My Hands Are Tied

10 You've got some attitude


Notas iniciais
Meio inútil, estou sem criatividade, mas espero que gostem!

Andei por algumas quadras e cheguei à casa de Jack. Eram onze e meia, eles deveriam estar dormindo, ou recém-acordados. Soube que eles teriam um show, então deveriam estar bem descansados pela noite.

Chegando lá, subi as escadas do apartamento e relembrei quando Dave me puxou para baixo lá, fora agonizante. Abri a porta e para minha surpresa encontrei Izzy lá, juntamente com Jack, que estava com uma cara horrível, não deveria ter dormido nada, e prova disso era a enorme xícara de café preto, o cigarro em suas mãos e as enormes olheiras que variavam do roxo claro ao escuro. Izzy estava mais disposto. Ele tinha cabelos extremamente compridos e armados, mas era seu jeito de ser.

-E aí, Elizabeth, resolveu aparecer? – ironizou Izzy. Isso me fez piorar ainda mais, já que ele poderia comentar alguma coisa sobre Will, ou pior ainda, ele poderia estar lá.

-Pois é, Izzy. Jack, eu estava querendo saber onde vai almoçar hoje, podemos sair juntos, não te vejo faz um tempo! Nem sei o que andou fazendo, olha a sua cara!

-Não dá Liz. Hoje vou ensaiar o dia todo, não posso me distrair. Arrume uma companhia melhor pra sair. Que tal Will? Derek me contou tudo.

-Imbecil. Passe bem sozinho. Vou almoçar com alguém mais interessante. – falei. Nesse instante bati a porta e percebi uma risadinha sarcástica vinda de Izzy. Ele também deveria saber do ocorrido entre mim e Will.

Resolvi ligar para Ellen, minha única companhia feminina e salvação para aquele dia.

-Alô? – falou a voz rouca do outro lado da linha. Reconheci imediatamente.

-Ellen? – perguntei.

-Oi, Liz! Sou eu mesma!

-Vai fazer alguma coisa hoje?

-Não tenho compromissos, você está bem? Sua voz está diferente.

-Sim, só algumas coisas me incomodando, quer almoçar comigo? Te busco daqui meia hora!

-Tudo bem, não fiz nada aqui em casa mesmo.

-Beijos.

-Até. – desliguei. Ellen era muito animada e seria uma perfeita companhia. Éramos amigas desde a infância e ela me apoiou sempre que precisei, inclusive quando saí de casa, eu adorava ela.

Depois de meia hora peguei o carro e dirigi até sua casa. Chegando lá, percebi que ela estava diferente. Estava mais magra, pálida, com os cabelos mais secos.

-Oi Liz! Que saudades! – falou, animada, enquanto me abraçava.

-Ellen, continua usando drogas? Já disse para parar com isso! Olhe para você, El!

-Eu sei Lizzy, mas... Aconteceram alguns problemas com meu ex-namorado e não consegui parar, mas estou usando menos, eu juro.

-Sabe que me preocupo, não sabe?

-Sei sim. Vamos logo, estou com fome.

Dirigimos até um restaurante barato e de boa qualidade no centro da cidade, e estacionamos lá. Entramos e escolhemos uma mesa bem reservada. Pedimos cada uma um prato e começamos a conversar.

-Mas o que aconteceu que me chamou tão repentinamente para almoçar? – perguntou, em tom de brincadeira.

- Eu precisava de uma companhia feminina, El! Eu... Terminei com o Dave.

-Finalmente! O que aconteceu?

-Ele… Tentou me estuprar depois que terminamos e acabou espancado por um amigo de meu irmão...

-Que horrível Lizzy! Não sabia que ele era capaz disso. Estava bêbado? – perguntou, interessada. Assenti com a cabeça, confirmando. – encontrou mais alguém?

-Na verdade um cara, El. Mas encontrei-o com uma vadia em um bar e ele disse que não queria nada sério. Nem me ligou! Mas eu... Acho que me apaixonei.

-Sei como é – falou compreensiva. Ela realmente sabia. – Encontrei Richard saindo de um motel com uma “colega de trabalho”. Saí da casa dele e estou desconsolada. Acho que nós duas precisamos sair um dia desses e esquecer tudo isso. Homens são uma enorme preocupação, Lizzy.

-Pois é. Eu sabia que um dia desses esse cara ia te trair com alguém. Nunca gostei dele. Vamos sair hoje? É sábado, e o que eu realmente preciso é beber para resolver meus problemas.

-Ótimo! – ela gritou alegre. – hoje as nove você passa me buscar de novo! Pode ser?

-Claro.

Saímos de lá e voltamos para o carro. Finalmente eu faria alguma coisa que valeria a pena naquele dia, e eu iria adorar sair com ela. Deixei-a em casa e me despedi. Resolvi que não faria nada mais naquele dia, apenas relaxaria e leria alguns livros a tarde toda, e foi o que fiz. Cochilei um pouco e acordei as oito horas. Havia dormido muito, e resolvi me arrumar para passar buscar Ellen.

Tomei um banho demorado e coloquei uma roupa curta e provocante, um vestido preto. Estava realmente sem sono naquela noite, e queria dar a volta por cima. Os cabelos soltos e um salto não muito alto complementavam o vestido, por mais que eu parecesse ainda muito pequena. Peguei o carro e saí buscá-la. Aquela noite prometia! Disso eu tinha certeza.