My Best Friend

5 About our first time


Notas iniciais
Queria agradecer a todos os comentários no capítulo anterior *0* Vocês são demais! Biiah Lynch, consegui! Demorei, mas consegui! Capítulo com mais de 2000 palavras o/

– Ainda estou com frio – disse com a voz embargada.

– Calor humano? – perguntei rindo, abrindo os braços, convidando-a a se aproximar.

Ally abraçou-me e enterrou sua cabeça em meu peito. Soltei um longo suspiro.

– Queria que você gostasse de mim do jeito que gosta do Dallas – eu disse.

– Queria gostar de você do jeito que você gosta de mim. Eu juro que queria – disse apertando-me mais forte.

POV Ally

Acordei com alguém chamando por mim.

– Ally...

– Ãhn? Quê? O que foi? – perguntei sonolenta

– Hora de acordar, não acha? – perguntou Austin, com um sorriso meigo.

– Claro – disse com um pequeno sorriso

– Vamos passear? – perguntou animado, sentando-se na cama.

Eu, sinceramente, não estava nem um pouco afim de ir para um parque, tomar sorvete ou qualquer outra coisa que me lembrasse o trágico encontro de ontem, mas eu senti que devia isso ao Austin. Ele foi tão educado e gentil comigo... Ele é exatamente o garoto que eu gostaria que o Dallas fosse.

Infelizmente, não é possível escolher por quem você quer se apaixonar. Na verdade, eu nunca me apaixonei de verdade. Mas se isso acontecer um dia, eu espero que seja pelo Austin, mas por mais que eu tente, eu não consigo vê-lo como algo além de um amigo.

– Sim, nós vamos – respondi, sentando-me também.

– Por mais que eu saiba a resposta, isso é um encontro? – perguntou confuso, mas a tristeza era visível em sua voz.

– Aus, olha... Eu sei que você...

– Tudo bem, vamos como amigos. Como sempre – disse com um sorriso de canto, me cortando.

– Deixa eu terminar! – Pedi e ele me olhou como se pedisse para que eu prosseguisse – Eu sei que eu você gosta de mim, e você sabe que eu não gosto de você do mesmo jeito, mas eu quero tentar ampliar minha visão sobre os meus sentimentos por você.

– Você não tem sentimentos por mim – disse me olhando seriamente e eu cerrei os olhos.

– É claro que eu tenho. Eu amo você!

– Não da maneira que eu gostaria – disse olhando em meus olhos. Desviei o olhar, nervosa.

– Olha, eu posso falar? – pedi e ele assentiu – Eu gosto de mais de você. Você é meu melhor amigo e eu sei que posso contar sempre com você, mesmo se for uma emergência de moda ou algum problema com a janela da minha casa que emperrou... Mas você sempre vai estar lá. Quando eu disse ontem que gostaria de estar apaixonada por você, eu não menti. Qualquer garota estaria feliz em gostar de você. Eu queria controlar meus sentimentos. Queria poder segurar sua mão, te beijar, dizer “eu te amo” do jeito que você gostaria que eu amasse, mas eu não posso fazer isso com você! Eu poderia estar fingindo que você é o homem da minha vida, simplesmente, pelo fato de arranjar um namorado, mas eu não posso. Eu não posso porque eu te amo demais para fazer isso com você. Pode não ser do jeito que você desejaria, mas eu amo. E quero tentar. Quero tentar ser algo além de uma amiga. Eu quero... – disse verdadeiramente – Mas eu não posso, porque não seria justo com você. Não seria justo te iludir dessa maneira. Você é importante demais para eu perder você tentando sentir algo mais. Sei que você nunca me perdoaria. E nem eu.

– Ally... Eu... Eu não sei o que dizer – disse deixando uma lágrima escapar – Acho que os seus sentimentos estão confusos... Você quer ou não tentar sentir algo a mais por mim?

– Eu quero, mas não há como tentar gostar de uma pessoa, entende? Você gosta, é assim e pronto. É o destino.

– O que propõe?

– Vamos nesse encontro.

– Encontro? – disse sorrindo

– É. É um teste. Não, quer saber. É melhor não. Vamos como amigos. Vamos deixar fluir... Se algo tiver que acontecer, acontecerá. Não é?

– Claro. Você vai se trocar?

– Vou. Me espera? – perguntei

– Claro. Mas... — coçou a nuca — Não quero que pareço abuso, mas... O momento foi muito fofo e tals, não mereço nem um selinho? – perguntou descaradamente.

– No encontro!

– Então é um encontro?

– Claro! Um encontro de amigos! – disse sorrindo e entrei no banheiro, com as peças de roupa na mão.

Tirei o pijama que estava vestindo e o segurei com as duas mãos, próximas ao meu rosto. Talvez pareça loucura, mas não pude deixar de lembrar da noite anterior: Austin colocando o pijama em mim. Respirei fundo, inspirando o cheiro de Austin que ficara nas peças. Seu perfume tinha uma presença marcante. Larguei a roupa em cima da pia e decidi não lavá-la, por enquanto.

Vesti a roupa que havia pegado (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=128160917&.locale=pt-br) e coloquei os brincos, a pulseira e o colar que Austin havia me dado de presente.

Sai do banheiro segurando o pijama na mão.

– Você demorou... – disse olhando desconfiado

– Estava viajando – disse sorrindo

– Onde estava viajando? – perguntou curioso

– A pergunta mais correta seria “Quando” – disse sorrindo vitoriosa sobre a curiosidade do loiro.

– Certo. Dá pra responder agora? – perguntou

– Estava lembrando de ontem a noite, quando você me vestiu... Seu cheiro ficou no meu pijama – disse sem pensar. Ele me olhou com um sorriso divertido e eu abaixei o rosto, envergonhada.

– Interessante.

– Austin, por favor... – disse sentindo minhas bochechas esquentarem.

Guardei meu pijama em uma parte isolada do guarda-roupa e me virei de frente para ele.

– Olha! Parece que alguém resolveu usar os acessórios que ganhou no Natal... Do ano passado. – disse sorrindo contente.

Austin estava apoiado na cama, quase sentado.

– Eu não consigo me lembrar quem me deu... – disse rindo e colando nossos corpos.

– Eu acho que lembro. Ele era muito lindo e elegante – disse sorrindo

– Acho que estou me lembrando... Ele era bem arrogante e convencido, né? – disse e o loiro fez uma careta. Beijei a ponta de seu nariz.

– Isso tem a ver com o fato de ser nosso primeiro encontro? – perguntou divertido, referindo-se aos acessórios.

– Não fala nada... Você está estragando tudo – disse fingindo estar brava.

– Certo. Vamos? – perguntou simpaticamente

– Claro. Para onde vamos?

– Levarei você para fazer um piquenique em um parque.

– Parque? – perguntei desanimada – Já não bastou ontem?

– O Dallas não vai estar lá.

– Eu sei, mas...

– Sem mas – disse me cortando – Você vai gostar. Eu prometo.

– OK. Você venceu.

Saímos do hotel e caminhamos até um parque um pouco distante.

– Chegamos – disse Austin parando em frente a uma praça.

– É aqui? – perguntei surpresa — Você disse que era um parque.

– Ah qual é? Vai ser legal, vem.

Estendemos duas toalhas, uma ao lado da outra, e sentamos. Abri a cesta repleta de besteiras.

– Refrigerante? – perguntei

– Obvio.

Pegamos duas latinhas de refrigerante e abrimos.

– Eu proponho um brinde! – disse rindo – Pela nossa amizade! – dei um sorriso e Austin me olhou, sorrindo.

Após o brinde, começamos a comer as bolachas, salgadinhos e amendoins que haviam na cesta. Ficamos encarando o movimento na rua durante um tempo, em silencio. Não era um silencio ruim, era bom.

– Hey, gata! – disse um garoto sentando ao meu lado na toalha, acabando com o tão amado silencio.

– Ér... Oi – disse sem-graça – Você é? – perguntei indiferente

– Nick. Prazer – disse beijando minha mão. Austin revirou os olhos e eu ri baixinho – E você?

– Allycia.

– E eu sou o Austin – disse sorrindo cinicamente.

– Vocês são namorados?

– Somos – respondi rapidamente – Com licença – disse ao tal do Nick, virando-me para Austin.

Enviei um olhar suplicante para o loiro que sorriu divertido.

– Sim, somos noivos – respondeu Austin.

– Noivos? – perguntou Nick.

O garoto possuía cabelos castanhos e olhos verdes. Ele não era tão alto, nem tão baixo. Com certeza, era maior que eu. Seu sorriso possuía certo sarcasmo, o que fazia dele um garoto não confiável.

– Sim, noivos. Eu o amo tanto – disse olhando nos olhos de Austin, antes de beijá-lo.

Austin aprofundou o beijo, deitando-me na toalha e subindo em cima de mim. O loiro beijou meu pescoço e eu soltei um, proposital, gemido abafado.

Desviei o olhar e vi que Nick já havia ido embora.

– Ele já foi – disse olhando para Austin.

– Eu sei, mas você me deve um beijo.

– Eu já te dei – disse socando seu ombro, com pouca força.

– Esse não valeu, você estava quase implorando para que eu fingisse ser seu namorado.

Revirei os olhos e puxei a gola da blusa do loiro, o beijando novamente. O beijo terminou depois de alguns minutos e eu não pude deixar de sorrir.

Austin deitou ao meu lado e continuamos vendo a paisagem.

– Sabe, em Nova Iorque não faz tanto calor quanto em Miami... – disse rindo

– Está com frio? – perguntou receoso

– Um pouco – admiti

– Vem cá – disse me abraçando, assim como na noite anterior.

(...)

Voltamos para o hotel de mãos dadas, sem dialogar sequer uma palavra.

– Sabe, eu gostei de falar da sua virgindade... – disse assim que entramos no quarto, deitando na cama.

– Austin, por favor – reclamei.

– Com quem pretende perdê-la? – perguntou sorrindo descaradamente

– Austin, não falaremos sobre isso – digo deitando-me ao seu lado.

– Por que não?

– Porque não se fala sobre isso com o seu melhor amigo!

– Então tá. Faremos assim. Eu te conto um segredo e você me conta outro.

Pensei um pouco... Não poderia ser tão ruim assim.

– Qual é? Já está na hora de falarmos sobre isso. Você sabe tudo sobre minha vida intima, mas eu não sei nada sobre a sua – ele disse com voz de criança querendo doce.

– Eu tenho vergonha... – disse olhando para o teto

– Mas não precisa. Confia em mim? – perguntou

– Confio.

– Certo. Eu te faço uma pergunta e você responde, pode ser? Assim fica mais divertido!

– Pode ser – digo cedendo.

– Você já imaginou como seria sua... Primeira vez? – perguntou e eu pensei na resposta, ainda sem olhar para ele.

– Isso é tão estranho. Falar sobre isso com você...

– Somos melhores amigos, né? Amigos compartilham segredos, é isso que nós mantem unidos (N/A Palavras sábias de Alison DiLaurentis – Pretty Little Liars)

– Já, eu já imaginei. Acho que todas as garotas já imaginaram como séria... Você já se barbeou? – perguntei e vi como a minha pergunta era totalmente idiota.

– Sério? Você consegue perguntar algo melhor. Lembra? Intimidade. Eu respondo. Confio em você.

– Você mudaria a sua primeira vez se pudesse? – perguntei ainda receosa sobre estarmos conversando sobre esse assunto.

– Mudaria. Como você imaginou sua primeira vez?

– Eu estava saindo do banho, só de toalha e... “Ele” – disse me referindo ao garoto com quem imaginei ter minha primeira vez – Me esperava do lado de fora do quarto, com velas, lençóis brancos e pétalas de rosa... Eu sei, é ridículo e clichê, pode falar.

– Não acho. Achei bem romântico – disse sorrindo.

– Com quem você gostaria que fosse sua primeira vez? – perguntei a ele e senti meu estomago formigar de medo, ansiedade, nervosismo, constrangimento e nostalgia.

– Com a garota pela qual eu estou apaixonado – diz olhando em meus olhos, fazendo-me desviá-los – Acho que não preciso dizer que é você...

Pisco algumas vezes, nervosa com a situação. Eu queria matar a curiosidade dentro de mim, mesmo já tendo quase certeza da resposta.

– E você? Com quem imaginou a sua primeira vez? – perguntou consternado.

– Com quem você acha que foi? – perguntei olhando, finalmente, eu seus olhos.

– Regras do jogo: Você não pode me responder com outra pergunta, esqueceu?

– Regras do jogo: Eu te fiz uma pergunta e você perguntou se eu esqueci... Não vale – disse com um pequeno sorriso.

– Ok. Venceu. Dallas, obviamente.

Sorri olhando para os olhos do loiro. Eles brilhavam de uma maneira diferente agora, não possuía alegria e felicidade, apenas tristeza e descontentamento.

– Com você – respondi sussurrando.

Austin fechou os olhos, mas logo os abriu, surpreso com o que escutara.

– Não tem graça.

– Não é pra ter – respondi ainda sussurrando. Por mais que eu quisesse falar normalmente, a minha sanidade e a mínima distancia entre nós, não me permitiam isso.

– Alls, é sério.

– Eu nunca falei nada mais sério na minha vida – digo ainda próxima.

– Por quê?

– Porque eu quero que seja especial. E sei que você tornaria o mais especial o possível – digo verdadeiramente.

– Mas para ser especial, você tem que amar a pessoa...

– Eu te amo – digo sentindo lágrimas invadindo meus olhos

– Alls... – sussurrou quase tocando nossos lábios – Você está pedindo para fazer amor comigo? — perguntou rindo

– Não! – disse rindo também, com a voz um pouco mais firme – Eu só estava me justificando. Não queria que você entendesse errado, só isso.

– É uma pena. Eu faria com todo prazer, literalmente – diz limpando minhas lágrimas.

Não pude conter uma risada. Era impossível. Até falando besteira, ele consegue ser encantador.

– Boa noite – diz olhando em meus olhos.

– Eu não vou conseguir dormir sem antes te beijar – admiti e o beijei da maneira mais delicada que alguém poderia beijar outra pessoa.

Notas finais
DEIXEM COMENTÁRIOS