My Black Unlucky

4 Capitulo 4- Alce Estranho


Notas iniciais
Gente, dei uma modificadinha nos capitulos 3 e 4... Se quiserem podem ler de novo, senão vou postar o capitulo 5 hoje.... beijinhos

“Primeiro degrau”

Será que já mencionei que sou sedentário?

“Sexto degrau”

–Eu deveria ter tomado o chá de camomila. –Diz Annabeth enquando ofega.

“Oitavo degrau”

Eu definitivamente não sou pago para isso.

“Décimo degrau”

Aliais, meu salário deveria aumentar viu Todo Poderoso.

“Décimo terceiro degrau”

Eu estou falando sério.

“Décimo quarto degrau”

Porque eu duvido que os outros seres divinos façam isso.

“Décimo quinto degrau”

Eu sei que parte é culpa minha.

“Décimo sexto degrau”

Por não ter aceitado as malditas assas.

“Décimo sétimo degrau”

Quantos degraus tem essa bagaça?

“Décimo oitavo degrau”

Eu definitivamente deveria fazer mais exercícios.

75 lances de escadas depois

Annabeth ofegava. Eu ofegava.

É por isso que eu amo escadas rolantes. Quem a inventou deveria ganhar um prêmio! Por que nessa joça não tem uma escada rolante?

Amo tudo que não exija esforço físico. Ou seja, eu amo fazer coisas sem fazer nada.

Assim que chegamos ao sessente-alguma-coisa degrau (o que? Nunca fui bom em matemática) percebemos que estava vazio. O que fez Annabeth respirar aliviada e eu revirar os olhos. O velho sempre chegava depois das oito.

Annabeth sentou em sua cadeira e deu de cara com uma pilha de papeis que deveaqriam ser feitos pelo presidente que no caso era o Ornitorrinco obeso e não pela secretária que no caso era a Annabeth.

Suspiramos. E vamos ao trabalho. Quer dizer, que Annabeth vá ao trabalho!

“Muitos tic-tac depois”

Enquanto Annabeth resolvia os papéis estava tudo silencioso, só o som do relógio ecoava pelo silencio, por isso foi fácil ouvir o som do elevador. Velho idiota. Já comentei que ele tem fascínio por mulheres suadas?! Pois é, o maldito tem.

Ele entrou com aquele terno azul ridículo, com as banhas saindo pela calça com o cinto apertado, deu aquele sorriso nojento com aquele dente escroto de ouro aparecendo e fez com que meu estomago desse uma volta olímpica enquanto gritava por socorro. Ou seja, ele estava horrível como sempre. Cadê o sentimento de inovação das pessoas?! Escafedeu-se.

Annabeth estremeceu. Eu também estremeci. Quem não estremeceria?!

–Bom Dia Flor. – Ele disse com aquele bafo horroroso de bebida. Esse sujeito não conhece a droga da pasta de dente?!

–B-Bom dia Senhor Will. –Annabeth foi devagar pra trás até que se encostou totalmente na cadeira afim de não sentir o bafo do Senhor Nojento Will.

–Já disse que você pode me chamar do que você quiser sem ser esse maldito Senhor Will. –Disse rudemente fazendo Annabeth se inclinar pra trás na cadeira. –Ohh me desculpa Flor, não queria assusta-la.

–T-Tudo bem. –Annabeth decidiu não chama-lo de nada. Na verdade não se arriscou, estava num andar em que só estava ele e ela, vai saber o que ele podia fazer. Eu sabia o que ele queria fazer. Às vezes é péssimo ler os pensamentos das pessoas.

–Estou indo pra minha sala, me acompanhe.

Annabeth estremeceu e se levantou tremendo, andando com medo atrás do anão de jardim horroroso. Eu a acompanhei, é claro.

Chegamos à sua sala que era tão nojenta quanto o dono. Animais empalhados na parede deixavam Annabeth mais nervosa ainda, ela realmente odiava o maltrato aos animais, eu também.

Annabeth olhou fixamente para uma cabeça de alce com pedras vermelhas no lugar dos olhos, ele estava pendurado atrás da cadeira do duende ruivo do mundo inferior.

E sim eu sempre vou arranjar algum apelido para esse energúmeno.

– Esse ai é o Jhon. –Disse o desgraçado despertando Annabeth de seu jogo do serio com a cabeça do alce. Agora ele também dá nome pros animais empalhados. Legal. Velho doente. –Sente- se querida.

“Não me chame de querida” pensou Annabeth, mas não falou nada, não podia correr o risco de perder aquele emprego.

–Não, obrigada, estou bem assim. –Disse o mais educada que conseguiu.

– Eu disse pra sentar garota. – Disse rudemente, Annabeth se sentou e eu o xinguei de todos os nomes possíveis que você puder imaginar.

–Desde o primeiro momento que eu te vi, eu gostei de você. –Disse se levantando, Annabeth e eu o seguíamos com os olhos. –Dos seus cabelos.

Cheirou os cabelos dela. Annabeth estremeceu. Eu senti vontade de socar alguém.

–Dos seus olhos. Da sua boca. –Disse se se esforçando pra se agachar, já que sua barriga não deixava. Seria cômico se não fosse uma visão do inferno bem na minha frente. – E desse seu corpo.

Ele tentou toca-la, mas Annabeth se levantou apressada.

–N-não toque em mim. – disse andando sem se virar em direção à porta. Eu como sempre estava ao seu lado e o medo do outro.

–Pense nas vantagens que você teria se fosse minha. –Disse se aproximando. Annabeth sentiu o estômago revirar.

–Eu não quero ser sua. –Disse quando bateu as costas na porta.

–Ahhh você quer sim. –Ele estava cada vez mais perto.

–Não se aproxime. –Disse tateando a porta a procura da maçaneta.

–Minha flor, tão cheirosa. –Disse segurando os braços de Annabeth e cheirando seu pescoço.

“REAJA GAROTA. REAJA” Pensei.

–Me largue seu estúpido. –Disse se debatendo, mas para um cara sedentário ele era bem forte. –SOCORRO!

–Ninguém vai te ouvir sua burra, por que acha que eu te coloquei como minha secretaria?! –Soltou uma risada digna do vilão dos Smurfs. Eu amo aquele cara. E o gato dele então? Meu ídolo.

–SEU NOJENTO. ME LARGA. SOCORRO! ALGUEM ME AJUDA! –Ela se debatia mais, eu já estava preste a fechar meus olhos, não queria ver aquilo. Uma das desvantagens do meu emprego é não poder, em hipótese alguma interferir na vida dos mortais, pelo menos não diretamente.

–Como eu esperei por isso. –Annabeth cansou de se debater, e pensou num plano.

E eu? Bem, eu estava agradecendo por ela estar pensando e não sendo estupida.

–Eu disse pra me soltar! –

E DEU UMA JOELHADA NAS BOLAS DO CARA!

Toma papudo.

“Essa é minha garota” pensei sorrindo.

O estupido a largou na mesma hora e caiu de joelhos no chão.

–SUA IMUNDA. ARRRGGH. –Gemeu de dor. Annabeth não perdeu tempo, saiu correndo dali, segui-a, como sempre.

Passou em sua mesa, pegou sua bolsa e correu em direção à escada.

“Ahhh Annie, escada não. Olha lá o elevador, ele está olhando pra gente com uma cara tão fofinha! Eu amo aquele barulhinho que ele faz. Você não ama? Ah, droga.”

Fui atrás resmungando, não sem antes virar pra trás e ser totalmente maduro. Sim, eu mostrei língua pro energúmeno que ainda continuava caído no chão e é obvio que ele não me viu. Pelo menos Annabeth fez um grande favor para a humanidade, o ruivinho não vai mais poder ter filhos.

Desci correndo as escadas e avistei Annabeth debruçada na lata de lixo no lado de fora do prédio enquanto Esteffany a olhava rindo enquanto lixava as unhas. Sério, que vontade de acabar com a vida dessa imprestável, vou lixar a cara dela no asfalto.

Annabeth estava descabelada, com alguns pedaços da blusa social rasgada. As pessoas passavam e a olhavam torto. Bando de fofoqueiros que não tem nada pra fazer.

Quando se recompôs começou a andar. Pra onde?

Bom, ela queria voltar pra casa e tomar o chá de camomila.

Ela estava se sentindo imunda.

E eu? Bom, eu ainda acho que o John estava olhando pra mim. Alce estranho.