Mundos Diferentes, Sentimentos Iguais

20 Capítulo 20 - Brigas, discussões e reencontros


Notas iniciais
' Voltei, como que foram as festas de vocês? Até que as minhas foram legais, eu gostei. Ah, bom 2014 para todos vocês, espero cada vez fics melhores vindo de vocês

O céu que até então estava coberto por uma imensidão azulada, agora estava sombrio, nuvens de chuva se formavam o que poderia prejudicar a busca por Paulo. No momento da chuva, dois garotos andavam em torno de uma pequena área, estavam procurando por todo o canto do parque, mas nada achavam.

– Cara, qualé! Tá muito chato ficar aqui sem achar nada! Vamo dá uma pausa... — Ronan sentou-se num banco qualquer cansado de tanto procurar.

– Não cara! O tempo que a gente perde é o tempo que o Paulo consegue se esconder ou até ir para outro lugar! — Falou Cirilo ainda procurando.

– Cara acorda! Se o Paulo fugiu de casa ele tem seus motivos! O que acha que a gente vai poder fazer se encontrá-lo? Ele dá de 10 em mim e em você! — Cirilo olhou para Ronan sério.

– O Paulo é nosso amigo, temos que encontrá-lo e saber o porque dele ter fugido de casa, podemos convencê-lo a voltar. — Cirilo falou de maneira direta, ainda estava procurando.

– Eu não acho que o Paulo é um cara convencível... — Falou fazendo piada — E pelo que me contaram, você e o Paulo nunca foram "amigos", na verdade ele sempre tirava onda com a sua cara, porque quer tanto ajudar ele?

– Porque eu não vivo do passado... — As palavras de Cirilo surpreenderam Ronan — o Paulo pode estar correndo perigo e ninguém sabe, não podemos desistir! Eu não sei se ele faria algo assim por mim, mas eu estou fazendo por ele.

– Eu não tenho certeza se ajudaria um cara que me encheu o saco a infância toda... Isso não é ser amigo! — Ronan falou o que fez Cirilo parar pra pensar.

– Você sabe mesmo o que significa a palavra amigo Ronan?

– O que é que você tá querendo dizer? É claro que eu sei, tô achando que quem não sabe é você! Ajudar a procurar um troxa que nunca nem ligou pra você, que só fez te humilhar a vida inteira, isso é ser idiota e não ser amigo! — Ronan gritou e Cirilo se frustrou.

Cirilo avançou contra Ronan e lhe deu um soco na barriga, Ronan se desequilibrou porém logo voltou ao normal e chutou a barriga de Cirilo, depois com movimentos rápidos lhe deu uma rasteira. Cirilo pegou um impulso com os pés e com um pulo deu um soco na cara de Ronan. Ambos se entreolharam.

– Você é um troxa Cirilo! Eu tentei te mostrar a realidade! Porém você é realmente muito ingênuo! Vai ajudar o Paulo e receber o que em troca? Um obrigado! Um mísero obrigado! E depois vai ser humilhado porque? Porque o Paulo é popular, é conhecido, acha que só porque ajudou na busca dele ele vai te idolatrar? Ele vai te humilhar como fazia antes! — Ronan gritou para Cirilo que se enfureceu.

– Então vai embora! Não preciso da porcaria da sua ajuda para nada! Dá o fora daqui antes que eu vá! — Cirilo gritou de volta, todo o parque olhava para eles.

– Tudo bem, eu vou! Mas não pense que isso vai ficar assim! Não pense que tudo vai se resolver com um simples pedido de desculpas, você vai me pagar Cirilo, vai sim! — Ronan falou e se afastou do local empurrando todos que estavam na sua frente.

Cirilo olhou ao redor e viu que era o centro das atenções, resolveu sair do parque pelo lado que tinha menos gente.

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Em um lugar na parte norte da cidade, Jorge e Ametisa estavam também procurando o Paulo. Não trocavam uma palavra sequer, nem olhares nem nada, um apenas seguia o outro.

A escuridão já estavam predominando, as nuvens de chuva já cobriam todo o céu que até pouco tempo, estava completamente azulado e lindo.

– Parece que vai chover... — Jorge falou para ele mesmo, ato que fez Ametisa olhar para o céu.

– Eu adoro chuva... Porém, eu já to meio que gripada, vamos procurar um lugar para ficar. — Ametisa sugeriu e Jorge apenas seguiu a prima.

Foram até um local que todos conhecia, a casa abandonada. Foi só eles chegarem lá que a chuva começou.

– Ainda bem que chegamos a tempo. — Ametisa falou entrando na casa e olhando o local. — Então esse é o clube de vocês?

– É... — Falou friamente.

– Bem acabadinho não acha, talvez eu peça pro meu pai dar uma ajeitada aqui.

– Eu já pensei em fazer isso, porém preferi não perder tempo nem dinheiro, nem fico muito tempo aqui, faz um bom tempo que ninguém se reúne aqui pra nada... — Jorge falou sentando na mesa que ainda estava lá.

– Essa mesa está toda suja, não vai se preocupar se sua roupinha chique ficar toda suja priminho? — Ametisa falou fazendo graça, Jorge se enraivou.

– Eu não sou mais frescurento e metido que nem eu era, eu mudei! — Jorge gritou para a prima.

– Não Jorge! Você não mudou! Você continua sendo o mesmo pirralho fresquinho que sempre foi no passado, aceite, você só vai mudar quando perceber o que você é. — Falou a garota e Jorge abaixou a cabeça.

– É por isso que eu odeio você... — — Ametisa olhou para Jorge assustada com o comentário — Você acha que sabe tudo sobre mim, mas não sabe. Você sempre esteve longe de mim, nunca nem sequer me viu crescer, me via uma vez em 3 anos e acha que pode dizer que eu não mudei.

– Eu sei tudo sobre você Jorge! Eu sei que você não mudou porque esse é seu jeito, você só vai mudar quando você perceber que está na hora de mudar! — Ametisa gritou para o primo que foi até ela e a segurou pelos braços — O que você vai fazer!

– Você não tem o direito de dizer nada sobre mim, você não é parte da minha vida! Porque você não se toca?! — Gritou com a prima que se enfureceu e deu um tapa no garoto.

Jorge colocou a mão sobre o local onde foi dado o tapa, e olhou para a prima logo em seguida, ao ver que a prima chorava se sentiu mal.

– Você nunca percebeu Jorge, que mesmo que eu não tive uma presença frequente na sua vida, eu sempre quis ter? — Falou derramando lágrimas.

– A-Ametisa... Eu... Eu não entendi... — O garoto estava confuso, era inocente, não entendia o que a prima queria dizer.

– Eu te amo Jorge Cavallieri! — A garota gritou e Jorge se assustou.

O silêncio reinou naquele local, Ametisa encarava Jorge que não tinha coragem de olhar na cara da prima.

– E-eu... Como você... Mas eu sou seu primo e você... Mas... Eu não to entendendo mais nada, prima... — Falou olhando para ela.

– É por isso que eu digo que você não mudou... Enquanto você não passar a entender o mundo do jeito que ele é, você vai ser sempre esse pirralho que você é...

Ametisa foi em direção a porta e pegou um guarda chuva velho que estava lá, saiu da casa abandonada e abriu o guarda chuva, seguiu assim o caminho até sua casa.

– Eu... Também... Te amo... Prima... — Jorge falou quando ela já havia saído do local — Então é assim que termina o que nem chegou a começar?

Jorge também saiu da casa abandonada, não estava mais com ânimo para procurar Paulo, a chuva também não colaborou na busca de ninguém, porém, um casal ainda insistia em correr atrás de respostas.

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– Maria! Tá chovendo! Vamos para casa e amanhã a gente fala com a Alícia! — Jaime falou correndo atrás da menina.

– Não é hora de desistir Jaime! É apenas uma chuva passageira! — Maria gritou.

– Passageira eu tenho certeza que não é! — O garoto gritou de volta.

– Jaime para de reclamar e... — A garota não conseguiu terminar a frase.

Jaime estranhou o fato da garota não ter terminado de falar, continuou correndo até ver Maria caída no chão.

– Maria, você tá bem? Se machucou? — Jaime preocupado ajoelhando-se ao lado da garota.

– Estou bem sim... Agora não sei quanto a ele ali! — Maria apontou para o garoto que se levantava.

– Estou bem sim, obrigado por perguntar. E desculpa por ter esbarrado em você, é que... — O garoto que estava de capuz levantou aos poucos, o que ele não percebeu é que seu capuz havia caído, ele foi se levantar para ir embora mas uma mão segurou forte seu pulso.

– Você nos deve uma explicação, Paulo. — Jaime falou segurando o pulso de Paulo que olhava assustado para o garoto.

– Jaime...

Notas finais
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