Notas iniciais
Olááá ~ nem demorei né? Bom, eu cheguei a conclusão que postarei capitulos de uma fic até conclui-la, e comecei com essa, pois como já disse está na reta final :3 Então, leitores das outras fics, um pouquinho de paciencia será necessario, mas prometo que não irá demorar, pois está fic já está acabando! Para meu pesar, que estou amando-a. Bem, vamos ao capitulo! Eu particularmente A-M-E-I esse! Eu disse que ia compensar pelo outro que foi bem fraquinho! E espero que assim como eu vocês gostem :3 P.S: No meio do capítulo terão alguns links com músicas >< Ouçam, please! É a música que ela toca no capítulo! CAPÍTULO DEDICADO A MIH PIERCE PELA LINDA RECOMENDAÇÃO :3 OBRIGADA!

– Ele morreu. – por um momento meu coração parou. Confesso não simpatizar com Hiashi, mas nunca desejaria sua morte.

– Hinata já soube? – perguntei, levantando da mesa pegando o blazer.

– Ainda não, eu liguei primeiro para você. – ela disse, sua voz carregada de tristeza. – Eu vou agora avisar a família que seriam Hinata e Neji. – eu assenti, por um momento esquecendo-me que ela não me via.

– Obrigada por avisar Sakura. – falei. – Eu vou encontrar Hinata agora mesmo e contarei a ela, estamos a caminho. Desliguei andando ainda mais rápido pelos corredores. – Cancele todas as minhas reuniões de hoje. – disse a secretaria que me seguiu a me ver correndo.

– Mas Senhor... – ela começara.

– Sem ‘mas’. – a cortei. – Faça o que pedi, imediatamente. Meu sogro faleceu, preciso ir para o hospital. – ela parou e assentiu, voltando para sua sala.

Eu corri com o carro o mais rápido que pude, sem me importar com possíveis multas, eu precisava estar com Hinata. Liguei para Sasuke no caminho, pedindo que liberasse Hinata, não precisei o explicar, Sakura havia ligado e tido sobre Hiashi. Pouco tempo depois consegui enxergar a entrada da empresa, parei o carro próximo e entrei. Quando entrei na recepção lá estava Hinata, ela saia do elevador e parecia um tanto confusa.

– Naruto? – a confirmação de sua confusão estava na voz. – O que está havendo? Primeiro me liberam cedo e agora você está aqui, por quê? – Andei até ela e lhe segurei as mãos, não seria fácil lhe contar isso.

– Hina, seu pai... – deixei a frase morrer olhando para seus olhos. Ela piscou, e os olhos encheram de água, a via sacudir a cabeça em negação.

– N-n-não Na-Naruto-kun. – ela chorava. – Diga que é uma brincadeira, por favor.

– É verdade Hina. – suas lagrimas desciam por seu rosto angelical, e meu coração se partia por vê-la daquela maneira, ela já havia sofrido tanto, não merecia isso, não ela. Ela negava com a cabeça quando a envolvi em meus braços, deixando-a chorar em meu peito. Ela chorava, chorava mais do que qualquer outra vez que a vira chorando. Sentia naquele momento eu soube que faria qualquer coisa para que ela não sofresse, eu pegaria para mim sua dor, eu não conseguia vê-la assim. Um anjo não devia chorar.

– Me leve para ver meu Otou-san. – eu assenti. – Onegai. – Eu assenti e com ela ainda em meus braços, saímos da empresa. Ela entrou no carro em silêncio, liguei os motores e na mesma velocidade em que dirigira até ali segui para o hospital. Sempre que podia eu olhava para ela, que piscava os olhos sem parar com a intenção de livrá los das lagrimas, a cada segundo meu coração se apertava mais, não podia ser eu a sofrer em seu lugar? Tenho certeza que não doeria tanto como vê-la assim.

Nada me preparara para a cena depois que saímos do carro no estacionamento. Traziam a maca com o corpo de Hiashi sobre ela Hinata então não se aguentou. Correra até o pai jogando-se sobre ele para abraça-lo.

– Otou-san, não! — ela dizia em meio as lágrimas. — Volte para mim Otou-san, não me deixe! Onegai, não me deixe. — ela repetia enquanto apertava-se contra o corpo gélido e morto na maca.

Lagrimas escorriam pela minha face, eu queria abraçar-lhe, ao menos dizer que estava ali, mas sabia que era o seu momento de sentir a dor de sua perda. Eu não conseguia ver aquilo, não conseguia não sofrer vendo-a assim, mas sabia que ela precisava sentir sua dor.

– Senhor, nós temos que levar o corpo para o necrotério. — o maqueiro caminhou até mim. Eu assenti. Inseguro fui até Hinata, e abracei seu corpo deitado sobre o de seu pai.

– Hina, eles precisam levá-lo. — suas mãos não se afrouxaram em volta de Hiashi, apenas o segurou mais forte.

– Não podem tirar meu pai de mim! — ela disse. — Onegai, Otou-san, não me deixe, onegai. — ela repetia para o pai. Mais lagrimas invadiram meu rosto, a abracei forte.

– Por favor, Hina. — disse a puxando. Os maqueiros pediam pelo amor de Kami-sama, eles entendiam sua dor, mas tinha um trabalho a cumprir. — Por favor. — ela que já havia descoberto o corpo beijou o rosto e se afastou, mas suas pernas fraquejaram deixando-a de joelhos no chão com suas lagrimas enquanto levavam seu pai. Abaixei ao seu lado e passei meus braços em seu corpo, eu não a deixaria sozinha.

– O-onegai Otou-san. — ela ainda repetia chorando ainda mais. — Não me deixe sozinha, volte pra mim. — a apertei em meu corpo.

– Você não está sozinha. — ela soluçou chorando ainda mais e me abraçou. Parecia que qualquer momento ela se desfaria em lágrimas.

Acariciei seus cabelos ainda ouvindo seus sussurros e sentia suas lagrimas em minhas roupas. Quando olhei na direção do elevador, saiam dele Sakura, Neji e Tenten.

– Hinata! — Neji gritou correndo em nossa direção. Ela levantou o rosto e com meu apoio levantou-se o abraçando.

– Nii-san. — ela disse. — Ele não pode me deixar, não pode! Onegai nii-san traga meu Otou-san de volta. – ele chorava junto com Hinata. Uma mão fora posta em meu ombro e olhei para trás, era Sakura.

– Não sabia que vocês estavam ai.

– Neji estava assinando os papeis para levarem para o necrotério e autorizando entrar em contato com a funerária. – disse Tenten. Eu concordei, era melhor ele cuidar disso, Hinata não conseguiria. – Sakura nos contava o que aconteceu com ele.

– Boa pergunta. – disse. – O que aconteceu com ele?

– Basicamente, ele sofreu outro derrame, um hemorrágico. – ela disse. – o cérebro foi tomado pelo sangue. – senti um arrepio na espinha e fechei os olhos, não entendia nada sobre isso, mas devia ser doloroso, pelo menos eu imaginava que era. – Não teve muito o que fazer além de declarar o óbito. – ela disse, seu rosto estava abatido e sua voz era triste. – Não gosto quando perdemos pacientes, muito menos o pai de uma das minhas grandes amigas. Eu escolhi essa profissão para poder salvar vidas, e não perdê-las. – Eu conseguia imaginar como era difícil a responsabilidade, um erro e uma vida se perdia e por mais que não se pudesse impedir a sensação de fracasso devia ser horrível. Vi as lagrimas que se formavam em seus olhos e a abracei. – Arigato Naruto-kun. – Puxei Tenten para o abraço, sabia que estava sendo tão ruim para ela ver o Neji sofrendo como era difícil para eu ver a Hinata naquele estado.

...

O choro havia amenizado e apesar da tristeza ainda estar no ar, era hora de irmos embora.

– Hina, eu vou cuidar do funeral, está bem? – ela assentiu. – Descanse, fique em casa, e não chore mais, está bem? – ela assentiu de novo, mas já com os olhos cheios de lagrimas. – Eu te ligarei. – ele deu um beijo em sua testa, me despedi dele e de Tenten, Sakura já havia voltado para o trabalho.

– Vamos para casa. – a segurei pelos ombros e abri a porta do carro, ela entrou em silencio e assim permaneceu até chegarmos a nossa casa. Seu rosto estava apático. – Hina, eu vou ligar pro Sasuke e pedir umas dias para você, está bem? – ela assentiu. – Vá tomar um banho, vou ver algo para comermos. Ela entrou no quarto para tomar um banho, eu larguei a pasta e o blazer sobre o sofá, retirando só o celular do bolso. Disquei para Sasuke no caminho para a cozinha. – Oi Sasuke.

– Fala Naruto, como estão as coisas?

– Ela está muito abatida, quase não parou de chorar. – respondi. – Queria te pedir uns dias pra ela ficar em casa. Não está em condições de trabalhar.

– Quando tempo for necessário. – ele disse. – Desejo melhoras, e qualquer coisa me liguem. – eu desliguei o telefone, e liguei para minha própria secretaria. – Anko.

– Sim, senhor. – ela atendeu, diferente de Shion, Anko era profissional.

– Remarquei tudo da próxima semana para a outra.

– Mas, senhor, assim perderá muitos compromissos importantes. – ela disse.

– Assim que possível, eu retornarei, ou pedirei para que alguém vá as reuniões por mim, mas no momento, minha mulher precisa de mim e ficarei em casa. – disse. Ouvi a confirmação do outro da linha e desliguei. Não sabia ao certo quando meu pai voltaria, senão o pediria para cuidar da empresa. Olhei no fogão e para minha sorte Kurenai havia preparado um risoto com carne e queijo, era só colocar no forno. Abri os botões da camisa, me sentia sufocava com eles fechados, liguei o forno e cola, coloquei o tabuleiro lá dentro.

– Tem algo para comer? – olhei para porta e lá estava Hina , sentando-se a mesa.

– Sim, Kurenai preparou só deixar o queijo derreter no forno. – ela assentiu, o rosto ainda abatido e sem vida. Esperei em pé até que estivesse pronto, levei os pratos, talheres, copos e um suco que estava na geladeira para a mesa e depois o tabuleiro, ela estava em silencio enquanto eu me servia. – Coma Hinata. – ela concordou.

– Neji ligou. – disse ela.

– O que ele disse?

– O funeral e o enterro será daqui a 2 dias. – ela engoliu a seco enquanto se servia lentamente. – Ele pediu para eu falar algumas palavras.

– Tudo bem, estará pronta?

– S-Sim. – sua voz falhou. – Ligou para o Sasuke-kun?

– Hai, ele disse que pode ficar em casa o tempo que quiser, e eu ficarei com você. – ela assentiu. Comemos em silencio, eu não forçaria uma conversa, sabia que as coisas não estavam fácies. Após terminar de comer ela se levantou. – Já vai deitar?

– Sim, boa noite. – lavei a louça e fui para o escritório, liguei o computador, adiantaria o que pudesse do trabalho por ali, o primeiro e-mail na caixa de mensagens era de Karin.

“Eu devia cortar sua cabeça por demorar tanto para mandar uma mensagem, pensei que tivessem se acertado de vez, ou que ela tivesse te matado kk, sei lá, espere qualquer coisa de uma mulher gravemente ferida. Mas vejo que não. De todo modo, fico feliz que mesmo que tenha esquecido-se dos e-mails não esqueceu dos ensinamentos, está indo bem.. Tenho certeza que logo se resolver com ela, apesar de ser uma batalha contra o tempo, mas sei que vou te ajudar a ter boa sorte.”

Abri a opção de escrever um novo e-mail, e agora eu contaria sobre a morte de Hiashi, sinceramente, eu não sabia o que fazer. Digitei um e-mail detalhado sobre o que acontecera naquela tarde e esperava uma resposta, precisava de ajuda para saber como ajudar Hinata, sabia que ela precisava de mim mais do que nunca agora. Comecei a revisar alguns contratos por e-mail, e avisei a Anko que mandasse tudo necessário, pois trabalharia o melhor possível dali. Mas pude ouvir algo, uma música que tocava pela casa, era o piano a muito trancada numa sala no fim do corredor, lá também ficavam os instrumentos, tanto pessoais, como o que usávamos com a banda. Ela estava tocando, perfeitamente, como sempre. Eu não reconheci a melodia, mas prestei atenção, e logo me veio a música era “Piloto Automatico – Supercombo”, a letra era linda e eu podia ouvi-la cantar, mesmo que bem baixo. Sorri, a hora não era a melhor para sorrisos, mas, para mim, nada era tão bom do que ouvi-la tocando. Então eu trabalhei ao som do piano, e adormeci ao som dele também.

...

Abri os olhos e virei para pegar o celular que repousava no chão ao meu lado. Ele tocava, alucinadamente.

– NARUTO. – levantei com o grito que deram no telefone. – É verdade Naruto?

– Sim, Okaa-san. – eu sabia que ela falava da morte de meu sogro.

– Oh, Kami! Hina deve estar destruída. Ela está ai? Está acordada? Está? Passa o telefone para ela? Eu preciso falar com ela. – ela falava sem pausas, e eu não conseguia responder. – Quando é o enterro?

– Acalma-se, ela deve estar dormindo, eu dormi tarde e ela estava tocando. – respondi. – O funeral é amanhã, ainda não sei o horário. Como ficou sabendo?

– Tudo bem, Karin me contou. – ela disse, Karin havia ligado para ela, eu tinha que agradecer, pois eu acabaria me esquecendo de avisá-la. – Estou no aeroporto, eu e seu pai chegamos ainda hoje, e vamos passar ai, preciso ficar do lado da minha menina. – seria bom para Hina ficar com minha mãe.

– Tudo bem Kaa-san, estaremos em casa. – eu levantei e fui ao banheiro. Tomei um banho relaxante, coloquei uma bermuda e uma camisa e fui ao quarto. Hinata dormia tranquilamente, sua paz era tamanha. Com um beijo em sua testa sai antes que a acordasse. – Ohayo Kurenai. – ela sorriu amarelo, e eu me sentei a mesas.

– Fiquei sabendo o que aconteceu, meus pêsames. – assenti, ela colocou o café da manhã sobre a mesa.

– Obrigada. – me servi e comi rápido para ir para o escritório, abri os e-mails.

“ Oh meu Kami, eu não acredito que ele faleceu! Isso a deixará tão mau e com razão, sabe, eu não a conheço, mas tenho um carinho especial por Hinata, ela me parece uma pessoa tão boa, pura e guerreira, apesar de ser um monstro ele era o pai dela, ai meu Deus, que coisa mais triste. Você me fez chorar com esse maldito e-mail. Por que eu fui lê-lo quando estava na rua ? T_T Estão me achando louca aqui, e eu não sou louca, ok? u_u

Bom, eu desejo meus pêsames a vocês! Deve estar bem difícil, e se quer meu conselho (eu sei que quer) fique perto dela, não a deixe sozinha, faça companhia, mostre que compartilha e se importa com sua dor, por favor não faça nada errado nesse momento. Eu espero que ela fique bem.

P.S: Liguei para minha tia avisando-a do que houve, você me parece meio idiota, como na infância, e tenho certeza que esqueceria de avisá-la.”

Sorri ao terminar de ler, mesmo com um e-mail serio ela era meio doida, bom, acho que quem pensa que ela é louca tem razão. Respondi, agradeci por avisar a Okaa-san e pela dica. Trabalhei até o horário de almoço, depois fui para a cozinha e almocei com Hinata que apenas mexia na comida de um lado ao outro do prato, e após algumas garfadas foi para o quarto, a segui.

– Quer companhia? – ela estava sentada sobre a cama, negou com a cabeça. – Não faz assim, ficar sozinha não vai ajudar. – ela nada disse, então me senti convidado a sair. – Vou te respeitar.

– Não! – ela disse. – Pode ficar. – sorri, me sentei na ponta da cama e peguei sua mão, acariciando-a, ficamos ali. Umas boas horas, em silêncio, ela chorava e eu a abracei para chorar em meu ombro. Vi que o dia havia passado quando o sol já não brilhava na janela.

– Você não está sozinha, Hina. – antes que ela pudesse responder, como se fosse para confirmar o que eu acabara de falar, um furação vermelho entrou pela porta do quarto deixando meu pai para trás.

– Hina!

– Okaa-san. – ela afastou-se de mim, levantando da cama para cair nos braços de minha mãe chorando.

– Oh, minha menina. Não fique assim! – ela lhe disse apertando-lhe o corpo contra o seu. – Estamos aqui com você, você nunca estará sozinha. – as duas choravam. E meu pai parecia sem saber o que fazer na porta, me levantei deixando que Kaa-san sentasse junto de Hinata para a consolar.

– Meus pêsames. – disse meu pai, quando cheguei perto dele, saindo do quarto e fechando a porta. – Pelo visto ela está muito abalada.

– Obrigada Otou-san. – respondi. – Ela está sim, mas a companhia da Kaa-san vai ajudá-la. – ele assentiu. – Como foi a viagem?

– Foi ótima. – ele sorriu, feliz como eu nunca tinha visto. Reparei em sua mão uma aliança.

– Vocês...?

– Sim. – ele sorriu ainda mais. – Nos casamos de novo, em uma linda capela por qual sua mãe se encantou. O abracei apertado.

– Estou muito feliz por vocês.

– Obrigado, meu filho. – nos sentamos em frente a TV. – Sua empregada já foi embora, ela que nos deixou entrar. – ele disse.

– Eu nem imaginava, Okaa-san tem sua própria chave. – ele riu.

– Sim, ela estava se descabelando por saber que não a levou para a viagem. – sorri, era a cara de Okaa-san fazer isso.

A porta do quarto abriu e elas saíram abraçadas.

– Lembre-se, qualquer coisa me liga que eu venho correndo não importa a hora. – Hinata assentiu.

– H-Hai, e não se esqueça depois quero saber tudo sobre o casamento. – Okaa-san corou.

– Sim, querida, lhe contarei os detalhes. – com um beijo na testa de Hinata e na minha e a confirmação que o funeral começaria as 16h00m, meus pais foram embora.

– Está melhor? – perguntei.

– Sim. – ela não voltou para o quarto, caminhou em direção ao corredor, ela iria tocar de novo. Não impedi, deixei ela ir sem fazer mais perguntas e logo o som invadiu a casa, ela tocava “Make You Feel My Love – Adele”, estava incrível como qualquer música que ela tocasse. Meu celular vibrou era uma mensagem de Tenten: “Se puder, chegue aqui em casa as 11h00m Neji e eu precisaremos de ajuda para ver a decoração da capela.”

Respondi com um okay e fui para meu sofá, eu dormiria, e deixaria o celular para despertar as 10h00m, com certeza iria ajudar Neji. Bem, mas uma noite eu dormi ao som de música que Hinata tocava, deste vez sem cantar.

...

Dia seguinte — 15h30m

Ótimo, eu estava atrasado! Precisava voltar em casa, tomar um banho, me vestir e voltar com Hinata, entrei no carro. Eu ficara com Neji e Tenten o dia todo, bom, a funerária tivera um problema com as flores e tivemos nós mesmos que ir comprar hoje, eu e Neji, muito inteligente deixar dois homens para cuidar de arranjos florais, levou o dia todo. Tenten cuidava da comida.

Bom, agora eu estava no carro indo para casa, tinha que correr. Não demorou muito para que eu chegasse, me deparei com Hinata já arrumada.

– Você se atrasou. – ela disse.

– Sim, eu me atrasei. – respondi. – Prometo só enfiar a roupa, não irei demorar. – fui para o banho e após o banho mais rápido da minha vida e colocar a calça social preta e a camisa também preta sai indo direto para o carro, Hinata me acompanhou. – Chegaremos a tempo. – liguei o carro e rumamos a capela. Vi no caminho os olhos de Hinata ficarem margeados e sabia que ela estava a ponto de chorar. – Calma Hina, respira fundo. – ela assentiu.

Entramos e todos os presentes nos olharam, haviam uma boa quantidade de gente, funcionários da empresa Hyuuga, amigos pessoais, nossos amigos, meus pais, a família de Neji, entre outros. O primeiro a falar foi o pai de Neji, irmão gênio de Hiashi, sabia que ele não se dava muito bem com o irmão, mas bem que diziam, todos os problemas eram esquecidos nesses momentos. Depois fora seus amigos da empresa, depois Neji e para finalizar Hinata.

– Bom, eu demorei um pouco para decidir o que falar. – ela se controlava para não chorar. – Nem sempre ele foi o melhor pai do mundo, nem sempre o mais compreensível, muito menos o mais amável. – vi Neji e seu pai assentindo. – Mas acima desses detalhes, ele era o meu pai, e eu sei que em todo o tempo ele deu o seu melhor para fazer de mim uma pessoa melhor. De um jeito que eu podia considerar errado, que eu podia não entender, coisa que me fez ficar anos longe dele, mas eu consigo ver que ele fazia seu melhor, que ele desejava o meu bem. – ela chorava, e eu via o quão pura ela era de perdoar tudo que ele fizera e dissera. – Ele fez o que pode sozinho para eu ser a mulher que sou hoje e mesmo com alguns ensinamentos errôneos é por ele que eu sou quem sou, e sempre o amarei, respeitarei e agradecerei por isso. Nunca, nem que eu viva mil anos, meu amor por meu pai irá mudar, ele foi o meu exemplo, e em minha infância quando precisei, meu herói. – ela largou o microfone e depositou um beijo no corpo desfalecido no caixão. – Eu te amo Otou-san. – disse antes de voltar a sentar-se ao meu lado.

Ela chorava, mas agora sorria. Eu não conseguia entender o motivo, enquanto o padre falava algumas palavras para terminamos de nós despedir de Hiashi eu não resisti perguntar.

– Por que sorri?

– Ele estava preso em uma cama de hospital em coma, agora ele está descansando, finalmente em paz, de uma vida de amargura. – ela sorriu, ainda com lagrimas nos olhos, que eu limpei.

– Que bom que vê por esse lado. – ela respirou fundo.

– Eu demorei a perceber, mas as coisas são assim. – sorri a puxando pela mão quando o funeral chegou ao fim, ficamos para assistir o enterro, até que já tivesse sendo coberto pela terra, então fomos para casa.

Ao chegarmos notei que já passava das 19h00m, Hinata não comera nada então vi algo para jantarmos. Comemos juntos e em silêncio e depois ela lavou a louça e foi para a sala do piano, fui para o escritório, lá poderia ouvir melhor o que ela tocava, mas quando a melodia soou, eu reconheci, imediatamente.

Ela tocava My Heart, a música que tocava quando a conhecia, a musica que ela disse tocar para mim toda a adolescência, mesmo antes que eu a conhecesse, não detive o instinto de ir até lá. Abri a porta lentamente, e lá estava ela, linda sentada ao piano, tocando.

– O que faz ai? – ela perguntou quando a musica acabou. Ruborizei, não desconfiava que ela tivesse percebido minha presença.

– É nossa música. – ela me olhou, havia dor no olhar, e eu sabia que não era pela perda recente.

– Lembra no jantar que eu queria lhe fazer uma pergunta? – eu assenti. – Depois de sentir a dor de perder meu pai, acho que a resposta já não pode me ferir tanto... Então, me diga Naruto, por quê? – a olhei confuso. – Por que desistiu da banda anos atrás? Por que ficou assim? Por que me traiu? – engoli a seco. – Eu sei que disse que havia te perdoado e que só queria que você fosse como antes, mas eu não perdoei, eu não consegui. Porque, definitivamente, eu não consigo entender o porquê de ter feito isso e acho que enquanto eu não souber, eu nunca vou conseguir perdoar, e eu, realmente, quero perdoar, eu vejo a mudança em você, nas suas feições, nas suas palavras, nas atitudes, mas mesmo assim eu não estou conseguindo, não sem saber o porquê. – ela recomeçou tocar a mesma música. – Eu quero perdoar, a letra dessa música ainda é verdadeira pra mim, meu coração pertencerá sempre a você, mas se passa na minha cabeça, será que me traiu, pois já não me ama mais? Será que mudou, pois se arrependeu do rumo que nossa vida tomou?

Continua...

Notas finais
ROUPA DA HINA NO FUNERAL: http://img.ph2-jpg.posthaus.com.br/Web/posthaus/foto/moda-feminina/vestidos/vestido-preto-com-recortes-abaixo-do-busto_123901_301_1.jpg Primeiramente, eu coloquei as músicas já na versão piano, ou seja, como a hina tá tocando! Menos a primeira, pois não achei a versão piano, mas coloquei porque a letra é realmente incrivel! Segundo, E ai ? *-* Cês gostaram tanto quanto eu? *-* Bom, espero que sim né!!! Mereço coments? *-* Espero que sim >< Please! Vou adorar responder todos! Bom, espero mesmo que tenham gostado! E que estejam gostando do desenrolar da história! Bom, por enquanto é isso! Até o proximo! :3