My Dear
5 Ame no basuke
Notas iniciais
Andava pelo o campus a procura de algo para fazer naquele dia quente e ensolarado. Meus pés estavam cansados e suados.
– Kyaah!! Eu não consigo mais andar! — Após essa minha reclamação continuei o meu caminho até o clube de jardinagem. seguindo a trilha, avistando uma pequena casa de cristal, abri a porta cuidadosamente e sob passos silenciosos verifiquei se havia alguém por lá. Ninguém.
– Ah! Eu já sei !! — disse para mim mesmo animado andando até o clube de basquete Taikou que ficava também, no segundo andar.
Chegando lá, fui até a quadra. Sem fazer muito barulho, arrisquei jogar uma das bolas que estavam no chão acertando uma delas direto na cesta.
Thoof! — a bola havia feito uma enterrada perfeita dentro do aro.
– E cesta!! — dizia uma voz masculina ao fundo.
– E- eh?! — caí batendo o traseiro no chão gelado. Do nada, algo ou melhor, alguém havia surgido atrás de mim tomando meus braços gentilmente com um leve abraço e dando na mesma hora um impulso com a bola.
Levantei-me na mesma hora, e ao dar o impulso com a bola, rumo a cesta de três aros, deixei ela cair por um instante, ignorando o fato de que estávamos jogando uma meia partida de basketball . Saí disparando quicando a bola, parando na linha do centro, logo em seguida arremessando rumo a cesta.
– E cestaaaaaaaaa!!!!!!!!! Yay!!!! — comemorei o máximo que pude, pulando de alegria.
O ruivo que também estava com as bochechas vermelhas e arfando de cansaço, terminou vindo em minha direção e ficou me olhando por longos minutos. Bem,sendo franco,era tudo muito muito estranho, estarmos ali aquela hora da noite jogando como se estivéssemos numa competição regional. bem, não me culpe. Estou apenas supondo ok?
'' droga. vai seu idiota! fale alguma coisa!! '' — gritava para mim mesmo.
– etto... a-ano... — corava violentamente, perdendo-me naqueles olhos cor de âmbar, que estavam hipnotizando o meu outro eu.
Ah! aquele olhar misterioso.... sutil, mas misterioso. Não conseguia parar fita-los. nem um segundo sequer. Sentia como se estivesse em algum tipo de transe. Se eu pudesse, iie. Acho que não iria me importar em ficar ali somente admirando aqueles olhos lindos e brilhantes cor de âmbar... Eu estava perdido. estava? gyahh! acho que não faz muita diferença, já que eu me encontrava sem conseguir encontrar qualquer ponto, a não ser aqueles lindos... eu digo, eto.. aqueles lindos olhos brilhantes....
Eu tinha certeza de que já havia visto eles em algum lugar. nee... não só os olhos, mas esse rapaz por inteiro. Eh?? engoli a seco mas tem algo nele que me parece tão me familiar... embora não consiga lembrar de tudo ao certo. D-Doushite?
– e-etto.... a-acontece que... — enquanto tentava procurar as palavras certas para dizer para ele, senti o meu rosto esquentar um pouco, tornando cada vez mais e mais vermelho. Tentei desviar o meu olhar para baixo, querendo ser atingido por um raio para me matar o mais rápido possível. Ahhh!!!! Eu quero morrer.... porcaria!
Enquanto eu estava querendo me lançar na contagem regressiva rumo ao espaço sideral, ele havia tocado o meu rosto de tal forma, que nem eu mesmo sei como descrever.
– Ah! moou!! Eu quero morrer!! — gritei o mais forte possível a fim de poder descarregar um pouco. Enquanto gritava todas as coisas do mundo, eu senti um arrepio percorrer a minha espinha enquanto corava ainda mais. Me pergunto se existia um limite para a vergonha. eu sei lá. Só sabia que eu queria que se abrisse um buraco bem grande para eu me esconder.
Me esconder, enroscar-me igual a um caramujo.... nyaaaaah!!!! Estou dando graças a deus, que só ele sabia dos meus verdadeiros sentimentos, que só ele estava permitido a ver as minhas verdadeiras emoções. somente ele. mais ninguém. moo ii. ninguém mais! ninguém mais!!
– Não... Não... Não fique assim Haru-chan. Você é importante para mim... — Fiquei surpreso com aquelas palavras doces, lindas.
– A-ah... e-etto..... er... mas, quem é você? — lancei-lhe um meio olhar e tornei a desvia-lo para baixo, afim de querer sair dali o mais rápido possível, voltar pro dormitório e rezar para que aquilo fosse um sonho.
– Hmm.... entendo. Você não se lembra de mim... — ele disse desviando o olhar para qualquer outro lado.
– Eh? e-eu.... n-não.... — tentava me explicar mas parecia que não dava certo.
– Quer saber? Eu não estou com raiva.... — após dizer isso, ele lançara-me um imenso sorriso alegre, brincalhão.
Ufa.... ainda bem! Mas, afinal eu tinha feito algo de errado? Por que ele me parecia tão familiar? E ainda, em volta daquela aura não havia recebido nem meia, nem uma inteira resposta para minha triste pergunta.
kanashii ii....
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