My Dear
4 School Days
Notas iniciais
Segui o meu caminho, não sabendo nem aonde ir. Já que ainda não conhecia nada ali. Tudo era sempre uma novidade.
– que drogaaaaaaa!!! onde é que eu estou??!!!!!!!!!!- gritava
– Nee.... pelo o visto já que vi você está muito perdido hein, koneko-chan? — falava um jovem rapaz de quase 17 anos.
– Ah... e-eu.... — corei com isso — Nossa ainda não dava para acreditar no ''apelido'' que aquele safado me dera agora a pouco.
– E-eeeeeeeeeeh??! nani?! quem é o neko chan por aqui?!! -Gritei.
– Você, ora essa! Sabe, agradeceria se saísse do meu caminho. tch. — o menino de cabelos dourados virou se de costas para mim
Com tal comentário, fiquei irritado, querendo avançar em cima da gola daquele desgraçado.
Mas ao invés disso, a única coisa que consegui fazer, foi ficar olhando fixamente para os meus pés por minutos, sem ao menos pronunciar uma só palavra.
E finalmente para quebrar aquele silêncio mortal entre nós dois, dei graças a deus que aquela franja o impedia de ver a minha face rubra. Tentei murmurar um mero pedido de desculpas embora, as palavras mal conseguiam sair da minha boca
– G-G-Gomn..nyassai....- falei rapidamente logo em seguida me curvando diante dele, apertando os olhos.
Não tinha certeza de que se havia ouvido certo,ou estava perdido em meus próprios pensamentos mas, acho que o ouvi pedir desculpas também.
– Gomen, Haruka.... — após murmurar algo o que parecia ser um pedido de desculpas, o loiro havia dado um sorriso amável e seguimos andando jogando conversa fora enquanto me mostrava os arredores da escola.
Devo admitir que fiquei impressionado com o tamanho daquela escola. Parecia um colégio interno, ou sei lá o que, mas era grande. Passamos os olhos na sala de aula onde iria estudar naqueles próximos dois anos. Não impressionado, mas surpreso e feliz ao ver que faria novos amigos e todo o ambiente era mais uma descoberta totalmente nova para mim. Enquanto continuava a sua narração FABULOSA sobre a St. Westminster high School.
– Bem, acho que já falei bastante... não acha? O que acha de irmos até a biblioteca? — disse apresentando ser bastante gentil
Hunf... eu que o diga. Nunca ouvi tanto blá blá blá sobre uma escola que tem mais de quinhentos anos e que foi construída perto de uma cerejeira que é mais velha que o meu falecido avô. Um tremendo saco!
Seguimos andando e subindo as escadas,enquanto eu ficava maravilhado com cada detalhe daquela '' masmorra estudantil ''. Se é que me entendem nee?
– Ah! é uma pena Haru-chan... Mas eu terei que ir agora... — disse indo em direção a sala do conselho estudantil.
– Hmm... tudo bem, a-arigatou....- disse tentando esboçar um meio sorriso, enquanto o via de relance descer as escadas apressadamente.
Próximo as escadas, vi uma sala amarela e fora dela através das portas, ecoava um som que nunca havia escutado antes. Encostei a minha cabeça em uma de suas paredes afim de conseguir escutar um pouco mais.
Seja lá quem estiver aí, possui uma grande habilidade com tal instrumento. — pensei por um instante e arrisquei empurrar a maçaneta da porta e ver quem estava ali dentro.
– shitsurei shimaasu... etto.... era v-você q-que.. d-digo quem estava tocando? — disse, adentrando naquela sala não sabendo nem para onde voltar a minha atenção de tantos instrumentos que haviam ali, vendo um piano de cauda clássico e nele seu condutor, a minha frente.
– a-ah... s-sim... — aquele jovem de cabelos ruivos levantou-se do banco e ficou olhando fixamente para mim.
Que droga. qual é a desse cara? Será que o chateei? Anda! vai seu idiota! vai embora! sai daí! — disse para mim mesmo indo em direção a porta.
– Nee.... c-chotto! Não vá!! — dizia o ruivo.
Não sabia se ficava feliz ou se saía dali correndo, pois estava com medo de que fosse caçar a mim no meio da noite para me matar, por te-lo interrompido.
– Nooooo!!! Muri muri muri muri muri muri muri!!!! — comecei a me encolher branco de medo
– Eh? — o jovem pianista permanecia imóvel sem entender nada do que estava acontecendo, por minha causa.
–Bem... já vi que estou atrapalhando... etto... Sumimaseeeeeeeen!!!! — disse isso em menos de uma fração de segundo correndo para qualquer lugar do campus. Mas antes de sair eu me dei conta de que estaria assustando o pobre rapaz sem ao menos nem saber o seu nome.
baka ka ore.
– Matte.... Onamae wa nan desu ka?!! — perguntei a ele.
Havia perguntando sem hesitar, se em volta daquela aura negra eu receberia ao menos, uma resposta.
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