Mundos Diferentes, Sentimentos Iguais

22 Capítulo 22 - Eu nunca quis nem nunca vou querer te magoar


Notas iniciais
' Estou postando apenas para não perder o foco, vou postar bastante hoje e amanhã a Scarlet também posta. Vambora o/

Algumas semanas depois, a busca pelo Paulo já havia acabado há tempos, porém a preocupação era a mesma, todos queriam saber como seu colega estava, se estava vivo, morto, com fome, seguro, etc.

Aos poucos os alunos chegavam na escola e iam se sentar cada um em um canto. Jaime também acabara de chegar e sentava-se num canto de cabeça baixa, o garoto se sentia mal por não ter conseguido ajudar seu colega.

– Jaime... — Maria chegava ao lado do colega e sentava-se.

– Me deixa em paz... — Jaime continuou olhando o chão de cabeça baixa.

– Você não tem culpa de nada! Você fez o máximo que pode, todos nós fizemos! — Maria falou tentando animar o garoto.

– Eu não fiz nem metade do que pudia, foi por não ter feito nada que ele fugiu... Eu falhei... — Jaime falou com uma voz falha.

– Você se esforçou como todos os outros se esforçaram! É só aceitar isso! Você é um guerreiro Jaime! Sempre manteve-se sorrindo, sempre manteve-se alegre! Levante-se e sorria.

Jaime encarou Maria e levantou-se, a garota sorriu e levantou-se junto a ele, ela foi falar mas...

– Alguém que não pode nem ajudar seu amigo, não merece sorrir. — O garoto falou e foi para a sala de aula.

– Jaime, porque você... — Maria olhava triste para o colega.

– Paulo... — Marcelina que estava um pouco distante de onde estava Maria, falava baixo para ninguém ouvir, o que falhou.

Maria olhou para Marcelina e viu a cara de tristeza da amiga, sabia que ela estava sofrendo e queria ajudar, porém sabia que nada ela podia fazer naquele momento.

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Naquele mesmo momento, Bibi e Tom chegavam na escola e logo recebiam olharem dos outros ao seu redor, eles estavam namorando e todos estranhavam, Bibi namorar um cadeirante como Tom sendo que ela era linda.

– Eu ainda não consigo entender o que tem de estranho na gente para nos olharem assim. — Bibi falou nervosa.

– Também né, estranho seria não olharem... — Tom falou com vergonha e Bibi sorriu.

– Você fica muito fofo com vergonha. — Chegaram ao portão da escola.

Firmino como de costume, ajudou Tom a subir as escadas enquanto Bibi ajudava o senhor. Logo depois o senhor tossia fortemente.

– Firmino, já falei que pode deixar que a Bibi e eu fazemos um esforço pra subir. Não precisa se esforçar por minha causa. — Tom falou vendo a situação do velho senhor.

– Estou fazendo meu dever como funcionário e como amigo. — Falou o senhor que se despediu e voltou a atender os alunos.

Alícia viu Firmino e correu para abraçá-lo. Desde que Firmino foi liberado do hospital que Alícia não vinha para a escola, era a primeira vez que ela estava vendo o senhor.

– Firmino! Que saudades! Estava com medo de nunca mais te ver! — Alícia falou chorando.

– Esse velho ainda tem muito o que viver, minha pequena! — Firmino falou abraçando a garota.

Ambos ficaram ali conversando e atendendo quem passava, Alícia adorava Firmino pelo fato dele sempre estar sorrindo. Conversaram tanto que poderiam ficar ali pra sempre se não fosse o som do inferno.

– O sinal tocou Alícia, vá para a sala antes que se atrase! — Firmino falou sorrindo e Alícia o abraçou e correu para dentro.

O velho senhor viu a garota correndo e voltou sua atenção para o portão, olhou para a paisagem em frente a escola mundial e sorriu.

– Desse ano não passa... — Falou com um tom de tristeza na voz porém ainda com seu sorriso doce.

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Todos os alunos estava em sala de aula, alguns estavam alegres, outros estavam tristes e outros estavam divididos. A professora Helena chegou na sala e logo viu a carinha triste de seus alunos e se chateou.

– Olha meus queridos, sei que estão preocupados com o Paulo, mas não é culpa de vocês. Todos nós sabemos que o Paulo sempre foi meio biruta das ideias. Ele está bem, ele é forte e sempre soube se virar sozinho. Vamos pensar positivo! Vamos encontrá-lo! — A professora falou e os alunos comemoram, menos Jaime e Marcelina.

Todos olharam para Marcelina que estava chorando, a tristeza invadiu aquela sala e todos abaixaram a cabeça. Helena foi até a mesa da Aluna falar com ela.

– Querida... O Paulo é seu irmão, e você é irmã dele! Mais do que nunca você deve ter fé no seu irmão e acreditar nele! Chorar não vai adiantar nada, você mais do que nunca tem que ser forte! — A professora falou e Marcelina limpou as lágrimas.

Daniel pegou sua cadeira e colocou ao lado da cadeira da namorada, puxou a mesma para si e a abraçou, ela se apoiou nele e ficou lá. A professora sorriu e olhou para Jaime.

– Jaime... — A professora falou e todos olharam para o garoto, até Marcelina.

– Ele estava... Ele estava na minha frente... E eu, eu não pude fazer nada! Eu deixei ele fugir professora! — Jaime gritou nervoso assustando a professora.

– Jaime, você tentou e fez o máximo que podia para tentar... — A professora falava até ver Jaime levantar e bater na mesa.

– Cala a boca! Eu não fiz meu máximo, se eu tivesse feito eu teria trago o Paulo pra cá com a porra dos ossos quebrados! — Jaime gritou furioso e todos abaixaram a cabeça.

Maria e professora Helena encaravam Jaime assustadas com a atitude do garoto.

– Jaime, para de falar assim com a professora! Ela não tem culpa de falar a verdade, você tentou ajudar o Paulo, todos tentamos! Mas se trata do Paulo, seria impossível convencê-lo na base da conversa! E bater nele não ia resolver nada! Para de ser idiota e para de descontar sua raiva nos outros. — Maria gritou de volta para Jaime que ficou mais furioso ainda e fechou o punho.

– Cala a boca Maria! Você não sabe de nada, você só ficou olhando e não fez nada! Não tem moral pra falar nada de mim! Nada! — Jaime gritou para Maria.

Maria ficou perplexa ao ouvir aquilo e tentou segurar as lágrimas o máximo que pode, porém não resistiu. A mesma foi até Jaime e lhe deu um tapa, olhou para o garoto que olhou para ela. A garota estava chorando.

– M-Maria... E-eu... — Jaime estava confuso, ele tinha voltado a si, não sabia o que tinha acontecido, só sabia que tinha feito merda.

Maria encarou Jaime com desprezo e dirigiu-se até a porta da sala, abriu a porta e correu para fora.

– Maria, não! — Gritou a professora Helena que foi atrás de Maria.

– Não! — Jaime impediu a professora de ir segurando o pulso dela — Eu vou atrás dela... Afinal, a culpa é minha...

– O-ok... — A professora falou nervosa.

Jaime foi até o local onde Maria se encontrava, ele deduziu que ela estaria no banco em que eles quase se beijaram, ao chegar lá viu a garota chorando muito.

– V-vai embora... — A garota falou soluçando.

– Maria, me desculpa... Eu... Eu... Eu nunca quis nem nunca vou querer te magoar...

Notas finais
' Bom, vou aos poucos tentar voltar a postar como antes, agora voltarei a postar dia de sexta! :) Até o próximo. o/