Notas iniciais
HEY! Boa leitura :D

Acabei de tirar uma conclusão – disse rindo

– Qual? – pergunto curiosa

– Você só pode estar perdidamente apaixonada por mim!

Encaro o loiro, incrédula e digo:

– Só nos seus sonhos, meu amor.

POV Ally

Pensei no que poderíamos fazer hoje. Será que tínhamos que andar com o grupo? Ou éramos livres para fazer o que queríamos?

– Aus? – chamei

Austin estava saindo do banheiro, apenas de cueca.

– O que foi? – perguntou olhando para mim

– Você sabe se vamos poder fazer o que quisermos ou se temos que fazer tudo junto com os outros?

– Não! Estamos aqui para aproveitar as férias, mas com um professor do nosso lado não seria possível.

– Então somos livres e desimpedidos?

– Se estivermos dentro das leis de Nova Iorque, sim.

– Ótimo – disse sorrindo – Coloque um casaco, vamos sair.

Ouvi batidas na porta e encarei o Austin, sorrindo.

– Eu atendo.

Levantei da cama e fui em direção à porta.

– Quem é? – perguntei

– Ér... Dallas.

Abri a porta e olhei para o moreno, que sorria torto.

– É... Eu queria saber se você não está afim de sair comigo?

– Dallas, não me leve a mal... Mas você tem namorada – disse baixo

– Não tenho mais. Terminei com a Cassy.

– E já está me chamando pra sair? – perguntei não acreditando naquilo.

– Brigamos por sua causa. Ela estava com ciúmes.

– O quê?! Que absurdo! Eu e você não temos nada.

– Ainda... – ele sussurrou – Sai comigo?

– Desculpa, mas eu combinei de sair com o Austin.

– É um encontro? – perguntou rindo

– Não. Vamos como amigos.

– Qual é? Eu sei que você gosta de mim desde a quinta série... Você pode sair com ele amanhã.

– Pode ir, Alls – disse Austin atrás de mim. Pela sua voz, era óbvio que ele estava triste.

– Não, eu vou sair com você – disse ao Austin me virando para ele.

– É sério, pode ir – disse sorrindo – Saímos amanhã.

– Mesmo? – perguntei receosa

– Mesmo – disse e piscou

– Eu vou me trocar, você me espera? – pedi ao Dallas.

– Claro.

Entrei no quarto e procurei uma roupa bonitinha. No folheto de viagem não vinha dizendo: O super gato da sua sala vai também, leve uma roupa bonita.

Coloquei a roupa mais apropriada (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=127918594&.locale=pt-br) e sai, acompanhada de Dallas.

Começamos a caminhar e chegamos a um parque. Fazia bastante frio.

– Por que você sai com ele? – perguntou quebrando o silencio

– O quê? – perguntei sem entender

– Austin. Por que sai com ele?

– Porque ele é meu amigo – respondi como se fosse obvio.

– Por que é amiga dele? Ele é um idiota.

– Olha, se saímos para você ficar falando mal do meu melhor amigo, é melhor voltarmos.

– Calma ai, gata. Vamos aproveitar... Sei que você sempre quis sair comigo, todas querem... Mas vamos combinar que você está bem ousada, né?

– Só... não fala mal dele – pedi

– Ok. Vamos falar sobre você. Você gosta dele também?

– Não! Ele é só meu amigo.

– Mas ele gosta de você – disse se sentando em um banco

– Gosta – digo sentando-me ao seu lado

– Ele já tentou transar com você?

– O quê?! Você faz ideia do que está falando?! – perguntei incrédula.

– Ok, vamos mudar de assunto. Você é virgem?

– Chega, eu vou embora! – disse levantando-me. Que garoto idiota!

– Não. Eu te chamei para sair e você só vai embora, quando eu disser que ele acabou – disse me puxando pelo braço.

– Você é um idiota – disse olhando em seus olhos.

– Desculpa. É que eu estou com um pouco de ciúmes.

– Ciúmes? – perguntei – De mim?

– Com ele. Ele está sempre com você, dorme com você, te beija... E eu não posso fazer nada disso.

– Como? – perguntei ainda surpresa

– Eu tenho inveja dele. Queria poder fazer tudo isso com você. Ally, quer namorar comigo?

– Está brincando, né? Dallas você só fala comigo quando precisa de dinheiro ou resposta da lição de casa, e agora vem dizer que gosta de mim? Na boa, está estranho.

– Você precisa de tempo. Tudo bem. Eu dou o tempo que você precisar! Só quero uma coisa.

– O quê? – perguntei curiosa

– Um beijo.

Depois, senti a boca do moreno sobre a minha, beijando-me delicadamente. Sua língua deslizou pelo meu lábio inferior e eu deixei que o moreno aprofundasse o beijo. Suas mãos apertaram minha cintura e as minhas enroscaram-se em seu pescoço.

– Ele conseguiu! – gritou um garoto

– Boa, Dallas! – gritou outro

– Já deu. Pode parar! Larga ela, seu filho da mãe!

Nos separamos lentamente e o moreno tinha um sorriso sacana no rosto. Estreitei os olhos, duvidando de algo.

– Ally, por que o beijou? – perguntou Elliot me puxando para o seu lado.

Ele me beijou – respondi

– Então não valeu, idiota! – gritou um garoto loiro, não sei o seu nome.

– Não valeu o quê? – perguntei já sabendo a resposta

– Vai dizer que não sabia que era uma aposta? – perguntou o loiro – Qual é, Allycia? Achei que fosse mais inteligente que isso.

Elliot passou seu braço ao redor do meu ombro e me apertou contra si. Lágrimas ameaçavam descer, mas eu não choraria. Algumas gotas de chuva começaram a cair, mas eu não me importei.

– Vamos, Elliot – pedi.

– Babaca! – disse Elliot me levando dali.

Quando já estávamos a uma distancia considerável, me soltei de Elliot, e deixei as lágrimas rolarem. A chuva ficara mais forte e nós dois já estávamos encharcados.

– Você sabia? – perguntei

– Não, fiquei sabendo depois. Ouvi o Bruno e o Gustavo conversarem e fui com eles até o parque.

– Eu sou tão idiota.

– Não é não... Vem, vou te levar para o Austin.

Assenti e continuei caminhando em direção ao hotel.

POV Austin

Estava deitado ouvindo música quando Ally entrou no quarto chorando. A morena correu e me abraçou com força.

– Alls, o que aconteceu? – perguntei preocupado, mas ela não respondeu.

– Era uma aposta – respondeu Elliot na porta – Não me bate, eu não fiz nada. Só tirei ela de lá, quando fiquei sabendo.

– Cadê o Dallas? – perguntei irritado

– Ainda está no parque, com os amiguinhos dele.

– Bruno e Gustavo? – perguntei e ele assentiu – Dois idiotas.

– Cuida dela, tá? – disse o Elliot com um sorriso – Tchau.

– Elliot – chamou Ally – Obrigada – disse com um pequeno sorriso.

O moreno sorriu e fechou a porta. Ally me encara triste.

– Do que você precisa? Quer que eu bata nele? Quer que eu mande alguém atrás dele? Quer que eu...

– Quero um abraço – disse me cortando.

Eu apenas a abracei. Senti Ally tremer e nos separei. Comecei a abrir os botões de seu casaco, mas Ally me parou.

– Eu não estou com nada por baixo. Não deu tempo de procurar uma blusa.

– Está de sutiã? – perguntei e ela assentiu – Então tudo bem.

Levei minha mão de encontro aos botões e comecei a abri-los novamente. Soltei o último e tirei o casaco molhado de Ally. A garota ficou vermelha.

– Ally, o que está acontecendo? Você nunca ficou assim perto de mim. Eu já te vi de sutiã antes.

– Mas agora é diferente – disse com a voz fraca

– Por quê? – perguntei

– Porque você está me despindo...

Sorri ao encará-la assim, indefesa. Como uma garota conseguia ser tão bonita? Tirei o meu casaco e a envolvi.

– Vou pegar o seu pijama.

Parei de frente ao armário e comecei a procurar o pijama de Ally. Encontrei um e voltei para a cama.

– Obrigada – disse pegando o pijama

– Não, senhorita – disse pegando as peças de volta – Eu vou te trocar.

– Austin, não, sério. Eu não estou legal...

– Eu não vou me aproveitar de você, você sabe disso.

– Eu sei, mas é que... Amigos não fazem isso.

– Errado. Amigos fazem isso pelas amigas tristes.

– Sério? – perguntou – Sabia que nenhum dos meus amigos trocou uma das amigas quando elas brigaram com o garoto que gostavam?

– Tudo tem sua primeira vez – disse e tirei o casaco que a envolvia.

Peguei a blusa do pijama e coloquei um braço de cada vez, fechando-a na frente.

– Você está de calcinha, né? – perguntei fazendo-a rir

Tirei sua calça delicadamente e coloquei a do pijama, olhando sempre em seus olhos. Por mais que a vontade de olhar para as suas pernas fosse grande, eu queria transmitir confiança para a garota.

– Está trocada.

– Obrigada – disse olhando para a janela.

– Olha para mim – pedi e ela olhou – Sabe que eu nunca faria nada que você não quisesse, não é?

– Eu sei – disse sorrindo, mas logo voltou a chorar.

Levei minha mão até o seu rosto e o acariciei, com carinho. Com meu polegar, sequei as suas lágrimas e a abracei.

– Nunca me deixa, tá? – pediu chorando

– Eu nunca seria capaz de fazer isso.

Desvencilhei-me do abraço e a deitei, com cautela. Joguei sua roupa no chão e deitei-me ao seu lado.

– Ainda estou com frio – disse com a voz embargada.

– Calor humano? – perguntei rindo, abrindo os braços, convidando-a a se aproximar.

Ally abraçou-me e enterrou sua cabeça em meu peito. Soltei um longo suspiro.

– Queria que você gostasse de mim do jeito que gosta do Dallas – eu disse.

– Queria gostar de você do jeito que você gosta de mim. Eu juro que queria – disse apertando-me mais forte.

Notas finais
Deixem comentáááááááários