Mundos Diferentes, Sentimentos Iguais

26 Capítulo 26 - De olhos fechados, o amor prevalece


Notas iniciais
' Bom, vamos lá, depois do último capítulo que praticamente só serviu pra enrolar e atrasar a continuação da história, vamos ao que interessa: Paulo Guerra! Veremos nesse capítulo o que irá acontecer com Paulo, viver ou morrer? Vamos lá! ' Boa leitura, e, é claro, comentem.

– Então... Podemos voltar a ser amigas? Por favor Valéria! Eu não tenho mais ninguém além do Lukas, eu preciso de você! — Alícia falou chorando muito, Valéria a abraçou fortemente.

– É claro que podemos voltar a ser amigas! Era o que eu mais queria! Todos esses anos eu esperei por isso... — Valéria falou se afastando da amiga.

– Ótimo, então temos muito pra fazer e aproveitar, vamos começ... — Alícia foi interrompida por seu celular que começou a tocar.

Ligação on

– A-Alícia... — Ao atender o telefone, uma voz chorosa pode ser escutada.

– Sim, sou eu. Quem tá falando?

– É a Marcelina, Alícia Vem aqui em casa, por favor! RÁPIDO! — Marcelina gritava desesperada pra Alícia.

– O-ok... TÔ indo ae junto da Valéria! — Alícia desligou o celular e encarou Valéria.

Ligação off

– O que aconteceu? — Valéria perguntou preocupada.

– Não faço ideia... — Alícia puxou Valéria pelo pulso e foi até a casa de Marcelina.

Enquanto as garotas iam para a casa de Marcelina, os pais de Paulo iam para o hospital aceleradamente. Ao chegar lá Roberto correu pra buscar informações, de maneira impaciente ele perguntou e quando obteve a resposta não esperou, apenas correu ao encontro de onde se encontrava seu filho.

– Meu filho, cadê ele! Cadê meu fil... — Roberto parava ao ver uma sala escrita o nome de Paulo Guerra.

– O senhor é algum parente do garoto? — Perguntou uma enfermeira.

– Eu sou o pai! E quero ver meu filho! — O pai gritou e a enfermeira autorizou a entrada e deu-lhes máscaras, aí eles entraram.

– Paulo! Meu filho! O que aconteceu com você, meu filho... — Lílian caiu em lágrimas ao ver o filho num estado como aquele.

– Doutor, meu filho tem alguma chance de sobreviver? — Roberto perguntou desesperado.

– Provavelmente não... Fizemos o possível, porém o cansaço acumulado no corpo dele, a exposição ao frio que ele tomou, a falta de nutrientes para um corpo manter-se firme e forte, tudo isso foi muito prejudicial para ele. — O médico falou e Roberto o segurou pelo colarinho.

– Diz que tem como salvar meu filho! — Lílian foi até Roberto e o empurrou com um abraço, o homem pôs-se a chorar junto da mulher.

– Eu sinto muito, muito mesmo. Mas se seu filho sobreviver, vai ser pro contar de um milagre. — O Médico viu a tristeza da família e retirou-se do local.

Enquanto os pais choravam, as garotas iam para a casa de Marcelina, e os médicos tentavam de tudo quanto é forme ajudar o garoto. O garoto tentava se ajudar, da sua maneira.

– O-onde é que eu estou? — Paulo perguntou confuso — Isso é um hospital?

– Pode ser, ou pode não ser. — Uma voz falava para Paulo.

– Aqueles são meus pais! Cara, que saudade de vocês, eu quero pedir desculpas por... — Paulo correu para abraça-los mas acabou ultrapassando eles.

– Você não pode ter contato com os vivos, garoto. — A voz agora aparecia em frente a Paulo tomando um corpo.

– Você é... um espírito? E eu também sou? — Paulo começou a pensar um pouco e deduziu que — EU ESTOU MORTO?!

– Não sei... Você se considerou vivo até alguns instantes... — A voz falou.

– É, pena que foi apenas uma consideração. Quer dizer que eu morri mesmo? — Paulo perguntou com uma feição triste — Afinal, quem é você e porque está aqui comigo?

– Digamos que eu sou um espírito amigo, apenas isso. Um anjo, por assim dizer. — O anjo falou e Paulo o encarou admirado.

– Você é um anjo? E veio me levar pro céu, né? — O garoto abaixou a cabeça e de repente, ele e o anjo começaram a voar.

– É isso que você quer? Ir para o céu? — O anjo perguntou — Uma pessoa só vai pro céu quando sua missão aqui na Terra chegou ao fim garoto. Considera-se de missão feita, Paulo?

– Eu... Eu não faço a mínima ideia... Eu desviei completamente do caminho que eu tinha que seguir, eu abandonei tudo... Deixei de lado tudo o que eu conquistei por um amor idiota, um sentimento que eu não sei se será retribuído. — Paulo falou sinceramente.

– Nenhum amor é idiota, se você fez tudo isso por esse amor, é porque é pra acontecer. O seu futuro depende das suas atitudes, Guerra. — O anjo parou de voar o que fez com que Paulo parasse também.

– Que futuro? Eu estou morto... — Paulo falou com uma tristeza profunda em seu olhar. — Eu não aproveitei nada. Briguei com meu pai por vários e vários anos, sempre enchi o saco da Marcelina, sempre trouxe tragédias pra minha mãe. Acho que sem mim eles vão viver melhor...

– Foi a mesma coisa que você disse quando fugiu de casa, lembra? — Paulo deixou algumas lágrimas escaparem — Me diz, ao ver seus pais chorando, acha mesmo que sem você a vida deles foi melhor?

– Não... No fundo, tudo que meus pais fizeram por mim foi por amor. Eu nunca pensei assim. — Paulo encarou o anjo que sorriu.

– Todo mundo pode ter uma segunda chance Paulo. Mas entre a vida e a morte, uma segunda chance é a mesma coisa que quebrar uma regra fatal. — O anjo falou encarando Paulo que estava assustado — Se você conseguir voltar, você terá que recomeçar Paulo. Corrija seus erros! Mude tudo o que você fez de errado!

– Sim, sim! Eu vou mudar! Eu vou mudar pra viver e pra orgulhar todos que estão ao meu redor! — Paulo falou determinado.

– E acima de tudo, ame! Amor não é um sentimento idiota Paulo. Idiota é aquele que não ama. — o anjo falou e paulo deu um sorriso sincero. — Você tem uma vida longa se souber fazer as escolhas certas. Lembra?

– Sim, eu lembro. Vou fazer todas as escolhas certas a partir de hoje. — Paulo encarou o anjo sorridente.

– Não, não vai mesmo. Você ainda continuará sendo o Paulo Guerra, cometerá seus erros como sempre cometeu, a única diferença e que saberá quando parar, eu espero. — Paulo riu com tal comentário do anjo.

Paulo sorriu enquanto chorava, lágrimas de alegria, como há tempos não tinham vindo de seus olhos.

– Então Paulo, você vai mudar? — O anjo perguntou com voz firme.

– Sim, eu vou! E pra melhor! — Paulo prometeu sorridente.

– Então, espero não lhe ver aqui até chegar a hora certa.

O anjo foi consumido pela luz e subiu ao céus acenando para Paulo, porém penas de suas asas caíram e uniram-se em único ponto que começou a brilhar.

A luz começou a criar a forma de um corpo e avançou até Paulo abraçando-o, a luz se tratava do Paulo do 3° ano.

– Que bom que você voltou! — Ambos brilharam juntos num abraço em meio a lágrimas, Paulo começou a brilhar e de repente viu-se no hospital, pensando que tudo tinha sido um sonho ele olha para o lado.

– M-mãe... Papai... — Paulo falou e seus pais viraram para ele.

– PAULO! — Lílian correu para abraçar o filho dela.

Os médicos chegaram e ficaram surpresos com o retorno do garoto que estava praticamente entregue a morte. Os pais abraçavam o garoto em conjunto felizes como nunca ficaram antes.

Enquanto isso, na casa de Marcelina. Valéria e Alícia tentavam acalmar a garota que chorava muito, quase todos os amigos da garota estavam lá. Daniel, Maria Joaquina, Valéria, Adiel, Alícia, Jaime, Lukas, Ametisa e Cirilo. Todos juntos para acalmar a amiga.

O silêncio reinava enquanto Marcelina chorava nos braços do Daniel e Alícia fazia carinho nos cabelos da amiga. Porém, o silêncio é cortado com o som do telefone trazendo notícias.

– Deixa que eu atendo... — Maria Joaquina levantou-se e foi até o telefone.

Ligação on

– Aló? Maria Joaquina? — A voz doce e feliz do outro lado do telefone falava — Vem com a Marcelina e com quem estiver aí para o hospital!

– Mas e o Paulo? Será que é bom ela ver ele no estado que ele deve estar? — Maria Joaquina falou baixo para Marcelina não ouvir.

– Ele está bem, e está vivo! Ele falou comigo Maria! Os médicos disseram que foi um milagre e que ele vai ficar bem. — Lílian gritou de alegria no hospital o que fez Maria abrir um grande sorriso.

– Sério?! Graças a Deus! Tô indo aí com a Marce e o pessoal agora! — Maria falou e desligou o telefone.

Ligação off

– Marcelina Guerra! Levanta daí e vamos pro hospital! O Paulo tá vivo e os médicos disseram que ele vai viver muito mais! — Maria gritou e Marcelina levantou feliz.

– Então vamos! Jaime você é maior de idade, pega o carro da minha mãe e vamos pra lá! — Marcelina falou.

– Vai caber todo mundo no carro? — Jaime perguntou confuso.

– O Adiel também é maior de idade, ele também tem carteira e pode levar o resto! Vão indo vocês na frente! — Valéria falou.

– Não... Eu faço questão que você venha conosco! — Marcelina puxou Valéria e Maria Joaquina enquanto Jaime ia pegar as chaves.

– Boa sorte, amiga... — Alícia falou e deixou uma lágrima cair.

Mesmo com todo o trânsito que pegaram, chegaram ao hospital e uma hora. Pegaram todas as informações necessárias e as máscaras e foram até o quarto de Paulo.

Ao entrarem lá, Marcelina foi até Paulo e abraçou o irmão que na hora abriu os olhos e sorriu.

– Me perdoa Marce... Eu fui um péssimo irmão e ia morrer sem compensar isso. — Paulo falou sinceramente.

– Não, você é um ótimo irmão, o irmão perfeito. Eu sempre te amei mesmo você enchendo meu saco quase sempre! Você é meu irmão e eu te amo Paulo, amo mesmo. — Marcelina falou abraçando o irmão enquanto chorava.

– Paulito... — Jaime falou e foi até o amigo — Fique sabendo, que no momento eu tô feliz que você tá vivo parceiro. Mas quando você melhorar, prepare-se para receber de volta os quatro socos que você me deu na cara.

– Ninguém respeite o semi-morto não? — Paulo falou e fez todos darem um sorriso.

– Mesmo nesse estado você ainda faz piadas como essa? Você não muda mesmo né? — Maria falou e segurou a mão do garoto — Que bom que você tá bem Paulo... Todos ficaram preocupados, até eu se quiser acreditar...

– É, eu acredito... Acredito em tudo agora. Desculpas ter preocupado todos... Vocês... — Paulo falou levantando-se e sentando na cama.

– Parece que as proteínas injetadas em você já estão fazendo efeito. Você já recuperou um pouco da sua força, só não tente sair daí nem se locomover muito. — O médico falou e Paulo sorriu.

– Paulo... — Valéria falou e todos abriram espaço para ela e Paulo se olharem.

– Valéria... — Paulo falou encarando a garota com um olhar confuso. Estava feliz por ela estar ali, mas estava com medo do que poderia acontecer.

– É, acho melhor irmos por um tempo, né? — Maria Joaquina falou e todos se retiraram do quarto, até os médicos e enfermeiras.

Valéria e Paulo ficaram se encarando, não sabiam o que dizer, apenas sorriam um pro outro que nem dois bobos apaixonados.

– Paulo, sabe... É muito bom você estar aqui. Eu senti a sua falta, senti mesmo. — Paulo sorriu com tal comentário.

– Também senti a sua... Mas eu senti porque... — Paulo se esticou e puxou a mão dela, fez ela sentar na cama e a encarou — Eu tinha que ter te dito isso há muito tempo, tudo isso foi porque...

Antes de falar Valéria colocou o dedo na boca dele, ele a encarou e ela sorriu.

– Eu também te amo, Paulo. — Ela falou e se aproximou dele, ambos ficaram próximos um do outro e se beijaram.

Anos de brigas e de discussões, terminaram ali com um beijo romântico que resolveria todas as intrigas até hoje.

Ao fundo, via-se o Paulo do 3° ano encostado na porta acenando para o Paulo atual, que sorriu e acenou de volta. Aos poucos, o pequeno Paulo desapareceu de vista, sinal de que Paulo finalmente, havia crescido na vida.

– Eu te amo, Valéria.

Notas finais
' E aí está, esse foi o capítulo. Reviews?