My Foolish Heart
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Eu estava seriamente pensando em fugir daquela casa. A bruxa estava me atormentando demais.
— Quando você chegar irá limpar tudo aqui. Entendeu? – A bruxa tinha me mandado arrumar toda a casa hoje. A linda filhinha dela ia apresentar o novo pretendente para ela. Caroline era o tipo de garotinha apaixonada. Vamos ver quem será dessa vez.
— Entendi. – Eu disse com cara de nojo.
— Que bom. Agora você pode ir trabalhar. – Ela disse e eu sai. Que mulher insuportável!
Ainda bem que eu consegui chegar a tempo no trabalho.
— Oi gente. – Eu digo sorrindo para Kol e Bonnie que já estavam na cafeteria se arrumando.
— Oi Elena! – Eles falam em coro e rimos.
— Por que você não veio antes? – Kol pergunta.
— A bruxa me prendeu. Disse que era para eu limpar toda a casa quando eu chegasse do trabalho. A Caroline vai apresentar outro pretendente para ela. – Bufei. – Ah! Como eu odeio aquela mulher.
— Da para ver. – Bonnie ri. – Mas mudando de assunto... E aquele negócio como Katherine Pierce?
— Fala baixo. – Eu digo a repreendendo. – A mãe de Damon ainda não me ligou. Então eu ainda tenho que fingir ser a Katherine para o Damon. – Eu faço uma pausa. – Ontem eu encontrei o Damon. Ele me convidou para jantar e eu aceitei. Ele é muito cavalheiro.
— Aaah! – Ela dá um gritinho histérico.
— Vocês vão ficar cochichando ai ou vão me ajudar a limpar as mesas? – Kol grita lá de trás.
Eu e Bonnie rimos e corremos para ajudar Kol.
O dia no trabalho hoje foi bem cansativo. Muitas pessoas. A minha sorte foi que Damon não apareceu lá. Bonnie estava contente com Kol. Ele tinha dito hoje que ganhou uma bolsa de estudos para Harvard. Bonnie também estava quase lá, os pais dela tinham dado uma boa quantia para ela. Se ela juntasse mais um pouco, iria conseguir pagar a faculdade. E em alguns meses eu receberia a quantia que meu pai havia me deixado. Ah, eu só teria que agüentar mais cinco meses. Só cinco meses.
— Bom dia Lily. A senhora mudou o dia de vinda? – Perguntei a Lily que acabara de entrar.
— Não Elena. Eu queria conversar com você. – Ela diz.
— Certo. – Eu digo.
— Eu falei com a Katherine, ela aceitou em assinar o contrato. – Eu sorri. – Mas – Droga, sempre tem um mas. – Ela só volta daqui a um mês de Paris. O Damon quer assinar o contrato daqui a duas semanas. Você poderia enrolar ele mais um pouco? É só esse mês.
— Acho que sim. – Respondi.
— Ótimo! – Ela diz feliz e tira da bolsa um envelope. – Esse daqui é o convite para a festa da empresa que vai acontecer daqui a três dias. Você tem que ir. Damon quer muito que você vá. Quer dizer, Katherine. Mas você não precisa se preocupar. É só ir e pronto.
— Pode ser que eu vá. Mas eu não tenho roupas chiques nem nada.
— Disso eu já cuidei. Eu vou lhe dar o vestido.
— Não precisa.
— Claro que precisa. Agora eu já vou. Muito obrigada mesmo. – Ela sorri e vai embora.
Eu pego guardo o convite na minha bolsa.
— O que foi isso que ela lhe deu? – Bonnie pergunta chegando de surpresa.
— Para de me assustar! – Eu digo repreendendo-a. – Foi um convite para uma festa da empresa que acontecerá daqui a três dias.
— Meu Deus! Você vai ver o bonitão mais uma vez. Pode ser que role alguma coisa.
— Não é bem assim. Eu não posso me envolver com ele sendo que ele pensa que eu sou Katherine. Quem sabe, quando isso acabar, eu fale a verdade para ele.
— Você já tem sorte dele gostar de você.
— Quem disse que ele gosta de mim?
— Ah, como você é sonsa. Êita! acorda para a vida! Mas deixa para lá. Eu tenho que ir trabalhar e você também. – Eu reviro os olhos e volto para atender as mesas.
(...)
Sempre tentei me manter de cabeça em pé. O que não dava muito certo. Eu até fugiria daquela casa, mas eu prometi a minha mãe que eu iria cuidar da casa em que eu, ela e meu pai vivíamos. Onde a nossa felicidade era enorme. Onde todos os dias eram felizes. Não desejava mal para a bruxa, nem para a Caroline.
Minha mãe me deixou uma lição antes de falecer. A gentileza é a maior beleza que existe dentro de nós. Se nós a demonstrarmos, ganharemos mais do que precisamos. Eu sempre lembro disso. Mas tudo de bom que eu faço para aquela mulher e a filha dela, não significa nada para elas. A única coisa que existe no coração delas é ganância. Acredito que Johanna nunca fora assim. As pessoas não são más. Elas querem ser boas, mas algo as deixa ruins.
Quando cheguei em casa, tratei de começar o trabalho.
Nesse jantar eu não poderia ir. Eu nunca ia nos jantares em que a Caroline apresentava seus namorados. Na verdade em nenhum dos outros.
Aproveitei e limpei o quartinho de limpeza que eu chamava de meu quarto.
Tomei banho depois de acabar a faxina. Já eram 20:30h. Provavelmente eles chegariam nessa hora. Vesti um short, uma blusa azul de manga e deitei na cama. Peguei meu notebook e comecei a ver notícias sobre Damon e sua família.
— Stefan Salvatore, é o mais novo empresário da Salvatore’s Intervison. Será que Damon conseguirá superar o irmão? – Li em voz alta um artigo que estava na internet.
Depois de falar isso eu ouvi algumas batidas na porta. Corri para atender.
— Lily? – Perguntei surpresa.
— Olá Elena. Se você se pergunta em como eu cheguei aqui eu lhe explico. Eu já vim aqui com sua mãe. Acho que você sabe que nós éramos amigas.
— Oh, sim. Entre. – Eu disse e ela entrou.
— Então, eu estava... – Ela ia dizendo mas foi interrompida pela batida da porta.
— Elena! O que... – Johanna falava. – Quem é essa mulher?
— É... – Eu tentei dizer.
— Ora sua imprestável, vai me dizer ou vai ficar ai gaguejando?
— Não fale com ela assim. – Lily disse. – A única imprestável que estou vendo aqui é você.
— Quem é você para falar assim comigo? – A bruxa rebateu.
— Lily Salvatore. Esposa de Giuseppe Salvatore, dono da Salvatore’s intervision e Dona de uma das maiores agências de modelo do mundo. – Ela disse e a bruxa se calou. – Bem, Elena. Eu vim lhe entregar isso. – Ela disse e me entregou uma caixa. – Até mais. – Ela completou sorrindo e foi embora.
— Você pode me dizer o que aconteceu? – Ela me disse com cara de nojo.
— Não é da sua conta, bruxa. – Eu disse e corri para o quarto deixando ela falando sozinha.
Eu entrei no quarto e abri a caixa. Havia um vestido lindo dentro. Nem acreditei que Lily estava fazendo aquilo por mim. Ela era realmente boa.
Ouvi alguém entrando.
— Bem vindo. Espero que goste da nossa casa. -A Bruxa falou. Dava para ouvir tudo o que elas diziam. Seria divertido.
— Obrigada Srª Gilbert. – Alguém falou. Devia ser o namorado de Caroline. Nunca ouvi essa voz. Hã, senhora Gilbert. Ela não é, nunca foi e nunca será.
— Ah querido, me chame de Johanna.Se quiser me chame de sogrinha. – Comecei a rir descontroladamente. Mas corri para o banheiro para ninguém ouvir. Sai do banheiro e comecei a ouvir a conversa deles. – Então, você trabalha em quê? – Johanna pergunta.
— Sou empresário. –Com certeza Johanna deixaria Caroline namorar com ele depois disso. – Trabalho na empresa do meu pai na verdade, junto com meu irmão Damon. – Então ele era Stefan. Estava torcendo para ele não me ver.
Depois disso eu fiquei ouvindo toda a conversa. Stefan era um cara legal. Pelo o que eu ouvi. E a boa notícia era que ele não me viu. Ainda bem.
Quando ele foi embora comecei a arrumar minha cama para dormir (e guardei muito bem o vestido). Deitei minha cabeça levemente no travesseiro e fechei os olhos.
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