My Fallen Angel

14 Chapter Fourteen


Notas iniciais
Boa leitura ♥

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Chapter Fourteen

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.Aquele era mais um entardecer calmo ao lado de meu vizinho loiro... E embora a calmaria ao nosso redor predominasse enquanto assistíamos as nuvens brincarem no céu em transformação de cores, havia algo no meu peito que estava me machucando...

Eu me preocupava com meu anjo caído, minha incansável rotina. Meu coração se apertava em angústia por tudo o que estava acontecendo... Ele não estava bem e eu sentia isso... Sua preocupação era a minha... Confiava em Takanori e Akira, mas era como se eu não pudesse controlar meus pensamentos... Ficava pensando em caso acontecessem ainda mais desastres na vida daquele homem magnífico. O que eu faria? Como podia cuidar dele?

Ele... Minha obsessão eterna... Meu eterno protegido... Meu Takashima Kouyou...

-O que há de errado, Yuu?

-Hum?

-Você está tão distante... Parece preocupado com algo...

-Não tem nada errado, pequeno... – sorri para o rosto interrogativo do meu loiro. Nossos dedos se entrelaçando naquela maciez tão conhecida.

-Sabe, Yuu... Você não precisa mentir desse jeito pra mim... – e a delicadeza de sua voz aveludada me trouxe mais encanto.

-Só não quero incomodar você com as minhas bobagens... – selei seus dedos mornos, um sorriso leve tomando forma naqueles lábios preciosos que eu me continha para encobrir com os meus – Você já tem coisas demais na sua cabeça, amor...

-Você sempre se preocupa comigo... Não posso fazer o mesmo por você?

-São só algumas bobagens sem sentido, Kou...

-Então por que você pensa tanto nelas? – e ele riu. Tive certeza ser do espanto que devia estar refletindo em meus olhos arregalados. Ele havia me pegado de jeito.

-Tem razão, anjo... Me distraia... – alarguei um sorriso diante da animação repentina que ele demonstrou ao começar a falar de sua conversa com Gabriel.

Na noite anterior a conversa que meu vizinho loiro teve com seu filho se estendeu por longos minutos de um eu sem um ele. Todas as minhas preocupações foram deixadas esquecidas ao que meus olhos pesavam no embalar da voz cadenciada do meu motivo de todo um existir. Ou melhor, um viver...

E no prestar atenção àquele homem tão contente em meu lado, pude me perder em pensamentos que só sua felicidade tinha relevância. Era no exibir doce daqueles dentinhos infantis que eu encontrava toda a força da qual precisava para permanecer naquela luta contínua por sua total e completa alegria. Por nossa total e completa alegria...

-E eu sei que você parou de prestar atenção no que eu falava faz tempo, Shiroyama Yuu... Mas eu não vou brigar com você hoje, ta? Ao menos você não está carrancudo.

-Ah, me desculpe anjo... Eu acho que me afundei em você outra vez...

E o riso engolfado na mais pura inocência me obrigou a compartilhar daquele momento de descontração. Como sempre me obrigava... E eu era tão feliz por ter apenas aquilo... Mesmo que na época eu não soubesse o quanto aquilo viria a me ser importante no futuro.

O apenas compartilhar de um riso bobo... O trocar singelo de olhares cúmplices... Os toques sutis de nossos dedos sobre a areia... O gostoso sussurrar do vento... O refrescante beijar da água... Apenas o estar com ele em mais um dos nossos dias...

Aquela era a perfeição... Eu não fazia ideia...

-Nee... Yuu...

-Hum?

-Você nunca... pensou em ser pai?

-Ser pai? – encarei o brilhar adocicado daqueles orbes, me perguntando exatamente a mesma coisa. Eu nunca havia pensado nisso?

-Éh... Você já foi casado, teve oportunidades, não teve?

-Algumas, talvez? – brinquei, desviando minha atenção para o andar lento das nuvens branquinhas sobre nossas cabeças – Na verdade minha mulher não pode engravidar.

-Oh... Ela...?

-Problemas nos ovários... – resumi, puxando-lhe os dedos até o encontro de meus lábios. Eu gostava da sensação de ter aquela tez macia roçando em mim – Nós nunca chegamos em um acordo sobre adoção... Eu estava sempre ocupado demais para pensar no assunto... Foi a partir desse momento que nosso casamento começou a me parecer um erro... Não por ela não poder me dar um filho, mas... Por eu não conseguir pensar no bem de uma pessoa que não fosse eu mesmo.

-Você não me parece esse Yuu...

-O Yuu que você conhece cresceu um bocado, Kouyou... Agora eu estou pronto para maiores responsabilidades. Para cuidar de outro alguém... Por isso você e o Gabriel são tão bem vindos... – sorri para a compreensão em seu olhar curioso. – Porque agora eu descobri o amor...

-E como é amar? – ele especulou. E eu soube naquele instante que ele só queria que eu pudesse lhe declarar um pouco mais dos meus sentimentos. Para mim, era uma honra...

-É estar com você... Assim... Desse jeito... Ou ajudando você com seus problemas... Ou dando carinho para o seu filho... Ou qualquer outra coisa sobre vocês dois... Isso é amar... E amar... é a melhor coisa do mundo... – suspirei, encantado com a expressão derretida que havia se apoderado do rosto bonito. A felicidade de apenas poder ouvir aquelas palavras que me escapavam com uma naturalidade quase sobrenatural.

Eu estava irremediavelmente, totalmente, completamente dependente daquele ser. Ele era o meu ópio...

Para todo o sempre...

-Agora eu sei por que os advogados nunca encontram você em casa...

Parada a alguns metros, com ambas as mãos na cintura e uma expressão que eu não pude decifrar, estava a pessoa que eu menos esperava vir a encontrar ali algum dia. Minha ex-mulher... Eu não evitei a pergunta: sorte ou azar?

No meu levantar, Kouyou analisou-a. E eu, para o costume permanecer o mesmo, me vi a estudar o meu vizinho loiro. Ele, já em pé ao meu lado, trocou um cumprimentar amistoso com Asami, apresentando-se e sendo retribuído. Mas era nos olhos escuros da mulher entre nós que um sentimento peculiar me chamou a atenção.

-Então é você o tal Kouyou... Ficando bem famoso mundo afora, hãn?

-Definitivamente sem motivos e sem intenção... – ele afirmou aquela mentira-verdade, me pegando desprevenido em um olhar calculista quanto à situação atual.

-Ainda assim meu marido pode vir a lhe ser útil com publicidade, não pode? Em quê você trabalha?

-Você veio até aqui só para falarmos sobre a vida de uma outra pessoa? – interrompi com o forçar de um sorriso, eu limpava minhas roupas cobertas de areia.

-Na verdade não, mas não custa nada saber sobre as pessoas que fazem parte dessa sua vida longe de mim.

-A vida de Kouyou é dele, nada tem a ver com nossos assuntos. E sua pergunta não foi lá muito educada.

-Você não muda, hein Shiroyama? Sempre buscando desvios...

-Desvios do quê?

-Vocês são assunto, meu querido...

-E veio até aqui só para me perguntar pessoalmente sobre isso?

-Eu sou sua mulher, não sou? Tenho meus direitos...

-Você sabe que não tem, Asami...

-É você me pegou... Parece que não vou ter minhas curiosidades resolvidas, ne? – e o riso dela, que há tanto tempo eu não ouvia, me soou um tanto diferente. Talvez mais... melancólico...

-Esse assunto já foi esclarecido em público, Asa... Não há mais nada para se acrescentar...

-Não tem? Pensei que você pudesse me contar as verdades, Yuu... – ela sorriu em uma simpatia que eu conhecia bem, iniciando uma caminhada na direção da minha morada – Vocês realmente me parecem mais do que simples amigos, hum?

-Nós não somos... – Kouyou interrompeu minha fala, alargando o seu sorrir mais suave. Ele tinha a atenção de Asami toda para ele – O Yuu só está me ajudando em uma fase muito complicada da minha vida... Ele tem sido meu apoio... Meu amigo... Mas é só isso.

-Eu podia jurar que senti algo mais aí, hum?

-Não há mais nada... – ele negou mais uma vez e eu lhe sorri, sem nem ter consciência do meu ato. Eu não sabia, até aquele dia, que eu não conseguia mais me controlar em frente à única pessoa que conseguiu me dominar por completo. E com apenas um único sorrir de seus olhos e lábios.

-Ah, Yuu... Você está tão encrencado!! – Asami riu altamente e eu me peguei pensando em quanto teria que desembolsar pelo silêncio dela – Hu... Bela casa, hein? Mas pequena para seus parâmetros, Yuu... Choquei.

-Você sabe que eu nunca fui tão ligado assim à grandeza, não é?

-Eu sempre soube... Ainda assim você comprou tudo o que era do meu agrado... Você ama satisfazer os outros...

-Dependendo de quem são “os outros”, sim eu amo...

-Oh, claro que eu não espero mais esse tipo de atenção, Yuu... Você arrumou uma outra pessoa para suprir sua carência afetiva... Não é? – e o olhar gentil da minha ex-mulher sobre Kouyou me fez soltar um suspiro exausto. Até onde ela iria com esse joguete? – Ele não é nada mal...

-Asa... Por favor...

-Não se preocupe, Yuu... – ela me sorriu e nada mais do que pureza eu pude enxergar. Ela estava sendo simplesmente... ela – Eu não vim aqui para remexer nessa história e sair contado os fatos... Eu só... Queria conhecer aquela pessoa que fez você mudar tanto...

-Como assim?

De fato, ela havia me feito cair em surpresa. Não era como se nós dois tivéssemos mantido certo contato mais íntimo nos últimos meses para que ela pudesse visualizar uma possível mudança em mim. Eu sabia que, sim, eu já não era mais o mesmo Shiroyama Yuu de antes, mas... Era possível para as outras pessoas notarem tal fato? Eu estava tão... transparente assim?

-Você sabe, Yuu... – a suavidade do sorriso que eu já havia apagado quase que por completo da memória me surpreendeu. Apesar do contraste com aquele sentimento em seus olhos, ela estava sendo sincera. Eu... queria confiar nela... – Oh! Linda vista!

-Yuu... – Kouyou me chamou baixinho, preocupado, enquanto nós seguíamos Asami até o quintal dos fundos – Tudo bem... ela saber?

-Eu acho que... sim...

E mesmo que a certeza fosse algo que eu não pudesse afirmar, eu tentaria dessa vez. Tentaria confiar nela, nas palavras dela... Apesar do divórcio, das exigências feitas... Ela sempre foi a única garota em quem eu pude confiar... A única que mostrou uma entrega total aos meus braços, ao meu jeito de ser... A única mulher que tentou me entender, antes de julgar...

Ela esteve certa o tempo todo... Eu devia isso a ela.

-Esse lugar parece muito tranquilo pra se viver...

-E é, Asa...

-Vai ser bom para suas obras... Muito melhor do que a outra casa...

-Verdade...

-Kouyou?

-Fa-fala, Asami...

E quando ela encarou Kouyou com aquele sorrir tão lindamente suave, eu soube... Ela só quis ver se eu estava bem... Se eu havia encontrado mesmo minha parcela de felicidade... E eu desejei a ela, em segredo, toda a felicidade que lhe fosse permitida. Que um anjo também se aproximasse dela nessa vida... Que ele a amasse como eu nunca havia amado...

-Eu sinto inveja de você... Você fez tudo o que eu não pude... Cuide do meu Yuu... Tenshi...

Sorri...

Algo em Asami acalmou a angústia que mantive escondida... Talvez o fato de ela estar ciente do que se passa entre Kouyou e eu e não querer nada além da nossa felicidade... Descobri em Asami alguém com quem podia contar... Alguém para me mostrar que não preciso mesmo deixar meu passado no passado...

Ela podia fazer parte do meu futuro e me mostrar coisas que eu não sabia...


Podia me mostrar que eu devia confiar...

Notas finais
Oi, amores *A*
Tia Akita está de volta com mais um capítulo! Espero que tenham gostado desse, nee!! Mais um capítulo leve e sem muitos acontecimentos ruins pra ninguém...Só um aviso: não se apeguem à Asami... Eu sei que ela é tri foda, mas... Só pra vocês não sofrerem com o destino dela... *abraça a coitadinha* Q
AUHDIUAUIHUDHUIAHSUIDHAHUHDIHAUDH
Eu dou spoiler demais pqp... Vou calar a boca aqui u3u Falo mais nada não u3u Q UAHUIDHAUDSHASIUDHSAUIDHAS
Gente... MUITO obrigada pelos reviews maravilhosos! Amei cada um deles *A* Eles me inspiram a continuar! ♥ Obrigada de coração MESMO!! *AAAAAAAA*/
Bom... Acho que era isso por enquanto XD
Creio que vou poder voltar logo! Tenho uma boa margem de capítulos prontos! Na verdade... Só falta escrever um agora /RUN AUHSDIUHSHDUIHIUADUHUSA Então, se eu demorar, me batam virtualmente via twitter ou Mp e :D Q UAHSDUASUHDIUHAUDUHAUIHSDIUHSA
Até o próximo capítulo, nee ♥
2O12, ABRIL 28 @___akita