My Big Hero
12 EXTRA - Valentine's Day
Notas iniciais
Quando Hiro finalmente chegou em casa a luz estava baixa e a sala era apenas iluminada por velas. Todo o apartamento cheirava a asinhas de frango, a receita que o menor tanto gostava e que sempre era feita pela tia quando ainda moravam com ela.
– Tadashi? – Chamou. Tirou o casaco e jogou em cima do sofá, mesmo sabendo que o mais velho lhe puxaria as orelhas depois.
Não houve resposta, então seguiu direto para o quarto onde deixou a mochila jogada em um canto e voltou para a sala.
– Ah, chegou cedo Cabeção. – Tadashi usava um avental com desenhos de gatinhos dado por Hiro, que havia comprado por uma brincadeira, mas que agora amava ver o irmão usando. Mesmo que sempre risse quando o via.
– Sim, cheguei, mas o que é isso? – Perguntou indicando a mesa de jantar posta, a música baixa e as velas.
– Dia dos namorados.
– É hoje?
– Sim.
– E você fez tudo isso só por causa disso? – Hiro corou, e mesmo com a luz pouca Tadashi percebeu.
– Sim. – O mais velho sorriu, enxugando as mãos no avental.
– N-Não precisava...
– Mas ainda assim eu quis fazer – Continuou, indo em direção ao irmão e o abraçando.
– E-E-Eu não sei o que dizer... – Hiro apoiou a cabeça no ombro do mais velho.
– Apenas vá tomar um banho – Sussurrou em resposta – e volte logo.
– Tudo bem.
Hiro seguiu em direção ao banheiro sentindo o coração acelerar e sem perceber o quão o irmão também estava nervoso. Já tinham saído juntos, moravam no mesmo apartamento há quase um ano, e aquela era a primeira vez que Tadashi fazia algo do tipo. Mesmo que fizessem tudo que um casal normal fazia, ter a certeza disso em um jantar romântico em pleno Dia dos Namorados só fez com que se sentissem estranhamente nervosos.
Quando o menor voltou ainda estava com o cabelo molhado do banho, vestindo uma bermuda e uma camisa simples. Olhou para o irmão que tentava respirar tranquilamente encostado no balcão da cozinha.
– O que eu... bem... devo vestir em um momento como esse? – Perguntou.
– Assim está ótimo.
– Acho que se vamos jantar juntos, vamos fazer isso direito, não?
– Se quiser, a gente troca de roupa.
– Bem... não. – Hiro pigarreou tentando espantar o nervosismo, e percebeu que o irmão usava uma camisa normal e uma calça de moletom – Estou com fome.
– Tudo bem. Vamos comer, então.
Seguiram em direção à mesa, e quando Tadashi fez menção de ir puxar a cadeira para Hiro, ele interveio.
– Posso sentar sozinho, Nerd. – Sorriu, fazendo com que o outro o seguisse e sorrisse também.
– Tudo bem então.
Continuaram em silêncio enquanto se serviam. Os dois pensavam em uma forma de quebrar o gelo, mas não conseguiam. Pareciam que estavam acabando de se conhecer, embora na realidade fosse exatamente o contrário.
– Bem...
– Como...
Ambos falaram ao mesmo tempo, sorrindo sem graça.
– Pode falar primeiro. – Pediu Tadashi.
– Não, pode falar.
– Fale, não era nada de mais.
– Bem... Como foi... o dia lá no trabalho?
– Tranquilo. Estamos avançando naquele projeto que te falei semana passada. – O mais velho tomou um gole de vinho antes de voltar a encher a taça que segurava – E o seu na faculdade?
– Tranquilo também... – Hiro estendeu a taça para que o irmão a enchesse – Terminando os ajustes que pretendo colocar no Baymax.
– Daqui a pouco ele será capaz de fazer qualquer coisa. – Sorriu.
– O objetivo é esse.
Passaram o resto do jantar em silêncio; o vinho começava a deixá-los mais soltos, quando menos perceberam a tensão inicial já tinha se dispersado.
– E então – Começou Hiro – tem sobremesa?
– Claro.
Tadashi pegou os pratos da mesa e os levou para a pia, sendo auxiliado por Hiro. Abriu a geladeira e pegou um musse de morango que havia feito. Voltaram à sala com seus potinhos de sobremesa cheios e sentaram no sofá. As velas ainda estavam na metade e decidiram continuar conversando sem ligar as luzes. Quando finalmente terminaram a sobremesa, Tadashi levantou-se para colocar os potinhos na pia; voltou com um sorriso no rosto, e depois de aumentar um pouco a música ficou na frente de Hiro.
– Vem. – Estendeu a mão para o menor.
– Para onde?
– Dançar.
– Como assim dançar?
– Apenas me dê a mão.
– Eu não sei dançar.
– Eu te ensino.
Hiro estendeu a mão hesitante, mas confiava no irmão o suficiente para saber que no mínimo seria engraçado vê-lo tentando lhe ensinar a dançar.
– Não precisa fazer movimentos muito rápidos, nem muito bruscos – Tadashi colocou uma mão na cintura do menor; a outra continuou segurando sua mão – Coloque a mão livre em meu ombro.
– Acha que vai conseguir me ensinar? – Provocou Hiro.
– Vamos tentar.
Tadashi se movimentava lentamente ao ritmo da música branda. Apertou o abraço em Hiro, trazendo-o para tão perto que quase podiam sentir os corações acelerados um do outro.
– Preste atenção nos pés, e não pise no meu – Instruiu Tadashi, rindo ao provocar Hiro. Recebeu um tapa no ombro como resposta.
– Estou prestando. – Murmurou.
– Agora se solte mais. Sim, assim, pra frente e para trás. Agora para a direita... e para a esquerda...
– Acho que você não sabe dançar muito bem.
– Culpa do vinho, apenas isso. Eu sei sim.
– Claro. – Respondeu ironicamente revirando os olhos.
O mais velho soltou um pouco Hiro e se afastou; girou o corpo do menor antes de puxá-lo novamente para si.
– O que foi isso?! – Perguntou Hiro.
– Eu girei você.
– Eu vi. Quase me deixa tonto.
– Deixe de ser exagerado.
No meio da música Tadashi soltou a mão de Hiro e envolveu sua cintura com os braços, ainda mantendo o ritmo lento seguindo a melodia. Hiro apoiou a cabeça no ombro do mais velho, deixando-se ser conduzido pela sala a movimentos brandos.
Quando a música finalmente terminou e outra começou a tocar, olharam-se por um momento e sorriram. A canção seguinte era com o mesmo ritmo da anterior, e continuaram com os movimentos até Tadashi se inclinar e beijar Hiro levemente. O menor aproveitou que suas mãos estavam apoiadas nos ombros de Tadashi e intensificou o beijo, passando a mão no cabelo do irmão. Tadashi apertou mais o abraço sem parar de se movimentar.
– Vamos para o quarto. – Sussurrou o menor quando se separaram.
– Tudo bem.
Hiro puxou o mais velho e o guiou até o quarto. Assim que entraram no cômodo voltaram a se beijar. Já estavam seminus quando deitaram na cama. O mais novo estava apenas de cueca e separou um pouco as pernas para que Tadashi deitasse melhor sobre si enquanto continuava a beijá-lo. Podiam sentir as ereções se tocando por baixo do tecido, fazendo com que Tadashi começasse a friccionar incisivamente; Hiro arquejou com a provocação.
– Dashi... Não me provoque. – Pediu manhoso.
– Se não provocar, não tem graça. – Respondeu no ouvido do menor – E você gosta.
– Não gosto n- Hiro interrompeu-se quando Tadashi passou a mão e apalpou o volume na cueca do irmão – Ande logo com isso...
– Com o quê?
– Você... sabe...
– Se não me disser o que quer...
– Eu quero você dentro de mim logo... Por favor...
– Como quiser.
Tadashi sorriu e ficou de joelhos, estendendo o braço para alcançar o criado-mudo onde ficava o lubrificante. Puxou a cueca do irmão com um movimento rápido, expondo sua ereção e rindo da reação do menor que estava ruborizado. Tão rápido quanto se livrou das suas roupas intimas, jogando uma quantidade boa de lubrificante em seu membro e espalhando com a mão.
– Abra mais as pernas. – Pediu, encaixando-se entre as pernas do irmão e se posicionando em sua entrada.
O penetrou rapidamente, vendo Hiro arquear as costas. Apoiou os braços ao lado da cabeça do irmão, observando cada expressão de Hiro, que começava a gemer baixo e movimentar o quadril deixando os movimentos mais intensos.
– Dashi... – Chamou o menor, estendendo os braços. Tadashi abaixou-se em direção ao irmão que o beijou antes de abraçar seu pescoço.
Tadashi passou a se apoiar com os cotovelos; Hiro o abraçava com força arranhando-lhe as costas. Os gemidos saiam altos em conjunto com os rangidos da cama. O mais velho passou a masturbar Hiro com uma mão enquanto continuava a se apoiar com a outra. Hiro percebeu que estava sendo ruidoso demais e mordeu o lábio inferior.
– Não... – Começou Tadashi, sussurrando no ouvido do menor – Continue gemendo pra mim, Hiro.
– Mas...
– Não se reprima.
Hiro encaixou os dedos no cabelo de Tadashi, trazendo sua cabeça para mais perto. Chegou ao orgasmo com um gemido abafado, sendo seguido por Tadashi segundos depois, sentindo o irmão preencher-lhe. Tadashi desabou exausto em cima do irmão, tão suado quanto ele e tentando igualmente recuperar o fôlego.
– Você vai me matar sufocado. – Disse o menor, ouvindo Tadashi rir baixo.
– Mas está tão confortável assim.
– Mas eu não sou um travesseiro.
– Sério? – Tadashi apoiou-se com os braços para olhar o rosto do irmão – Por isso que senti que esse travesseiro era meio desconfortável – Concluiu, começando a fazer cócegas no irmão.
– Não... – Hiro contorcia-se rindo – Pare... – Conseguiu dizer.
– Acho que o travesseiro ficou melhor agora. – Respondeu Tadashi continuando.
– O... travesseiro... vai se vingar... se não parar.
– Vai mesmo? – O maior ria também.
– Sim... – Hiro conseguiu segurar as mãos do irmão fazendo-o parar.
– E vai fazer o quê? Sabe que cócegas não funcionam comigo.
– Ele vai pensar em algo.
– Sério? Hmn... – Tadashi fez uma expressão pensativa antes de voltar a olhar para o irmão e continuar – Mal posso esperar.
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