My Hands Are Tied
9 You can fool yourself
Quando ele percebeu minha presença, logo se levantou e se assustou. Eu estava extremamente chateada com o ocorrido, não sabia se poderia perdoá-lo, mas queria esfregar aquilo na sua cara. Ele havia apenas me usado, e eu não queria ser mais uma de suas garotas, pois eu realmente gostava dele, e todas as demostrações de afeto que ele fez foram apenas para passar uma noite comigo?
-Liz?! — falou ele, alterado. Seus olhos estavam avermelhados e pude perceber olheiras gigantescas em torno de seus olhos, ele estava péssimo. — O que faz aqui?
-Por que fez isso comigo, Will? Eu não sou nada para você, não é mesmo? — falei, quase com lágrimas nos olhos. Ele me olhava como se não entendesse.
-Como assim?! Nunca pensei que fosse querer algo sério! — falou, despreocupado. A garota nos olhava, extremamente confusa.
-Mas também nunca pensei que você me abandonaria. Quer saber? Foda-se. Vou para a minha casa, fique com essa vadia, imbecil. — estava séria. Não queria ser a menina tola desta vez. Eu estava realmente apaixonada.
Percebi que ele foi atrás de mim, e assim que me aproximei da saída Derek veio correndo.
-O que aconteceu, Lizzy? — perguntou Derek. Ele não havia percebido Will lá.
-Nada, Derek. Por favor, me leve para casa! — eu estava com os olhos molhados, mas olhei para cima e conti o choro, que permaneceu engasgado em minha garganta. Will ficou parado na porta nos olhando. Entramos no carro e fiquei quieta durante grande parte do trajeto até minha casa.
-Me diga, Lizzy. Sei que aconteceu alguma coisa. Quem você encontrou lá? — ele parecia preocupado, realmente.
-Era Will, Derek, com outra garota. — agora não mais contive o choro e as lágrimas desandaram a escorrer em minha face. Ele me olhou e secou-as;
-Eu te avisei, mas você estava cega de amor, Lizzy. Ele é estúpido, e queria apenas brincar com seus sentimentos. Nada mais sério aconteceu entre vocês, certo? — ele parecia agora realmente angustiado e preocupado.
-Se quer saber se transei com ele, Derek, sim, passamos uma noite juntos e ele nunca mais falou comigo.
-Você não fez isso Liz! Não consigo acreditar! Ele é um idiota e eu... eu te amo Lizzy! — nesse momento ele tentou me beijar, mas eu recuei. Tínhamos estacionado na frente de minha casa.
-O... O que está fazendo? Saia de perto de mim! — após dizer isso abri a porta do carro e saí. Andei até a porta da casa com a chave nas mãos e ele continuava lá dentro me olhando. Como assim ele me amava? Não era certo! Ele era definitivamente meu melhor amigo... Bati a porta da casa e percebi que ele ainda estava parado em frente a minha casa. Ele desceu do carro e veio até a porta da casa.
-Liz! Por favor me deixe entrar e explicar tudo! — ele batia na porta, e eu abri.
-O que quer explicar, Derek? — perguntei. Não acreditava no que ele estava dizendo. Nos sentamos no sofá, ambos ainda ofegantes e apreensivos.
-Eu... Sou apaixonado por você, Liz, desde que nos conhecemos. Eu te amo, mas sei que nunca gostou de mim.
-Por que não me disse antes? — agora sim, estava confusa, e minha voz demostrava exatamente isso.
-Eu sou um covarde, um idiota, e você só uma criança. Eu te amo... — Nesse momento tentou me beijar novamente. Até quando ele insistiria com isso?
Eu o abracei ternamente, e ele retribuiu. Lá ficamos por alguns minutos, até eu interromper e gentilmente beijá-lo no rosto.
-Acho que deve ir agora, Derek. Obrigada por tentar me animar mesmo assim.
Ele se levantou do sofá e saiu da casa com um sorriso de preocupação estampado no rosto. Eu estava agora mais confusa do que nunca.
Tomei um banho, estava suada, ele estava bêbado, senão não diria aquilo, e ele provavelmente se arrependeria depois. Deitei na cama e refleti muito sobre o que havia acontecido. Eu fora estúpida, havia quebrado o coração de Derek, sem ao menos saber, e havia ficado com o idiota do Will, pelo qual ainda estava perdidamente apaixonada. Eu o amava.
Havia pego no sono em pouco tempo, e acordei no outro dia muito disposta. Resolvi ir na casa de Jack, convidá-lo para fazer alguma coisa. Sua companhia não era das mais agradáveis, e ele fazia diversos comentários irônicos sobre os acontecimentos em minha vida, mas era meu irmão, e eu o amava muito.
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