Barry's POV

Cisco e Martin encontraram o meta-humano que eu procurava, mesmo que não precisasse de ajuda. Na verdade, não quero ajuda. Ele se alimentava de radiação, o que era muito estranho. Ele pegou um barril, e então começou a sugar a radiação dele. Ele me encarou e sorriu.

— Isto foi inesperado, pensei que teria que ir atras de você.

— Não vou deixar você machucar mais ninguém.

— Só estou aqui para te machucar, amigo.

— Então por que matou Albert Rothstein? E por que se parece com ele?

— Não acreditaria em mim.

— Tente.

— Eu vou. — Fui até ele, e disparei vários socos, no qual ele nem se mexeu. — Minha vez. — Ele me pegou pelo pescoço. Tentei todas as formas sair dele, mas seu corpo começou a crescer, até ficar o dobro do meu tamanho. Ele começou a bater minha cabeça contra a parede, e comecei a sentir muita dor. — Ele me disse que você era um herói, mas você não parece digno dele ou desta cidade. — O alarme começou a tocar, o que distraiu ele, me dando uma oportunidade de correr e sair de lá. Corri na direção da S.T.A.R.S, chegando nos corredores antes de desmaiar.

**Flashback**

Guarda-chuvas pretos protegiam as pessoas que saiam, mas uma ficou para trás. Seu vestido preto já estava encharcado com a chuva. Fui até ela e a cobri com o meu guarda-chuva. Ela não disse nada, então não me atrevi de romper este silencio.

"Amado pai" " Amado amigo" "Amado irmão"

Ela encarava aquelas palavras no mural com o corpo tremulo. Varias fotografias das vitimas da singularidade podiam ser vistas. Sr. White, Mike... tocou as duas fotos, e fechou os olhos. Em seu rosto não havia uma lágrima.

— Você pode chorar, Sophie. Você pode mostrar a eles que não é forte o tempo todo. — Ele me olhou, e algumas lágrimas escorreram em seu rosto pálido antes de me abraçar. — Esta tudo bem, estou aqui.

**Presente**

Meus olhos reclamaram com a luz, mas logo foram se acostumando. Fui recebido por um sorriso aconchegante, que fez esquecer minha dor.

— Esta tudo, estou aqui. — Sophie segurou minha mão. Seu sorriso de felicidade logo virou de preocupação ao me ouvir gemer de dor.

— Estou bem. — Disse, tranquilizando-a. — Ela me abraçou, um abraço forte e quente.

— Ainda bem. — Ela saiu do abraço, e bateu no meu peito, no qual senti uma dor insuportável. — Você está louco? — Depois de fazer uma cara irritada, ela voltou a me abraçar, um abraço mais forte e sufocante. — Não faz mais isto, Barry. — Segurei seu ombro, e a afastei de mim. Me sentei na cama enquanto ela me observava.

— Onde está todo mundo?

— Eles disseram que seria melhor eu ficar com você sozinha... Faz tanto tempo que não...

— Entendo. — Me levantei, interrompendo-a, mas cambaleei para o lado por motivo da dor. Ela me segurou, colocando meu braço em volta de seu pescoço, mas tirei meu braço dela de imediato, segurando na cama. Ela olhou para o chão, e depois me encarou.

— Você não pode fazer tudo sozinho, Barry. — Ela veio até mim, e segurou minha mão. Me afastei e continuei andando com a mão segurando na minha costela. Ela veio atras de mim, e me puxou pelo braço. — Para de me afastar!

— Não estou te afastando.

— Está. Por quanto tempo irá continuar me ignorando, Barry?

— Você está machucada por minha causa, Sophei!

— Não foi sua culpa.

— Claro que foi!!! — Eu gritei, o que fez Joe e Cisco aparecerem na porta. Respirei, e Sophie estava triste.
Odeio fazer isto, odeio ser o motivo dela ficar triste. — Você deveria saber melhor do que ninguém que fui eu o culpado. — Olhei para o lado, e me lembrei da comemoração, onde sorria ao lado de outro homem. Aquilo despedaçou meu coração, mas queria isto, que ela seguisse em frente sem pensar em mim. — Te vi com um cara... Seu novo namorado? —Perguntei vestindo minha camisa, ela me olhou pensativa tentando se lembrar.

— Só um conhecido.

— Você ficou com ele? — Deixei escapar. Não queria saber se os dois se beijaram, se transaram, se pensavam em relacionamento sério, mas tanta coisa se passou na minha cabeça que comecei a sentir este ciumes insuportável que me queimava por dentro.

— Não, Barry. Eu acabei de conhecer ele.

— Você parecia feliz ao lado dele. — Ela suspirou, pegando sua bolsa. Ela mordeu os lábios e saiu batendo os pés no chão com raiva. Joe e Cisco me encaram com um olhar dizendo "você é idiota?"

— Barry... — Joe veio até mim, e segurou meu ombro. — Aquela garota te ama! E se continuar tentando... Seja lá o que esta fazendo... Vai perder ela!

— Ela ficará melhor sem mim.

— Talvez. Mas vejo que ficar sem ela só está te fazendo mal. Então vá atras daquela garota antes que seja tarde demais.

Sophie's POV

Não conseguia ficar brava com Barry, na verdade estava magoada por tudo o que ele falou. Estava magoada por ele ter me deixado, depois de tudo o que passei para tentar criar um futuro com ele. Mas parece que o destino sempre apronta algo para me mostrar que Barry não é para mim.

Corri pela calçada, queria chegar em casa o mais rápido possível. Parei na rua, e olhei para os dois lados, e algo me chamou atenção. Naquela mesma loja de flores, as duas senhoras escolhiam algumas. Ela sempre compravam flores para seus maridos falecidos, mas agora acredito que levam um pouco para Mike.

Todos os dias sentia culpa pelo acontecido. Mike estava lá porque eu deixei ele tomar conta do meu pai. No final das contas, Barry não é o responsável, eu sou, fui fraca em não mandar meu pai embora, fui fraca ao dizer para Mike ficar de olho nele. As senhoras acenaram, e então acenei de volta, me virando. Não queria olhar para elas agora.Meus olhos lacrimejaram enquanto eu andava pela calçada. Sem perceber, acabei esbarrando em alguém que me segurou pela cintura.

— Precisa parar de se jogar em meus braços. — Olhei para cima, e vi Jay, que tinha um grande sorriso em seu rosto, que ao me ver desapareceu. — Esta chorando? — Ele foi tocar meu rosto, mas me distanciei dele.

— Você é o que? Algum tipo de herói?

— Algum tipo. — Ele disse, mas com agora seu sorriso parecia preocupado. — Quer conversar.

— Conversar meus problemas com um completo de um estranho? Dispenso.— Me desviei dele, e continuei andando. Mas para a minha sorte ele agarrou meu braço.

— O que faço para não sermos mais estranhos?— Ele realmente estava disposto a ficar do meu lado. Achei um pouco fofo, e acabei aceitando o que me disse.

— Se me pagar um sorvete serei sua melhor amiga. — Disse apontando para o homem que passava na rua vendendo sorvetes. Ele sorriu, e levantou os braços.

— Podemos ir? — Eu sorri, e segurei seu braço. Não dava para perceber com suas roupas, mas ele era realmente forte, e seu tamanho... Parecia uma criança perto dele.

Ele me comprou um sorvete de morango e um de baunilha para ele. Tomamos nossos sorvetes no caminho para o parque, onde nos sentamos em um dos bancos. Contei para ele alguns de meus problemas, no qual ele escutou de forma simpática.

— Sinto muito.

— Esta tudo bem. Já faz algum tempo. — Disse e ele sorriu. Fiquei confusa, e então ele passou seu dedo na minha boca.

— Você chupa um sorvete como uma criança. — Ele se sentou próximo de mim, e então aproximou seu rosto do meu. Meu coração acelerou ao ver ele tão perto. Ele parou, e ficou me encarando por alguns segundos. — Nunca reparei como seus olhos são lindos.— Certo, ele está próximo demais. Pulei para trás no banco, e olhei para o lado.

— Obrigada, Jay.— Ele sorriu, e então lambeu seu dedo, o mesmo que limpou minha boca. Ele me observou da cabeça aos pés e sorriu. Ele acabou de me checar?