My Best Friend- Cobrina
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Karina acordou assustada, ao abrir os olhos notou que não estava em seu quarto, mas sim num quarto pouco decorado que ela nunca havia visto na vida.
Levantou-se da cama e descobriu que a porta do quarto, assim como a janela estavam trancadas, voltou a sentar-se na cama, tentando lembrar como havia ido parar ali, mas antes que ela pudesse pensar muito a porta se abriu, e por ela Duca entrou sorrindo e carregando com uma bandeja enorme, com suco, pães e alguns biscoitos.
–Ainda bem que você acordou meu amor, eu estava te esperando há algumas horas- o lutador falou aquilo normalmente, a loira o encarava sem entender- não me olhe assim Ka, eu só estou te salvando daquele marginal, daqui a um tempo você vai me agradecer, e vai ver que o Cobra não é o cara para você.
–Duca você ta louco? Que lugar é esse?- a loira o questionou- Eu quero voltar pra minha casa é sério, meu pai deve estar preocupado.
–Isso aqui é provisório Ka, a Jade ta arrumando um lugar novo para a gente morar, só nós dois, pelo menos até a bailarina reconquistar aquele marginal, ai a gente vai poder voltar.
–Duca escuta, eu amo o Cobra, é sério, eu preciso voltar pra casa, deve ta todo mundo atrás de mim- a loira começou a comentar mas logo foi calada por um tapa forte em seu rosto- ta maluco?
–Você não ama aquele bandido, você ta encantada com ele, mas não é amor- o moreno derrubou a bandeja no chão e saiu apressado trancando a porta novamente.
Karina sentou-se novamente na cama e abraçou seu corpo, tentando ao máximo proteger a própria barriga, precisava dar um jeito de sair daquele lugar o mais rápido possível, mas mais do que isso precisava proteger seu bebê.
Pensou em Cobra, será que ele já havia notado seu sumiço? Será que ela já estava atrás dela? Como ela queria estar com ele nesse momento. Fechou os olhos lembrando-se dos momentos com o namorado, da primeira vez dos dois, do momento em que aquele pequeno ser que estava com ela havia sido gerado, sorriu tristemente e apertou mais a barriga.
–A gente vai voltar para o papai meu amor- ela sussurrou acariciando a barriga e se encolhendo mais, pedindo ao céus que Cobra a encontrasse o mais rapidamente possível.
~.~.C&K.~.~
Os policiais ocupavam toda a sala da casa de dona Dalva, enquanto eles explicavam a situação.
–Tem alguém que possa estar envolvido além do neto dessa senhora?- o delegado questionou depois de ouvir todas as versões da história.
–Jade- Cobra afirmou e em seguida se levantou pegando o próprio celular no bolso da bermuda e ligando para a bailarina.
–Vagabundo- a voz dela soou melodiosa- você não sabe o quanto eu esperei por essa ligação.
–Você pode me encontrar?- ele perguntou sem rodeios e ouviu a risada alta da garota- por favor.
–Claro que sim, onde?- ela questionou, o garoto respirou fundo.
–Na praça, eu quero te levar em um lugar.- ele afirmou, tentando controlar sua raiva e não passar aquele sentimento na voz.
–Já estou indo pra lá- ela parecia feliz e satisfeita- eu sabia que você voltaria pra mim.
Ele desligou e seguiu para a praça, depois de obviamente explicar tudo para Gael. Jade já o esperava de costas para ele, parecia meio impaciente, provavelmente havia passado no QG para procurá-lo.
–Vamos?- ele questionou assim que parou atrás dela, a morena sorriu e envolveu o pescoço dele com seus braços dando um selinho no mesmo- feche os olhos.
A bailarina fechou seus olhos e sorriu não contendo a felicidade, Ricardo foi a guiando rumo à casa de Duca, com uma mão tampando os olhos dela. Entraram na casa e ele pediu a todos que fizessem silêncio, em seguida tirou a mão do rosto dela e parou de frente para a morena.
–Pode abrir os olhos Dama- ele afirmou cruzando os braços e sorrindo.
Jade se assustou ao ver onde estava, mas se assustou mais ainda ao ver as feições de Cobra, o moreno tinha olheiras profundas, e uma feição chorosa e preocupada, ela nunca havia o visto tão frágil.
–Que brincadeira é essa vagabundo?- ela questionou, se sentindo incomodada ao ver os olhos de todas aquelas pessoas voltados para ela- você me trouxe aqui pra que? Eu vou embora!
Ela virou-se de costas, mas antes que pudesse sair sentiu a mão firme de Cobra segurar seu pulso e a obrigar a encará-lo.
–Jade olha pra mim- ele pediu a encarando, acanhada a morena continuou fitando seus pés- olha nos meus olhos Jade, por favor, e me fala se você sabe onde o Duca pode ter levado a Karina.
–Claro a Karina, sempre aquela machinho- a morena despejou, soltando seu pulso da mão do garoto e se encolhendo irritada- eu não sou obrigada a ficar aqui ouvindo isso, vendo você todo preocupado com aquela sapa-hetero.
Cobra se jogou na frente dela, seus olhos encobertos pelas lágrimas, a morena sentiu-se balançada, mas não queria ficar ali.
–Jade, eu sei que você não é má pessoa- o lutador afirmou, segurando as duas mãos da bailarina entre as suas- por favor- ela não iria dizer nada, ele notou ao olhar nos olhos dela, soltou os braços da garota e sentou-se no sofá, apoiando seu rosto nas mãos e os cotovelos em seus joelhos. Gael sentou-se ao lado do mais jovem e o abraçou pelo ombro- eu quero a Karina aqui Gael, eu quero ver ela, eu quero ter certeza que meu filho ta bem- o lutador chorava copiosamente, e Jade o encarava da porta, pela primeira vez parecia cair a ficha de tudo o que ela vinha fazendo.
Jade Gardel que sempre tivera orgulho de seu autocontrole e da sua auto-estima havia se arrastado atrás de um cara que claramente estava em outra, que amava outra. Finalmente ela notou, aquilo que Ricardo Cobreloa sentia por Karina, que estava estampado em seu rosto e em seus olhos, ela nunca havia sentido por ninguém, e nem ele havia sentido por ela. Os dois tiveram sim uma história, mas era uma paixão, era um aprendizado, nada eterno.
Tomada por um arrependimento súbito a morena correu parando de frente para o lutador.
–Cobra eu- ela tentava escolher as palavras- me desculpa por tudo o que eu fiz, eu não devia ter feito nem metade das coisas que fiz- ela chorava, o moreno a encarava seriamente- eu sei onde eles estão. Sei pra onde o Duca levou a Karina, eu que arrumei a casa, mas vocês têm que ir rápido, ele pode sair de lá a qualquer momento.
Cobra encarava a ex-namorada totalmente desacreditado, o que acontecera ali? Porque ela de repente mudara de opinião?
~.~. C&K.~.~
Karina ouviu um barulho do lado de fora, e olhando pela janela viu um táxi parar e de dentro dele Jade Gardel saiu com seu nariz empinado, o táxi a abandonou ali e a mesma entrou na casa onde Karina estava.
Cinco minutos se passaram até que a porta do quarto foi aberta e Jade entrou no mesmo fechando a porta atrás dela e sentando-se frente a frente com a lutadora.
–Karina eu sei que você não tem motivo nenhum pra confiar em mim- a bailarina começou, sussurrando- mas agora você vai confiar em mim ok? O Cobra ta vindo pra cá, com a polícia, eles vão te salvar, mas pra isso você vai ter que fazer tudo o que eu te falar ok?
A bailarina começou a explicar o plano, que era bem simples, a lutadora se faria de conformada, e enrolaria Duca tempo o suficiente para que a morena conseguisse furar os quatro pneus do carro do lutador e o step também, o impossibilitando de fugir, a bailarina também sumiria com qualquer coisa que ele pudesse usar de arma, e enquanto isso a polícia e Cobra chegariam para salvar a lutadora.
–Jade- a lutadora chamou antes que a bailarina saísse- eu não sei porque disso tudo, mas obrigada.- a morena apenas sorriu e saiu do quarto.
Logo Duca entrou e sentou de frente para a loira sorrindo pra ela.
–A bailarina me falou que você quer falar comigo- o lutador a encarava com expectativa.
–Você tava certo, o Cobra não é o cara certo pra mim- a garota mentiu com uma facilidade tão grande, atuando tão bem que parecia que sua mãe havia incorporado nela naquele momento- assim que o Cobra soube que eu sumi ele correu atrás da Jade, ele não gosta de mim, ele não serve pra mim- as palavras saíam amargas de sua boca, e ela torcia para que as coisas acontecessem o mais rápido possível- eu não acredito que acreditei naquele marginal!
Duca sorriu e a beijou, a contra gosto a loira correspondeu ao beijo, sentindo nojo.
As coisas aconteceram em uma velocidade assombrosa, assim que as sirenes soaram Duca entendeu o que estava acontecendo ali e arrastou Karina até um armário, mesmo que ela se esforçasse para fugir, ele era mais forte, e logo a trancou dentro objeto e saiu correndo indo rumo ao carro, depois voltaria para buscar a loira, mas naquele momento ele precisava sumir dali.
Ao chegar aos fundos notou que os pneus estavam todos furados, irritado ele esmurrou o capô pensando em fugir, mas logo os policiais haviam o cercado e o algemavam.
Foi arrastado até a viatura, ao lado desta o carro de Gael estava estacionado, mas quem o dirigia era Cobra.
–Onde está a minha mulher- Cobreloa perguntou agarrando o rival pela camisa- onde está a Karina?
–É bom correr Cobrinha, não sei quanto tempo a Ka vai agüentar com tão pouco ar- o moreno sorriu debochado recebendo um murro do rival logo em seguida.
Mas Cobra não tinha tempo para ficar ali batendo em Duca, precisava achar a sua pequena.
Jade estava do lado de dentro da casa, mais especificamente dentro do quarto.
–Eu acho que ele trancou ela no armário Cobra- a morena afirmou nervosa- a chave deve ta com ele, isso se ele não escondeu também.
–Tem um grampo?- ele a questionou agoniado, a morena afirmou arrancando o acessório que prendia sua franja- ser marginal é bom às vezes Jade.
O moreno teve que se esforçar para destrancar o velho armário, mas assim que a porta abriu Karina se jogou nos braços do namorado tossindo e chorando.
Jade saiu do quarto deixando o casal ali, eles precisavam daquele momento deles.
–Ta tudo bem gatinha- Cobra afirmou beijando os cabelos da namorada e chorando também- você e o feijãozinho estão salvos e comigo de novo.
–Você protegeu a gente, como tinha prometido- a loira afirmou beijando o lutador- eu amo você Cobra, não ia suportar ficar longe de você, ele falou que você ia voltar pra Jade e eu não sabia o que fazer, não posso te perder.
–Olha pra mim Karina- o lutador pediu segurando o rosto da loira entre suas mãos e lhe dando um beijo na testa- eu sou só seu Karina, eu amo você, não troco essa nossa família por nada. Vocês dois são a minha vida agora, eu não sou nada sem vocês.
–A gente também não é nada sem você- ela afirmou o beijando mais uma vez e se agarrando mais a ele.- eu amo você Ricardo Cobreloa, e vou te amar pra semrpe.
–Eu vou te amar pra sempre Karina Duarte, para sempre- ele afirmou a puxando para o seu colo e a beijando novamente.
Fale com o autor