Mundos Diferentes, Sentimentos Iguais
27 Capítulo 27 - Confusões escolares, retomando a normalidade
Notas iniciais
Uma semana desde o acontecimento se passou, Paulo já voltara para a escola e embora ainda fosse o foco dos assuntos, já não era tanto destaque assim.
As coisas tinham mudado na escola, Paulo que antes era o mais popular da escola agora interagia como todos igualmente, estava completamente mudado, coisa que preocupava seus colegas, porém para eles era melhor que Paulo continuasse a ser assim.
Marcelina e Daniel agora podiam passar mais tempo juntos, conversavam, riam, beijavam-se, aproveitavam o momento que eles tinham juntos.
Valéria e Paulo também aproveitavam o tempo deles juntos, agora que eles estavam juntos nada mais poderia separá-los, estavam juntos como sempre quiseram.
Tom e Bibi também estavam felizes, curtiam ao outro, era um namoro diferente. Recebiam olhares de todos seus colegas, uns achavam aquilo fofo, outros estranhavam, outros apenas não ligavam.
O único que realmente não podia ser feliz com quem ele queria era Jaime, desde sua discussão com Maria Joaquina o garoto tem se afastado de tudo, principalmente de seus amigos.
Maria Joaquina agia de igual forma, estava mais afastada do que já era antes, agia com ignorância com suas amigas, só conversava com Margarida e Marcelina, isso quando não expulsava elas. A situação não era nada fácil para ela, queria desculpar Jaime mas sabia que se fizesse isso ia acabar se magoando novamente, queria que o garoto amadurecesse e fosse pedir desculpas para ela.
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Do outro lado da escola, Adriano estava com Fábio observando as garotas na quadra jogando vólei. Estava junto de Mário, Lukas e Ronan.
– Olha essa daí, que delícia hein! — Ronan gritou enquanto a garota virava para ele e mostrava-lhe o dedo do meio.
– Na boa Hevelyn, você tem muita mais bunda que a Esther, como será que o pessoal da sua sala curtem tanto ela com você aí? — Comentário de Mário que despertou risos nos demais.
Alícia, Fernanda e Ametisa chegaram e viram os garotos deitados no chão usando as mochilas como travesseiro e logo encararam eles um tanto que nervosas.
– Que coisa mais ridícula né? Deitar aí e ficar vendo meninas do 9° Ano jogando? — Comentário de Fernanda completamente indignada.
– Qualé, olha só isso, é uma delícia que só — Ronan falou fazendo graça.
– A visão do paraíso um pouco antes da morte! — Fábio falou com um sorriso estampado no rosto.
– Até você, Adriano? Nunca achei que você seria capaz disso um dia! — Alícia falou relembrando os tempos antigos.
– As coisas mudam Alícia, aceite se quiser. — Adriano falou com seu jeito relaxado.
– Sério que eles ficam aí babando por pirralhas do 9° Ano? — Ametisa perguntou como se tirasse onda dos garotos.
– Quer o que? Que olhemos você? — Fábio falou olhando Ametisa de baixo pra cima — Até que não é nada mal hein, dá pra ir de boa.
– Se liga garoto! — Ametisa gritou com o garoto, e teria ido para cima dele se Alícia não tivesse segurado.
– Opa, calmaê gata. Se é pra dar chilique fica na sua e deixa a gente olhar as meninas do 9°. — Fábio falou mandando um sorriso pra Ametisa, que corou com o ato.
– Porque você ficou nervosa? Ele só fez uma comentário qualquer, afinal, com todo o respeito, você é uma das que mais tem corpo da sala... — Mário olhou para Ametisa que estava bufando de raiva — Não tá mais aqui quem falou, foi mal! — Falou erguendo as mãos pro alto e voltando sua atenção a quadra.
– Eu posso até ter corpo, mas não é pra ficarem notando e falando dele assim. Tenho corpo sim, sou gostosa sim, mas não é pra fazerem comentários desse jeito. Sejam um pouco mais civilizados né? — Ametisa gritou com os garotos que se assustaram com tal ato.
– Da próxima vez nasce menos gostosa então. — Fábio levantou-se e encarou Ametisa — Tem certeza que não quer comentários sobre seu corpo? Com esse shortinho curto da escola é como pedir para ser homenageada, se é que você me entende — As últimas palavras de Fábio despertaram risos nos demais — De que pirralha você roubou esse shorts? Porque ele parecia pertencer a uma menina de 10 anos, de tão pequeno e apertado que ele ficou em você.
– O short que eu uso ou deixo de usar é problema meu! Quer dizer que agora porque eu visto um short assim eu tô pedindo indiretamente pra ser comida? É isso que vocês pensam? Se eu ver vocês sem camisa ou só de cueca, vou poder comer vocês? — Ametisa falou e as meninas riram.
– Primeiro que ninguém falou de ser comida, tá se entregando a toa. — Fábio falou com um sorrisinho irônico que irritava Ametisa — Segundo, você só me veria sem camisa ou só de cueca por um motivo, e se fosse o caso, quem seria comido não seria eu, gata... — Fábio aproximou-se de Ametisa que tentava se afastar do garoto da maneira que podia.
– O que se tá fazendo Fábio? — Fernanda perguntou vendo o garoto sorrir maliciosamente.
– Nada demais, já tô até vazando. — Fábio retirou-se e saiu do local, os garotos levantaram-se e foram atrás dele, menos Lukas que foi impedido por Alícia.
– O senhor fica, preciso falar com você. — Lukas encarou Alícia e sorriu.
– Depois a gente se fala, tenho que ir ali com os parças. Manja né? — Lukas seguiu em frente e Alícia estranhou tal atitude do garoto.
– Você tá bem amiga? — Fernanda perguntou vendo o estado de Ametisa.
– Sim, mas não vai ficar por isso mesmo, o Fábio vai pagar. — As meninas retiraram-se e foram para a sala de aula.
As meninas iam saindo do pequeno pátio e iam para a sala de aula, porém por detrás de uma parede saem Jorge, Kokimoto e Cirilo.
– Nossa, o que acabou de acontecer aqui? — Kokimoto perguntou confuso.
– O Fábio é bem folgado, nem parece primo do Adriano qe é bem firmezinha. — Cirilo sentou-se nos degraus e encarou Jorge.
– Tudo que a Ametisa mais odeia é ser chamada de gostosa, e ele não respeitou o espaço dela. — Jorge serrava os punhos demonstrando raiva.
– Cara, mas realmente dá a impressão que ela vem pra escola para se mostrar mesmo. — Kokimoto falou e logo em seguida recebeu um olhar mortal de Jorge — Não que seja a intenção dela, é claro...
– Assim como toda a garota, a Ametisa faz o que tem que ser feito para ser notada. Só que o querer ser notada dela não é de ser chamada de gostosa, pelo menos não do jeito que o Fábio falou. — Jorge começou a explicar — Ela quer ser chamada de gostosa, mas quer ser chamada de um jeito como se a pessoa demonstrasse interesse nela.
– Entendi, do jeito que o Fábio falou deu a impressão que ele ia comer ela e jogar fora, e ela não quer isso. — Cirilo deduziu e Jorge afirmou.
– Então, é por isso que você tá puto. Porque ele desrespeitou sua prima de uma maneira pesada? — Kokimoto perguntou.
– Sim, e isso não vai ficar assim. Ele vai pagar por ter mexido com uma Cavalieri. — Jorge falou furioso.
– Se quiser eu te ajudo, ainda tenho que me vingar do Daniel pela bronca que eu levei no começo do ano... — Kokimoto falou lembrando-se.
– Cara, isso faz 2 meses, esquece essa parada — Cirilo falou com um jeito tranquilo — e você Jorge, é bom não aprontar com o Fábio, pelo que parece ele é bem do fortinho e pode te quebrar.
– Sei não hein, o Jorge também não tá fraco. Eu e ele fazemos Karate e academia desde o sexto ano. Sem contar a natação para relaxar os músculos. — Kokimoto falou simulando uma pose de luta.
– Bom, vocês que sabem, mas é bom irmos para a sala de aula, o sinal logo vai bater. — Cirilo falou e caminhou para a sala de aula sem esperar os colegas.
– Eae, o que vai fazer? — Kokimoto perguntou diretamente.
– Você verá irmão, na hora do intervalo, você verá.
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