Notas iniciais
ESTOU A UMA SEMANA SEM POSTAR E SÓ LEMBREI DISSO HOJE!
FFFFFFFFFFUUUUUUUUUUUU (:
Desculpa, desculpa, desculpa meeeeeeeesmo! Eu ia postar no fim de semana, mas esqueci a folha onde eu escrevi o capítulo lá na escola, dentro do meu armário! Pra completar, hoje eu cheguei em casa e descobri que eu tinha perdido METADE do capítulo e fiquei mega puta!
Enfim, desculpa mesmo a demora, fiquei me sentindo mal :(
Enjoy!

–Eu sempre fui um garoto mimado pela minha mãe, mas eu era mimado na medida certa, pois, diferente de minha mãe, meu pai gostava de me ver trabalhar para conseguir o que eu queria. O resultado disso foi uma mãe amorosa e um pai exigente.

“Trabalhei pra caramba para conseguir o amor de meu pai e, como não pode ver, não consegui, mesmo após mais de 12 anos. De qualquer forma, convivi com ele e não reclamei disso. Continuei me esforçando e meu pai continuou exigindo mais e mais. Mas essa não era a pior parte... Algumas vezes, ele voltava bêbado para casa e...”.

Lágrimas se formaram em meus olhos. Assisti Gerard assumir uma expressão de dor ao ver o rastro molhado em meu rosto. Suspirei fundo e tentei continuar, ainda que com a voz trêmula:

–Lembra-se da criança que você viu em um dos porta-retratos em minha casa e que você constatou que fosse eu mesmo mais novo? – ele assentiu – Pois é... Não era eu... Era... – solucei – Era meu irmão mais novo.

Ficamos em silêncio por muito tempo. Gerard estava com a boca levemente entreaberta por causa do choque. Eu ainda tentava descobrir o que eu sentia naquela hora. Era a primeira vez que eu relatava isso a alguém.

–P-por que eu nunca o vi? – indagou Gerard.

–Ele morreu.

Gerard arregalou os olhos. Fiz um gesto de conformação. Já havia passado tanto tempo, mas ainda doía como se fosse recente. Ele gaguejou alguma coisa sem nexo, respirou fundo e tentou falar. Mesmo após respirar fundo, sua voz continuava entrecortada pela suposta vontade de chorar:

–Eu... Eu sinto muito, Frankie...

–Não é culpa sua. – dei de ombros – O nome dele era James... Era um amor de criança. – afastei as lágrimas que teimavam em cair – Eu... Eu o amava muito mesmo, mas... U-um dia, meu pai voltou para casa bêbado... E j-jogou o Jimmy para a pared-de... Ele bateu a cabeça e p-perdeu muito sangue... Teve traumatismo c-craniano... Eu t-tinha só o-oito anos... E ele tinha c-cinco. – a este ponto, eu já chorava livremente. Acalmei-me um pouco e continuei.

“Desde esse dia, parei de tentar agradar meu pai e me tornei o que sou hoje. Na sexta série, as coisas pioraram e minhas notas afundaram. Foi aí que procurei Markus pela primeira vez e... Bom... Você pode imaginar o que aconteceu, não é? Após um tempo, me afastei dele, pois meu pai já não passava mais tanto tempo em casa e, por isso, não tinha tempo para exigir muito de mim. Além do mais, encontrei Bob e Ray e nos tornamos amigos. Voltei a me drogar recentemente, quando meus pais se separaram e, bom, só parei porque você pediu. De qualquer forma... Agora sabe o que eu passei. Agora sabe por que gosto tanto do seu irmão... Ele me lembra muito o Jimmy... O mesmo jeito fofo e infantil... O mesmo sorriso doce...”.

Ri baixinho ao pensar em meu irmãozinho e suspirei. Gerard ainda estava atônito e sem palavras. Cutuquei-o levemente, chamando sua atenção.

–Gerard?

–Sinto muito.

–Eu... Pelo quê? – franzi a testa.

–Por te tratar tão mal no início.

–Que isso, você tentou ser legal, eu que não fui um dos melhores colegas do mundo. – dei de ombros. Gerard virou seu rosto em direção a mim e sua fisionomia era cheia de dor e mais algum sentimento que não consegui identificar.

–Eu não fazia ideia do quanto você tinha sofrido...

–Ninguém fazia ideia disso, Gee. Ninguém sabe do que eu passei... Só minha mãe, é claro. Mas nem ela sabe da história completa, eu acho.

–É horrível... Ninguém deveria ser obrigado a passar por uma coisa dessas...

–Concordo. Infelizmente, eu não escolhi ter a vida que eu tenho. O máximo que eu posso fazer é tentar melhorá-la e... Devo dizer que você está ajudando bastante nisso. – dei um sorrisinho de lado que ele não retribuiu. Estava chocado demais. De repente, Gerard engatinhou até a minha cama e me abraçou protetoramente.

–Deixa eu te proteger, Frankie. É só isso que eu lhe peço... Por favor... Deixa eu proteger você...

Retribuí o abraço com força e não respondi.

Ele já sabia minha resposta.

–Boa noite. – beijei sua testa e ele afastou minha franja de meus olhos.

–Boa noite, Frank. – dito isso, ele subiu para a própria cama e afundou a cabeça no travesseiro. Fiz o mesmo, apagando poucos minutos depois.

–X-

POV Gerard

Ao ver que Frank já dormia profundamente, levantei-me, sem fazer barulho algum, fui em direção à porta e abri-a. Bati levemente na porta do quarto de Mikey, ouvindo um entre. Encontrei o baixinho deitado na cama, lendo um livro que aparentava ser da escola. Revirei os olhos discretamente. Quem estudava a essa hora da noite?!

–Ger? – surpreendeu-se ele, e com razão, afinal, eu nunca entrava no quarto dele – O que está fazendo aqui?

–Posso falar com você? – perguntei, com a voz falha.

–Claro... Por que os olhos vermelhos? Você estava chorando? Por quê?

Suspirei e abracei meu irmão mais novo. Ele arregalou os olhos e franziu a testa, estranhando meu ato repentino.

–Mi, eu te amo. – sussurrei – Eu sei que não falo isso com a devida frequência, mas eu te amo muito. Você é o melhor irmão que eu poderia pedir...

–Ger, eu... O que aconteceu? Bateu a cabeça na geladeira de novo?! – ele dizia isso com certo toque de carinho na voz. Senti que ele retribuía o abraço – Eu também te amo, Ger. Muito.

Ficamos ali, abraçados, por um longo tempo, até que me separei dele.

–Então, vai contar o que houve? – indagou ele.

Mikey será sempre a mesma peste curiosa.

–Não posso.

–É coisa sobre o tio Fran, não é?

–Talvez...

Ele arqueou as sobrancelhas.

–Argh, é sim. – bufei.

–Então conta, por favor! Eu sei que ele não vai ficar chateado!

–Não é nada, Mi, ele só me contou umas... Coisas... Do passado dele.

Mikey cruzou os braços e abriu um biquinho.

–Por favooooor, conta!

–Não posso, já falei. – baguncei seus cabelos e me levantei de sua cama – Vou indo. Boa noite, Mi. Não fique até tarde estudando.

–Ok, mamãe. – mostrei a língua para ele e entrei em meu próprio quarto, observando a respiração calma de Frank. Sorri involuntariamente e me deitei na minha própria cama.

Notas finais
AW YEAH. HISTÓRIA DO FRANK FOI REVELADA. Mereço palminhas? Não? Ok.
Eu falei que a Lyn-Z ia aparecer nesse, né?'-'
Ela até ia, mas eu fiquei com pressa de postar e o capítulo terminou ficando assim. A parte boa é que ela vai ter um foco maior no próximo.
Enfim.
Quero ver meus leitores fantasmas nos reviews dessa vez, hein?
Beijo.