eu quero você, Edward!

Em questão de segundos, braços fortes rodearam o meu corpo e o carpete sumiu embaixo de mim. Edward caminhou comigo em seu colo e saímos do salão de jogos. Trocávamos beijos e carícias enquanto seguíamos o trajeto determinado por ele.

Entramos em um novo cômodo e me deparei com um espaçoso quarto que abrigava um estar próprio. Pois além da cama, havia belos sofás e uma mesinha de centro no canto.

Observei a grande camacom dossel e o nervosismo tomou conta de mim. Somente agora eu havia me dado conta do que estava prestes a acontecer.

Ele me colocou delicadamente no chão e virou-me de costas. Suas mãos envolveram os meus cabelos e, de maneira cuidadosa, ele retirou cada um dos grampos que prendia os fios, desfazendo o penteado.

Eu queria explicar para ele que aquela seria a minha primeira vez, que eu nunca estive com um homem antes.

— Edward, eu...

Contudo, as palavras morreram em minha boca quando ele afastou os cabelos dos meus ombros e mordiscou o lóbulo da minha orelha. O meu pescoço estava exposto e totalmente a mercê de seus beijos e carícias. A barba por fazer roçava em minha pele e causava sensações poderosas e arrebatadoras. Como eu conseguiria formular uma frase quando os meus hormônios estavam em polvorosa? Como eu poderia raciocinar com as suas carícias me levando à beira da loucura?

— Por mais sedutor que seja esse vestido, eu gostaria de vê-la sem ele. Você não precisa mais dele essa noite, meu bem. — disse ele de maneira sensual.

As mãos habilidosas correram pelas minhas costas e Edward abriu o zíper do vestido muito lentamente, como se quisesse apreciar cada centímetro da minha pele que era descoberta. Ele afastou o tecido dos meus ombros e a peça escorregou vagarosamente pelo meu corpo, caindo aos meus pés.

— Deixe-me admirá-la por inteiro, querida. Quero ver essa obra de arte de todo os ângulos.

Edward deu voltas em torno do meu corpo e parecia observar cada detalhe. A maneira ardente que ele me apreciava seria capaz de me derreter em questão de segundos. Os orbes verdes estavam carregados de desejo. Ele me carregou novamente e, posteriormente, depositou-me delicadamente sobre a cama.

Ele afastou-se por um momento e lambeu os lábios.

— Você é tão linda, meu amor. Bem mais do que eu ousava imaginar. Vê-la deitada em minha cama com essa lingerie vermelha é... — ele fechou os olhos como se buscasse pelas palavras. — Eu diria que é a cena mais erótica de toda a minha vida.

Edward ajoelhou-se na ponta da cama e retirou com cuidado cada um de meus sapatos. Ele massageou os meus pés e os beijou em seguida.

— Cada parte do seu corpo merece ser reverenciada, minha rainha.

Ele subiu na cama e, em fração de segundos, seu corpo estava sobre o meu. Edward beijou-me furiosamente, a língua quente buscava avidamente pela minha. Amor, desejo, ternura, tesão... Tudo misturado em um único beijo. Quando os nossos pulmões imploraram por oxigênio, ele desceu a boca para o meu colo. Edward abaixou o bojo do meu sutiã, revelando um dos seios. Ele sugou e mordiscou o seio esquerdo enquanto apertava o outro por cima do tecido de renda. Era algo surreal, nunca imaginei que mãos e boca pudessem me conceder tanto prazer. Gemidos sôfregos escapavam por entre os meus lábios e eu me sentia cada vez mais envolvida naquele momento de puro deleite.

Edward escorregou os lábios pela minha barriga e a língua mergulhou em meu umbigo. Suspirei de prazer e os meus dedos apertaram com demasiada força o lençol da cama. Ele desceu um pouco mais e plantou um beijo sobre a minha intimidade por cima do tecido. Sua mão se infiltrou dentro da minha calcinha e, automaticamente, segurei fortemente o seu pulso. Ele ficou confuso e sondou os meus olhos, como se buscasse por respostas.

— Você não quer?

— Eu quero, mas... — deixei a frase no ar.

— Então qual é o problema, meu anjo?

— Eu... Eu nunca estive com um homem antes, Edward. — disparei.

Ele levantou-se da cama rapidamente e passou as mãos nos cabelos.

— Está querendo me dizer que...

— Sim. Eu sou virgem, Edward.

Edward começou a andar de um lado para o outro. Ele estava preocupado e parecia decepcionado.

— Por que não me contou antes?! — ele interpelou.

— Porque eu sabia que iria agir exatamente como está agindo agora! — gritei enquanto me ajoelhava na cama. — Eu sabia que não iria segurar a barra quando soubesse que eu era inexperiente! Eu estava ciente que iria me desprezar quando soubesse que não sou igual às mulheres experientes que você já teve!

Ajeitei o bojo do meu sutiã e pulei da cama. Apanhei o vestido do chão e já estava pronta para vesti-lo quando Edward me impediu, tomando a peça das minhas mãos e jogando-a contra o chão novamente.

— O que pensa que está fazendo?

— Estou indo embora! Porque sei que não me quer mais! — lágrimas deslizaram pelo meu rosto.

— E quem disse que eu não quero você? — ele enxugou as minhas lágrimas. — Pelo contrário, eu quero muito. Por favor, não duvide disso. E sei que você é capaz de me dar prazer.

— Jura?

— Eu juro. — ele acariciou o meu rosto.

— E por que ficou tão preocupado quando lhe contei que eu era virgem?

— Se tivesse me contado antes, eu teria tempo para preparar algo especial. Eu colocaria lençóis de seda e pétalas de rosas na cama, decoraria o quarto com velas aromatizadas... Chocolate, morangos e um bom champanhe iriam complementar a nossa noite. Não é assim que a mulher sonha com a primeira vez? Você não deseja algo especial?

— Isso é apenas um acréscimo, Edward. — sorri. — A minha primeira vez seria especial apenas pelo fato de ser com você. — Acariciei seus cabelos e beijei-lhe os lábios ternamente. — Acha mesmo que eu sou capaz de lhe dar prazer?

— Olha como você me deixa. — ele sorriu de maneira sacana e esfregou sua ereção contra mim. — Será que isso responde a sua pergunta?

Soltei uma risada e corei levemente.

Ele segurou o meu queixo entre o polegar e o indicador e ergueu o meu rosto.

— Esqueça essa insegurança e esse medo bobo, meu amor. Eu juro que os nossos últimos minutos na cama me deram mais prazer do que qualquer ato sexual que eu tenha consumado. — seus olhos e suas palavras estavam carregados de sinceridade.

— Está tentando massagear o meu ego? — brinquei.

— Quero apenas dizer que um simples toque de sua mão acende o meu tesão. Bem... Na verdade, eu nem preciso de contato físico. Eu fico louco só de olhar para o seu corpo.

Ele mordeu os lábios e jogou-me contra a cama.

— Será que agora podemos continuar de onde paramos? — ele deu uma piscadela.

— É o que eu mais quero. — sorri.

Fiquei deitada com os cotovelos apoiados no colchão enquanto observava ele retirar a camisa e a calça jeans. Seu torso era glorioso e bem definido, o peito era forte e possuía pouquíssimos pelos. As pernas eram longas, fortes e atraentes. A boxer branca não escondia nada da sua potente ereção.

Edward sentou no centro da cama e puxou-me para o seu colo. Ele buscou pelo fecho do meu sutiã e retirou a peça. Joguei a cabeça para trás quando ele se apoderou dos meus seios novamente. Eu gemia em alto e bom som. Aquele era o momento de seguir os meus instintos e deixar a timidez de lado, era o momento de me entregar e receber todo o prazer que o meu homem estava disposto a me proporcionar.

Fire Meet Gasoline

Edward deitou o corpo lentamente sobre o meu. Ele beijou os meus lábios mais uma vez antes de enganchar os dedos nas laterais da minha calcinha. Levantei os quadris e ele deslizou a peça pelas minhas pernas. Ele lambeu e mordiscou a parte interna da minha coxa. Minha respiração ficou desregulada quando percebi que sua boca se aproximava do ponto que mais necessitava de seus toques.

— É como uma rosa orvalhada. — ele sussurrou e soprou contra o meu sexo.

Ele acariciou as dobras da minha intimidade muito lentamente, como se quisesse me torturar. Revirei os olhos e me senti completamente fora de órbita quando sua língua quente invadiu o meu interior. Seu polegar fazia movimentos circulares no meu clitóris enquanto a boca sugava a minha intimidade. O meu corpo serpenteava em direção aos seus toques, buscando cada vez mais pelas sensações causadas por aquela carícia.

— Ah, Edward!

— Sinta isso, meu amor. Se entregue para mim.

Ele continuava estimulando a minha intimidade com os dedos. Os meus gemidos se tornaram mais altos e o meu corpo todo foi tomado por espasmos. Nunca imaginei que eu poderia ser arrebatada por uma sensação tão inimaginável.

— Minha nossa! O que foi isso, Edward? O que está fazendo comigo? — minha voz estava meio alterada por conta da minha respiração.

— Isso é apenas o início da nossa noite, meu amor. — ele deu uma piscadela.

Se aquilo era apenas o início, eu mal poderia esperar pelo o que viria a seguir.

Edward retirou a cueca e o seu membro grosso e imponente foi revelado. Ele massageou toda a extensão de seu sexo e me olhou maliciosamente.

Toquei o seu membro timidamente e apertei a ponta. Entretanto, eu não esperava que o meu simples toque se mostrasse tão poderoso. Edward rosnou e prensou o corpo contra o meu. E, dessa vez, não havia nenhuma peça de roupa para atrapalhar.

— Eu não aguento mais, querida. Preciso estar dentro de você.

— Venha, Edward. Eu quero ser sua. Eu quero que queime comigo essa noite. — meu pedido soou como uma súplica.

Estava tão envolvida naquela névoa de prazer que nem percebi quando Edward pegou uma camisinha. Quando me dei conta, ele já estava desenrolando o preservativo em torno do seu membro.

Edward acariciou os meus cabelos e beijou a minha testa. Ele guiou o seu membro para a minha entrada e esfregou a ponta pelas minhas dobras.

— Vai incomodar um pouco no início, meu amor. Mas depois a única coisa que você vai sentir é prazer. E eu preciso que esteja relaxada, isso vai facilitar as coisas para nós dois.

Edward se enterrou lentamente em meu interior. O incômodo e a dor realmente não puderam ser evitados e algumas lágrimas deslizaram pelo meu rosto.

— Desculpe, querida. — ele beijou toda a extensão do meu rosto. — Eu prometo que logo vai passar.

Ele continuou deslizando vagarosamente e logo pude sentir que seu membro estava inteiramente dentro de mim. Naquele momento, a dor estava sendo esquecida aos poucos, não havia nada mais prazeroso do que ser preenchida pelo homem que eu amava. Eu me sentia completa.

— Tudo bem? — ele questionou.

Balancei a cabeça em forma de confirmação.

Ele começou a se movimentar dentro de mim. Minhas pernas circundaram a sua cintura e comecei a balançar os quadris de maneira sutil, tentando acompanhar as suas arremetidas. Seu membro deslizava pelas minhas paredes e a fricção me causava arrepios e sensações descomunais.

Em toda a minha vida eu nunca imaginei que seria algo tão esplêndido. A união de nossos corpos era como dois ímãs que se atraíam. Não existiam palavras para descrever o que eu estava sentindo. O encaixe era incontestável, éramos como peças de um quebra-cabeça. Nossa combinação era perfeita, perfeita de alguma forma. Nós fomos feitos um para o outro. Ele era o fogo, eu era a gasolina... E quando nos encontrávamos, a explosão de prazer era inevitável.

Aquela velocidade não era suficiente, nossos corpos necessitavam de mais, eles desejavam mais… Edward jogou a cabeça para trás e aumentou a intensidade de suas investidas. O meu corpo arqueava e se impulsionava avidamente em direção aos seus movimentos, querendo mais, buscando por mais… Era um desejo sem fim. Quanto mais eu provava daquela fonte de prazer, mais a intensidade da sede aumentava...

— Oh, Edward!

— Hmmm… Você está me deixando louco, meu amor. Posso sentir a sua pele queimando sob a minha.

O barulho de nossos corpos se chocando preenchia o ambiente e tornava tudo mais excitante. Edward apertava as minhas coxas e mordiscava os meus lábios durante um longo beijo.

— Olhe para mim, meu bem. Quero que olhe dentro dos meus olhos quando gozar. Quero que saiba quem está aqui com você. — ele proferiu.

Eu sentia que eu estava perto daquela sensação novamente. A sensação que me devastava e que me queimava por dentro. As minhas mãos apertaram as suas costas e as unhas foram impiedosas. Na tentativa de me redimir do estrago que as minhas unhas estavam fazendo em sua pele, afaguei carinhosamente as suas costas e lhe lancei um olhar de desculpa.

— Não se preocupe. Você não precisa se conter. — ele sorriu. — Eu sou todo seu. Faça de mim o que quiser, meu anjo.

Em questão de segundos, o meu corpo foi transportado para um mundo de plenitude e libertação. Atingi o ápice do prazer e Edward veio logo depois de mim. E por um momento, eu fiquei maravilhada com a cena que estava diante de mim. Alguns fios caíam sobre a testa de Edward, seu cenho estava franzido por conta da concentração no prazer que o envolvia, a expressão de puro deleite que o assolava...

— Eu te amo, Bella. — ele sussurrou.

— Eu também te amo, Edward.

Ele caiu exausto sobre mim. Edward aninhou a cabeça entre os meus seios e tentava acalmar a respiração. Acariciei os cabelos de sua nuca ternamente. Ele levantou a cabeça e sorriu lindamente para mim.

— Você acabou de me presentear com a noite mais perfeita de toda a minha vida. — ele sorriu e pressionou os lábios contra o meu.

Depois de tudo que compartilhamos, não havia dúvidas de que eu o amava. Cada célula do meu corpo necessitava do amor daquele homem. Eu me sentia realizada, pois finalmente eu redescobri o que é amar e ser amada.

Notas finais
O que acharam, amores? Comentem, favoritem e recomendem. O ursinho acima gostaria muito de um mimo. ;) Repararam que o capítulo foi inspirado em Fire Meet Gasoline da Sia? Sim, eu amo essa música e ela ficou perfeita para o momento do nosso casal. ♥ Eu gostaria que vocês dessem uma passadinha em uma história curtinha que eu escrevi para um trabalho acadêmico. Inclusive, eu levei 10. rsrsrs Aqui está o link: https://fanfiction.com.br/historia/687862/Tudo_tem_seu_preco/ E vocês lembram da one-shot Love Me Again? Eu postei um final alternativo. Confiram lá https://fanfiction.com.br/historia/645145/Love_Me_Again/ Com amor, Lê ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.