Notas iniciais
Como eu disse na minha outra fic, eu vou viajar de volta pra minha casa (Eu estavano Rio), então já postei logo para garantir haha

Chegando em casa, eu e minha mãe tiramos (com muito esforço) o toca discos do porta malas do carro, engoli algumas panquecas que minha mãe fez para mim e logo subi para tocar um pouco. Tirei Pansy da parede e fiz um dedilhado para ver se estava afinada. Pensei um pouco e comecei a tocar Enter Sandman, do Metallica.

Say your prayers, little one,

Don't forget, my son,

To include everyone

Tuck you in, warm within,

Keep you free from sin

Till the Sandman, he comes

Yeah!

Sleep with one eye open,

Gripping your pillow tight

Exit, light,

Enter, night

Take my hand,

We're off to never land

Something's wrong, shut the light,

Heavy thoughts tonight

And they aren't of snow white

Dreams of war,

Dreams of liars,

Dreams of dragon's fire,

And of things that will bite

Yeah!

Sleep with one eye open,

Gripping your pillow tight

Exit, light,

Enter, night

Take my hand,

We're off to never never land

Now I lay me down to sleep,

Pray the lord my soul to keep

If I die before I wake,

Pray the lord my soul to take

Hush little baby, don't say a word,

And never mind that noise you heard

It's just the beast under your bed

In your closet, in your head

Exit, light,

Enter, night

Grain of sand

Exit, light,

Enter, night

Take my hand,

We're off to never never land.

Terminei a música com os olhos fechados.

–Ah, Pansy, minha velha amiga... – sussurrei. Lembro que foi com ela que fiz praticamente tudo: Escrevi minha primeira música (mesmo que esta última fosse sobre meu cachorro), toquei no primeiro show de talentos da minha escola, fiz minha primeira serenata para Gerard, que nos levou ao nosso primeiro beijo... É, eu e aquela guitarra tinhamos uma história. Sorri e fiz uma promessa a mim mesmo de que eu continuaria com aquela guitarra, seja lá o que acontecesse comigo.

Ia ser legal se ela pudesse falar comigo...

Dei um risinho por causa desse pensamento.

–Frankie, vem ver a sua fantasia! – ouvi minha mãe gritar.

–Estou indo, mãe!

Pus Pansy de volta na parede e desci rapidamente as escadas.

–Fala, mãe.

–Então, você tem duas opções: Ou você vai de vampiro ou você vai de vampiro.

–Como é? Mas...

–Você quer ir fantasiado de banana?

Já sentia as piadinhas eróticas direcionadas a mim.

–Erm... Não.

–Então a única fantasia que tem é a de vampiro.

–Ah meu deus... Tá bom né, fazer o que. – resmunguei.

Assim, quando deu duas da tarde, eu saí de casa parecendo um vampiro.

Era essa a ideia, não é, Frank?! Seu imbecil.

Esperei por Ray, Mikey e Gerard por alguns minutos até que eles chegaram.

–Até que enfim as três margaridas apareceram!

Mikey estava fantasiado de Harry Potter. Ele tinha até a coruja.

Era bem a cara dele.

Gerard estava fantasiado de ninja. Digamos que a sua roupa colada não estava ajudando muito na minha tentativa de manter a calma.

Já Ray estava vestido de Sub-Zero. Quando vi sua fantasia, comecei a rir internamente.

–Falaí Frank! Que fantasia original, hein? – disse ele em um tom irônico.

–Ah é, disse o Sub-Zero com um afro. – retruquei.

Mikey e Gerard rolavam no chão de tanto rir, enquanto Ray apenas revirava os olhos.

–Não liga não, eu achei que você ficou lindo. – Gerard deu um sorrisinho tímido. Também abri um sorrisinho do mesmo tipo e murmurei um “Obrigado”.

–Legal, pombinhos, vamos conseguir uns doces, sim?

–Ah é, minha mãe disse que era para nós voltarmos as quatro da tarde, ok?

–Sem problemas.

Fomos de casa em casa, pedindo doces. Algumas vezes, tivemos que fazer umas travessuras, entende? Mas, no geral, todos foram legais e deram doces para nós.

Quando deu quatro horas da tarde, eu chamei a atenção das três margaridas que estavam tão animadas pegando doces.

–Ei, vocês, preciso voltar para casa, trocar de roupa... Enfim, me arrumar para a festa.

–Ah sim. Acho que vamos pegar mais uns doces e depois nos arrumamos. Vemos você depois, Frank!

Acenei para eles e corri de volta para casa.

–Oi mãe!

–Oi Frankie... Eca, você tá fedendo. – ela franziu o nariz.

–Obrigaaaaaaaaaado, mãe. – resmunguei, irônico.

–Não, é sério, você precisa de um banho. Deixa os doces aqui, tá?

–Tá, mas por favor, nem pense em deixar os doces perto do bolo, se não o pessoal come. – resmunguei.

–Sem problemas. – ela riu.

Subi a escada rapidinho e fui ao banheiro. Tirei minhas roupas e fui para debaixo da água morna.

Como eu sempre faço, fiquei pensando na vida enquanto estava debaixo do chuveiro.

E aí... O que eu vou pedir quando for apagar as velas do bolo?

Eu podia pedir para ficar rico e famoso...

Não, pouco original.

Eu podia pedir....

–FRANK! SEUS AMIGOS JÁ COMEÇARAM A CHEGAR! – gritou minha mãe.

–Fudeu! – arregalei os olhos, saí do box, vesti qualquer roupa e saí, secando o cabelo com a toalha.

–E aí, Frankie!

–Ah não.

Fechei os olhos. Eram dois primos meus que moravam longe e que vieram apenas para poderem vir na minha festa, Zacky e Synyster. O problema é que os dois implicavam.

Implicavam muito.

Tipo...

Muito.

–Zacky... Synyster...

–Como vai, Little Frankie?! – Synyster me puxou para um abraço que eu retribuí de má vontade.

–Sentiu saudades? – disse Zacky em um tom zombeteiro.

–Quer a verdade? NÃO.

–Sentiu sim, Frank. Admite aí, vai!

–Não.

–Admite.

–Não.

–Admite.

–... Ok, eu senti.

–SÉRIO?!

–Não.

Zacky finalmente desistiu e foi comer docinhos. Synyster, que morria de rir, seguiu-o.

–Vejo você depois, Little Frankie. – disse Synyster, rindo.

Revirei os olhos. Aqueles dois eram os caras mais folgados que eu conheço. Tentei esquecer isso e fui procurar por Ray, Mikey e Gerard entre aquela montanha de parentes e primos. Demorei mais do que o esperado porque toda hora algum parente me parava para me desejar feliz aniversário e tudo o mais.

–Ah, aí estão vocês!

Os três estavam sentados no sofá da sala, conversando animadamente.

–E aí Frankie, já ganhou presentes? – provocou Mikey.

–Sim. E falando em presentes, eu já joguei na sua cara hoje que vocês dois são muito burros por não pensarem em um meio de levar o toca discos até aqui?

Ray bufou audívelmente.

–Eu. Já. Sei. Disso. Que merda!

Eu e Gerard rimos enquanto Mikey e Ray fechavam a cara.

–Ei, mas o Gerard não é de todo inocente! Ele também não pensou nisso! – reclamou Mikey.

–É, mas ele é fofo. Vocês não. – dei um beijo no meu namorado enquanto ouvia os dois protestarem – Brincadeira, é que ele é mais inocente do que vocês. De qualquer forma, depois eu brigo com ele.

–É bom mesmo. – resmungou Ray.

Nós quatro ficamos conversando e jogando videogame a festa inteira. Lá pelas seis, a minha mãe disse:

–Frankie! Vem assoprar as velas do bolo!

Segurei a mão do Gerard e fui até a mesa, sendo seguido por Ray e Mikey. Fui até o bolo, sendo ladeado por Gerard, Mikey e Ray. Zacky e Synyster acenavam para mim do outro lado da mesa, com caras engraçadas. Lancei um sorrisinho sarcástico.

O bolo era feito de chocolate (obviamente, pois eu não comeria outro tipo de bolo). O topo tinha o desenho de uma Jack o’ Lantern (N/A aquelas abóboras com um sorrisinho, de Halloween)

Alguns minutos depois, minha mãe apareceu com uma caixinha de fósforo. Ela acendeu as velas e elas começaram a queimar.

Todos começaram a cantar a música idiota de aniversário. Enquanto isso, eu ficava olhando para os lados, constrangido por não saber se batia palmas junto ou ficava quieto.

O que raios eu vou pedir?!

Comecei a pensar em hoje mais cedo enquanto tocava a minha guitarra.

Hmm... Acho que tenho uma ideia...

Quando finalmente terminaram de cantar, assoprei as velas e desejei:

Quero que Pansy possa falar comigo por um dia.

E assoprei as velas. De repente, ouvi um barulho vindo lá de cima, mas ignorei. Peguei a faca para cortar o bolo, em meio à confusão de pessoas dizendo “Dá o primeiro pedaço para mim”.

–X-

–Tchau, até mais, obrigado por vir. – acenei para os últimos parentes (Zacky e Synyster) que iam embora.

–Tchaaaaaau Little Frankie! – disse Zacky me abraçando.

–Tá, tá, vaza daqui.

Synyster me abraçou também e eu repeti minha fala, fechando a porta atrás de mim.

–Aleluia.

Gerard riu, inocentemente sentado no sofá. Ray e Mikey já tinham ido embora antes, mas Gerard disse que ia ficar mais um pouco.

–Você ama seus primos, hein?

–Não. Eu amo você. – ele deu um sorrisinho tímido enquanto eu sentava ao seu lado.

–Acho que seria melhor eu ir embora...

–Mas já está tarde, e sua casa não é tão perto assim...

–Não se preocupe, Frankie, eu sei me cuidar. – ele sorriu.

–Já vai, Gerard? Se quiser eu levo você! – disse minha mãe, que entrava na sala para pegar o que sobrou e colocar na geladeira.

–Não se preocupe, tia Linda, eu posso ir sozinho.

–Mas já está tarde! – ela parecia preocupada.

–Mas a sua família é toda igual hein... – murmurou ele de modo que só eu ouvisse – Sério, tia Linda, eu posso ir sozinho, não precisa se incomodar.

–Não seja bobo, Gerard. Eu levo você.

Ele arqueou as sobrancelhas.

–Tem certeza?

–Claro.

–Então tá... Se não for incomodar...

–Claro que não, bobinho! – dito isso, ela saiu para pôr o resto do bolo na geladeira.

O bom da minha mãe era isso: Ela sabia que nós namorávamos mas não reclamava. Ela sempre dizia que “Não importa com quem você namora, contanto que ele ou ela faça você feliz”, portanto, se eu disse que ele estava me fazendo feliz, ela gosta dele.

–Sua mãe é legal... – comentou ele.

–Eu sei... – sorri.

Conversamos por mais alguns minutinhos, até que minha mãe chamou Gerard.

–Vamos?

–Claro. Até amanhã, Frankie.

–Até amanhã, meu amor. – dei um beijo nele e fechei a porta após os dois saírem. Suspirei fundo e subi para o meu quarto.

A coisa estranha toda aconteceu quando eu estava na porta do meu quarto, que estava fechada. Ouvi uma movimentação. Franzi a testa e abri a porta.

–AAAAAH! – arregalei os olhos.

Vi uma menina muito branca e magra, com os cabelos negros e os olhos eram de uma cor estranha... Prateada. Ela usava um colar prateado que, na luz, ficava colorido, escrito Pansy.

Ela arregalou os olhos e deu um gritinho também.

–Q-q-quem é você? – arregalei os olhos.

–M-meu nome é... É Pansy...

Olhei para a parede e minha guitarra não estava lá.

Ah meu deus, o que que eu fiz?

Notas finais
Sinistro, não é?! Ha u_u continuarei o mais rápido possível. Até o próximo!