My Hands Are Tied

11 Girl, I think about you every day now


Notas iniciais
Demorei um pouco para postar por que estava sem internet, mas aqui está! Espero que gostem e prometo que vou tentar postar todos os dias!! (:

As nove horas peguei o carro e dirigi até a casa de Ellen. Estacionei e toquei a campainha. Ela abriu a porta e apareceu, estava estonteante, com um belíssimo vestido tão curto quanto o meu e saltos mais altos ainda. A maquiagem não muito carregava a tornava perfeita, mas ainda estava muito magra, e isso me preocupava.

-Você está linda! – falei.

-Obrigada! Quero aproveitar bem hoje. – disse, com um sorriso malicioso em tom de brincadeira.

-Desse jeito vai mesmo! – rimos.

Entramos no carro e chegamos a um pub lotado. Tocava uma banda desconhecida, fazendo cover de Rolling Stones, e eram muito bons. Lembrei-me por alguns instantes de Will, mas prometi a mim mesma que nada mais aconteceria entre nós. Eu estava sim apaixonada, mas ele não me levaria a lugar algum.

Sentamos um uma mesa qualquer e percebi que o lugar estava lotado. Uma garçonete com uma saia provocante se aproximou rapidamente, e pedimos nossas bebidas.

-Mas então, o que anda fazendo, El? Continua trabalhando no estúdio? – perguntei, curiosa.

-Eu parei por certo tempo por causa de meu namorado, mas depois que descobri a traição resolvi voltar. Hoje está bem melhor! – falou, entusiasmada. Ela já parecia bêbada, no terceiro copo de cerveja. – e você, ainda na empresa?

-Continuo lá. Dave me chamou para morar em outra cidade mas não aceitei.

-No seu lugar faria o mesmo, Liz. Aquele cara não te merecia.

Continuamos conversando sobre como nossas vidas estavam e relembrei nossos momentos juntas, era maravilhoso estar com ela. Depois de muita bebida estávamos visivelmente agitadas e resolvemos dançar. Logo encontramos dois meninos mais ou menos de nossa idade e começamos a dançar e nos divertir mais ainda. El me pediu licença e se retirou com o menino, me deixando sozinha com o outro, que mal conhecia.

Eu estava muito bêbada, e depois de alguns minutos dançando ele começou a me beijar, mas não retribui, empurrei-o e limpei meus lábios.

-Qual é?! – falou ele, estava bravo.

-Acabei de te conhecer e você já sai me agarrando! Que tipo de mulher acha que eu sou?! – estava nervosa. Ele pareceu mais bravo ainda e me deu um soco muito forte no rosto. Eu caí no chão e desmaiei não me lembrando mais de nada que aconteceu naquela noite.

Acordei com uma camiseta masculina, sob lençóis de uma grande cama de casal. O que havia feito na outra noite?! Levantei-me e resolvi reconhecer o local. Estaria eu sozinha? Era uma casa, um sobrado, muito bonito e depois de descer as escadas descobri onde estava imediatamente. Estava na casa de Will. Como assim?!

Olhei-me em um espelho, estava cheia de machucados e com olheiras profundas. A dor de cabeça estava pior ainda. Ouvi algum movimento vindo da sala de estar e resolvi olhar. Era Will, rse levantando, havia dormido no sofá.

-O que aconteceu?! Por que estou aqui?! – perguntei, aflita.

-Calma Lizzy! Bebeu muito ontem? – falou, rindo.

-Cala a boca, imbecil. Me diz o que aconteceu e por que estou usando essa camiseta e vou embora! – sua expressão de brincadeira quase desapareceu totalmente do rosto.

-Você foi espancada por um cara e eu te trouxe para cá. Você estava sangrando, então limpei o sangue e coloquei uma roupa minha em você. Esperava pelo menos um obrigado em troca! – riu. Ele estava feliz por me ter lá, mas eu não estava tão contente assim.

-Por que fez isso, Will? – perguntei agora mais calma. Achei muito bonito ele ter feito aquilo por mim estando com outra. – E a outra garota, dormiu aqui também?

-Foi só uma noite, Liz, nada de mais. Eu... Não consegui te esquecer. Confesso que no começo sentia apenas atração física, mas com o passar do tempo descobri a mulher maravilhosa que você é, me desculpe. – falou, nervoso. Ele foi sincero e expôs o que sentia. Estava extremamente alegre com aquele comentário e fitei sua face, que esperava uma resposta. Nada mais consegui fazer além de beijá-lo suavemente nos lábios.

-Foi lindo o que fez, não esperava isso vindo de você. – agora ele me calou, com um beijo mais demorado. Interrompi suavemente. – vou me trocar.

Subi as escadas e fiquei lisonjeada pelo que ele havia feito. Obviamente ele me devia essa, mas se deu ao trabalho de dormir no sofá, para que eu não me sentisse mal pela manhã. Subi as escadas e rapidamente encontrei meu vestido dobrado sobre um criado mudo e meus sapatos logo acima. Me troquei, lavei o rosto e desci as escadas.

-Não vai ficar para o almoço? – perguntou ele, agora menos nervoso. Eu não o havia perdoado completamente, claro.

-Não posso, Will. Segundo você foi só uma noite, certo? Não quero me envolver demais. Vou pegar um táxi.

-Eu te levo até em casa! Se te trouxe aqui... Sua amiga voltou para casa com seu carro.

-Tudo bem, pode ser. – aceitei a carona. Ele colocou rapidamente uma camiseta e me levou até lá. Abracei-o para me despedir. – Muito obrigada pelo que fez, foi incrível, você me salvou de ser espancada mais ainda ou coisa pior.

-Tenha mais juízo da próxima vez – ele soava como uma mãe preocupada, mas eu não pertencia a ninguém. Saí do carro e entrei em minha casa. O carro estava estacionado na porta de entrada. Estava confusa, como assim ele sentia alguma coisa por mim? Nosso beijo tinha sido maravilhoso, e eu claramente sentia sua falta a cada momento do dia.