My Fallen Angel

17 Chapter Seventeen


Notas iniciais
Boa leitura ♥
ps: olhem notas finais, nee o7

..my fallen angel..

Chapter Seventeen

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.A risada grave e delicada do anjo dos meus dias e noites recheava meus ouvidos naquela alvorada. E eu jurava que não sabia que ele acabaria acordando tão alegre após aquela nossa noite completamente absurda na beira da praia. Nós tivemos sorte dos rochedos nos protegerem da visão de outros e da água do mar abafar nosso prazer urrado.

Havíamos nos comportado como um casal inconsequente. Mas todo risco valia a pena se era para poder ver o sol se refletindo naquele exibir de dentes esplendoroso. Ele fazia meus maiores receios se evaporarem com apenas aquele único rir satisfeito.

Os dedos gentis seguraram meu pulso com firmeza, me arrastando com uma vontade infantil para o outro lado da rua. Ele ainda ria feito um bobo alegre, enquanto seus olhos miravam o colorir do arco-íris no céu começando a se desmanchar.

E eu estava tão bobo quanto ele... Só que no meu caso, era por admirá-lo.

-O dia está tão bonito hoje, Yuu... Sente esse ar fresco... – e ele respirou profundamente com um sorrir suave bem desenhado nos seus lábios cheinhos. E eu tive que usar de toda minha vontade para não beijá-lo bem em frente à minha casa.

-Acho que você aprendeu com alguém a aproveitar essas coisas pequenas, não foi?

-Ah, foi! E eu agradeço do fundo do meu coração a você, Yuu... As coisas melhoraram um bocado desde que você entrou na minha vida... Eu poderia estar morto essa hora sem você para me segurar...

-Eu não vou deixar isso acontecer... Não se preocupe... – eu lhe dediquei o meu mais significativo sorrir. Por ele sempre merecer o melhor de mim, ainda que fosse muito pouco perto do que ele realmente merecia possuir.

E ele não me falou mais nada, apenas no calor cálido de seus dois brilhantes orbes eu pude me dar a certeza de sua mais profunda gratidão. Apenas no seu mais suave olhar eu conseguia encontrar todos os mais belos sentimentos que ele guardava em seu interior. Por eu conhecê-lo o pouco que conheço... Por eu amá-lo o tanto que eu amo...

Mas o sorrir que eu havia reservado para ele, e exclusivamente ele, desbotou ao avistar um homem desconhecido na porta da minha casa. Ele tinha em seu semblante uma seriedade que preocupava e uma sensação de fatalidade me absorveu. O que quer que fosse, eu sabia não ser nada bom.

-Shiroyama Yuu?

-Sim... Bom dia... – avancei para meu pátio, começando a me incomodar com as possibilidades irritantes que surgiam em minha mente agitada. Que nada fosse com meu anjo!

-Não sei se pode ser um bom dia, senhor...

-Qual o problema? Aconteceu algo grave?

-O senhor era marido de Shiroyama Asami, não era?

-Sim... O que aconteceu? – e eu senti, em meu respirar alvoroçado, o reflexo do de Kouyou. Ele estava agitado ao meu lado.

-A sua ex-mulher foi assaltada nessa noite, senhor Shiroyama...

-Assaltada?! Mas... Ela está bem, não está? – e o meu torpor fez meu anjo loiro indagar o policial em meu lugar. Eu sentia no fundo dos meus ossos, ela não estava nada bem.

-Ela está no hospital, senhores... Os médicos não revelaram nada, apenas aguardam a chegada de algum parente. Mas pelo que me informaram... Ela estava bastante machucada quando a encontraram pela madrugada.

-Céus... – Kouyou encobriu o rosto assustado com ambas as mãos e eu só consegui pensar em acomodá-lo em meus braços. E eu o fiz.

-Não se preocupe, Kou... A Asa é forte, ne... Ela sempre foi... Vai ficar bem! Muito melhor do que nós até! Você vai ver!

E aquele encorajamento que deixava meus lábios era no que eu mais queria acreditar...

Por que eu jamais havia passado por algo como aquilo antes. Nem mesmo quando eu morava em Nova York isso não havia nos acontecido! E agora ali, naquela cidade que me era tão pacata... a mulher da minha vida fora pega de surpresa...

E eu queria saber, no minuto seguinte, quem havia ousado machucar uma pessoa tão boa quanto a Asami era! Eu queria saber, queria ir atrás do responsável e queria fazê-lo pagar por toda dor que poderia ter feito minha Asami passar!

Eu já não a tinha mais como uma pessoa que fizera parte da minha vida há muito tempo e que agora já não tinha importância alguma. Não... A Asami merecia muito mais de mim! Muito, muito mais... Afinal, ela deixara seus sentimentos de lado para fazer os outros felizes. Para me fazer feliz... Para fazer Kouyou feliz...

Eu devia muito a ela... Eu devia a ela... quase minha vida...

-Ahn... Senhor...?

-Detetive Jones...

-Detetive Jones, vocês conseguiram encontrar o... – respirei fundo, meus dedos trêmulos daquele baque insuperável escorregaram por meus cabelos. Eu tentava buscar calma em algum lugar de mim – ... quem fez isso com ela?

-Ainda não. Esperamos até que ela recobrasse a consciência e ela nos descreveu o sujeito. Estamos procurando por ele, não se preocupe.

-Ache-o... Nem que tenha que ir até o inferno, ache-o! Eu pago o quanto for necessário! Só... encontre esse cara...

-Nós vamos, senhor Shiroyama, não se preocupe...

-Venha, Yuu... Eu vou fazer um café pra você...

-Eu tenho que ir vê-la, Kou. Agora...

-Não adianta sair assim, Yuu... Eles não vão deixar você vê-la, entende? Tem horário pra isso... – ele me exibiu um sorrir triste, exausto. Eu não pude discordar de sua sensatez – Venha... Tome um banho, um café e coma alguma coisa. Eu levo você no hospital depois, sim? Por favor...

-Você está certo... – soltei um suspiro, apertando a mão do detetive – Obrigado por vir me avisar, qualquer coisa estaremos no hospital, sim?

-Qualquer novidade eu aviso...

-O quanto antes, se possível.

-Faremos nosso melhor. – e acenando com a cabeça uma vez, o homem atarracado com seus quase quarenta anos se afastou, deixando-me embolado naquele emaranhado de teias de aranha que em nada me fazia sentido.

-Venha, Yuu... – e sua mão, firme em meu braço amolecido, fez o favor de me guiar até a banheira.

Eu, inerte naquela loucura toda – tão mais real do que eu me permitia aceitar – , não me percebi sendo despido. Nem mesmo sendo lavado, secado e colocado dentro de roupas limpas.

Eu sequer me lembro de ter tomado do café que Kouyou me preparou, ou me deliciado com suas panquecas com molho doce. Eu não conseguia lembrar de nada, nada além daquele meu torpor... Eu estava lá, mas não estava...

E eu só me vi realmente acordado ao ter os dedos longos do meu vizinho loiro a deslizar por entre minhas mechas ainda úmidas. Seu suspirar pesado e seu abraçar manso me completando naquela melancolia que nem mesmo eu poderia superar com facilidade.

O que está feito, está feito? Não há mais nada para dar um jeito?

Não daquela vez... Não... Daquela vez eu não permitiria que a impunidade superasse a lei que eu aprendi a respeitar. Daquela vez eu veria ou faria a justiça. Por que era a minha melhor amiga que havia sofrido! Era o meu anjo da guarda!

Aquela que conseguiu superar até mesmo sua própria dor só para ver se eu estava realmente bem. Para vir me dar o seu apoio como uma velha amiga faria. Aquela pessoa tão boa... Por ela, eu precisava buscar a verdade que existia por detrás daqueles fatos. Por ela, eu precisava buscar pelo algoz. E eu ia...

-Ela deve estar sonhando agora, não deve? Deve estar procurando por você nos sonhos... Pelo seu sorriso reconfortante...

-De que pode adiantar meu sorriso, meu anjo?

-Ah, Yuu... Seu sorriso pode vir a fazer os outros sorrirem, sabe? – e seus dedos de carícias gentis desfilaram por meu rosto num toque das mais suaves plumas – Quando eu estava o mais triste que já estive e pensando no quão solitário eu estava, no quão sem forças eu estava... você veio pra mim... Você me sorriu o seu sorriso mais lindo, você me acolheu nos seus braços... na sua vida... E... hoje você me faz ser a pessoa mais feliz do mundo, mesmo com tanta coisa ruim me acontecendo... Só de ver o seu sorriso... eu já sei que tudo pode e vai melhorar... Porque o seu sorriso é sincero...

-Kou... – e ele abafou minhas palavras enfadonhas com os seus lábios macios, calando minha boca maldita. Meu coração maldito...

-Então... seu sorriso para nós dois que amamos você é uma das coisas mais importantes das nossas vidas... O seu sorriso é o que nos mantém sorrindo, meu Yuu...

Eu não pude lutar contra aquelas palavras doces... Por eu saber que elas eram os sentimentos mais profundos do meu vizinho loiro... Por eu saber que ele não era capaz de dizer mentiras para mim...

E eu me rendi...

-Quando ela acordar eu quero estar lá... Para sorrir pra ela e dizer que vai ficar tudo bem...

-E você vai, Yuu... Nós dois vamos...

-E ela vai fazer o mesmo por nós, não vai? Vai dizer que está bem... Que não foi nada de mais... E que ela está feliz por ter nós dois junto com ela naquele momento...

-Vai sim, amor... Vai sim... – e o apertar firme de seus braços em meu pescoço deixou claro o quanto ele também precisava do mesmo abraço que eu... Que ele precisava da mesma confiança que eu...

E nós dois, nos enganando naquele fingir, sorrimos um para o outro e deixamos a minha casa. A nossa casa... Eu só não sabia que ao sair dali ia ficar incrustado um vazio no seu canto mais profundo. O lugar pertencente à Asami.

Notas finais
Oi, limdezas da Akita! *A*
Seguinte, pessoas... To passando correndo aqui pra postar... Na verdade devia estar lendo loucamente um livro de 326 páginas, mas escolhi trazer a continuação, mesmo quase sem tempo. Então só vou poder responder os reviews depois que terminar essa leitura, tudo bem nee gente? ;; ♥
Bom... Como vocês perceberam agora a coisa vai começar a ficar mais séria... Teremos ainda momentos delicados e carinhosos, mas não será pra sempre... Aproveitem a doçura, então... /RUN
Obrigada pelos reviews lindos, pessoas! *A* Tia Akita ficou MUITO feliz com eles ♥♥♥♥♥♥♥♥
Até o próximo, nee gente... ♥
2O12, MAIO 2O @___akita