Music In My Heart

6 Capitulo 6 - The Necklace


Notas iniciais
Eu tive sumida sei, mas passou-se umm monteee de coisas! Eu estive a viajar, depois tinha a escola e tudo o mais e estou em época de exames e não pude de maneira nenhuma postar :/ fiz ontem exame de Português e na próxima segunda tenho de Matemática... Mas as boas noticias são que depois disso, entro em férias :33 então rezemos para que poste com mais frequência (e eu tenho certeza que vou u.u) Primeiramente, dedico este capitulo ao lucas set67 que já havia recomendado mas também favoritou agora, e à Breh Solace pela favoritação :3 também gostava de dedicá-lo a todos os que comentaram o meu ultimo capitulo (praticamente todos nunca o haviam feito) então obrigada e espero que comente este :33 também espero que os outros sigam os seus exemplos ehehe ;) Bem, como já devem estar fartos de mim, façam o favor de ler o capitulo e espero que gostem :D

Como não consegui formular nenhum plano de fuga especialmente épico, decidi aproveitar. Afinal, quão mau seria passar a tarde com alguns rapazes de beleza ímpar num arranha-céu luxuoso? Tentei convencer-me, com um suspiro.

Sinceramente, o próprio apartamento do meu pai, que achava particularmente bonito e com uma vista fascinante, perdia todo o seu encanto para este, alicerçado bem no centro de Manhattan. Mas assim que pôs um pé fora do elevador, decidi que nunca, sob circunstância alguma, teria estes rapazes como vizinhos. Música de gosto duvidoso soava por toda a cobertura, bem como gritos estridentes, e surpreendi-me quando, após alguns segundos, me apercebi que todo o piso os pertencia.

O porteiro, um homem na casa dos vinte e pouco anos que se assegurava que só os The Necklace frequentavam aquele andar, trocou um olhar malicioso com Percy e Connor.

— Não te exaltes — sussurrou Percy, junto ao meu ouvido, fazendo um arrepio percorrer-me a espinha. Mantinha uma mão no meu ombro numa espécie de convite para olhá-lo. Fitei-o sem entender. Quando finalmente compreendi o significado daquele olhar e o porquê daquelas palavras, não consegui evitar a sensação de náusea ou a cara de nojo.

— Thalia… — chamou, hesitante. Se ele achava que seria mais uma menina a cair na sua cama só porque ele era famoso e bem-parecido, estava muito enganado. Estava farta de rapazes com a mania que são homens pelo simples facto de darem uso ao que têm entre as pernas. Sacudi o ombro e, olhando para os pés, entrei pela porta aberta sem esperar convite.

Tentei não demonstrar o meu entusiasmo enquanto olhava as paredes cor de champanhe ricamente decoradas por obras de arte. E, embora eu não seja uma artista conceituada (ou minimamente habilidosa na verdade), era uma grande apreciadora da pintura. Conseguia sentir o olhar de Percy penetrar-me as costas com tal intensidade, vigiando o mais subtil dos meus movimentos, que senti-me tentada a virar-me e falar-lhe. Só que não o fiz, ele não interrompeu a sua conversa animada com Annabeth nem tampouco tentou dizer-me algo novamente.

Enfiei as unhas nas palmas da mão ao sentir o bafo quente de Connor acariciar-me a pele do rosto, um segundo antes de ele colocar o próprio braço sobre os meus ombros descontraidamente.

— Pintas? — perguntou-me, num tom de voz que sugeria que estávamos a partilhar segredos.

Abanei a cabeça e empurrei o seu braço para longe. No mesmo instante, Connor o recolocou, claramente não percebendo a dica.

— Eu sim – comentou, mas pareceu reconsiderar e adicionou franzindo o sobrolho – Na verdade fiz um curso de desenho para iniciantes online. Não acho que me serviu de muito. Já o Percy fá-lo por paixão. Espera só até veres o quarto dele, é absolutamente fenomenal.

Proibi-me de pensar sobre a quantidade de raparigas que já haviam entrado no quarto no seu quarto. Contando que ele não me tomasse por uma conquista, a sua vida privada não me dizia respeito.

Serpenteámos por mais alguns corredores antes de darmos com a sala. À nossa entrada, o cómodo imediatamente silenciou-se, com exceção da música que continuava a tocar surpreendentemente alta. Olhei em volta à procura da fonte do ruído, espantada com a informalidade do local. Alguns estofos dos sofás que, todos juntos, abrigariam cerca de 10 pessoas, estavam espalhados pelo chão e a mesa de centro, feita de madeira escura, estava recheada das mais diversas porcarias. Na parede Oeste, que possuía uma cor semelhante à do oceano num dia de tempestade, estava afixada uma grande televisão, praticamente idêntica às dos cinemas, com um ‘’Pausa’’ escrito em letras fantasmagóricas no seu centro. Finalmente, consegui ver um pequeno rádio a espreitar debaixo de uma coberta marrom felpuda.

Depois, só muito cor-de-rosa e cabelos dourados ao meu redor enquanto alguém me espremia em seus braços.

— Prazer. Sou a Silena — introduziu-se energeticamente, assim que largou Annabeth. Equilibrava-se num par de sapatos agulha e mantinha um sorriso estonteante na face. A única palavra que a descreveria seria… deslumbrante.

Puxou-nos pela mão para o sofá e sentou-se entre nós as duas, ajeitando a saia rodada delicadamente. Mantinha um brilho entusiasmado nos olhos azuis translúcidos, o que me fez dar um sorrisinho envergonhado. Nunca, em toda a minha vida, alguém demonstrara tamanho interesse em me conhecer.

— Chamo-me Thalia — apresentei-me educadamente, sentindo a concentração de sangue nas bochechas. Como Annabeth não se introduziu, tentei oferecer-lhe um olhar cortante, mas os seus olhos navegavam sonhadores pelo espaço e pelas pessoas.

— Ela é a Annabeth. Uma grande fã — continuei, dando um risinho forçado. Ninguém se manifestou durante o que pareceu demasiado tempo, mas em menos de um minuto caíram todos na gargalhada. Só quando não consegui forçar o ar a entrar nos pulmões que me apercebi que também me juntara a eles.

— Oh! Oh! — exclamou Silena, embora ainda respirasse com dificuldade por conta do riso — Tive uma ideia!

— Seja o que for, é uma péssima ideia — avisou um rapaz no extremo oposto, com a boca cheia de pipocas. Assim que pôs os olhos sobre ele, soube que era da mesma família de Connor: ambos possuíam o mesmo cabelo castanho desalinhado, os mesmos olhos travessos e traços delgados.

Silena olhou-o carrancuda.

— As minhas ideias são excelentes, Travis!

— Na verdade, metem-me medo. Alguém acaba sempre humilhado, ferido, bem vestido ou com uma indemnização enorme para pagar — concordou Connor.

— É. Nós só aceitámos porque, mesmo que o Beckendorf seja nosso guarda-costas, ele nos mataria se te magoássemos – admitiu Percy, uma covinha a enfeitar-lhe o sorriso.

— Hum, eu hum, adoraria ouvir o que tens em mente Silena – comentei indecisa. Tinha um pressentimento que isto ia acabar terrivelmente mal para mim, mas ela era adorável bem como dona de um entusiasmo invejável, que me sentiria culpada caso o tirasse dela.

Silena bateu as mãos à frente do rosto feliz enquanto Travis matutava um ‘’Depois não digas que não te avisámos’’, por baixo da respiração.

— Então é assim: cada um faz uma introdução básica sobre si mesmo, seguido de um facto interessante — explicou ela pacientemente. — Os presentes poderão intervir caso vocês não souberem o que dizer ou não acharem curioso o suficiente.

Percy abanou a cabeça com um suspiro.

— Então, seguiremos o caminho do humilhante — predestinou ele, enfiando as mãos nos bolsos dos jeans como se pudesse esconder os seus segredos do mesmo modo que fez com as mãos. — Lado positivo: vamos nos humilhar em conjunto!

Silena revirou os olhos.

— Começo eu — disse ela, levantando-se do sofá com graciosidade para que todos a pudessem ver. — Chamo-me Silena Beauregard, 23 anos…

— … ela é um dos anjos da Victoria’s Secret, — cortou-lhe Connor. Silena deu-lhe um olhar furioso que ele fingiu não perceber — e uma vez foi apanhada semi-nua num show nosso em Chicago. Ah! E o melhor de tudo: quem diria que ela sabe lutar? Mas eis a fantástica verdade: por baixo das unhas postiças e dos anéis caros estão na verdade os punhos de uma grande lutadora de Kickboxing. Dá cabo deles, Silena!

Ela revirou os olhos e, para minha surpresa, começou a gargalhar.

— O Connor e o Travis já foram presos.

Ambos os irmãos deixaram escapar um brado de indignação. Ela piscou-lhes o olho e fez uma pequena vénia.

— Estás a fazer-nos parecer criminosos Silena — queixou-se Connor.

— E eu não disse nada, nem sei porque fui puxado para a conversa… Defende a minha honra Katie! — pediu Travis, erguendo uma espada invisível.

Só então reparei na menina sentada no chão, com as costas prensadas no sofá. Ela puxou uma mecha de cabelo castanho liso para detrás da orelha e passou um dedo pela boca descontraidamente.

— Ela está a dizer a verdade. — disse Katie, dando de ombros — O pior mesmo é que eles foram presos por roubarem chocolate.

— E um pacote de pastilhas elásticas. — corrigiu-lhe Travis.

Comecei a rir, porque convenhamos, tinha muita piada. Como era possível dois jovens riquíssimos terem ido presos por roubarem doces?

— Tínhamos 11 anos — defendeu-se, mas reparei que fazia um esforço enorme para não rir da própria história. — Que tipo de pessoa és tu, e testemunhar contra o próprio namorado?

Katie revirou os olhos caramelo devido ao seu dramatismo:

— Ouvi dizer algures que só quando um casal celebra o matrimónio é que a esposa não pode testemunhar contra o marido.

— Exato! — Exclamou, como se detivesse toda a razão quando, na verdade, ainda não havia dito nada a seu favor — Mais alguns meses e és uma Stoll oficialmente, então porque não começares já a tirar partido por mim?

Espera, o quê?

— Vocês vão casar? — inquiriu Annie, falando pela primeira vez. Fiquei seriamente admirada por ela não o saber porque, vamos ser sinceros, o leigo aqui sou eu.

Katie puxou a mão esquerda do seu colo, estendendo-a na nossa direção. No seu dedo anelar repousava um fino aro de prata incrustado de pequenos diamantes e um outro ligeiramente maior no meio.

— Parabéns — congratulei com um sorriso promissor. Já Annabeth foi mais longe, levantando-se e envolvendo Katie num abraço caloroso. Pelo canto do olho, vi Travis a olhá-la com tal carinho e admiração que senti que estava a invadir um momento muito privado e desviei o olhar.

Uma só vez na vida pensei em casamento. Definitivamente, aconteceria num estado diferente deste e envolvia um marido com cabelo loiro e olhos azuis. Levei demasiado tempo a compreender que, apesar das características físicas assemelharem-se a de um príncipe encantado, ele estava longe disso.

Quando reparei que todos ao meu redor me olhavam com expectativa, soube imediatamente que me escapara algo.

— Podes repetir? — pedi, amaldiçoando-me por corar.

— É a tua vez — repetiu Silena, com um sorriso simpático. Ao perceber o meu semblante confuso adicionou —, para falares sobre ti, contares um facto embaraçoso e tal…

— Ah, hum, chamo-me Thalia Grace, 18 anos, e hum, vivo em São Francisco. — sinceramente, toda a frase soou mais com uma pergunta do que uma afirmação. Silena olhou-me com as sobrancelhas loiras enrugadas devido ao esforço que fazia para pensar. Por favor, por favor, não me perguntes isso, por favor.

— Então qual a razão de teres vindo a Nova Iorque? Férias casuais? Se bem que, pessoalmente, considero São Francisco maravilhoso.

E ela perguntou.

— O meu namorado meio que me traiu — confessei. Eu sei bem que poderia ter mentido ou concordado com Silena, mas eles estavam a ser tão sinceros e entusiásticos que não me pareceu justo. O ar ficou pesado e por instantes, todos permaneceram calados.

— Ele é um idiota. — concluiu Silena e todos os outros rapidamente concordaram, falando uns por cima dos outros. Todavia, a única coisa que me fez sentir mal foi o olhar de Annabeth: pena e pesar dançavam nas suas íris acinzentadas.

— Peço desculpa — falei, apesar de ter consciência que a pergunta que se seguiria iria me envergonhar. Mas que posso dizer? Era bem melhor do que ter todos eles a discutir a minha vida amorosa —, alguém pode me dizer quantos de vocês pertencem aos The Necklace por favor? Eu não sigo propriamente a vossa carreira.

Connor deu-me um olhar benevolente e estava prestes a falar quando Percy o interrompeu.

— Somos quatro — afirmou. — Eu, Connor, Travis e Nico formamos os The Necklace. No entanto temos o nosso adorável segurança e namorado da Silena, Beckendorf…

— Charlie — interrompeu ela.

— O quê?

— Prefiro quando o chamam Charles e não Beckendorf — explicou aborrecida.

Percy sacudiu a cabeça com se estivesse a tentar clarear as ideias.

— Como estava a dizer antes de Silena ter-me interrompido tão rudemente, Beckendorf é o nosso guarda-costas. Criamos um plano absolutamente fenomenal na qual o convencemos a ir buscar uma piza — franzi o nariz — e prometemos ficar aqui até ele voltar, mas, entretanto, fomos vos buscar às duas. Chris Rodriguez, um admirável jovem hispânico, é o nosso empresário, só que como a profissão ordena, teve algumas coisas para resolver, daí não estar presente.

Achei piada em como ele adjetivava positivamente cada um que não estava ali presente antes de os dar a conhecer. Todos com exceção de um.

— Onde está o Nico?

Eles olharam entre si por momentos antes de me responderem. Ouvi Annabeth dar um longo suspiro. Agora havia sido eu quem tocara num assunto delicado.

— Noite complicada — informou-me Connor sem mais detalhes.

Tive vontade de perguntar mais sobre o assunto contudo refreei-me. Até porque, não muito tempo depois, o meu cérebro só se concentrava em dois aspectos: fome e uma vontade absurda de ir à casa de banho.

À medida que as conversas recomeçavam, Percy sentou-se a meu lado. Observou-me com olhos de falcão, à espera de qualquer sinal de que não o iria atacar. Curvei os lábios.

— Desculpa — disse, olhando para as mãos. Esperava que Percy não estivesse chateado comigo pelo meu comportamento infantil ou que decidisse que nunca mais iria sair comigo. Eles eram todos espetaculares e compreendi pela primeira vez quão sortuda era. Não somente por estar a realizar o sonho de milhões de adolescentes fanáticas, mas por ter sido tão bem recebida entre ele. — Por ter-me exaltado contigo lá fora. Eu fui uma menina mimada. A tua vida privada não me diz respeito.

A ruga de confusão na sua testa intensificou-se:

— O quê? Thalia, nunca trouxe nenhuma rapariga para aqui. Nunca. Eu estava a tentar explicar isso antes de entrarmos, mas tu não me deixaste. Sabia que ias interpretar mal.

— Mas o porteiro…

— Will é um mal intencionado — comentou, a rir. Dei de ombros.

— Bem não podes me culpar. A minha experiência com rapaz não é propriamente fantástica e sem erros.

Uma sombra negra atravessou-lhe o rosto e a sua mandíbula enrijeceu.

— Como ele se chamava? — indagou baixinho. Embora Percy não houvesse dito, sabia a que se referia.

— Luke.

Ele prendeu os olhos nos meus. Senti-me como se estivesse a flutuar no oceano, a água relaxando-me e acariciando-me pele com cuidado e carinho. Jurava que, se me concentrasse o suficiente, conseguia sentir o ruído do mar a bater na areia.

— Se fosses minha, nunca te iria magoar — prometeu, ainda me olhando fixamente. Quebrei o contacto visual. O coração batia-me tão rápido que perguntei-me como ele não saiu disparado peito fora.

— Porém não o sou Percy.

Profundamente, mas não assim tanto para ser sincera, desejava que ele fosse meu e eu fosse dele, sem mais ninguém a atrapalhar.

Notas finais
Sabem eu amo recomendações :33 se quiserem fazer estao à vontade, just saying... e também amo favoritações e comentários u.u Quantos comentários acham que mereço? Foi o maior capitulo que escrevi até agora então digam-me o que acharam realmente e espero que comentem lindos, nem que seja para me xingar! :D ps. O que acharam da minha assinatura super sexy com o Lukito?