My Black Unlucky
3 Capitulo 3 - Escadas são tão maléficas.
Notas iniciais
Acompanhei Annabeth, andando ao seu lado, como uma sombra.
Ela andava rápido, era difícil de acompanha-la.
Fomos pra estação de metrô.
Eu adoro andar de metrô, são poucas as vezes que eu ando, sou muito atarefado.
Annabeth ficou de pé, estava lotado.
E eu? Bem, eu sou muito preguiçoso às vezes. Me sentei. Não me pergunte como. Tem coisas que não dão para explicar.
Ao lado direito de Annabeth um garoto de no máximo 14 anos escutava musica. Ao lado esquerdo, um rapaz gordinho, um pouco (muito) suado, comia batatinhas, fazendo aquele maldito barulho irritante. Na sua frente uma mulher com uma criança que chorava e atrás um homem. Esse lhe dava medo. Era alto e magro, chegava a ser assustador. Felizmente, ele estava com a sua namorada. Annabeth não resistiu, respirou aliviada.
Estava tudo tranquilo, tão tranquilo quanto se pode estar um metrô lotado.
Cada pessoa daquele trem tinha suas preocupações, todos eles eram acompanhados pelos seus problemas. O garoto de 14 anos decidia com quem iria ficar já que seus pais estavam se separando, o rapaz gordinho estava sobre pressão de despejo por isso buscava conforto na comida, a mulher com a criança que chorava descobrirá que tinha uma grave doença e num momento de raiva acabou descontando na criança que agora berrava e os namorados tentavam sair do mundo das drogas, um apoiando o outro.
Descemos do metrô aliviados, Annabeth por odiar metrôs e eu por sentir o peso dos problemas de todas as sardinhas enlatadas dentro daquele cubículo, eu realmente acho que depois dessa vou virar claustrofóbico. Hoje pelo menos não fomos assaltados.
Annabeth murmurava “Com licença” e as pessoas nem se davam o trabalho de responder. Normal, eu já estava acostumado com a falta de educação humana.
De longe vimos o prédio dos “Empreendimentos Will”. Will era um cara baixinho, gordo, com o cabelo separado ao meio e penteado perfeitamente pra trás, de longe você via os quilos e quilos de gel, sem contar a sua enorme barriga. Enfim, ele era ridículo. E nojento.
Annabeth o odiava e eu também, mas a minha opinião não conta, eu odeio todo mundo, menos Annabeth e o as pessoas da LiMoCS. Will era o tipo de cara que eu adoro ferrar com a vida. Na verdade os humanos acham que essa é a minha brincadeira preferida, “Ferrar com a vida De Pessoas Aleatórias”, qual é?! Eu tenho mais coisa pra fazer, não é como se eu ficasse fazendo “mamãe mandou” no meio de uma avenida movimentada e o sortudo recebesse uma maldição ok? Isso são só aos sábados. Mas, voltando ao assunto, foram inúmeras as vezes que ele se insinuou pra ela, Annabeth sempre sentia o chá de camomila voltar á garganta e ameaçar dar um passeio pela mesa de madeira irlandesa do Senhor Nojento Will quando ele o fazia.
Ela era sua secretária. O que só complicava as coisas pra ela e pra mim também.
Entrou nervosa. Sempre entrava nervosa. O medo como sempre ao seu lado e eu do outro.
Esteffany estava na recepção. Com seu vestido curto e decotado. Hoje pelo menos ela estava de preto. Outro dia, Annabeth ficou o dia inteiro com dor de cabeça por ter olhado pra sua mini-saia amarela fluorescente e sua mini-blusa rosa choque. Sem contar o sapato.
–Bom Dia. – Disse Annabeth, a garota não respondeu. Parecia bastante ocupada lixando as unhas. Ela odiava Annabeth.
Por quê? Bem, desde que Annabeth trabalha na empresa, Senhor Will energúmeno, não dá mais bola pra ela ou seja Bye Bye roupas e sapatos de grife. Alguns até dizem que Esteffany só continua ali por que ameaçou processar Senhor babaca Will de assedio sexual. Eu realmente a acho uma incompetente. Na verdade todos acham, e pelo menos uma vez na vida eu concordo com os mortais.
Seguimos rumo ao elevador. Não sem antes eu imaginar Esteffany caindo daquela cadeira, que sua lixa quebrasse e que todas as suas unhas caíssem. Eu sou muito dócil às vezes não acham?
“Em manutenção”
–Droga. Valeu destino, você só complica a minha vida. –Resmungou Annabeth.
Respirei fundo enquanto eu e Annabeth olhávamos a escada, escura e sem fim. Tão maléfica. Tão cansativa. Eu definitivamente não quero subir por esse troço. Que tal esperarmos o elevador voltar a funcionar Annie?
–Vou ter que subir pela escada. -Annabeth suspira baixinho.
Maldita hora que eu não aceitei as assas.
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