My Clarity
2 Capítulo 2: Já era a hora
Notas iniciais

Meu quarto estava bem iluminado, mesmo com as cortinas fechadas os raios de sol adentravam pelas pequenas frestas em abundadâmcia. Provavelmente o dia lá fora esava tão lindo quanto aqui dentro.
Sorri me movendo sobre minha cama e meu sorriso apenas aumentou em vê-lo ao meu lado. Stefan dormia tão tranquilo quanto um anjo, tinha uma feição despreocupada como de um. Suspirei de leve e no mesmo momento eu o ouvi resmungar:
– Pare de me olhar!
Ri surpresa por saber que ele estava acordado.
– É romântico. – disse dando de ombros e ele negou com a cabeça, jogando um travesseiro sobre o rosto a fim de esconder o mesmo.
– Oh, não! Stefan! – tentei tirar o travesseiro e ele riu virando seu corpo e ficando sobre mim. Sorri alegre em ver seus lábios tão próximos aos meus. Stefan sorriu como criança e logo seus lábios cobriam os meus deliciosamente.
Seu corpo se jogou de lado para não ficar sobre o meu e suas mãos brincaram em meu corpo, deixando-me arrepiada dos pés a cabeça. Ouvimos batida na porta de meu quarto, mas ignoramos, nós dois aqui era mais emocionante e interessante.
– Elena!
Stefan quase caiu de susto, qundo quase o joguei imediatamente de minha cama.
Droga, Isobel!
– Elena, abra essa porta, garota! – Isobel gritava enquanto batia na porta com força.
Stefan e eu nos olhamos e aponto meu banheiro para ele, no mesmo momento ele agarra suas roupas caídas no chão e corre para meu banheiro, fechando a porta de lá o mais silencioso possível. Sinto uma adrenalina percorrendo pelo meu corpo.
– Elena, não está mais na hora de ficar na cama!
– Mãe! Calma! – grito impaciente e procuro vestígios de que Stefan estev algum dia em meu quarto. Quando não encontro nada, abro a porta vendo Isobel do lado de fora com raiva.
– Céus, garota! – ela entra no meu quarto pisando firme – Já são quase meio dia, você sabe que hoje os Mikaelson virão almoçar conosco!
– Oh, droga – resmunguei jogando minha cabeça para tras e fiz uma careta.
– É, Giuseppe quer todos esta manhã no almoço, ou pelo menos um dos filhos deles, ou uma das gêmeas e Jeremy! – ela disse, era como se fosse para representar ambos os lados de Giuseppe e Isobel.
Minha mãe abriu as janelas de meu quarto, enquanto recolhia algumas de minhas roupas largadas sobre a poltrona avermelhada.
– Espero que você fique apresentável, Elena. – ela diz revirando seus olhos e faço o mesmo – Pelo que sei, Esther e Mikael trarão Elijah e Kol
Eu conhecia bem os Mikaelson. Kol e Rebekah já quase faziam parte da família, viviam aqui em nossa casa. Também conhecia Elijah e Klaus, mas minhas conversas com eles jamais passaram de um Oi educado.
– Por quê? – pergunto curiosa e cruzo meus braços, torcendo para que minha mãe não queira entrar no banheiro.
– Eles estão trabalhando com Mikael na empresa, a qual Giuseppe se aliará em breve. – sorriu risonha e abriu meu closet – Bem, está calor, que tal o vestido...
– Mãe, eu sei me arrumar sozinha, okay? – digo ficando a sua frente para que ela não mexa em nada do me closet.
– Tudo be, só fique apresentável, Elijah está solteiro, querida. E Klaus também. – sorriu maliciosa e assustei.
– O quê?
– Olha, seria uma vantagem, querida, eles são ricos. – ela falou sorrindo feito uma louca.
– Mãe! – desacreditei em sua atitude e implorava para que Stefan não tivesse escutando – Olha... Isso é como se você estivesse me vendendo!
– Não! – falou alto – Isso é pensar no futuro de minha filha! – sorriu de lado e revirei meus olhos – Não vou mais te atrapalhar, vá se arrumar e não se esqueça de sempre sorrir, okay?
– Mãe! – exclamei novamente e ela riu enquanto saia de meu quarto – Caroline virá para ficar comigo! – digo em voz alta e ela concorda fechando a porta de meu quarto.
Corro até a porta e a tranco sentindo uma raiva de minha mãe por aquelas palavras.
– Ah, então quer dizer que você e Elijah, ham? – escuto Stefan dizendo.
Ele estava entre o banheiro e meu quarto. Já vestido com uma calça jeans e camiseta branca. Reviro meus olhos enquanto ele ri.
Stefan e eu já estávamos juntos há uns... 2 meses. Estávamos escondendo isso de Giuseppe e Isobel desde então. Estávamos apenas criando coragem para contarmos a eles.
– Oh, não diga besteiras, por favor! – imploro caindo com meu corpo sobre minha cama – Elijah é um chato!
Stefan ri e em seuida vem até a mim.
– Não acha que devemos contar a eles? – pergunta com uma cara descontente. Respiro fundo e olho para minhas próprias mãos. Confesso que tinha medo de Isobel e Giuseppe, afinal eram eles quem me sustentavam e pagavam minha faculdade.
– Vamos esperar mais um pouco, só até o fim do mês.
Vejo Caroline me esperando nos pés das escadas da minha casa, ela ria descontroladamente enquanto conversava com Alexia. Katherine descia comigo enquanto dizia sobre o almoço de hoje. Ela estava ansiosa, pois Isobel tinha lhe dado a esperança de fisgar algum dos Mikaelson. Como melhor amiga de Rebekah, Katherine vivia na casa dos Mikaelson, já estava conquistando uma espécie de amizade com Elijah. Fim do plano A de Isobel: Elijah e eu. Agora início do plano B: Kath e Elijah. Fiquei aliviada, minha mãe sabia ser convinvente quando queria, não duvidava nada dela colocar na cabeça de Elijah que formaríamos um belo casal.
– E então, como anda seu romance com nosso irmãozinho? – pergunta Kath de repente e reviro meus olhos.
Kath não foi a primeira a descobrir sobre Stefan e eu. Claro, o primeiro foi Damon, já que Stefan não sabe dar um passo sem contar ao irmão. Em seguida Kath flagrou-me saindo no meio da noite do quarto de nosso irmão. E no dia seguinte, Alexia e Jeremy flagraram Stefan e eu aos agarros no jardim. Por sorte, Giuseppe e Isobel estavam passando o dia fora, pois o grito da loira de assustar. Stefan e eu não soubemos ser muito discreto, com exceção na frente de nossos pais.
– Agora não é hora, Katherine. – digo frustrada e ela ri enrolando seu caicho nos dedos.
– Deve ser legal, é como um romance secreto e proibído. – sorriu esbaldando sensualidade e acabei por rir, fazendo Caroline e Lexi nos notarem.
– Ah, gêmeas Gilbert! – exclamou Alexia com raiva – Finalmente! Bem, agora preciso ir, Care! Divirta-se com esse almoço entediante!
– Opa, você não vai ficar? – pergunto incrédula e Alexia riu jogando a alça de sua bolsa sobre seu ombro direito.
– Até parece! Tenho um almoço com meu chefe. – sorriu maliciosa.
Alexia era formada em jornalismo e hoje trabalha como tal numa revista de moda. Ela adorava seu emprego, principalmente quando se trata de seu chefe, o qual ela acha magnífico.
– Você não se decide, hein! – resmunga katherine – Não sabe se quer Kol ou o chefão gostoso!
– Olha só, falou a quem da em cima de Elijah e de Klaus ao mesmo tempo. – disse Alexia já partindo.
– Só estou garantindo meu futuro, cara irmãzinha! – diz Kath em bom tom e Caroline ri.
Depois daquilo, fomos nós três para o escritório de Giuseppe. Onde já estava o encontro ds Mikaelson. Esther e Isobel conversavam de bom agrado, ambas sentadas no sofá largo de cor neutra, com taças servidas de alguma bebida. Giuseppe e Mikael ambos de pé a frente da lareira. Giuseppe aproveitava a oportunidade para fumar um charuto, coisa que Isobel odiava, mas ele sabia que ela jamais causaria uma discussão a frente de pessoas tão importantes como os Mikaelson.
E de pé proximos a janela estávam Klaus e Elijah Mikaelson, conversando entre si, tranquilos. Vi Katherine sorrir em vê-los.
– Oh, aqui estã elas! – diz minha mãe esticando suas pernas e ficando de pé naquele momento – Queridas, estes são Esther e Mikael! – ela os apresenta a nós.
– Oh, mamãe, eu já os conheço. – diz Katherine indo de encontro a Esther – É um prazer reencontrá-los, senhor e senhora Mikaelson.
Minha irmã sorria com sensualidade, era claro, para impressionar Elijah ou Klaus, tinha que começar pelos pais.
– Katherine e Elena são as filhas mais velhas de Isobel. – diz Giuseppe sorrindo o mínimo possível – Katherine, como vocês já devem saber está no ultimo ano de Neurocirugia.
– E Elena está cursando engenharia. – diz Isobel contente. Minha irmã e eu sorrimos. Vi Elijah olhando para Kath, ambos trocaram olhares e sorrisos.
– E esta é minha amiga, Caroline Forbes. – digo pela primeira vez alí – Fazemos faculdade juntas. Car, estes são Klaus e Elijah Mikaelson, são irmãos de Kol e Rebekah. – digo, pois Caroline já conhecia os irmãos Mikaelson mais novos.
– Oi. – disse minha amiga, acanhada – É um prazer conhecer a todos vocês.
– O prazer é todo meu. – diz Klaus com um sorriso que me deixa incrédula.
Pela janela totalmente aberta, vejo Damon saindo de seu carro. Trajado de negro e com óculos de sol. Pela sua expressão, Giuseppe teria lhe obrigado a participar deste almoço, já que Stefan estava numa entrevista importante. Não demorou muito até que Damon já entrava no escritório, cumprimentando os Mikaelson educadamente.
Durante o almoço, Mikael e Giuseppe foram obrigados pelas esposas a não tratarem assuntos da empresa na mesa. Klaus e Damon nutriam uma conversa divertida ao meus olhos, já que ambos riam, mesmo com os olhares do loiro de sotaque sobre minha melhor amiga, a qual conversava comigo, ou tentava conversar sob os olhares nada discreto do Mikaelson. Elijah e Katherine já pareciam amigos de longa data, e minha mãe e Esther conversavam como duas damas da alta sociedade.
DOIS DIAS DEPOIS
– Não caia na dele, Caroline! – digo irritada, com o celular sobre minha cama, lendo ao mesmo tempo o livro que fui instruída a ler na faculdade.
– Oh, Lena, é impssível! – ela diz afobada, estava correndo na sua esteira – Você já ouviu aquele sotaque? Por céus, somente aquilo já me deixou excitada!
– Oh meu deus! – exclamo e a ouço rir alto. Minha amiga era uma ninfomaníaca, tarada e não podia ficar uma semana sem um cara, nem duas semanas com o mesmo cara.
– Ah, o que tem de mais? Só quero dar uns pegas, Lena, não vai passar disso.
– Eu sei, eu te conheço, mas... – suspiro pesado e largo o livro sobre a escrivaninha ao lado de minha cama – Klaus é um pouco perigoso, entende?
– Ah, Elena, por Deus! Vai me dizer que ele é um assassino em série? Oh, não! Espere, ele é um vampiro? – dramatizou me fazendo revirar os olhos – Ele me convidou para um jantar com ele amanhã, o que acha?
– Olha... Você já é bem grandinha, já sabe o que faz. – digo. Não gostava de Klaus, ele era como Damon, galinha e aproveitador de garotas puras. Mas uma coisa que Caroline Forbes não era e já fazia muito tempo era pura. Minha amiga, desde seus 12 anos quando começou a se interessar por garotos e conheceu o poder da maquiagem, ela não se aquieta com um namorado. Caroline não era bem uma puta, como dizem por aí, ela sabe muito bem se controlar.
– Mas depois que você aparecer com mordidas no pescoço, não venha me dizer que não avisei! – ela riu alto e acabei relaxando um pouco.
– Olha, vou ter que desligar, meus pais chegaram e iremos jantar fora. – ela diz e escuto a esteira sendo desligada. Minha amiga considerava a aparência o bem mais importante em sua vida – Amanhã e te ligo e você me dá mais detalhes sobre seu romance com seu irmão
– Ele não é meu irmão, Caroline. – resmungo com raiva e ela ri d outro lado, ficando em silêncio. Sabia que aquele silêncio significava alguma coisa.
– Você não acha que já está na hora de vocês contarem, Lena? – diz com cautela e suspiro levemente.
– É melhor esperarmos mais um pouco, Car.
– Hm, você quem sabe. Vou indo, amiga! Até amanhã!!
– Até amanhã. – pego meu celular e desligo a ligação de Caroline
Eu sabia que precisavamos contar logo aos nossos pais. Era horrível ter de encontrar Stefan quase em todas as manhãs se poder tocá-lo, ou nem mesmo lhe dizer o quanto o amava. Mas sofreríamos oposição de nossos pais, eu tinha a certeza.
Escuto duas batidas na porta e logo em seguida Stefan entra com um olhar intrigado. Sorri sentando-me melhor na cama e foi como uma permissão para ele entrar logo. Assim ele faz e vem de imediato até a mim. E estava morrendo de saudades dele.
– Stef, senti tanta sua falta. – digo já em seus braços e o escuto rir baixo.
– Eu também, meu amor. – diz suspirando chateado. Ele beija minhas mãos e em seguida contorna seus braços em minha cintura.
Seguro em seu rosto e selo meus lábios nos seus. Queria ficar assim com ele o máximo de tempo possível. Era como se apenas aquilo fosse importante para mim.
– Eu tive uma ideia, Elena. – ele disse afastando seus lábios dos meus. Fiquei triste com o vazio em minha boca, mas sorri para ele – Iremos passar o final de semana juntos.
Fico assustada com suas palavras. Mas Stefan parecia estar falando muito sério. O máximo que já tinhamos ficado juntos era por uma noite, ou em meu quarto ou no dele. Stefan sorriu largo.
– Como assim? – resolvo perguntar e suas mãos acariciam minhas costas por de baixo de minha camiseta rosada.
– Minha mãe tinha uma casa bem no campo, iremos até lá neste final de semana, o que acha?
– Uow! É uma ideia maravilhosa! – digo alegre e o vejo sorrir mais – Eu vou adorar, amor!
– Bem, mas será uma longa viagem até a casa, tudo bem para você?
– Não! Sem problemas! O mais importante é que ficaremos juntos por todo um final de semana, Stef! – eu o abraço novamente – Mas o que diremos aos nossos pais?
– Bem, Erik pensa que passarei o final de semana com minha família – ele diz sorrindo de lado, Erik era seu treinador – e nossos pais acham que passerei o final de semana treinando na Pensilvania!
Ri maravilhada pela sua ideia – Bom, eu posso dizer que passarei o final de semana com Caroline, não vejo problemas. – dou de ombros e ele concorda. Em seguida me beija.
Stefan derruba meu corpo na minha cama e suas mãos agora são apoios para seu corpo não pesar sobre o meu. Sinto borboletas dentro de mim quando nossas pernas enroscam-se uma nas outras.
Eu estava tão dliciada com Stefan que por alguns minutos me esqueci de checar se tudo estava certo a nossa volta, e por esse descuído de minha parte, Stefan quase caiu ao chão quando nos assustamos com o grito de Isobel, desesperada na porta de meu quarto.
– Não! Não! – ela gritava horrorizada. Suas mãos estavam agarradas aos cabelos enquanto suas pernas pareciam que dobrariam alí.
Stefan já estava de pé a frente de minha cama. Nós dois nos olhamos horrorizados e com medo.
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