My Big Hero

9 Confissão


Notas iniciais
E chegamos ao penúltimo capítulo da fic! Mas isso não significa que ela vai acabar totalmente... No próximo eu explico como vai funcionar a fic daqui para frente. Também peço que tenham paciência com o próximo capítulo, vou participar do Desafio Songfic do Nyah, e terei que fazer um capítulo por dia me baseando em uma música. Ah sim, a fic será TadaHiro

Tadashi já estava começando a ficar com sono quando entrou em casa. Não entendeu muito bem porque Honey tinha agido daquele jeito, mesmo que já viesse desconfiando de que a garota sentia algo por ele. No momento tinha pensado em recusar gentilmente já que estava apaixonado por alguém, mas depois de pensar bem percebeu que talvez devesse ver no que daria. Não poderia alimentar esperanças de viver um romance com o irmão, talvez pudesse esquecê-lo, mas todos seus pensamentos congelaram quando, ao subir as escadas para seu quarto viu o irmão no fim delas observando-o.

– Hiro... – Disse, vendo nos olhos do garoto uma mistura de tristeza e confusão.

– Você gosta dela? – Perguntou Hiro, direto como sempre.

– Dela? Ah... – Tadashi logo entendeu de quem o irmão falava. – Você viu? Foi um mal entendido... Eu... – Quase completou a frase com um “Eu gosto de você”, mas o irmão se virou e foi para a cama, enrolando-se completamente e o ignorando pelo resto da noite. No final desistiu e decidiu esperar que o garoto se acalmasse, não queria espantá-lo novamente.

Dormiu pensando no que deveria dizer a Hiro e como encararia Honey no dia seguinte.

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***

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No dia seguinte Tadashi acordou mais cedo do que costumava, sentindo a cabeça pesar. Sua vida assalariada começaria mais rápido do que esperava e segundo a carta que recebera, ele tinha que já ir preparado para começar a trabalhar. Tomou café antes que Hiro acordasse e depois de tomar um remédio para melhorar a ressaca, pediu para que a tia desejasse um bom dia ao irmão por ele e avisasse ao menor que pela tarde estaria na Universidade para buscá-lo.

Quando Hiro acordou o irmão já tinha saído. Sua cabeça não estava pesada como pensou que deveria – talvez ter vomitado tudo na noite anterior tenha ajudado – , mas o que o preocupava era o que tinha visto no fim da festa. O Hamada mais novo se perguntava onde Tadashi estaria, quando tia Cass deu o recado e ele lembrou que agora o irmão trabalhava. Sabia que sentiria falta de ir todos os dias com o irmão para a Universidade e agora teria que esperar quase o dia todo para que o maior fosse buscá-lo.

Depois de despertar o robô-enfermeiro, Hiro seguiu para a Universidade. Chegando lá encontrou todos os amigos com uma evidente ressaca e percebeu que ter levado Baymax junto teria bastante utilidade. Após ajudar todos os amigos com comprimidos para dor de cabeça, se viu encarando Honey que pressionava uma bolsa de gelo na têmpora. Pensou em confrontá-la, mas não sabia o que dizer, ela tinha total direito de gostar do Tadashi mesmo que isso fizesse com que o menor se contorcesse de ciúmes.

Seguiu para o laboratório que dividia com o irmão, mas não conseguia pensar em mais nada além do que vira na noite anterior. Se não tivesse agido como uma criança confusa, talvez Tadashi não tivesse deixado aquele beijo acontecer, no entanto não sabia se o irmão tinha gostado ou não. Sentou-se no chão enquanto Baymax entrava na sala e o observava.

– Hiro, algum problema? – Perguntou o robô.

– Não... Apenas estou... confuso.

– O que posso fazer para te ajudar? Você é meu paciente, quero que esteja bem.

– Nada Baymax... Eu... não preciso de nada. Só um tempo para pensar.

– Quer que eu chame um dos seus amigos? Em casos assim é bom conversar com alguém.

– Não, não precisa.

– Talvez o Tadashi possa ajudar...

– NÃO! Quer dizer... – Hiro quase contou ao robô-enfermeiro que na verdade o irmão que era o problema, mas preferiu ficar quieto. – Eu vou ficar bem, Baymax.

– Espero que sim, Hiro.

Durante o resto do dia Baymax continuou a observá-lo e perguntar se o garoto se sentia bem, sendo que em todas as vezes ele dizia que sim, embora sua cabeça continuasse cheia de coisa. Não conseguiu se concentrar em nada, então decidiu observar seus colegas em seus experimentos, rindo enquanto fingia estar bem. Tadashi apareceu quando já estava entardecendo.

– Olha só quem deu as caras! – Começou Wasabi. – Achei que não apareceria por aqui.

– Foi mal, tive que passar o dia todo no trabalho, mas a partir de amanhã só ficarei de manhã, pela tarde estarei aqui com vocês. – Respondeu Tadashi, tirando o boné que usava e sentando-se na poltrona de Fred.

– Ei, não senta na “Poltrona do Fred” – Interveio o loiro, fazendo todos rirem.

– Desculpa cara, estou cansado e minhas costas doem.

– Em uma escala de um a dez, qual seu nível de dor? – Perguntou Baymax ao ouvir seu criador afirmar que não estava bem.

– Acho que... três? Ou quem sabe cinco... Uma massagem ou um analgésico cairia bem.

– Posso fornecer analgésicos, mas não tenho nas minhas configurações conhecimento necessário para uma massagem.

– É... Acho que vou atualizar você para dar uma boa massagem assim que chegarmos em casa, Baymax.

Tadashi viu Hiro se aproximar aos poucos como se quisesse falar algo, mas sabia que não importava o que fosse, não seria um bom momento na frente de todos. Decidiu disfarçar.

– E então Hiro, alguma coisa nova saindo dessa cabecinha?

– Não... – Respondeu o menor abaixando a cabeça.

– Ele passou o dia todo assim, meio aéreo. – Afirmou GoGo.

– Quer conversar, Gênio?

– Não.

– Beleza, vamos para casa, lá a gente conversa. – Disse Tadashi por fim, levantando-se da poltrona e alongando as costas.

– Como a gente vai levar o Baymax? Ele não vai caber na moto...

– Tem outro compartimento pra ele no laboratório. Eu sabia que algum dia isso podia acontecer, ou talvez ele ficasse sem bateria, então deixei um aqui e outro lá em casa.

– Tudo bem.

– Pegue o Baymax e vamos. – Tadashi começou a ir em direção à saída. – Vejo vocês amanhã, pessoal. Estou na moto, Hiro.

Depois de pegar o compartimento com o Baymax – por sinal mais leve do que o garoto esperava -, Hiro sentou-se na moto do irmão colocando o robô-enfermeiro entre eles. Naquele momento sentiu-se cada vez mais distante do maior, queria abraçá-lo como sempre fazia quando voltavam de moto para casa. Contentou-se a abraçar Baymax, que mesmo desativado passava certa segurança. Chegaram em casa alguns minutos depois, encontrando tudo escuro.

– Será que tia Cass saiu? – Perguntou Tadashi quase para si mesmo, mas em voz alta.

– Talvez.

– Ah sim, ela saiu. – Concluiu o mais velho levantando um bilhete que encontrou em cima da mesa – Parece que foi a uma reunião de um tal Clube de Amantes de Poesia. Disse que volta tarde e que tem jantar na geladeira. – Continuou, embora Hiro já estivesse subindo as escadas, ignorando-o – Ei, Hiro!

O mais novo já estava indo em direção ao quarto quando Tadashi o interceptou, segurando seu pulso.

– Precisamos conversar.

– Não quero falar nada.

– Então vai escutar.

– Também não quero escutar nada.

– Pare de bancar o crianção, Hiro!

– Por que você não me deixa em paz e vai ver a Honey? – Falou o menor mais alto que gostaria, soltando-se do maior e finalmente chegando ao quarto.

– Inacreditável. – Tadashi suspirou seguindo o menor – Hiro, aquilo foi um mal entendido, eu...

– PARE COM ISSO, TADASHI! – Gritou o Hiro, já sentindo os olhos arderem. Começou a olhar para o chão, não tinha mais coragem para fitar o irmão.

– Hiro! Pelo menos me escute! E por que estamos brigando? Eu não tenho nada com a Honey, e mesmo que eu tivesse...

– EU NÃO QUERO QUE FIQUE COM ELA!

– Se você não me explicar Hiro, eu...

– EU AMO VOCÊ, DROGA – Hiro reuniu toda a coragem que conseguia antes de continuar – SEU NERD LERDO E IDIOTA!

– Eu também te amo, Hiro... Mas...

– NÃO! Eu sei que você... Me ama de outra forma...

Tadashi entendeu aquela frase mais do que gostaria, mas não sabia se aquelas palavras eram porque Hiro o odiava ou uma confissão.

– Eu queria que fossemos apenas como irmãos normais... Eu... não deveria ter forçado a barra com você. Me perd-

– Eu gostei... — Murmurou o menor – Não quero que você goste de mais ninguém além de mim...

– Somos irmãos, Hiro... O que as outras pessoas podem pensar se...

– Não importa o que elas pensam. – A essa altura o menor estava o mais vermelho que conseguia, enquanto Tadashi o olhava começando a ficar ruborizado – Eu quero você... só pra mim... Dashi...

Assim que finalmente tomou coragem para encarar o mais velho, Hiro pôde ver que ele estava com um sorriso idiota no rosto e se aproximava. Chamá-lo de “Dashi” só fez com que o coração de Tadashi se acelerasse absurdamente com o antigo apelido que Hiro usava quando eram crianças.

– Então eu serei só seu, Cabeção. – Respondeu Tadashi envolvendo o rosto vermelho de Hiro, dando-lhe um selinho – Pode deixar de ficar com ciúmes.

– Se você parar de deixar os outros beijarem você, talvez eu pare. – Murmurou em resposta, fazendo um biquinho de birra.

Depois daquela confissão o maior decidiu que não poderia mais ficar à base de selinhos. Abraçou Hiro pela cintura puxando-o para si, antes de se inclinar para voltar a beijá-lo. O menor apenas fechou os olhos esperando o contato.

– Abra um pouco a boca, Hiro.

Assim que o mais novo obedeceu, Tadashi o beijou. Sorriu com a forma desengonçada do irmão no começo, mas estava tão feliz que não importava mais nada. Tadashi sentou na cama trazendo o menor para seu colo. Ali, com a pouca iluminação vinda da rua e do andar de baixo, os dois sorriram ao ver o quão envergonhados estavam. Os corações acelerados, o riso sem graça, tudo ajudava a selar um novo passo na relação dos dois.

– Eu amo você, Hiro. Sempre fui seu e sempre serei. – O mais velho encostou o nariz no do menor que sorria, mostrando a falha nos dentes que o maior tanto amava – O que devo fazer com você, Cabeção ciumento?

– Também amo você, Nerd.

– Olha como eu estou. – Tadashi riu pegando a mão do irmão e colocando em seu peito, indicando o quão acelerado seu coração estava.

– Daqui a pouco o Baymax vai acordar dizendo que teremos um infarto. – Respondeu Hiro, rindo da mesma forma.

Voltaram a beijar-se, dessa vez com um pouco mais de intensidade. Quando finalmente se separaram, apenas alguns segundos para se olharem antes que Tadashi segurasse a cintura de Hiro por dentro da camisa, sentindo a pele que tanto havia desejado nos últimos dias. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, Hiro tirou a camisa conseguindo ficar mais envergonhado do que já estava, tentando cobrir-se com os braços que antes estavam apoiados nos ombros do maior.

– Não, não fique com vergonha. – Interveio Tadashi, tirando as mãos que envolviam o corpo do irmão antes de começar a dar pequenos beijos, que iam do pescoço até o tórax do menor.

Tadashi puxou Hiro para mais perto com um braço apoiado em sua cintura enquanto o outro apoiava as costas. Logo os beijos passaram a chupões que deixariam marcas, embora nenhum dos dois se importasse com aquilo no momento. Hiro segurava-se com as mãos nos ombros de Tadashi, passando os dedos por entre os cabelos macios do irmão, beijando-o quando este se aproximava lentamente dos seus lábios.

Hiro agarrou a camisa do maior tentando tirá-la, fazendo com que Tadashi sorrisse e deixasse que ele a puxasse. Quando finalmente estavam os dois sem suas camisas, o maior sentou-se um pouco mais para trás da cama trazendo Hiro consigo, deitou-o deixando embaixo de si. Voltou a dar leves chupões no corpo do irmão, dessa vez não se contentando apenas em ir até o tórax, foi descendo pela barriga fazendo Hiro se arrepiar.

O mais velho notou um volume formando-se na bermuda do menor e a abriu, puxando junto com ela a cueca de Hiro, deixando-o completamente nu. Hiro tentava não ficar tão corado, ou pelo menos disfarçar que estava absurdamente envergonhado. A cada vez que Hiro virava o rosto enquanto Tadashi abria-lhe as pernas e beijava seu baixo ventre, mais o maior sentia-se excitado com a visão. Antes que o menor percebesse o que estava acontecendo, Tadashi envolveu seu membro com a boca, fazendo-o sentar de supetão.

– Ta-dashi... não...

– Me chame de Dashi, Hiro. – Respondeu o maior parando a ação que fazia, colocando um dedo nos lábios de Hiro.

– D-Dashi... – Disse Hiro por fim, quase como um sussurro manhoso que fez todos os pelos de Tadashi se arrepiarem.

Tadashi queria dar prazer ao irmão mais do que conseguiria imaginar. Não queria apenas isso, queria vê-lo gemer, sussurrar por mais, corar enquanto tentava se aguentar. Seu corpo fervia só de imaginar tudo isso vendo o irmão morder os lábios no momento em que recebia um oral. O mais velho não queria provocá-lo e estender mais aquela agonia, mas não conseguiu evitar. Lambeu todo o membro do menor, desde a base até a glande ouvindo Hiro prender a respiração antes de voltar a chupá-lo com veemência. Não demorou muito até que ele chegasse ao clímax.

– Dashi... eu... – Começou o menor já ofegante.

Sem tirar a boca da ereção do mais novo, Tadashi engoliu tudo sentindo Hiro agarrar seu cabelo enquanto se derramava. O menor sentiu não apenas seu rosto ficar mais quente depois daquilo, mas também seu corpo. Mesmo depois de já ter gozado, ainda sentia em si uma excitação que não havia passado.

– Desculpa Dashi, eu não queria que... – Tentou se explicar, vendo o irmão limpando os lábios.

– Tudo bem, Hiro. – Sorriu o outro enquanto se ajoelhava na cama, se aproximando novamente do menor que estava sentado, voltando a beijar levemente seus lábios.

– Não é justo que apenas eu... – Começou Hiro, antes de segurar o cós da calça de Tadashi, começando a abrir os botões e o zíper.

– Vai fazer em mim também? – Provocou Tadashi, fazendo Hiro quase engasgar ao tentar responder.

– E-Eu não sei fazer isso... E-Eu...

– Não se preocupe, Hiro. O que você fizer está bom para mim.

Hiro desviou o olhar dos orbes castanhos do irmão. Ainda podia ter uma boa visão do corpo de Tadashi, mesmo que a luz estivesse apagada e toda a iluminação viesse de fora do quarto. Abaixou a calça do irmão junto com a cueca até os joelhos, vendo a ereção evidentemente bem maior que a sua. Pensou em tentar imitar o que Tadashi havia feito com ele, mas não tinha muita certeza de que se sairia bem. No começo tentou apenas chupar, mesmo que a vergonha tomasse conta, queria que o irmão também sentisse prazer. Tadashi apenas observava a boca do menor envolver-lhe, sentindo seu coração se acelerar e seu membro pulsar cada vez mais. Não queria que aquilo acabasse, mas também desejava chegar ao orgasmo junto com Hiro.

– Hiro. – Chamou envolvendo o rosto do mais novo com uma mão, fazendo com que ele olhasse em seus olhos – Eu quero fazer... com você. Quero... que você... me sinta em você...

Hiro não era uma criança boba e sabia o que aquilo significava. Era um adolescente que já havia começado a descobrir o próprio corpo e sempre tinha que dar um jeito de esconder os sites que visitava quando estava sozinho no quarto. Tinha noção do que Tadashi queria dizer com aquela frase e desejava também sentir o irmão dentro de si, chegar ao clímax com ele, sentir o peso do maior sobre si.

– Eu... também quero... – Respondeu abaixando a cabeça, envergonhado demais para admitir aquilo olhando para o irmão.

– Bem... então... – Aquela afirmação do irmão o havia pegado de surpresa. Tadashi passou a mão na nuca, pensando no que fazer naquele momento além de agarrar o irmão e entrar nele com força. Sabia que iria machucá-lo, o jeito era achar algo que pudesse amenizar a dor que Hiro sentiria – Temos que achar algo pra... bem... lubrificar...

– Sim...

– Vou no quarto da tia Cass, talvez ela tenha algum creme... ou algo assim...

– Tudo bem.

Antes que percebesse que corria nu, com uma ereção mais que evidente pela casa, Tadashi foi em direção ao quarto da tia. Só lá se deu conta do que estava prestes a fazer com o irmão mais novo, o que fez com que sentisse seu rosto ficar quase tão vermelho quanto o de Hiro. Se as pessoas descobrissem o que eles estavam fazendo... Repreendeu o pensamento que quase tomou conta da sua cabeça, que as pessoas fossem para o inferno, o irmão o correspondia e isso era mais que suficiente para que estivesse mais feliz do que nunca.

Achou que encontraria algo na penteadeira da tia, mas apenas via perfumes, batons e escovas. Nunca havia entrado e fuçado as coisas dela antes, sentia como se fosse uma invasão de privacidade, mas a situação em que se encontrava exigia que tomasse medidas drásticas. Enquanto procurava nas gavetas, viu uma embalagem estranha e branca, levou um susto quando percebeu que se tratava de lubrificante.

– Achei uma coisa. – Disse quando chegou ao quarto com a embalagem na mão, claramente surpreso.

– U-Um creme? – Perguntou Hiro sentado na cama, ainda com o rosto vermelho.

– Bem... Melhor que isso... Achei um lubrificante na gaveta da tia Cass.

– Lubrificante?

– É.

– O que a tia Cass faz com lubrificante?

– Bem... Acho que não vamos querer descobrir. O importante é que... isso vai ajudar...

– Sim... – Respondeu o menor abaixando a cabeça.

Tadashi ajoelhou-se na cama novamente enquanto Hiro sentava-se mais para trás, acomodando-se nos lençóis e travesseiros, deitando lentamente. Hiro abriu um pouco as pernas mesmo com vergonha da forma exposta em que se encontrava, observando Tadashi pegar um pouco de lubrificante com os dedos.

O maior aproximou-se e lhe beijou os lábios, antes de fazê-lo gemer quando um dedo foi introduzido em sua entrada, primeiro lentamente, depois aumentando o ritmo. Logo passou para dois dedos, com Hiro começando a sentir suas pernas formigarem e todo seu corpo se aquecer ainda mais. Os dois já suavam bastante quando Tadashi introduziu o terceiro, fazendo Hiro morder o lábio inferior no ato. O menor já se agarrava aos lençóis quando Tadashi tirou os dedos de dentro dele, deixando que ele suspirasse.

– Estava bom assim? – Perguntou Tadashi, recebendo um chute leve como resposta.

O mais velho posicionou-se entre as pernas de Hiro, afastando-as ainda mais, parou alguns segundos enquanto direcionava-se à entrada do menor.

– Vai doer um pouco, Hiro. Tem certeza que quer continuar?

– A-Ande logo com isso, nerd. – Respondei Hiro, virando o rosto para que o irmão não visse como estava envergonhado com a situação.

Tadashi entrou aos poucos vendo Hiro se contorcer enquanto o fazia. Quando enfim entrou completamente, percebeu que o irmão fechava os olhos com força e mordia os lábios.

– Está doendo muito, Hiro? Se quiser eu...

– Não! Continue...

– Relaxe, ou pode doer mais... eu acho...

Assim que viu o irmão relaxar um pouco mais, Tadashi movimentou-se um pouco para fora e depois entrou com tudo, fazendo com que Hiro desse um gritinho de dor.

– Hiro?

– Tudo bem... Só... me pegou desprevenido.

Tadashi apoiou-se com os cotovelos e estava prestes a beijar Hiro, quando uma voz os interrompeu.

– Hiro, está tudo bem? – Baymax estava ao lado da cama observando sem entender o que acontecia, havia sido ativado quando Hiro deu um gritinho de dor.

– Que susto, Baymax! – Foi a vez de Tadashi falar, Hiro apenas escondia o rosto com os braços. Mesmo que Baymax fosse apenas um robô, ter alguém o vendo daquela forma o deixou mais nervoso do que já estava.

– Aconteceu alguma coisa? Vocês dois estão com a respiração acelerada e os batimentos cardíacos mais rápidos do que o normal.

– Baymax! – Começou Tadashi, falando mais alto do que gostaria – Estamos bem... Só... não precisa se preocupar.

– Fui ativado por uma interjeição de dor, realmente está bem? Posso escaneá-los para...

– Não! Quer dizer, realmente estamos bem... Eu... bem, cuido disso...

– Não posso ser desativado se não me disserem que estão satisfeitos com meu atendimento.

– Estamos satisfeitos com seu atendimento, Baymax. Agora... por favor... – Pediu Tadashi, com um olhar claro de nervosismo.

Depois do robô-enfermeiro finalmente voltar à sua forma compacta, Tadashi observou Hiro voltar a olhar para ele antes de rir.

– Acho que terei que fazer algumas atualizações para o Baymax. – Concluiu.

– Sim, talvez não ser ativado quando alguém gritar.

– Se você não gritasse tão alto...

– Eu não... – Hiro parou ao perceber que o irmão fazia uma brincadeira com ele – Continue logo, Nerd.

Tadashi ainda sorria quando voltou a apoiar-se com os cotovelos antes de beijar novamente o irmão, começando a se movimentar dentro dele. Hiro abraçou o pescoço do maior, sentindo ser completamente preenchido pelo membro de Tadashi a cada estocada. Não sabia se Baymax voltaria caso começasse a gemer muito alto, então mordeu o ombro do mais velho numa tentativa de conter os ruídos que saia de si.

Os dois suavam enquanto a cama rangia com o atrito dos corpos. Hiro agarrava-se ao irmão como se sua vida dependesse disso, as unhas deixando marcas na pele clara, as mãos agarrando-se ao cabelo escuro. O mais novo não conteve um gemido agudo que deu quando sentiu Tadashi atingir sua próstata, fazendo com que o prazer fosse mais intenso. Percebeu que nem precisaria massagear a própria ereção, chegaria ao orgasmo apenas sentindo Tadashi dentro de si.

– Dashi... eu... – Gemeu Hiro de forma manhosa apertando o abraço, contorcendo-se embaixo do mais velho. Tadashi sentiu um arrepio ao ouvir aquilo ao pé do ouvido.

– Vá em frente, Hiro. Goze pra mim. – Sussurrou em resposta, sentindo algo jorrar em seu ventre, sujando ambos.

Não demorou muito até que Tadashi acompanhasse o irmão, derramando-se dentro dele com um suspiro longo. Ambos ofegavam quando finalmente se encararam, sorrindo ao final.

– Está satisfeito com seu atendimento, Gênio? – Perguntou Tadashi.

– Sim. Estou satisfeito com meu atendimento, mas não quero que você volte a forma compacta, Nerdmax.

Tadashi virou-se e deitou ao lado de Hiro, que ainda tentava normalizar a respiração. O menor deitou em seu peito, sendo envolvido pelo braço do mais velho que o trouxe para mais perto.

– Sabe que agora não tem mais volta, não é?

– Eu não quero que tenha.

– Não se importa com o que os outros podem pensar caso descubram, Hiro?

– Não me importo com nada desde que esteja ao meu lado, Tadashi. Você é tudo para mim, quero que todos se explodam, apenas quero ficar com você.

– Assim você me deixa sem graça, cabeção.

– Você que começou. – Murmurou o menor.

– Mas acho que deveria se importar sim com uma coisa.

– Com o quê?

– Com seus gemidos altos demais. – Tadashi riu enquanto levantava-se, recebendo um chute do irmão que continuava na cama.

– Pra onde vai?

– Atualizar o Baymax. Acho que está na hora dele saber diferenciar seus gemidos de dor... — Tadashi riu de forma suspeita – e de prazer...

Notas finais
ETA PREULA *respira* pronto, vocês já tem um lemon. Gostaram? Erros, dúvidas, pedidos, xingamentos, elogios, críticas já sabem o que fazer. Adoro ler e responder os comentários de todos