My Heart is Yours

10 Audiência.


Notas iniciais
Olá :3 Voltei! Eu sei, eu sei! Demorei u_u Esse capítulo estava previsto pra domingo, buuuut eu fiquei sem luz em casa! Foi só começar o carnaval que a luz começou a cair loucamente e eu perdi esse capítulo umas 3 vezes por conta do note desligar! Então foi complicado postar! Não está como eu queria o capítulo! Mas prometo compensar no proximo! É isso, Boa leitura! CAPÍTULO INTEIRAMENTE DEDICADO A BRIDEN E A UZUMAKIHYUGA17, MUITO OBRIGADA PELAS LINDAS RECOMENDAÇÕES *-*

Parei o carro na rua, perto da entrada da empresa e caminhei até a recepção, mas ao abrir a porta me deparei com Hinata, e pelo que podia ver Kiba, eles se abraçavam quase intimamente, na frente de todos, e ele falava algo a seu ouvido. Senti meu sangue esquentar, fechei os punhos, irritado, o que ela fazia com ele? O que ele sussurrava em seu ouvido? Estaria ela me traindo?

– Hinata! – a chamei, não pude impedir que a voz saísse alterada, sentia minhas mãos tremeres de raiva. O abraço acabou quando eu cheguei perto deles.

– Oi Naruto-kun. – ela sorriu para mim, tentei sorrir e fiz o melhor que pude, meus olhos estavam em Kiba, o que ele tinha pra falar para minha esposa, que tinha que ser dito no ouvido? Ele estendeu a mão para mim, eu apertei sério. – Vamos Naruto-kun? – eu assenti. Soltei a mão do moreno e passando meus braços por sua cintura e a puxei para perto de mim, virando para a saída, caminhei calado até o carro. – Aconteceu alguma coisa? – eu neguei com a cabeça E liguei o carro seguindo em direção ao nosso restaurante favorito. Eu não tinha coragem de perguntar o que se passava quando eu cheguei, mas também não conseguia impedir que o ciúme tomasse conta de mim. Nós chegamos, sentamos e fizemos os nossos pedidos, Hinata escolheu para nós dois. – Fale algo Naruto-kun, seu silencio está me incomodando. Aconteceu alguma coisa no trabalho? – eu neguei com a cabeça.

– Não aconteceu nada Hina, eu estou bem. – nós terminávamos de comer, logo depois pedimos a conta. – Quer ficar um pouco mais, ou ir embora? – perguntei. Em minha mente, eu imaginava se antes de eu chegar ele estava a beijando ou algo assim, a proximidade que estavam permitia isso.

– Quero ir embora. – eu assenti e nos levantamos, logo estávamos em casa. Abri a porta e senti meu braço ser segurado. – A gente está tão bem, então não comece de novo, ok? Me fale o que aconteceu. – ela falava serio, a olhei.

– Quer mesmo saber? – disse, e ela assentiu.

– O que estava fazendo abraçada a Kiba daquela maneira quando cheguei? E o que ele falava em seu ouvido? – ela riu. – Por que está rindo?

– Jura que você ficou a noite toda em silencio e olhando-me feio por ciúmes? – eu assenti e me sentei no sofá. – Naruto você não tem direito nenhum em me cobrar explicações por ciúmes. Não foi eu que acabei de ser perdoada aqui porque traiu, foi você. Eu sempre lhe fui fiel. – ela tinha razão, mas naquele momento um pouco do meu antigo orgulho estava presente.

– E quem garante que você não quis se vingar? – ela riu ainda mais.

– Ele veio me dar um abraço e em meu ouvido me desejava condolências, descobriu hoje da morte de meu pai. – ela disse, me calando. – Kiba é casado! Sua esposa é uma mulher adorável e, também, trabalha na empresa Uchiha, só que é recepcionista, ela que me apresentou a ele quando descobriu que trabalhava junto os outros advogados. – engoli a seco, minha mente fora capaz de produzir coisas absurdas por ciúmes, mas também com a cena que vi qualquer um pensaria o mesmo.

– Bom, qualquer um vendo o que eu vi pensaria o mesmo. – a disse.

– Não pensaria não, ainda mais alguém que tem certeza que não precisa sentir ciúmes.

– Eu sou humano, não posso impedir ciúmes ao ver você agarrada a um cara. – ela bufou.

– Você não mudou nada, não é? – ela disse. – Por que simplesmente não admite que errou ao sentir ciúmes e pede desculpas? Você continua sendo fraco para admitir seus erros. – entrou no quarto e bateu a porta. Engoli a seco. Eu havia mudado, então por que raios não pedi desculpas? Tinha errado, afinal.

Fui para o escritório, e abri o e-mail. Tinha a resposta de Karin.

“Eu sabia, sabia que ficariam juntos *-* Como estou feliz ao ver esse e-mail, e, na certa, estou muito feliz por Hinata, pois sei que ela te ama muito! Não seja mais idiota com ela, ela não merece isso. E, como já disse, não deixe de me enviar antecipadamente os convites da renovação de votos, para eu comprar as passagens.”

Bufei, como essa resposta teria sido propícia hoje mais cedo, mas eu já agira como um idiota de novo, mas amanhã Hinata já teria esquecido isso. Tenho certeza disso. Desliguei o computador apaguei as luzes e fui para o quarto, tínhamos voltado a dormir juntos. Ela não dormia, estava sentada na cama lendo um livro sobre leis. Entrei no banheiro e ela não falou nada, manteve-se focada na sua leitura e quando sai do banheiro foi o mesmo, deitei ao seu lado.

– Boa noite Hime. – disse.

– Boa noite. – ela respondeu, largando o livro na cômoda e apagando o abajur. A senti deitar e coloquei a mão sobre sua cintura. Ela virou o corpo para o lado oposto a mim na cama tirando minha mão de seu corpo. Tudo bem, acho que era compreensível. Não estava com sono, mas sabia que amanhã o dia no trabalho seria puxado então era hora de dormir.

...

Segunda-feira.

Eu estava no trabalho e ainda não tinha dito coragem de responder o e-mail de Karin contando-lhe que eu fora idiota de novo, ainda não tinha dito coragem de pedir desculpas, pois achava que só desculpa não seria o bastante. Eu precisava pensar em algo, algo que fosse a altura de Hinata. Bom, as coisas não estavam de todo mau, comíamos juntos em casa, ela não falara nada sobre cancelar o jantar de sexta, e ainda dormíamos na mesma cama apesar dela não me dar bola. Respirei fundo, precisava me concentrar no trabalho, começara a ler o mesmo contrato três vezes e não sabia uma única palavra que estava nele. Ouvi a porta e olhei em sua direção, era Anko.

– Senhor Naruto chegou uma carta de seu advogado. – ela disse e estendeu a carta, peguei e acenei com a cabeça para que saísse. Por que raios meu advogado me daria uma carta? Abri curioso e gelei ao ver o que era.

Tratava-se de uma carta precatória, ela confirmava terça-feira como o dia da audiência. Engoli a seco e sabia que precisava de ajuda, eu não acreditava que aquilo ia mesmo acontecer.

“Eu preciso da sua ajuda, urgente! Por favor, esteja vendo seu e-mail agora!”

Respirei fundo, eu precisava de conselhos, eu precisava de uma idéia, eu precisava me desculpar com Hinata, da melhor maneira possível. Atualizei a página, na verdade, a cada 5 segundos eu atualizava a pagina. Até que sua resposta apareceu.

“Oh não, por favor, não me diga que você a traiu outra vez? Ou algo parecido? Por favor, diga que não.”

Se eu fizesse isso novamente não iria procurar Karin, procuraria um psiquiatra.

“Não prima, eu não a trai, não de novo, mas eu vacilei! E preciso de ajuda para idéias, bom, idéias não é bem meu forte.”

E, novamente, lá estava eu atualizando loucamente a pagina, até que outro e-mail foi recebido.

“Me diga sua anta, o que fez dessa vez?”

Agora era a hora de contar sobre meus ciúmes patéticos com Kiba e sobre nossa pequena discussão, enfatizei bem a parte que Hinata disse sobre eu ser o mesmo orgulhoso em não querer assumir meus erros, e pedi ajuda para que eu pudesse confessar meu erro e, claro, também, falei sobre a carta da audiência que chegara.

Eu não acredito que você deu um leve ataque de ciúmes, logo com ela? Ela nunca te deu motivos para sentir ciúmes dela. E ela nunca te trairia senão não teria ficado tão mau com o que você fez e muito menos o perdoaria. Qual seu problema, afinal? Acertei em cheio ao te chamar de anta. Por que não chega até ela e pede desculpas, te garanto que é só isso que ela quer de você! Que assuma — como o homem que é — seu erro.”

Respirei fundo, ela tinha razão, em tudo. Eu era uma anta e Hinata só queria que eu assumisse meu erro, mas eu precisava fazer algo mais.

“Eu acho que ela mereça algo mais que só desculpas, queria fazer algo especial, sei que fiz por me merecer receber essa carta e queria algo que mostrasse a todos o quanto sou um homem arrependido. Eu, bom, tive uma idéia, mas não sei se é uma boa idéia.”- enviei, eu precisava dizer minha idéia para alguém e saber se seria uma boa, não queria cometer um erro.

Já entendi que quer falar sobre sua idéia, vamos, conte-me. Espero que não seja uma idiotice.”

Eu ri. Esperava mesmo que não fosse idiotice.

“Bom, como você sabe, eu conheci Hinata por causa da banda que tive, no qual, ela era vocalista. Então eu sei que preciso assumir meus erros, e como você também já sabe, ninguém sabe sobre nada do que aconteceu, e nem o idiota que eu sou! Não, eu não pretendo contar para todos sobre a traição, ou algo assim, não sei se isso seria bom para ela. Mas eu pensei em reunir a banda e nossos amigos e familiares em nossa casa.

Olha, eu chamaria todos nossos amigos, para cantar uma canção para ela, mas especificamente a que cantei em nosso casamento, onde nossa banda se despediu e pediria perdão para ela, na frente de todos. Sem orgulho! Então, o que acha?”

– Senhor Naruto? – Anko disse a porta. – Telefone! – eu atendi.

– Naruto? Recebeu a carta? – era Iruka, meu amigo e advogado.

– Sim, eu recebi. – respondi frustrado. Eu não esperava receber essa carta nunca.

– Pensei que o divórcio não fosse acontecer você me disse que estava tudo bem. – ele disse.

– Eu, também, pensei que não. Mas acho que temos que estar lá.

– Sim. – ele respondeu. – ás 08h00m. – eu assenti como se ele pudesse ver e desliguei. Assim que desliguei, chequei o e-mail de novo. E lá tinha nova mensagem.

“Own *-* Você pode ser uma pessoa tão fofa quando está usando o cérebro, bem, acho que essa será uma ótima idéia! Sinceramente, por tudo que me contou da Hinata, ela vai amar! Faça isso! Organize tudo agora e faça essa surpresa para quando chegarem em casa da audiência, acho que vai ser uma ótima hora para a surpresa. Bom, espero que consiga organizar tudo! E que seja perfeito!”

Era a confirmação que eu precisava. Para minha sorte todos os músicos da banda estavam na cidade e procurávamos o dia perfeito para reunirmos a banda, e esse dia seria amanhã. Liguei para Sasuke e ele atendeu no segundo toque.

– Sasuke-teme. – ele me xingou. – Shiu Shiu, acalme-se. Sabe a banda? Não queríamos reuni-la? Então sei o dia perfeito!

– Quando?

– Amanhã às 10h, na minha casa, mas deixa eu te explicar. – então falei para ele sobre a surpresa que eu faria para Hinata e da ajuda que queria deles. – Topa?

– Claro. – ele riu. – Seria legal se Hinata te batesse antes de te perdoar, claro. Vou avisar aos outros.

– Ou, avise para levar Tenten, leve Sakura, quero nossos amigos todos lá. – falei. – Vou deixar as empregadas avisadas que vocês vão, entrem e arrumem os instrumentos na sala. – desliguei. Ele me ajudaria avisando para todos, eu ligaria para meus pais, e pediria para minha mãe cuidar dos preparativos para receber as pessoas, como comida, bebida. E eu ensaiaria a música, eu não cantava mau, mas não me comparava a Hinata.

Sabia que Sasuke iria me avisar da resposta dos outros. Respirei fundo e olhei para o relógio, era quase hora para ir para casa e eu precisava da resposta antes, não podia arriscar que Hinata descobrisse. Voltei a me concentrar no contrato que lia anteriormente, eu li e pela primeira vez eu entendia as palavras que estavam nele. Corrigi alguns pequenos erros de digitação e as porcentagens estavam perfeitas, estava pronto para ser assinado.

Coloquei para imprimir e agora ele sairia na mesa da Anko, trabalho terminado e como se por destino Sasuke me ligou.

– E ai? O que eles disseram? – eu atendi, não podia esperar pela resposta. – Toparam?

– É claro que sim. – ele disse rindo. – Eles estão ansiosos pra tocar e também querem ver a Hinata te esbofetear, sei lá, ia ser engraçado. – ele riu e eu bufei. – Mas Naruto, todos querem ensaiar antes de tocar, sabe estamos enferrujados. – eu assenti.

– Hoje a noite? As 21h? – eu disse. – Acho que é um bom horário pra ensaiar, você só vai ter de me emprestar sua guitarra, não posso sair de casa com ela e Hinata não desconfiar.

– Está certo. – ele disse. – Bom, na casa do Shikamaru, lá a bateria já fica montado é mais fácil. – concordei e estava marcado, no fundo estava contente. Achava que daria certo, sentia que ela iria me perdoar e também estaria com a velha banda. Respirei fundo e peguei o blazer na cadeira, como todos os dias.

...

Cheguei em casa e ela estava sentada na sala vendo TV, guardei a pasta e voltei para sala queria jantar ao lado de minha mulher antes de sair.

– Já jantou? – ela negou com a cabeça. – Me esperou? – ela me olhou sem responder e levantou indo para a cozinha, fui atrás. – Vou jantar, também. – nos servimos e sentamos lado a lado para comermos. Eu olhava no relógio, não podia me atrasar.

– Vai sair? – ela perguntou.

– Por quê?

– Está olhando o tempo todo pro relógio, parece que vai sair. – eu assenti. – vai pra onde? – abri a boca para responder, mas ela me interrompeu antes que eu pudesse falar. – Esqueça, não precisa me dizer, não se atrase amanhã.

– Não irei. – respondi. – Vou na casa de Shikamaru, ele chegou de viagem e ficamos de passar lá para beber um drinque com ele. – disse depois de colocar o prato na pia.

– Bem, divirta-se. – ela pareceu aliviada com a resposta, mesmo contra sua vontade dei um beijo em seu rosto e sai.

...

Peguei o carro e me dirigi para a casa de Shikamaru, era exatamente 21h, eles já deviam estar lá, sentia um leve formigamento na barriga, estava ansioso pelo reencontro da banda , mas eu sabia que era mais nervoso pela audiência que se aproximava. Temia ouvir o que Hinata teria para falar naquela sala. Toquei a campainha. E Temari sorridente me atendeu.

– Oi Naruto! – ela disse, enquanto me dava espaço para entrar na casa. – Os meninos me contaram, aposto que a Hina vai chorar com a surpresa, ela sempre foi tão emocional. – eu assenti. – Bom, eles estão no porão.

Olhei bem para as portas tentando me lembrar qual era a do porão, mas então pude ouvir o som baixo de uma guitarra, e o segui, abri a porta e desci as escadas, eles preparavam e afinavam os instrumentos.

– Cheguei. – terminei de descer as escadas e Sasuke me jogou a guitarra, no susto consegui pega-la. – Você é louco? – ele riu.

– Sabia que pegaria. – ele disse. – Já está tudo afinado. E agora? Que música tocaremos? – os meninos me olharam, tinham a mesma duvida que ele, eu sorri. Sabia exatamente que música iríamos tocar.

Eu com a guitarra, Sasuke com a segunda, Shikamaru na bateria, Gaara do baixo e Neji no teclado, só faltava Hinata com seu microfone na mão, mas dessa vez ele seria meu. Começamos a ensaiar, entre risadas e xingamentos, pegamos o ritmo e então estava pronto, podíamos ir para casa e estaria tudo perfeito para amanhã. Eu tinha ficado tão concentrado no ensaio que esquecera de falar com minha mãe, liguei para ela do carro, esperava que ela ainda tivesse dormindo.

– Alô? – ela disse, sua voz era sonolenta. É, eu havia acordado ela.

– Okaa-san? Preciso de sua ajuda.

– Diga meu filho. Mamãe vai ajudar. – então eu disse sobre o que teria amanhã e sabia que a pior parte ficaria para ela. Teria que ajudar Kurenai a arrumar as coisas fazer um almoço para o pessoal. Bom, quando terminei de explicar ela concordou imediatamente e eu parei o carro na garagem de casa. Entrei pela porta da garagem que dava para a cozinha, a tranquei e fui para o banheiro do corredor para não acordar Hinata, já passava da meia-noite. Coloquei meu calção de dormir e fui para o quarto, o ambiente estava gelado e Hinata deitada na cama enrolada no edredom, deitei ao seu lado e me acomodei sobre a coberta, amanhã seria um dia decisivo.

...

Acordei as 7h00m, sabia que tinha 30 minutos até Hinata acordar para preparar-se para a audiência, então me levantei e abri o e-mail pelo celular, não tinha tempo para ligar o computador.

“Então prima, é hoje! Eu consegui organizar tudo com a banda e minha mãe vai ajeitar as coisas aqui em casa, agora falta pouco para Hinata acordar para a audiência, me deseje sorte.”

Ela não responderia agora, essa hora estaria dormindo, mas como eu só falaria com ela depois de tudo, e esperava ter boas noticias. Com uma calça social preto, uma camisa de botões e pano fino azul marinho com os primeiros botões abertos, passei a mão pelos cabelos, bagunçando-os. Quando olhei para a porta do banheiro lá estava Hinata, ela me olhava.

– Você está bonito. – sorri.

– Obrigada minha Hime. – sai do banheiro para que ela entrasse, era também tinha que estar arrumada, íamos juntos. Eu achava bem irônico ir a uma audiência de divorcio com minha mulher ao meu lado, mas ao mesmo tempo era uma esperança de que tudo podia terminar bem. Logo ela saiu do banheiro, usava um vestido social até os joelhos de um azul bem escuro, nem tão justo, nem tão colado, ficava lindo em seu corpo. – Vou tirar o carro. – sai para pegar o carro e deixei que ela saísse de casa, me certifiquei de deixar sua chave longe de sua bolsa, ela teria que chamar por Kurenai para entrar, isso me daria tempo o suficiente para ver se estava tudo preparado.

Ela entrou no carro e dirigi rapidamente para a audiência, estávamos atrasados. A viagem foi silenciosa, mas toda vez que olhava para Hinata, jurava que podia ver um sorriso em seu rosto, talvez fosse só coisa da minha cabeça.

Às 8h32m, nós chegamos, entramos na terceira porta como a recepcionista indicara, e lá estavam a juíza e Iruka, eles nos esperavam, podia ver no rosto deles que se demorássemos mais um segundo tudo seria adiado. Respirei fundo antes de me sentar, ter Hinata sentada na minha frente com uma pasta na mão e o olhar serio me fazia gelar, eu não sabia nem se conseguiria falar, tudo era tão de verdade agora.

– Bom, vocês estão atrasados. – disse a Juiza.

– Perdão, meritíssima. – disse Hinata, tão formalmente que eu agora acho que estava conhecendo seu lado profissional.

– Os dois estão em comum acordo com o divorcio? – ela disse.

– Não, eu não. – eu falei, não podia deixar que me separassem de Hinata. – Eu não quero o divorcio. – encarei Hinata. – Por favor, não faça isso.

– Naruto, se acalme. Fiquei em silencio. – disse Iruka.

– Senhora Hinata, você trouxe algum acordo? – ela assentiu que sim. E tirou da bolsa um papel, que estendeu para mim. Eu o peguei e rasguei. A juíza me encarava e Hinata também. – Por que fez isso Senhor Uzumaki?

– Eu não concordo com os termos, farei com meu advogado, nosso próprio acordo de separação. – respondi. – Com meu advogado. – a Juíza, assentiu e começou a falar coisas que eu não entendia, e, também, não prestava atenção. Eu só conseguia encarar Hinata, eu tinha que ganhar algum tempo para que ela pudesse me perdoar, olhei no relógio e já passavam das 9h30m, como aquela juíza falava. – Não tem como adiar a audiência? – perguntei interrompendo.

– Era exatamente isso que eu estava falando, Senhor Uzumaki, preste atenção. – senti minhas bochechas ficarem quentes, droga. Eu devia ter prestado atenção. – Bom, como estava dizendo, vocês devem ter certeza de que querem mesmo, não irei perder meu tempo com brigas tolas de casais. Audiência adiada por 15 dias. Podem se retirar! – me levantei junto com os outros saindo da sala. – Senhora Uzumaki, por favor, fique um instante! – olhei para ela e sai, o que a juíza teria para conversar com ela? Era algo estranho, mas não me dizia respeito. Fui para o carro e esperei Hinata.

Quase 10h em ponto ela abriu a porta do carona se sentando ao meu lado, respirou fundo, e parecia esperar por algo. Eu não entendi muito bem, aquilo, mas sabia que tinha que ir, a essa hora o pessoal já estaria chegando com os instrumentos e kaa-san já devia estar com tudo pronto para recebê-los. Não tive pressa, andei lentamente, era um tanto longe e eu sabia que era o tempo necessário.

– Eu vou guardar o carro na garagem. – disse. – Não vou trabalhar hoje. Se quiser entrar por aqui vai ser mais rápido. – ela assentiu e saiu do carro.

Torcia para que minha mãe tivesse deixado mesmo a porta trancada. Acho que nunca entrei tão rápido com o carro na garagem e sem verificar se estava trancado passei pela porta. Respirei aliviado, estava tudo pronto, o sofá havia sido tirado e estava a bateria, os meninos nos instrumentos e o microfone e o violão, nessa música, esperavam por mim. As meninas estavam na cozinha com minha mãe, elas comiam. Ao invés de só um almoço ela também preparara quitutes para todos, eu ri. Só minha mãe mesmo.

Prendi a alça do violão e Hinata finalmente cansara de procurar a chave que não estava em sua bolsa, a campainha tocou e Kurenai foi para a porta, contando em movimentos labiais até 3, ela abriu a porta, e vi os olhos de Hinata se arregalando assim que a melodia da música começou.

Continua...

Notas finais
Roupa da Hina na audiencia: http://modafeminina.biz/wp-content/uploads/2014/04/vestidos-tubinho-social-3.jpg Bom, e ai? Gostaram? Me digam o que acharam, pois eu irei adorar saber! >< É isso, por enquanto! Logo volto com o proximo e ultimo capitulo >< Kissus :3