Notas iniciais
Oi gente!!! Sei que muita gente nem leu o capitulo 10, mas eu resolvi postar o capítulo 11 agora e já programar a postagem do capítulo 12 para amanhã ao meio dia, então já sabem, sai esse agora e amanhã ao meio dia sai o 12!!! Bom é isso espero que gostem! Beijoss e Boa Leitura

Ok talvez as coisas não fossem tão extremas assim, obviamente nenhum dos dois planejava aquela criança, e claramente Gael não era o avô mais feliz do mundo, mas mesmo assim não havia como negar, que agora, depois de todo o calor do momento, Karina e Cobra estavam muito felizes.

O casal estava no quarto das garotas, sentados frente a frente pensando na vida.

–Você acredita nisso?- Karina questionou de repente, fazendo o garoto a encarar com dúvida- que a gente vai ter um filho e tal. Quer dizer, a gente nem namora, a gente nem definiu o que a gente tem.

–Não seja por isso- o moreno levantou-se ajoelhando ao lado da cama de frente para a loira- namora comigo Karina?- a loira começou a rir e abaixou-se para beijar o moreno.

–Claro né Cobra- ela riu novamente com a rapidez que ele levantou e a arrumou na cama- relaxa eu não vou me machucar.

–Mesmo assim, não da pra arriscar nem você e muito menos o nosso feijãozinho.- ela riu do apelido que ele havia dado para a criança.- que é? Provavelmente é do tamanho de um feijão mesmo.

–Ou menor né Ricardo- ela gargalhou- eu prometo tomar cuidado sério, não vou arriscar ele assim.

–Bom mesmo- ele beijou a garota e sorriu para ela- vou falar com seu pai, você não precisa parar o treino de vez, mas é bom pegar leve.- ele sacou seu celular e viu que já era tarde- melhor eu ir e você descansar, se cuida viu pequena?

–Pode deixar, namorado- ela afirmou sorrindo para o moreno que tinha um sorriso lindo nos lábios ao ouvi-la chamá-lo daquela forma- vê se você se cuida também, ainda não quero um filho órfão.- ela o beijou e o acompanhou até a porta.

–Pode deixar, eu não vou abandonar você e o feijãozinho de jeito nenhum- ele afirmou a beijando- eu vou cuidar de vocês dois pra sempre- após a despedida o moreno seguiu para o QG e a loira voltou para seu quarto, onde agora Bianca a esperava.

–Ai eu não acredito que vou ser madrinha- a morena afirmou sorrindo e pulando na própria cama.

–Quem disse que você vai ser a madrinha?- a loira questionou, fazendo a irmã encará-la toda triste- eu to pensando em chamar a minha melhor amiga Jade pra ser madrinha- Bianca fez uma cara indignada- claro que você é a madrinha né maluca? Minha única irmã- ela afirmou sorrindo e abraçando a irmã que havia acabado de se jogar na cama dela- que loucura isso né Bi?

–Loucura mesmo, eu achei que o papai fosse ter um ataque cardíaco, mas ele me pareceu até mais calmo do que o que eu esperava- a morena comentou- essa criança vai ser a criatura mais marrenta que eu já vi.- a atriz comentou fazendo as duas gargalharem.

–Nosso feijãozinho vai ser realmente muito marrento, e se tudo der certo vai lutar muito- a loira comentou rindo, ao ver a cara de interrogação da irmã a loira deu uma risada leve- o Cobra começou a chamar de feijãozinho por causa do tamanho.

–Ai não acredito que vocês já deram um apelido pro meu afilhado ou afilhada- os olhos da morena brilharam- bem que podia ser uma menina, eu ia levar ela pra Ribalta comigo pra ela ver os ensaios.

–Nada disso, menina ou menino vai ficar comigo na academia, vendo os treinos, tanto os meus quanto os do Cobra- a loira afirmou fazendo bico.

–Certo sua chata- a atriz reclamou mostrando a língua para a caçula, a morena encostou a porta da varanda, e deitou-se na própria cama- vamos dormir Ka, você precisa descansar.

–Eu não to doente não viu Bianca, e nem precisa começar com essa de querer me fazer ficar trancada em casa, isso não é pra mim- a loira reclamou fechando a cara e se deitando também.

Karina rapidamente adormeceu, sem nem notar que havia caído no sono com a mão repousada em sua barriga de uma forma protetora.

~.~.C&K.~.~

Era madrugada quando Duca saiu de casa, havia esperado tanto por aquele momento, o momento em que ele finalmente tiraria a sua Karina daquele bandido do Cobra, passou pelo QG vendo que as luzes estavam apagadas e que provavelmente o rival dormia lá dentro.

Pegou seu carro e o estacionou bem embaixo da varanda de Karina, em seguida subiu pelo poste e empurrou a porta levemente, notando que a mesma estava aberta.

Seguiu até a cama da loira, e antes que ela acordasse colocou um sedativo em seu nariz, para que ela inalasse apenas o suficiente para desmaiar sem danos a saúde. Pegou a lutadora no colo e pulou da varanda com o máximo de cuidado para não acordá-la, a colocou no banco traseiro do carro e saiu em disparada.

Cobra acordou assustado no QG, um sentimento ruim apoderava-se de seu coração, e ele se sentia sufocado, pegou o celular e ligou para Karina, não se importava de acordá-la, só queria saber se a namorada e seu feijãozinho estavam bem.

Seu desespero apenas cresceu quando a ligação caiu pela terceira vez na caixa postal, sem saber o que fazer o lutador se levantou e foi até a porta do QG, observando a casa dos Duarte e torcendo para que tudo estivesse certo com a sua pequena.

~.~.C&K.~.~

Bianca acordou mais cedo do que o de costume, tudo isso porque a porta da varanda estava aberta e iluminava todo o quarto. Irritada a morena sentou-se na cama e pegou o próprio celular, eram seis e meia da manhã, a cama de Karina estava vazia, mas não arrumada, com um mal pressentimento a atriz se levantou e foi até a cama da irmã, o celular da loira estava ao lado do travesseiro e na tela havia uma notificação de três ligações não atendidas de Cobra.

Estranhando aquilo a morena saiu do quarto, o resto da casa estava silencioso e vazio, e não havia nenhum bilhete da irmã avisando que havia saído, preocupada Bianca seguiu até o quarto do pai batendo na porta.

Gael abriu a porta ainda com sono e de mau humor, observando a filha mais velha com uma carranca.

–Espero que seja importante Bianca, eu estava dormindo- o mestre afirmou cruzando os braços.

–Pode não ser nada, mas a Karina não ta em lugar nenhum- a garota anunciou, fazendo o pai revirar os olhos- e antes que você fale que ela pode estar com o Cobra, ele ligou três vezes pra ela, as três ligações não foram atendidas.

Gael arregalou os olhos e voltou para dentro do quarto, aparecendo novamente já de roupa trocada, com Dandara logo atrás dele.

–Eu vou até o QG, ver se o Cobra sabe de alguma coisa, vê se você acha a chave dela, ou alguma pista do paradeiro dessa maluca.- o pai das duas anunciou saindo de casa, Bianca voltou para o quarto trocando de roupa e começando a vasculhar o quarto.

O armário da irmã estava exatamente do mesmo jeito que antes, nada estava fora do lugar, nem mesmo a chave da garota que continuava dentro da mochila de escola da loira.

Logo Gael apareceu com Cobra no apartamento, o moreno parecia não ter dormido direito, as olheiras o denunciavam.

–O Cobra não sabe de nada- Gael afirmou- ele disse que acordou de madrugada com um pressentimento ruim e ligou para Karina, mas ela não atendeu.

–Quando eu acordei ela já não tava na cama, e a porta da varanda estava aberta- Bianca comentou sentando-se no sofá de frente para o pai e para o cunhado- a chave dela está dentro da mochila, mas eu não acho que a Karina ia pular pela varanda de madrugada, não grávida pelo menos, e ainda mais sem motivo.

–A varanda estava aberta?- Cobra questionou de repente se levantando, Bianca apenas assentiu- o Duca.- ele falou mais pra si do que para os outros, ao ver a cara de desentendimento de Gael, Dandara e Bianca, ele começou a explicar- antes de toda a confusão que aconteceu, da Bianca desmascarar a Jade e tal, eu vi o Duca subir umas duas vezes pelo poste no meio da madrugada e entrar na varanda.

–O Duca não seria capaz- Gael se interrompeu ao lembrar que o pupilo estava envolvido nas armações de Jade- Bianca vocês trancaram a porta da varanda ontem de noite?

–Acho que não pai, fui eu que fechei, eu acabei esquecendo de trancar- a morena afirmou, meio preocupada- vamos até a casa da dona Dalva.

Os três saíram de casa juntos, Cobra estava nervoso e preocupado e rezava mentalmente para que nada acontecesse com as duas pessoas mais importantes da sua vida. Quem diria que Ricardo Cobreloa iria rezar um dia, mas naquele momento sua preocupação com a namorada e seu feijãozinho era maior que tudo.

Gael bateu na porta da casa de Dona Dalva, e não demorou para a senhorinha vir, em sua cadeira de rodas, atender a porta.

–Gael querido ao que devo a honra da visita?- ela perguntou educada- entrem queridos- ela encarava Cobra meio desconfiada, não confiava completamente no moreno.

–Dona Dalva desculpa incomodar, mas você poderia me dizer se o Duca se encontra?

–Acho que ele ainda não acordou, mas se for importante eu chamo- o mestre apenas assentiu e a senhora seguiu para o quarto do neto, depois de alguns minutos ela voltou com uma cara estranha- ele não esta, e as roupas não estão no armário, e o carro não está na garagem.

–Ele sumiu com a Karina- Cobra afirmou irritado, levantando-se do sofá onde ele havia sentado ao lado de Bianca e bagunçando os próprios cabelos.

–Calma Cobra- Bianca pediu ao cunhado- dona Dalva, existe algum lugar que ele possa ter ido?

–Eu não sei- a senhora estava pálida e com um olhar nervoso- olha eu não sei o que o meu neto fez, mas sinceramente acho melhor chamar a polícia.

–Dona Dalva a gente não quer colocar a polícia no meio, tenho certeza que se o Duca fez alguma coisa, foi por impulso, ele não quer o mal da Ka- Gael afirmou tentando acalmar a idosa.

–Eu prefiro que chame a polícia, Gael, pelo menos para ajudar a encontrar esses dois.- a mais velha afirmou e em seguida pegou o telefone- é da polícia? Eu tenho uma denúncia de um possível seqüestro pra fazer.

Notas finais
E ai gente o que acharam? Espero que gostem e não me matem! Beijossss e comentem!!