My Bulletproof Heart
45 44-Just protecting you
Notas iniciais
Esse capítulo ficou meio que enrolação... Ou não também, né. Sei lá. De qualquer forma, o próximo será mega importante. Infelizmente, eu ando trabalhando em uma outra one que é meio importante (mas que eu não pretendo postar aqui), portanto, não sei quando vou postar o próximo. Se tudo der certo, eu escrevo umas partes no meu caderno enquanto os professores não estão olhando -qn
Enjoy!
–M-minha mãe? – gaguejei. Ele assentiu, sombriamente. Fechei os olhos, tentando manter a calma. Abri-os novamente. Gerard estendeu-me o telefone. Peguei-o cautelosamente e atendi o telefone com a voz trêmula.
–A-alô?
–Ah, Frankie! Graças a deus você está bem! Eu estava tão preocupada! – sua voz era normal. Lancei uma cara feia para Gerard, que rolava de rir.
–Espera só um minuto. – pus o telefone na cama e me virei para Gerard – VOCÊ TEM PROBLEMA?! EU QUASE TIVE UM ATAQUE CARDÍACO! ACHEI QUE TINHA ACONTECIDO ALGUMA COISA COM ELA! SEU INFELIZ!
Ele ainda ria. E bastante.
–Ah, vá pro inferno. – estreitei os olhos e peguei o telefone novamente – O que quer? – perguntei, com a voz fria.
–Por favor, meu bem... Volte para casa... Eu sinto muito por tudo que aconteceu, mas eu sinto sua falta, Frankie... Por favor...
–Não, mãe. Eu não vou voltar para a casa onde o Zacky está.
Seguiu-se um silêncio aterrador. De repente, ouvi minha mãe soluçar baixinho.
–Eu... Eu terminei com ele.
–Oi?!
–Você ouviu. Eu terminei com ele. Qualquer um que magoa meu próprio filho não merece ficar comigo.
Senti uma onda de gratidão por minha mãe me atingir e um sorriso começou a brincar em meus lábios. Gerard automaticamente franziu a testa e parou de rir. Ele fez uma cara indagadora, como se quisesse saber o que havia acontecido. Ignorei-a e perguntei à minha mãe, com a voz fraca:
–S-sério? Você fez isso por m-mim?
–Claro, oras. Antes de qualquer coisa, você é meu filho e eu não quero te ver triste, muito menos longe de mim.
–Ah, mãe... Obrigado... Eu não deveria ter saído de casa, eu sinto muito...
–Não tem problema, meu amor. Vou deixar você dormir, mas amanhã volte para casa, por favor. Sinto muito a sua falta...
–Eu também sinto sua falta, mãe... – murmurei.
–Boa noite, meu bem.
–Boa noite. – desliguei o telefone. Gerard voltou a me lançar o olhar indagador e eu simplesmente sorri – Ela terminou com Zacky.
Ele arregalou os olhos.
–Sério? Ah, isso é ótimo! – ele sorriu.
–Vou embora daqui amanhã.
Ele pareceu comemorar.
–Graças ao bom deus!
Arqueei uma sobrancelha.
–Não que eu não goste de ter você aqui... – emendou ele – Mas é só que...
–Tá, tá. Já entendi. – falei, rindo – Eu também me sinto assim.
Ele suspirou, aliviado por não ter começado outra briga.
–Gee, é melhor nós irmos dorm... – o telefone tocou novamente. Gerard bufou e se esticou para pegá-lo, mas eu não deixei e atendi eu mesmo.
–Alô?
–Oi... É da casa do Gerard? – perguntou uma voz feminina levemente enjoada.
–Er... É sim... Quem quer falar com ele? – perguntei, tentando fazer minha voz soar o mais agradável possível.
–Diz pra ele que é a Lindsey...
Arregalei os olhos e lancei um olhar venenoso em direção a Gerard.
–Que foi? – indagou.
–Adivinha quem é? – falei, com igual veneno na voz – Seu amorzinho, a Lindsey.
Gerard franziu a testa.
–Pra que raios ela ligou? Eu lá quero falar com ela?
–Pelo visto quer. – sibilei, entregando o telefone.
–Alô? O que que é, Lindsey? Você o que... ? – ele ficou em silêncio por uns bons 30 segundos a partir daí e, de repente, recomeçou a falar – Ah... Obrigado por entender... Sim, aquele era o Frank... – ele riu – Obrigado! E... Ok, nos vemos amanhã. Até.
–O que ela disse? – perguntei.
–Pediu desculpas pelo comportamento dela... E entende que, se nós estamos em um relacionamento, ela deve respeitar isso. Ah, disse também que sua voz é fofa. – corei um pouco ao ouvir isso. Nunca fui bom com garotas – E nós vamos nos encontrar amanhã.
–Vocês vão o que?!
–Nos encontrar amanhã. Jesus, Frankie, é só um encontro amigável! Não vai rolar nada!
–Aham, sei. – murmurei, virando para o outro lado e me cobrindo – Boa noite, Gerard.
–Frankie, deixa disso, você sabe que eu te amo e não vou te trocar!
–Tá.
–Frank! Olha pra mim agora! – seu tom era autoritário. Estranhei seu comportamento e me sentei na cama, encarando-o – Por que você está tão inseguro? Ela é só uma amiga! Ok, nós já namoramos, mas isso faz tempo, meus gostos mudaram desde então! Antes eu gostava de meninas gostosas e sem cérebro, mas agora eu gosto de baixinhos irritantes, ciumentos e com uma certa tendência a desastres! – corei com sua descrição de mim, mas isso não derrubou minha muralha de ciúmes.
–Aham.
Ele suspirou.
–Por favor... – seus olhos eram pedintes – Acredite em mim.
–Em você eu acredito, mas na Lindsey... Nem tanto.
–Eu juro que não vai acontecer nada entre nós!
–Você não entende, não é? Eu não posso perder mais uma pessoa!
–Eu... Espera aí, mais uma?!
Mordi meu lábio inferior. Eu já estava falando demais.
–Ah, quer saber? Eu acredito em você. Se você diz que não vai me trocar é porque você não vai me trocar. Boa noite, Gee! – virei-me novamente e fingi dormir. Ele suspirou e puxou minha coberta para baixo lentamente.
–Frankie... Fala logo. O que você quis dizer com isso?
–Nada!
–Eu te conheço, Frank. Fala logo o que é.
–N-não!
–Por que não?
–Porque dói lembrar disso, ok?! – gritei sem querer, sentando-me na cama.
–Acha que foi agradável contar sobre meu passado para você? Pois saiba que doeu mais do que tudo na vida, mas eu fiz isso mesmo assim porque eu confio em você. Eu me abri com você! Seria ótimo se me fizesse o favor de fazer o mesmo!
–Eu... Eu não posso, Gee. Sinto muito, mas está além da minha capacidade...
–Não, não está! Você não quer contar, é diferente!
–G-Gee... É muito difícil...
–Não foi fácil para mim também... – ele se sentou ao meu lado – Por favor, pelo menos tente... Eu te imploro... – senti seus dedos afastarem a franja de meus olhos. Suspirei profundamente e acabei consentindo.
–Ok, eu vou te contar o que houve. Mas peço que ouça até o final e que não me interrompa. Pode ser?
–Claro, tudo o que você quiser! Mas só se me prometer contar tudo mesmo e não esconder nenhum detalhezinho.
–Claro, eu prometo.
–Então tudo bem. – ele deu de ombros. Suspirei mais uma vez e comecei meu relato.
Notas finais
E eu trollando vocês né, masok.
Enfim, como vocês notaram, capítulo que vem eu conto a história do Frankie *u*
(E a Lindsey aparece no finzinho do próximo também, caso alguém esteja sentindo falta dela. Acredito que ninguém esteja sentindo falta dela, mas né... -q)
Beijo :3
Fale com o autor