My Big Hero
11 EXTRA 1 - Intenso
Notas iniciais
O rapaz sorriu ao ver seu oponente.
Típico nerd que ele encontrava na faculdade: olhar prepotente, achando que conhecia tudo no mundo da robótica só porque conseguia gravar a maioria das fórmulas que eram apresentadas pelos professores. O robô do seu oponente mais parecia um Transformer do que um robô de luta. Hiro estava sentado com as pernas cruzadas e um sorriso de canto no rosto. Ao redor dele todos gritavam já sabendo o resultado daquela luta.
Hiro colocou seu robô simples e pequeno no ringue e esperou o nerd idiota – como ele o apelidou mentalmente – fazer com que o Transformer andasse até o local. Não estava com tempo para fazer sua velha tática: fingir que perdeu na primeira vez para fazer a pessoa apostar mais alto, então pegou um maço grande de dinheiro e jogou na bandeja fazendo o homem a sua frente reproduzir o gesto. Tinha que estar em casa em quarenta minutos, ou Tadashi teria um infarto ao chegar em casa e brotaria a qualquer momento em sua frente para arrastá-lo pelas orelhas.
Tinha acabado de pegar o dinheiro na bandeja – cinco minutos depois da luta começar, resultando em um Transformer desmembrado e um pequeno robô saltitante voltando a sua forma normal -, quando ouviu alguém entrar no galpão onde aconteciam os encontros de Robô-Luta gritando que a policia iria invadir o lugar.
– Ah, maravilha, fodeu tudo. – Hiro pegou seu robô, colocou a jaqueta preta e saiu correndo, seguindo o mar de gente que passava pelas entradas.
Sua preocupação nem era ser preso, e sim ter que fazer Tadashi tirá-lo da cadeia pagando uma fiança que faria com que o dinheiro que ele vinha juntando ficasse quase pela metade. Pelo menos tinha o dinheiro que ganhara da Robô-Luta, mas como era ilegal seria confiscado.
Começou a sentir suas pernas começarem a doer enquanto corria o máximo que podia, quando viu uma moto atrás de si, perseguindo-o. Teria se enfiado em um beco qualquer se não tivesse reconhecido a silhueta da pessoa que conduzia a moto. Parou já esperando as reclamações que viriam.
– Sobe logo! – Tadashi jogou um capacete para o irmão mais novo.
– Ah, oi Tadashi.
– Cala a boca e se segura, em casa a gente conversa.
Ele tá puto. – Pensou. – Ele tá muito puto, provavelmente vai quebrar o notebook que me deu na minha cabeça.
Chegaram em casa dez minutos depois, após passarem por alguns policiais que tentaram em vão alcançá-los. A nova moto do mais velho era mais veloz, então era fácil de despistar os perseguidores.
– Tadashi... eu...
– Não começa – O mais velho tirou o capacete e jogou no sofá do apartamento que dividiam. – Quantas vezes já te falei que essas Robô-Luta são uma furada? Quantas vezes precisei te tirar de problema por causa delas?!
– Eu posso explicar...
– Sem explicação! – Tadashi massageou a têmpora – Você já tem dezoito anos, Hiro! Está na hora de parar com essas brincadeiras.
– Mas... Eu achei que poderia arrumar algum dinheiro...
– Já ganho mais que o suficiente para nós dois, não precisa se colocar em risco por causa disso.
– Mas quero ajudar a comprar o apartamento que você quer... – Hiro observou seu irmão relaxar e a tensão entre eles diminuir – Sei que está juntando dinheiro para isso, Tadashi.
– Hiro...
Bingo, lá estava o ponto fraco de Tadashi. Hiro sorriu ao perceber que tinha acalmado o irmão.
– Me perdoe. — Ele seguiu em direção ao mais alto e o abraçou, sentindo os braços do outro envolver sua cintura – Fiz isso por você.
– Não começa Hiro. – Tadashi tinha noção de que o irmão sabia que seu ponto fraco era ver o irmão sendo carinhoso com ele. – Não vou cair nessa.
Hiro afastou a cabeça que antes estava apoiada no ombro do irmão e sorriu para ele. O sorriso não era mais com os dentes adolescentes, com uma falha graças aos dias em que passou com a chupeta, o mais novo tinha mudado muito desde que a relação deles avançara. Agora tinha um rosto mais velho, os anos com aparelho ortodôntico haviam consertado a falha em seus dentes e o cabelo agora estava com um topete quase imitando o antigo penteado do irmão. Além de estar quase no mesmo tamanho de Tadashi, mas mesmo assim nada mudava em relação a como o mais velho agia e falava com o mais novo.
– O que eu posso fazer para me perdoar? – Perguntou com uma expressão inocente.
– Nem invente nada.
– Mas... – O mais novo passou a mão pelo peito do maior.
– Pare, eu vou continuar puto com você... – Tadashi estremeceu sentindo Hiro beijar seu pescoço. – E não adianta... nada... o que você tente fazer...
– Mesmo? – O sorriso de Hiro aumentou vendo que conseguira o que queria.
– Sim... – Pela forma como ele falava, Hiro tinha certeza que Tadashi nem se lembrava mais da Robô-Luta.
Tadashi olhou para os olhos castanhos do irmão e soube que não podia ficar com raiva dele, por mais que o mais novo aprontasse todas. Aproximou-se do rosto de Hiro, parando apenas alguns centímetros para completar:
– Isso é covardia, Hiro.
– Eu sei. – O mais novo sorriu – Mas você gosta.
Hiro segurou o rosto do irmão e o beijou. Mesmo que o cabelo de Tadashi não estivesse mais com o topete que ele usava quando estava na faculdade, Hiro ainda amava passar a mão pelas madeixas negras do mais velho. Tadashi o abraçava com força, beijando-o com vigor, até que finalmente quebrou o contato apoiando a testa na de Hiro.
– Estamos sujos. – Disse o mais velho.
– Não importa.
– E suados.
– Então vamos tomar banho.
– Você lembra o que aconteceu da ultima vez que você inventou de tomar banho junto comigo, bateu a cabeça na parede e Baymax veio correndo para socorrer.
– Vamos tomar cuidado dessa vez. – Respondeu rindo.
O mais novo guiou Tadashi sorrindo, puxando-o para o banheiro. As peças de roupa viraram um amontoado aleatório no chão minutos depois. Hiro correu para o box do banheiro abrindo o chuveiro, esperando o mais velho que ao entrar teve seu pescoço envolvido pelos braços de Hiro.
– Economizaremos bastante água tomando banho juntos. – Concluiu Tadashi. Hiro o puxou para mais perto, deixando seus lábios a centímetros de Tadashi.
– Essa é a melhor forma de economizar.
– Com certeza.
Tadashi findou a distância entre os dois trazendo Hiro para mais perto e beijando-lhe intensamente. A água quente caía nos corpos colados dos dois, mas eles evitavam ficar com a cabeça embaixo do chuveiro, já que atrapalhava no momento do beijo. O corpo molhado, a quentura tanto da água quando do momento, tudo deixava os dois excitados. Tadashi desceu a mão pela cintura de Hiro, apertando-lhe as nádegas, soltando os lábios do mais novo para então passar a beijar seu pescoço, arrancando-lhe suspiros.
Antes que Hiro percebesse, Tadashi o pressionou na parede levantando-o pelas coxas, obrigando-o a abraçar a cintura do mais velho com as pernas. Hiro apoiava-se nos ombros de Tadashi sentindo as mordidas ficando cada vez mais fortes em seu pescoço, agarrando-lhe os cabelos molhados. Quando finalmente voltaram a se encarar, o mais novo mordeu o lábio inferior de Tadashi, puxando-o levemente e sorrindo de forma sugestiva.
O mais velho já podia sentir a ereção do irmão em seu ventre enquanto o segurava e continuava a beijá-lo, além de sussurrar pela sua pele o quanto o desejava.
– Dashi... — Sussurrou Hiro no ouvido do irmão – Ande logo com isso.
– Não seja apressado, Gênio. – Sussurrou em resposta.
– Mas eu quero logo...
– O quê você quer logo? – Perguntou sorrindo. Hiro podia não ver o rosto de Tadashi, mas sabia que ele sorria, que queria fazer com que ele falasse. Tinha dias que o mais velho fazia Hiro implorar, mas naquele momento não tava com paciência suficiente para fazer tudo lentamente.
– Eu quero você dentro de mim, Nerd. – Hiro apertou ainda mais o cabelo de Tadashi, mordendo a orelha do irmão logo após sussurrar.
– Não temos nada aqui... O lubrificante está no quarto.
– Não importa.
– Vai doer, Hiro.
– Eu estou acostumado, Dashi. – Hiro afastou o rosto apenas para olhá-lo nos olhos – Acostumado a cada pedaço seu.
Era bem verdade que um conhecia o corpo do outro completamente. Sabiam cada detalhe, cada pinta, cada cheiro, gosto, tudo. A relação deles era mais intensa e verdadeira do que qualquer outra, não havia nada que não soubessem sobre o outro. Era como se os corpos se completassem, o que de fato era verdade.
– Como quiser, Cabeção teimoso.
Tadashi começou a descer um pouco Hiro até que ele estivesse bem posicionado. O mais novo segurou o membro do irmão até que ele estivesse em sua entrada, guiando-o enquanto ele o penetrava lentamente. Mesmo que estivesse acostumado ao volume de Tadashi, ser invadido sem lubrificante foi mais doloroso que o esperado. Estava tão excitado e desejando tanto o irmão dentro de si, que decidiu ignorar a dor e se deixar levar pelo prazer.
Os sons dos corpos em movimento, o som da água corrente que caía enquanto se amavam, se misturando com os gemidos e pedidos sôfregos de Hiro que abraçava mais forte o irmão, arranhando-lhe as costas.
– Meus braços estão doendo. – Reclamou o mais velho – Você está muito pesado, Hiro.
– Pare de reclamar... e continue.
– Você era mais leve quando era menor... Acho melhor descer.
O mais velho saiu de dentro de Hiro que fez uma cara óbvia de desgosto.
– Não faça essa cara... Vire para a parede. – Pediu Tadashi, sendo atendido prontamente.
Hiro apoiou as mãos na parede empinando um pouco. Tadashi se posicionou rapidamente atrás dele, penetrando-o com rapidez. As estocadas eram mais fortes agora que estava mais bem apoiado no chão. O mais velho abraçou Hiro por trás, segurando seu membro e passando a masturbá-lo com rapidez. Sentiu começar a atingir a próstata de Hiro, que passara a gemer mais alto.
– Dashi... Eu já vou... Mais rápido... – Pediu, sentindo que logo chegaria ao clímax.
– Eu também... – Respondeu, atendendo aos pedidos do irmão.
Não demorou muito até que Hiro chegasse ao orgasmo, sujando a mão do irmão. Pouco tempo depois foi a vez de Tadashi, preenchendo o menor. Ambos ofegavam quando voltaram a se encarar, rindo enquanto apoiavam suas testas.
– Preciso parar de cair nas suas artimanhas para me acalmar. – Começou Tadashi.
– Você é muito previsível.
– Não sou não.
– É sim.
– Vamos tomar banho, preciso falar com você.
– Algo sério?
– Sim.
Terminaram de tomar banho juntos, ajudando um ao outro a lavar as costas e as partes onde não alcançavam. Hiro foi o primeiro a sair enrolado em uma toalha, voltando em seguida para entregar uma para Tadashi.
– O que é tão importante? – Perguntou Hiro vestindo um short.
– É sobre aquela entrevista que fiquei de arranjar para você.
– Conseguiu?
– Sim. Depois da sua formatura.
– Isso é ótimo! – Exclamou Hiro, os olhos brilhando de animação.
– Sim! – Tadashi parecia tão animado quanto, não conseguia esconder o orgulho que sentia de Hiro – Se tudo der certo, você poderá fazer seus microbôs em grande escala, da forma que quiser.
– Precisamos comemorar!
– Claro! Quer que eu chame o pessoal?
– Não. – Hiro se aproximou de Tadashi, dando-lhe um selinho – Só nós dois.
– Hiro... Eu tenho que trabalhar amanhã.
– E eu tenho que terminar meu TCC.
– Por isso mesmo.
– Mas isso não importa.
– Importa sim. Vou pedir alguma coisa para comer. – O mais velho pegou o telefone e discou – O mesmo de sempre?
– Já sabe o que eu quero.
– Claro. Eu sempre sei. – A atendente do restaurante atendeu ao telefone – Boa noite, me vê duas comidas chinesas. Sim, pra entregar.
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