Notas iniciais
Olá pessoas! Esse capítulo vai ser bem interessante. Não tanto, mas nos esforçamos bastante para deixar ele grande. Esperamos que vocês gostem! Boa leitura.

— Eu sei Kol. – Eu explicava a Kol o porquê de eu não poder ir trabalhar de manhã. Só poderia ir à tarde.

Não tem como você arrumar um jeito de vir de manhã? – Kol perguntou.

— Receio que não. Tenho que ir. À tarde eu vou. Tchau. — Desliguei mesmo sem ouvir a resposta de Kol.

Hoje de manhã, ouve um pequeno acontecimento. A bruxa da Johanna conversou com a Caroline. Johanna disse a Caroline que ela pensaria se a deixaria namorar Stefan. Caroline que é Caroline acabou por fazer um chilique e quebrar, literalmente, a casa. Derrubou vasos, quebrou uma janela, despejou um produto de limpeza pela casa e o estrago foi total. Johanna cedeu e disse que ela podia namorar Stefan. Dois segundos depois, o chilique tinha acabado. Caroline era tão... Mimada.

No final, acabou sobrando para mim. O estrago tinha sido muito grande, realmente. Tive que passar uns trinta minutos recolhendo os cacos de vidro. Passei pano para tirar o cheiro daquele produto de limpeza que ela jogou. Ele não cheirava bem. Estava realmente exausta.

Mas pensar em perder um dia inteiro de trabalho... Não era uma coisa boa. Kol já devia estar furioso e Bonnie tentando acalmá-lo. Ele não gostava que eu perdesse meu tempo com problemas da idiota e da bruxa. Mas eu tinha que fazer isso. Não era como se eu quisesse, porque eu não queria. Meu pai deixou o dinheiro para mim. Se eu fizesse uma coisa de errada, o dinheiro ficaria para elas. Não deixaria isso acontecer. De jeito nenhum.

Terminei a faxina, tomei um banho rápido, troquei de roupa e corri para chegar a tempo no trabalho. As ruas de Nova York sempre eram cheias. Corri pela multidão. Aparentemente não se importavam, pois sempre era uma correria mesmo. Mas eu esbarrei em alguém.

— De novo não. – A pessoa disse. Corri para ajudá-lo.

— Me desculpe. Sério. – Eu disse pegando os papéis que ele tinha derrubado.

— Tudo bem. É a segunda vez que isso acontece hoje.

— Pelo visto não é uma pessoa de sorte. – Ele se levantou e quando vi seu rosto, senti minhas pernas fraquejarem. Stefan. Se eu não tivesse visto a foto dele no site, nunca teria o reconhecido.

— Prazer, Stefan Salvatore. – E agora? Katherine ou Elena? – Hey, você não é Katherine Pierce?

— Não. Só parecida com ela. – Ele levantou uma sobrancelha. – É serio. Sou Elena Gilbert.

— Prazer, Elena. – Ele apertou minha mão. – Agora eu tenho que ir. Foi bom esbarrar em você. Até mais. — Ele sorriu gentilmente.

— Até. – Eu disse e ele saiu andando rapidamente.

Eu tinha ficado impressionada com a gentileza de Stefan. Ele era mais bonito pessoalmente. A beleza é de família. Tem que ser. Ter falado meu nome verdadeiro não foi uma das coisas mais inteligentes que já tinha feito; mas se ele aparecesse na minha casa e me visse, já tinha uma desculpa.

Corri mais rápido. Consegui chegar a tempo, felizmente.

— Oi. – Eu disse para Kol e Bonnie.

— Finalmente. – Kol disse. – Você não deveria resolver as coisas daquelas doidas, Elena.

— Certo Kol. Mas agora vou ter que trabalhar. Vamos logo. – Eu disse e coloquei meu avental. Não queria ouvir Kol.

— O que houve? – Bonnie perguntou.

— Primeiro: Caroline deu um chilique e quebrou a casa. Segundo: Eu esbarrei em alguém. E esse alguém era Stefan Salvatore.

— Irmão do Damon? – Ela perguntou chocada.

— E agora, namorado oficial da Caroline.

— Não! – Ela disse. – Você está mais que ferrada! Super ferrada. Hiper mega duplo super ferrada.

— Eu sei. Vou arrumar um jeito. Okay? Não vamos nos precipitar.

— E faltam dois dias para o “encontro” da empresa.

— Não me deixe mais nervosa do que já estou. Vou encontrar Stefan e Damon. Argh! – Eu suspirei. Aquilo me deixava nervosa demais. Só de pensar em encontrar eles eu ficava tremendo.

— Certo. Vamos ao trabalho então. – Ela disse e voltamos a trabalhar.

Sabe quando você faz uma prova e acha que se deu muito mal, fica apreensiva e só pensa nela até o dia do resultado? Era mais ou menos a minha situação. Não consegui pensar em mais nada enquanto trabalhava. Com certeza esbarrei em um monte de pessoas durante esse tempo.

Kol me olhava surpreso. Eu nunca tinha sido tão distraída. Bonnie me olhava e se segurava para não rir. O que era quase impossível. Estava tentando bolar um bom plano, mas nada vinha à minha cabeça.

Ver Damon não era o problema; não o problema todo, porque na verdade, eu ficava tímida perto dele. Eu nunca fiquei tímida na frente de ninguém. Muito menos na de um cara. Eu nem conhecia ele tanto assim.

O grande problema era Stefan. Ele estaria no pequeno encontro da empresa. E pior, se ele convidasse Caroline? O que seria de mim? De alguma forma eu teria que me esconder. Tanto faz como. Só me esconderia. De todas as coisas mais idiotas que eu fiz, essa levou o prêmio de primeiro lugar.

Esbarrar com Stefan. Eu devia ter tomado mais cuidado. Não devia ter corrido tanto! Mas não... Sempre tem que haver um problema na minha vida para eu não poder tomar conta. Na verdade, há vários problemas. Tenho a Caroline e a Bruxa nas costas. Como pode ficar pior que isso? Simplesmente fica. Agüentar as duas é bem difícil. Mas quando se ignora, parece que tudo desaparece.

Dêem-me uma chance para poder explicar o fato de que a vida nem sempre é o que você gostaria que fosse. Eu tinha uma ótima família; Um pai amoroso, uma mãe carinhosa, tudo. Minha mãe faleceu. Meu pai ficou triste e meu mundo estava girando sem parar.

Depois de algum tempo, ele começou a superar e conheceu Johanna, uma mulher solteira que tinha uma filha da minha idade, e depois se casou com ela. No começo ela era legal. Me dava presentes, fazia comida, arrumava a casa, era tudo muito bom e feliz. Até que um dia, meu pai faleceu também. Duas semanas depois, eu ainda não parava de chorar. Mas nem tanto porque ainda tinha Johanna. Depois, ela ficou rude. Não queria mais saber de mim. Tirou-me do meu quarto e colocou Caroline para dormir nele. Eu não tinha aonde dormir, então só sobrou o quarto de limpeza.

Não deu nem dois dias e ela já me mandava lavar, passar, varrer, arrumar e mais coisas. Não tínhamos dinheiro para contratar empregadas então era assim mesmo. Eu passava as roupas delas, lavava, mas elas nunca deram importância. E então, quando eu acho que minha vida estava razoável, vem o meu acordo com Lily. Eu só aceitei porque ela era amiga da minha mãe. E porque eu precisava do dinheiro, admito. E ela também gostava de mim; não podia negar-lhe um favor.

Mas sempre tinha alguma coisa que atrapalhava. Damon, Stefan... Katherine também era uma opção. Ela poderia descobrir tudo. Não achei que iria. Mesmo assim, alguma coisa ia dar errado. Torcia para que fosse só besteira da minha cabeça.

— Elena! O turno acabou. – Bonnie me disse lá de trás do balcão. – Podemos ir. Você quer sair conosco?

— Acho melhor não Bonnie. – Eu disse cansada.

— Ah, vamos Elena! Você nunca quer sair. Pelo menos uma vez. – Kol disse pegando a bolsa e entregando a Bonnie.

— Certo! Eu vou. Felizes? – Disse sorrindo.

— Com certeza. – Bonnie respondeu.

Nós íamos a uma lanchonete. Eu estava com fome. Esperava poder comer um hambúrguer do meu tamanho. Com uma gigante porção de batatas fritas deliciosas. Hum... Seria ótimo. Podíamos pedir um sundae de morango. Oh! Que bom.

— O que você vai querer Elena? – Bonnie perguntava olhando o cardápio.

— Dois X-burgueres, duas porções de batata-frita, um suco de laranja e... Um pedaço dessa lasanha de frango. – Quando acabei de dizer isso, Bonnie e Kol me olharam assustados, enquanto a moça anotava o pedido.

— Mais alguma coisa? – Ela perguntou.

— Esse musse de chocolate. – Ela anotou e saiu.

— Por que você pediu tanta coisa? – Bonnie perguntou.

— Eu fiquei sem comer o dia todo. Acredita que além de porcas elas são gulosas? Tenho que passar no mercado para comprar mais comida. – Eu disse me referindo a Caroline e Johanna.

— Uau. – Kol disse – Você está aproveitando muito. – Ele riu.

— Estou sim! Só espero que chegue logo para eu poder comer tudo de uma vez. – Eu encostei a cabeça nos meus braços que estavam na mesa. Ouvi Bonnie rir. Levei um cutucão. – Ah, Bonnie! Para.

— Vamos Elena. Precisamos conversar. – Ela disse e vi que Kol estava a caminho do banheiro – O que você vai fazer com a situação que está metida?

— Não sei. Só sei que se eu me der mal, vou ficar maluca. Tenho que bolar alguma coisa. Mas depois eu penso nisso. Estou faminta demais.

— Sério que você não esta interessada em nada... Ou em ninguém?

— Sério Bonnie. Eu... Olha, dá para parar? Eu não gosto do Damon. Ele é legal, simpático e...

— Não se esqueça de que ele é um gato! – Ela me interrompeu.

— Tem isso ai também. – Eu completei. – Mas depois eu penso. Okay? Pelo menos hoje me deixe desligar o meu cérebro dos problemas e ser feliz. Com a comida. – Ela riu.

Depois de algum tempo, Kol voltou à mesa e a comida chegou. Eu comi tudo. Estava gostoso demais. Bonnie ainda achou que eu iria dividir o meu musse com ela. Mas no final tive que dividir. Não sou chata. Nós três dividimos a conta, pagamos e fomos embora. Kol me acompanhou até a minha casa e depois foi para a dele.

Nem cheguei e já ouvi os gritos de Caroline.

— Que droga! Eu mereço mesmo isso. – Ela disse segurando o pé e sentada no sofá – Elena! Você está ai, incompetente. Sabia que deixou uma lasca de vidro no meio da casa? Viu o que aconteceu comigo? Entrou no meu pé.

— Ninguém mandou você andar descalça pela casa. E quer saber mais? Vou dormir. Nem perco nem ganho discutindo com você. – Eu disse cansada.

— Vem logo me ajudar. – Ela bufou. – Se você não vier eu vou dizer tudo para a minha mãe. E você sabe muito bem que ela pode tirar a herança de você. Não sabe? – Ela disse com uma cara de sínica. Eu tive que ajudá-la. Tentei tirar a lasca, mas ela gritou – Com menos força, sua anta.

— Você não agüenta uma pequena lasca de vidro no seu pé, o que eu posso fazer? – Eu disse. Consegui tirar a lasca de vidro e ela gritou. – Para de gritar. Eu já tirei.

— Isso dói. – Ela disse bufando.

— Certo... Eu já vou dormir. Por favor, não me perturbe mais. – Eu disse indo para o quarto.

— Espere. Faça o curativo. – Ela disse e eu bufei indo ajudá-la. Como ela não sabia fazer um curativo? Tudo bem, ela fazia direito, mas tinha participado de um “acampamento” de enfermeiras. Era obrigada a saber isso. Comecei a limpar o sangue. – Você já viu meu novo namorado?

— Sim. – Eu disse ainda limpando. – Ele é muito legal para você.

— Ah, cale a boca. Ele é perfeito para mim. – Peguei rapidamente o curativo e coloquei no pé dela.

— Pronto. Acabei. Boa noite. – Eu disse e corri para o meu quarto.

Caroline era bem chata. Considerando o fato de que ela parecia legal de longe, de perto você queria nunca ter a conhecido. Reconheci que ela estava animada por ter um namorado que gostasse dela. O que eu achei que era simplesmente impossível, mas não era.

Me arrumei e fui dormir. Faltava dois para o encontro da empresa. Quase um. É bom que tudo dê certo.

Notas finais
O que acharam, caros leitores? O Gif foi a Sabrina que fez. O encontro da Elena e do Stefan... O que acham que irá acontecer entre esses dois? Aceitamos palpites. Caroline sendo mais chata do que o normal... Seria bom se comentassem. Ficaríamos muito felizes. Sendo assim, até logo, pupilos. ;)