My Clarity
3 Capítulo 3: Telhado & Festa
Notas iniciais
– Isso é uma barbaridade! – berrou Giuseppe batendo seus punhos com força sobre a mesa. Stefan permaneceu firme ao meu lado. Meu corpo deu um leve tremor de susto. O rosto de Giuseppe era de assustar, enquanto Isobel caminhava de um lado para o outro no escritório.
O pai de Stefan estava logo atrás da grande mesa, com seus olhos revoltados sobre nós.
– Vocês são irmãos, o que diabos deu na cabeça de vocês?! – gritou Isobel com raiva.
– Elena não é minha irmã! – esbravejou Stefan com raiva também.
– Não estávamos fazendo nada de mais, se formos ver por um lado. – digo encolhendo meus ombros e vejo Isobel rir com amargura.
– Nada de mais, Elena?! – volta-se até nós e suas mãos agarram meus braços, me deixando assustada – Vocês foram criados juntos, eu sou mulher de Giuseppe, pai de Stefan, eu o considero como um filho, e Giuseppe considera a ti como filha! Imagina realmente que não há nada de mais?
– Stefan, é imaturo de mais para entender o quanto isso prejudicaria a sua carreira? – Giuseppe cospe as palavras – Imagine como prejudicaria a minha carreira?
As mãos de Isobel finalmente me largam e ela anda até onde Giuseppe esbraveja com o filho. Stefan fica silencioso, abaixando seus olhos até o chão, pareceu por alguns instantes ficar arrependido. Sinto um aperto dentro de mim e só espero que tenha sido uma mera impressão.
– Se a mídia descobre que meus filhos andam cometendo esse tipo de coisa em baixo de meu teto, imagine quantos sócios eu perderia parceria, Stefan? Imagine quantos patrocinadores lhe deixariam para trás? Já pensou nisso, Stefan?
Stefan ficou em silencio novamente. Nego frustrada.
– Vocês acabarão com isso – diz Giuseppe e seu corpo cai sobre a cadeira. Meus olhos se arregalam.
– Vocês não podem fazer isso, nós já somos adulto o suficiente para sabermos o que fazer! – esbravejo com raiva.
– E nós ainda somos seus pais! – diz Isobel em voz tolerante – Nós ainda bancamos vocês! Nós somos donos dessa casa, isso já é o suficiente ou pretende dizer mais alguma coisa, Elena?
Nego nervosa e afasto-me de lá pisando firme. Abro a porta e não me assusto com meus irmãos do outro lado, ouvindo tudo com olhos arregalados. Exceto por Damon que nem estava aqui, o que não era de se esperar, já que era sexta feira.
Subo correndo para meu quarto, implorando no caminho para que as lágrimas esperem até eu me trancar lá. E assim elas fazem e assim eu faço. Tranco-me no meu quarto, a tempo de ouvir Alexia vindo atrás de mim e chamando pelo meu nome. Eu a ignoro e apenas me jogo sobre minha cama, começando a chorar feito criança.
Quatro malditas semanas já haviam se passado desde aquele horrível dia. Stefan e eu pouco nos víamos, o grande motivo era que Isobel e Giuseppe pareciam viver colados em nossos pés. Stefan também estava mais ocupado do que nunca, pois um grande torneio muito importante estava para começar e as classificatórias já estavam rolando. Eu também andava muito ocupada, era o ultimo semestre da faculdade, muitas coisas estavam por vir, eu não podia simplesmente largar tudo para ficar trancada em meu quarto chorando pela oposição de Giuseppe e Isobel, nem muito menos ficar agindo como uma adolescente rebelde que queria namorar. Uma coisa eu tinha de admitir, enquanto eu vivesse as custas de Isobel e Giuseppe, tinha de seguir as regras deles.
Além do mais, Stefan parecia levar em consideração o que nossos pais disseram naquela noite em que nos descobriram. Não sei o que pensar a respeito disso, Stefan podia estar ocupado de mais ou realmente estava me ignorando. Preferi me iludir que Stefan estava ocupado de mais.
Era aniversário de Lexi hoje e a mesma não quis uma simples festa como tivemos na noite em que Stefan e eu nos declaramos, ela preferiu badalar – não foi de se surpreender. Isobel quis interferir achando melhor uma festa em nossa casa, mas ao contrário de Stefan, Alexia tinha suas próprias decisões e não era comandada pelos pais.
Quanto mais eu pensava que Stefan e eu só estávamos assim por causa da oposição de nossos pais, mais eu pensava que Stefan poderia me ligar de vez em quando. Ele poderia me mandar um sms as escondidas. Estamos no século XXI, qual é a dificuldade disso?
– Você está bebendo de mais, não acha, Lena? – perguntou Caroline, preocupada.
Joguei a bebida para dentro de minha garganta e continuei encarando Stefan – divertindo-se com Rebekah e Kaherine. As luzes coloridas iluminavam de um lado para o outro no salão onde a balada ocorria ao som de uma música irritante e eletronica.
– Não é patético, Care? – digo frustrada e ela me olha ainda preocupada – Stefan pouco se importou com que houve! E lá está ele, agindo naturalmente com tudo que aconteceu.
– Elena...
– Não precisa ter pena de mim, okay?
Eu conhecia aquele olhar de Caroline Forbes, ela estava com pena. Aposto que queria dizer que meu relacionamento sempre seria algo errado, Stefan e eu éramos irmãos.
– Não sou obrigada a viver assim. – digo com raiva e ela me olha assustada.
– O que você fará, Elena?
Deixei Caroline falando sozinha e me direcionei na direção de Stefan. Estava com raiva, tinha que tirar aquilo a limpo. Num dia estamos jogando flores e pensando no futuro, no outro ele simplesmente age como se realmente fôssemos irmãos.
Quase perco o equilíbrio enquanto passo entre os amigos e conhecidos. O mundo gira a minha volta e me equilibro na primeira pessoa que encontro.
– Olha só o que vejo aqui: — ótimo, só podia ser ele mesmo – Elena Gilbert caindo de bêbada.
– Não enche, Damon! – eu me afasto dele e quase caio para trás. Damon me segura com seus olhos arregalados. Suas mãos ficam presas na minha cintura e me vejo bem próxima a ele – Agora você pode me soltar.
– Você quem está me segurando, Leninha. – ele diz com aquele sorriso cafajeste nos lábios.
Percebo que minhas mãos estão nos ombros de Damon, enquanto ele, apenas me segura por gentileza. Eu o solto de imediato. Vejo Stefan abraçado a Rebekah. Sinto meus olhos marejados de raiva.
– Elena, melhor não. – Damon chama. Percebo que eu já estava quase avançando nos dois.
– E você quer que eu faça o que, Damon? – eu falo com raiva e sinto meus pulsos se contraírem. Damon suspira e segura meus ombros.
– Que tal se divertir?
– Eu quero sair daqui.
Damon me deu um sorriso de lado. Eu sabia que ele estava aprontando algo, conhecia esse sorriso há mais de dez anos. Ele me estende a mão e sinto que se eu a segurar, estarei dando a mão para o diabo. Mas o que tem de mais viver um pouco do pecado?
Joguei minha cabeça para trás enquanto movia meu corpo no ritmo da música no lugar. Não me importei se dançava escorando nos outros, apenas dançava como se nada a minha volta estivesse acontecendo.
Bebi novamente a bebida em minha mão e vi Damon com uma garota nos braços. Ela dançava horrivelmente com seu corpo colado no dele. Ri da cena, Damon deveria estar muito bêbado para não perceber que a garota dançava muito mal.
Ele me pegou olhando para ele e sorriu de lado. Retribui o sorriso erguendo minha bebida no ar, como se brindasse por qualquer que fosse o motivo. Ele largou a garota – novamente eu ri da cena, pois a loirinha fez uma careta e tanta – e veio na minha direção dançando com seu corpo de uma forma lenta e sensual.
Damon estava com alguns dos botões de sua camisa aberta e pude ver parte de seu peitoral. Sempre soube que Damon era belo, mas eu queria ver melhor.
– Esse sorriso e de quem está se divertindo! – ele acusou, sua voz teve de gritar para que eu escutasse bem.
– E esse sorriso é de quem está flertando comigo, Salvatore! – eu acusei, também gritando para ser escutada. Ele riu e vi suas mãos grudando na minha cintura.
– E está funcionando?
Deixei minha bebida cair no chão e não me importei. Ri junto com Damon e me envolvi na sua dança. Por hora estava me esquecendo totalmente de Stefan, só queria me divertir.
Quando menos dei por mim os lábios de Damon encostaram nos meus e me senti perdida nos sabores de sua boca. Eu o agarrei. Damon beijava muito bem e melhor que Stefan. Tive seus lábios por apenas mais alguns segundos, logo Damon me olhava maravilhado. Sorri sapeca, por que eu nunca tinha o beijado antes?
– Por que isso agora? – pergunto.
– Quando costumo ficar bêbado sempre faço minhas vontades e sou totalmente sincero.
– Então sua vontade é me beijar? – pergunto, surpresa e ele ri de acordo.
– Sempre foi, Leninha. Sempre foi.
E me beijou novamente. Não recuei, apenas aceitei e transformei aquele beijo em algo mais necessitado.
Eu não queria largá-lo e quando percebi já estávamos no telhado da boate. Era vazio e ainda dava para ouvir a música lá de baixo. Damon com suas mãos em minha cintura, começou as descê-las para minhas coxas. Eu não resisti, estava com vontade de ver o que aquela camisa escura escondia.
Sorri quando vi Damon sem camisa, ele tinha músculos e que músculos. Deu água na boca em vê-lo, assim como Damon ficou salivado quando retirou meu vestido. Não demoramos muito mais e nos entregamos alí mesmo.
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