Barry's POV

— Bart? —Joe me chamou, com seus olhos de pai preocupado. Eu sorri, sabia que ele se importava comigo, e sei que faria tudo por mim. Ele olhou a porta, implorando para eu ir atras da Sophie.

— Eu preciso encontrar aquele meta-humano... — Ele acenou para Cisco sair e para eu me sentar, me deixando a sós com ele.

— Bar. — Ele se sentou ao meu lado, e me fitou com um sorriso. — Sophie estava certa, você não vai mais fazer isto. Pelos últimos seis meses te dei espaço para se resolver e voltar pra nós. Mas você provou que vai acabar se matando.

— É melhor do que deixar meus amigos morrerem.

— Quer que eu diga que não foi sua culpa? Não posso, foi sua culpa. Adivinha? Você não foi a unica pessoa a tomar uma decisão aquele dia. Todos estávamos lá. Eddie e Ronnie escolheram a te ajudar a parar Wells. Mas não diga que a culpa da morte de todas aquelas pessoas foi sua. A morte do Sr. White e do Mark... Foi culpa de todos nós. Então pare de ficar se culpando e se arrependendo, Barry. Temos que viver com isto, seguir em frente.

— O que eu faço agora? — Ele olhou para a porta e depois para mim.

— Sophie precisa de alguém para segurar a dor dela, Barry... Não abandone ela... Não abandone nós...

— Eu sei.

— Soube que tem reconstruindo Central City a noite...

— São só tijolos e tinta... Eu disse sorrindo.

— Talvez está na hora de tentar reconstruir o que realmente importa.

Encarei a porta, e pensei em tudo o que Joe me disse. Tive afastando todos quando eles mais precisavam de mim. Me levantei e corri pelas ruas próximas atras dela, atras da mulher que quero passar o resto da minha. Mas não sei se queria encontrá-la, pois não queria ver aquela cena. A encontrei em um banco junto com outro homem. Aquele mesmo homem... Ele segurava o seu rosto se aproximando, tudo parecia em câmera lenta. Me virei, não conseguia ver. Sempre atrasado.

Sophie's POV

Depois de passar a tarde com Jay, acabei conhecendo um pouco mais, e talvez um possível amigo. Ele me ofereceu carona para a minha casa, no qual recusei. Precisava ver Barry, acho que fui muito insensível deixando ele. Fui até seu laboratorio na delegacia, onde ele analisava um pen-drive. Ele me olhou, e sorriu um pouco sem graça.

— Que surpresa... —Ele disse enquanto eu me aproximava, encarei o pen-drive.

— O que é isto?

— Do Wells. — Me encostei na mesa dele.

— O que tem dentro?

— Não sei. Estou com muito medo de assistir.

— Quer assistir comigo?

— Você não tem que encontrar alguém? Aquele homem...

— O que esta falando?

— Vi vocês... No parque. Pareciam bem intimos... Boa sorte.

— Não é isto.

— Não? — Balancei minha cabeça, e me deslizei na mesa até ele. Segurei sua mão, e sorri.

— Não. —Ele sorriu, e parecia muito feliz com a noticia.

— Não estou pronto para te perder. — Aquelas palavras esquentaram meu coração.

— Não vai me perder... Sempre estarei do seu lado... Lembra? — Ele sorriu, e então encarou o laptop. — Vamos assistir juntos? — Ele concordou, colocando o pen-drive no laptop. Peguei uma cadeira, arrastando do seu lado, e me sentando. Havia um vídeo, que ele hesitou em clicar. Deixei ele tomar o seu tempo. Quando ele clicou, nunca imaginei sentir aquele frio na barriga ao ver Dr. Wells.

— Olá, Barry. Se você estiver assistindo isto, significa que algo deu muito errado. Estou morto e os últimos quinze anos foram em vão. Que droga, quinze anos! Sabe, percebi que, em todos aqueles anos, que ajudei a te criar, nunca fomos inimigos de verdade, Barry. Não sou a coisa que você odeia. Por isto quero lhe dar o que você mais quer. Mas não irá importar... Você nunca será feliz de verdade... Barry Allen. Acredite, eu conheço você. — Barry balançou a cabeça, e eu segurei sua mão. — Agora apague tudo que falei até agora e entregue esta mensagem para a policia. — Wells se arrumou na cadeira, e encarou o vídeo com seriedade. — Meu nome é Harrison Wells. Com mente e corpo sãos, confesso o assassinato de Nora Allen, na casa dela, na noite de 16 de março de 2000. Ataquei Nora Allen na sala de jantar, a acertei no peito com uma faca que fica no armário a esquerda da pia.

— Ele confessou. — Disse surpresa, e Barry sorriu, ele parecia muito feliz.

— É isto! Eu preciso disto para libertar meu pai. — Ele se levantou, e pegou seu celular. — Oi, Joe. Pode reunir todo mundo no STARS Labs? Certo, obrigado. — Ele desligou o celular, com um grande sorriso no rosto. Ele parecia não acreditar no que acabou de ver. Eu não acredito no que eu vi. — Tenho que ir. — Ele disse, apontando para a porta.

— Esta voltando com o time do Flash? — Me levantei e ele sorriu.

— Mais ou menos. — Ele pegou o pen-drive e então foi até a porta. —Obrigado... Tchau.

Barry's POV

Contei tudo sobre a confissão a todos, e Cisco arrumou um forma de chamar a atenção do meta-humano. Tudo parecia como antigamente, exceto Sophie não estar lá para me apoiar. Sei que devia ter trazido ela, ter ela próxima de mim me deixa forte, mas também deixa ela vulnerável. Ela é quem eu mais quero proteger, estou certo em afastá-la? Eu não quero perder ela, mas parece que eu estou deixando ela. Me escorei na parede enquanto um holofote de luz iluminava o simbolo do Flash no céu. Bela forma para chamar a atenção dele, Cisco.

Depois de minutos Rothstein apareceu.

— Nunca imaginei que iria funcionar. — Disse olhando para o holofote. Ele me encarou.

— Vou te matar, herói.

— Primeiro tem que pegar. — Comecei a correr, e ele veio atras de mim. Ótimo, tudo de acordo com o plano. Ele estava quase me alcançando, então aumentei minha velocidade até chegar no reator. Esperei ele aparecer, e então entrei na máquina.

— Achou que não te alcançaria, não é? —Ele entrou atras de mim, com o dobro do meu tamanho.

— Não, sabia que conseguiria. Agora Cisco! — Corri para fora, e a porta se fechou, inundando de radiação dentro da capsula onde ele estava. De acordo com Stein, ele não conseguiria sugar tudo. Observei ele lutando contra aquilo, e ficando melhor, até chegar no seu tamanho normal.

— Não tem mais radiação, pode entrar. — Cisco disse, abrindo a porta. Fui até Rothstein, que estava deitado no chão. Me abaixei até ele.

— Sinto muito. — Disse enquanto ele se contorcia em dor. — Não podia deixar você machucar mais ninguém. Por que você quer me matar?

— Ele prometeu me levar para casa... Se eu te matasse.

— Quem? Quem prometeu isso?

Zoom! — Ele disse antes de perder sua consciência.

Zoom. Este nome me deu calafrios de uma forma que nunca imaginei. Por que ele mandaria pessoas para me matar? Por que ele queria me matar? Quem é Zoom? Estas perguntas martelavam na minha cabeça. Mas algo iluminou minha ente, me deixando mais tranquilo quando olhei pela janela da cozinha. Sophie estava preparando o que parecia um bolo. Seu rosto tinha alguns respingos, e ela lambia a colher cheia de chocolate. Desta forma não vai sobrar bolo para assar. Sorri, e me lembrei de meu pai. Ele finalmente iria sair de Iron Height. Tudo está melhorando... Mas por quanto tempo?