My Hands Are Tied
12 Your family life is one big pain!
Depois daquele dia a semana passou muito lentamente, e eu contava os minutos para o fim de semana, quando poderia ver Will novamente. Na quarta feira recebi uma ligação sua me convidando para sair na sexta a noite e eu estava extremamente ansiosa, estava claramente apaixonada. Finalmente sexta chegou e depois de dirigir até em casa, me deitei para descansar e acabei dormindo, estava exausta.
Acordei com o barulho da campainha e fui atender, quando me toquei eram nove e meia, estava atrasada para nosso encontro. Ao abrir a porta percebi Will, lindo como sempre, me encarando.
-Não vai querer sair hoje? – perguntou, brincando.
-Acabei pegando no sono. Pode entrar, vou me arrumar e não demoro.
Ele entrou e sentou-se no sofá. Coloquei o primeiro short que encontrei e uma camiseta branca e depois de pentear os cabelos e colocar um salto estava arrumada. Ao sair do quarto pude perceber ele me olhando de cima a baixo.
-Nossa! Desse jeito não vou me segurar hoje – disse, rindo. Eu sorri. Saímos da casa e subimos na moto. Ele me levou até o restaurante e nos sentamos em uma mesa qualquer. Comemos e bebemos até tarde e ele me levou em casa. Quando descemos da moto eu estava com um sorriso estampado na cara, involuntário. Ele parecia estar da mesma maneira.
-Vai entrar? – pedi.
-Se quiser – falou. Entramos e nos sentamos no sofá.
-Por que fez aquilo, Will? Por que ficou com aquela garota? Sabe muito bem que me iludiu. – falei, séria. Percebi o sorriso desaparecendo de seu rosto e o nervosismo o tomando por inteiro.
-Não gosto de falar disso, você sabe. Eu estava fora de mim e não havia percebido o quanto... o quanto sou apaixonado por você, Liz. Você tem alguma coisa que qualquer uma dessas meninas com quem eu fico não tem, e não sei explicar isso. Você é maravilhosa. – ele parecia um tanto envergonhado.
-Eu te amo,Will.
-Te amo muito mais – ele disse. Me beijou e interrompemos para nos encararmos um segundo.Meus olhos brilhavam. Ele levantou-se e tirou alguma coisa do bolso, uma caixinha.
- O que é isso? – perguntei. Era um pequeno embrulho, e ele entregou em minhas mãos. Abri, ansiosa e encontrei uma caixinha preta, e dentro dela um anel maravilhoso.
-Sei que é um pouco cedo demais, mas... Quer namorar comigo, Liz? – ele perguntou, seguro de que eu aceitaria. Coloquei minhas mãos em seu pescoço e beijei-o. – isso foi um sim?
-Com certeza. – falei. Me lembro de ter ido para meu quarto e dormido com ele. Acordei cansada, e ele ainda estava lá.
Tomei um banho demorado e coloquei uma roupa confortável. Preparei panquecas e quando percebi ele saindo de meu quarto com os olhos semicerrados e os longos cabelos bagunçados abri um sorriso.
-Bom dia. – disse.
-Bom dia. O que temos para comer hoje? – falou, se sentando, novamente em tom de brincadeira.
- O que o senhor deseja comer? – falei.
-Qualquer coisa, desde que esteja com você. – disse, se levantando e me dando um selinho. Comemos e ele avisou que deveria sair para ensaiar com sua banda, mas poderíamos nos ver a noite. Resolvi caminhar um pouco, mas fui surpreendida por Derek batendo desesperado em minha porta.
-O que aconteceu? – perguntei, aflita.
-Venha correndo, Liz! Jack está passando mal.
-Como assim?! –Perguntei, desesperada. Corremos até a casa de meu irmão e encontrei ele deitado no sofá, rodeado por sangue e vômito. Ele claramente estava desmaiado, deveria ter usado drogas demais no outro dia. – Jack! – chacoalhei-o, e pude perceber que ainda respirava, o que me deu uma pontada de alívio. – chame uma ambulância, Derek!
-Ele teve uma overdose, Liz! – falou, ligando para o serviço de emergência, que chegou rapidamente, levando-o para o hospital. Seguimos até o hospital no carro de Derek e ao chegarmos lá, estava claramente desesperada e aos prantos.
-Vocês saíram ontem, Derek? – perguntei, já sabendo a resposta e confirmando-a quando Derek assentiu.
-Tivemos um show, ele estava muito alterado e quando acordei, encontrei-o assim. Me desculpe, Lizzy...
-Não repita, por favor! Ele poderia ter morrido! – estávamos na sala de espera, que era branca e enorme, e tinham muitas pessoas lá, esperando para visitar seus parentes. Quando o relógio deu três horas, nos apressamos em entrar no quarto onde Jack estava. Percebi que ele estava acordado, um pouco melhor. Sua face estava amarelada, seus olhos envoltos de grandes círculos roxos, e ele suava muito. O que ele havia feito consigo mesmo? Aquilo deveria parar.
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