Notas iniciais
Olááááá, eu voltei o/ Gente, vocês nem imaginam como está dificil escrever :C Meu note está uma verdadeira droga e agora só pega quando quer! Está bem complicado, mas as horas que ele resolve funcionar eu escrevo e quando ele não tá a fim eu tento escrever pelo menos um pouco pelo celular! Bom, me perdoem o atraso :c Foi complicado escrever esse capitulo (graças ao note bugado) mas eu gostei, então espero que gostem, também. Agradeço a todos os comentários *-* Eu amei todos! E me desculpem qualquer erro :c Boa Leitura!

Uma semana depois...

Abri a porta apressado, hoje estava atrasado. Olhei o relógio no pulso e já eram 20h00m, só esperava que ela ainda não tivesse chegado. Larguei a pasta e o blazer em cima do sofá e segui para a cozinha, mas estava mesmo atrasado, ela estava lá.

– Boa noite. – a disse sorrindo. – Eu me atrasei então me desculpe não preparar a janta.

– Está tudo bem, você tem feito todos os dias. – ela colocou sobre a mesa um pirex com risoto. — Hoje eu fiz. – sorriu, ela estava tão mais receptiva comigo. Conseguira avanços pequenos, mas que aos meus olhos pareciam enormes. -Sente-se.

–Não precisava hina, eu pediria algo para nós, você já anda muito ocupada! -me sentei e ela sentou-se no outro lado.

– Risoto não da trabalho. — ela disse simplesmente.

Me servi em silêncio, quando ela respondia de maneira seca ou dava respostas curtas eu sabia que era um dos momentos que ela não queria conversar e eu respeitava como Karin disse para fazer. Durante toda semana eu cheguei cedo, fiz nosso jantar, sai mais tarde para poder tomar café ao lado dela, tocava músicas que costumávamos tocar juntos na adolescência e o vaso de flores do quarto sempre tinha uma cor diferente, pois ao seu lado na cama tinha todos os dias uma flor com um bilhete lembrando-a de quanto eu a amava e brigas — o que são brigas? — isso não fazia parte de nosso dia nessa semana, coisas que eu fazia quando éramos namorados. Com o fim da primeira semana eu começava a reparar que gostava de tratá-la daquela forma carinhosa, e amava ver o sorriso em seu rosto mesmo que fosse minúsculo e raro.

Amanhã já estava certo, eu não iria trabalhar por isso me atrasara hoje, eu buscaria Hinata no trabalho e a levaria para jantar. Costumávamos sair as sextas para jantar quando casamos. Provei a comida e estava uma delicia, Hinata cozinhava muito bem, bem melhor do que eu.

– Está muito gostoso hime! — disse sorrindo.

– Obrigada. — ela respondeu e já terminava de comer, levantando-se da mesa. – Você lava? – ela perguntou a respeito da louça.

– Sim Hime. – ela assentiu, com um sussurro de boa noite e um leve sorriso ela foi para o quarto. O falta daquele clima tenso e de brigas já me e tanto. Terminei de comer e coloquei meu prato juntamente com os talheres na pia, cuidaria da louça antes de ir deitar no novo e mais confortável sofá que colocara no escritório.

Rumei o escritório, passara da hora do relatório do dia para Karin. Puxei a cadeira, sentando-me.

“Olá prima! Bom, hoje eu me atrasei no trabalho e pela primeira vez essa semana não fiz o jantar para Hinata, mas então quando cheguei em casa ela havia feito e comeu comigo à mesa. Farei o que disse a você ontem, amanhã não irei ao trabalho, a buscarei no serviço iremos jantar, bem, espero que ela queira ir jantar comigo, apesar de que, para mim, as coisas já estão melhores. Hoje a vi sorrir em minha direção umas três ou quatros vezes. E, finalmente, estou aprendendo a reconhecer quando ela não quer falar e quer seu espaço.”

Enviei o e-mail, esse era o resumo do dia de hoje, e agora só teria uma resposta amanhã, então desliguei o computador e voltei a cozinha. Fora rápido, só tinha os pratos e talheres da janta, logo tudo estava limpo e eu fora tomar banho e deitar.

...

O cheiro de café invadia meus narizes fazendo meu estomago roncar com fome, além de ter fome, também, adorava café, seu cheiro forte e seu gosto peculiar me tornaram um viciado. No relógio marcavam 7h00m, Hinata estava acordando agora, levantei e sai, seguindo o cheiro.

Ela estava linda, os cabelos desgrenhados por ter acabado de sair da cama, a expressão preguiçosa enquanto se sentava a mesa. Não podia evitar sorrir enquanto a olhava.

– Bom dia? – ela disse notando meu olhar sobre si.

– Bom dia Hime. – eu sorria, ela parecia receptiva.

– Não era para estar trabalhando? – me sentei na cadeira ao seu lado.

– Hoje não. – respondi. – Tirei uma folga, queria sair que horas sai do trabalho.

– Costumo sair as 19h00m e depois ir ao hospital ver meu pai, por quê? – ela mordeu uma das torradas, e os lábios dela eram tão bonitos que me pareciam convidativos, estava tanto tempo sem sentir o sabor dos lábios dela.

– Irei buscá-la, vou visitar seu pai com você. – disse, ela assentiu terminou a torrada passou a mão na caneca com seu café e levantou.

– Vou para o trabalho, lhe espero hoje a noite. – assenti sorrindo, hoje seu humor estava bom, previa um bom jantar.

– Ohayo Naruto-sama. – ela me entregou uma caneca com café, nessa semana aprendi o nome de nossa empregada e, também, descobri que era muito amiga de Hinata e que ela era uma pessoa adorável.

– Bom dia Kurenai-san. – peguei a caneca tomando um bom gole. – Hoje eu vou almoçar em casa, tudo bem? – assentiu e levou o prato com as torradas, ela havia posto a mesa ovos, era o que sempre comia de café da manhã. Os ovos estavam uma delicia e o café ainda melhor. Fui para o escritório, dobrei a roupa de cama que usei para dormir e liguei o computador, tinha um novo e-mail.

“Kyaaaaaaaaah! Vejo que alguém está perdendo as resistências, isso é bom! Ela continua triste e sensível, mas está aberta a te deixar reconquistá-la, só não erre agora! Boa sorte no jantar! Espero mesmo que você se lembre o prato favorito dela, para não fazer feio na hora do pedido! Eu quero saber tudo do jantar e boa sorte.”

Sabia que em restaurantes Hinata sempre pedia algo com frango e para beber vinho, ela era totalmente viciada em vinho. Então eu pediria um bom vinho e daria a ela a oportunidade de escolher nossa refeição, assim eu escapava de errar. Adiantei um trabalho que ficaria atrasado para segunda, o dia todo em casa e eu usava para fazer o que? Bom, trabalhar.

...

Era fim de tarde e eu acabava de voltar da floricultura, aquele buque de rosas agüentaria até depois do jantar, pelo menos, Ino disse que sim e, também, ameaçara dar uns tapas em Gaara quando ele voltasse de viagem por não leva-la para jantar nunca. Sentia saudades do ruivo, na verdade, de todos os meninos da banda. Agora mal tínhamos tempo então nunca nos víamos.

Ajeitei o buque perfeitamente entre os travesseiros da cama ajeitei os botões da camisa azul clara e baguncei o cabelo com as mãos, chegaria um pouco mais cedo nas empresas Uchiha, aproveitaria para conversar com meu velho amigo. O carro numa velocidade baixa, eu não tinha pressa, demorou algum tempo até que visse o prédio com as inicias UF nele.

– Boa tarde. — disse o guardador e eu lhe entreguei as chaves. Caminhei devagar e ao entrar no elevador fui para o ultimo andar.

– Gostaria de falar com Uchiha Sasuke. – eu disse a secretaria.

– Tem hora marcada? — ela respondeu antes de olhar para mim, mas quando virou se surpreendeu. — Desculpe Sr. Naruto, pode entrar o Sr. Uchiha não está, mas logo chega, então pode o esperar em seu escritório. – assenti caminhando para a porta, abri e me sentei, faltavam quarenta minutos para que Hina fosse liberada então o esperaria numa boa.

Ri ao ver um quadro com uma guitarra na parede atrás da mesa. E era uma guitarra muito bonita por sinal, eu adoraria tocar uma igual.

– Babando pelo meu quadro? – ri e assenti.

– Eu adoraria ter uma dessas.

– Eu também. – ele sentou na cadeira dele. – Mas faz tanto tempo que não toco, mas não veio para falarmos de guitarras não é?

– Não. – falei. – Eu vim buscar a Hinata, mas ela disse que saia as 19h00m então vim conversar para esperá-la.

– Bom, ela já saiu está na lanchonete. E bem que podíamos tentar marcar um dia para reunirmos a banda, tocar para passar o tempo. – ele disse.

– A Sakura ia adorar ter você se sentindo um adolescente de novo né? – ele entendeu o que eu quis dizer e riu. – Vamos tentar sim, quando Gaara voltar de viagem e o Shikamaru não tiver fora da cidade. – me levantei. – Vou encontrar minha hime na lanchonete, depois vemos isso da banda. Mande um abraço para Sakura.

Sai da sala acenando para a secretaria e entrei no elevador, não sabia bem onde era o refeitório, mas veria no primeiro andar, tinha uma placa colada com os andares onde ficava cada coisa. Desci ao primeiro andar e caminhei e lá estava a placa e, para minha sorte, era no primeiro andar.

Achei a porta dupla que indicava o que eu procurava e quando abri a porta senti meu coração falhar uma batida. Hinata estava sentada em uma mesa redonda com um copo de capuccino e ao seu lado, estava um homem moreno que parecia estranhamente intimo dela, os dois estavam rindo, uma risada tão natural e sincera. Quem era aquele homem? Ele falava, parecia contar uma história e ela ria, o rosto radiante, porque sua risada podia iluminar uma cidade inteira.

Eu não gostava de olhar aquilo, mas me sentia até mal ao pensar em me aproximar, ela parecia estar contente, em casa ela não ficava daquele jeito, ou eu estava vendo coisas? Acho que não. Ela não tinha me notado ali e ao dar uma risada o cabelo cobriu seu rosto, o moreno ao seu lado estendeu a mão prendendo seu cabelo atrás de sua orelha. Ele a olhava de um jeito que eu conhecia bem era o jeito que eu a olhava quando nos conhecemos. Senti meu sangue ferver, estava com ciúmes, muito ciúmes. Andei a passos firmes até a mesa.

– Oi Hime. – disse serio, mas com a voz doce, eu não podia ser grosso, não iria estragar todos os avanços que consegui com ela. Eu não tinha o direito de ter ciúmes, mas, infelizmente não podia mudar isso.

– Olá! – ela ainda sorria quando seu rosto virou-se para mim. – Naruto-kun esse é Kiba, Kiba esse é Naruto, meu marido. – abri um sorriso vitorioso ao ser apresentado como seu marido e ao tê-la me chamando de Naruto-kun, fazia tempo que ela não me chamava assim. Kiba estendeu para mim a mão que peguei com relutância.

– Vamos? – perguntei sorrindo da melhor maneira que podia. – Ainda temos que visitar seu pai.

– Hai. – ela se levantou, e o cara também. – Até segunda Kiba. – Ela o abraçou e meu sangue ferveu novamente.

– Até Hina-chan. – ele sorria de maneira apaixonada e eu o olhei severo antes de sair daquela sala com ela ao meu lado.

Hinata ficou em silencio por todo o caminho, seu rosto não estava mais iluminado como estava antes, ela até parecia triste, talvez ela não quisesse falar, mas eu não resisti perguntar.

– O que aconteceu? – ela me olhou.

– Não fico sem visitá-lo nem um dia, mas não gosto de vê-lo nessa situação. – ela disse. – Ele é meu pai, apesar de sempre ser muito rígido, ele é meu pai. – eu assenti.

– Se quiser Hime venho com você todos os dias, para não te deixar sozinha.

– Você tem coisas mais importantes para fazer Naruto. — parei o carro em frente ao hospital.

– Nada é mais importante do que você, para mim. – antes de abrir a porta ela me olhou e eu pude ver seu olhar desdenhado, ela não acreditava em minhas palavras.

– Você mudou Naruto, melhorou, mas não me faz acreditar que de repente eu voltei a ser importante pra você. – ela abriu a porta e eu segurei seu braço levemente, a parando.

– Se você deixar Hina, eu posso provar que é verdade. – ela assentiu.

– Eu estou deixando, estou sendo até muito boba em te dar essa chance, mas, sinceramente, não sei o que pode fazer para me provar isso. – sorri. – É tão difícil acreditar em você. – coloquei minha mão sobre seu rosto e eu sabia que em meus olhos estava escrito meus sentimentos por ela, ela não podia ver, e eu a entendi, mas eu amava tanto e sabia que o meu amor podia provar a ela sua importância.

– Vou te dar motivos para acreditar no meu amor, de novo. – lhe disse, acariciando o rosto. – Eu prometo. – pude ver em seus olhos um brilho incomum, os olhos estavam úmidos demais, ela queria chorar. Mas eu tinha certeza do que falava, não deixaria ninguém a roubar de mim, provaria a ela o que fosse necessário, Kiba e nem ninguém tiraria de mim a mulher da minha vida.

– Espero que possa mesmo fazer isso.- Eu sabia que Hinata me amava e era compreensível toda desconfiança e dúvidas que pudesse ter sobre mim, mas de um jeito errado e defeituoso eu a amava, sempre amei e sabia que sempre amaria, e faria o impossível para prová-la isso. – Vamos. – ela soltou o próprio braço levantando-se e eu me levantei para acompanhá-la.

Andava ao seu lado em silencio, ouvia seus suspiros às vezes, sabia que ela controlava para não chorar, as coisas não estavam fácies para Hinata, e eu não seria mais um motivo para não estar fácil, eu agora seria seu apoio, seria o que ela precisasse de mim. Largaria tudo para fazer o que ela precisasse, provaria que ela é importante.

Entramos no elevador que nos levava até o andar das internações, o quarto de seu pai não era longe, da saída e a cada passos que dávamos, sentia ela ficar mais frágil ao meu lado. Quando chegamos em frente ao quarto a porta de vidro nos permitia vê-lo, os aparelhos ligados em seu corpo, o tubo em sua boca, seu aspecto doente e fraco. Eu senti pena, senti muito mais pena do que imaginava um dia sentir por aquele homem miserável.

Hinata pôs a mão no vidro, como se tocasse seu pai, aquilo parecia ser algo comum para ela, a olhei e ela chorava enquanto o olhava. Pensei no resto dos dias, ela ali sozinha, acareando o vidro e chorando. Meu coração fraquejou, como eu podia deixar que ela fosse ali sozinha? Sem pensar muito nos meus atos e nos meus movimentos a abracei, apertando-a em meu corpo. Eu estou aqui, Hinata. Era o que queria dizer. E vou estar sempre, não vou mais te deixar sozinha.

Ao contrario do que eu pensava, ela não recusou o abraço, apenas cedeu, abraçando-me de volta, chorando por seu pai em meu peito.

Continua...

Notas finais
E então? Gostaram? Está bom? Razoavel? Ruim? Horrivel? Dêem as opinioes, eu adoro saber todas elas! Espero mesmo que tenham gostado! E, bom, faço parte de um grupo de escritores e lá eles falaram de grupos que fazem para poder avisar aos leitores sobre atrasos nas postagens, imprevistos (como meu note defeituoso), então eu pensei em fazer também, por isso pergunto: O que acham de um grupo no whats para eu poder mante-los informados? Deixem a opinião a respeito, se é uma boa ideia ou não, se vocês querem ou não, ok? Agradeço desde já :3