Mundos Diferentes, Sentimentos Iguais

19 Capítulo 19 - Complicações na estrada da vida


Notas iniciais
Não sei porque, mas eu postei um novo capítulo na Mundos Diferentes, Sentimentos Iguais e o capítulo foi para a Meu Belo Príncipe Encantado. Estranho. '--' Boa leitura.

– Valéria? Valéria acorda! Pelo amor de Deus Valéria, não me abandona, quem deve morrer nas mãos desse pessoal sou eu, e não você! Valéria!

Numa espécie de impulso, Valéria levanta da cama assustada e ofegante, tudo isso que tinha acabado de acontecer não passará de um sonho? Ou de um pesadelo? Ela não sabia, só sabia que tinha escutado uma voz familiar no sonho, uma voz de alguém especial.

Com passos ainda lentos pelo fato de ainda estar sonolenta, a garota caminhou rumo a cozinha de sua casa, abriu a porta da geladeira e pegou um copo de suco, dirigiu-se até o sofá e lá deitou-se.

– O que está acontecendo comigo? — A garota perguntou confusa, não sabia o que estava passando naquela vida, só sabia que uma hora ou outra ela iria descobrir.

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Na escola, todos os alunos estavam reunidos em duplas. Jaime estava com Maria Joaquina. Adriano com Fábio. Adiel com Nicole. Cirilo com Ronan. Fernanda e Alícia. Macelina e Daniel. Margarida e Valéria. Kokimoto e Mário. Jorge e Ametisa. Alice e Abelardo. Carmem e Clementina. Tom e Bibi.

As duplas estavam prontas para poder começar a busca por Paulo, levando em conta o fato de que já fazia uma semana desde que tinham combinado de ir procurar o garoto.

– Bom, iremos dividir da seguinte maneira: São 12 duplas, 6 vão para o lado norte da cidade procurar, e outras 6 vão para o lado sul da cidade. Depois vão para leste, e outros 6 para Oeste, claro que cada um procurando em um ponto diferente. — Daniel falava organizando as duplas.

Depois de tudo ser decidido, cada dupla seguiu seu caminho, a busca pelo colega Paulo estava apenas começando.

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Jaime e Maria Joaquina foram juntos subindo a rua da casa do Paulo, eles pensavam que o garoto poderia estar mais perto do que imaginavam, na verdade, era o que Maria Joaquina pensava, Jaime estava apenas acompanhando a garota. Era a típica dupla onde tinham o que agia por impulso, Jaime, e a que usava o cérebro, Maria Joaquina.

– Hey Maria, tem certeza que o Paulo está por aqui? É um lugar muito óbvio até mesmo para ele. — Jaime falava já cansado, de fato, tinham andado muito e não achado nada.

– Não tenho certeza de nada. Estamos fazendo apenas uma investigação no local. — Falou de maneira direta.

– Você tá subestimando a mente do Paulo achando que ele é tão idiota a ponto de fugir pra perto da casa dele. Ele não é tão burro assim, ele sabe usar a cabeça quando o assunto é fugir de casa. — As palavras de Jaime surpreenderam Maria Joaquina que parou de andar e encarou Jaime.

– Como assim? Você tem alguma ideia de onde o Paulo possa estar? — Perguntou a garota.

– Não. — Tal palavra derrubou por completo o ânimo da garota. — Mas sei que se ele fugiu de casa, tem um motivo, e todo motivo tem uma razão, descobrindo tais coisas podemos ter uma ideia de onde foi parar o Paulo.

– E qual você acha que foi o motivo? Qual foi a razão? — Perguntou a garota admirada com o que foi dito por Jaime.

– Na escola, quando nos reunimos para combinar o plano, a Alícia disse que tinha terminado com o Paulo. O Paulo demonstrava muito amor pela Alícia, será que esse foi o motivo para sua fuga? — Maria Joaquina começou a raciocinar com o que foi dito pelo colega.

– Na verdade, o Paulo que terminou com a Alícia, e pelo que a Alícia disse foi pela Valéria. — Falou a garota ainda com dúvidas.

– Acha que isso foi pra valer? Pois pra mim, foi só a Alícia querendo treta com mais alguém. Que nem ela arrumou treta com você no começo do ano. — Falou o garoto.

– A Alícia parecia muito séria, ela até fez uma cara de choro quando disse isso para Valéria. Se foi apenas para tretar foi algo muito bem ensaiado hein. -

– O que você tá querendo dizer? — Jaime estava confuso com tais palavras de Maria Joaquina.

– Quero dizer que você está certo! Se a gente for descobrir algo sobre o Paulo, será com a Alícia! — Deduziu a garota que pegou na mão de Jaime e o puxou até a casa da garota.

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Enquanto Jaime e Maria Joaquina iam até a casa de Alícia, outra dupla procurava por Paulo num canto mais afastado da cidade, eram Adiel e Nicole.

– Sinceramente, você não tinha um lugar menos bizarro para procurar não? — Perguntou a garota assustada.

– Eu sempre vinha para cá quando eu fugia de casa, aqui era uma espécie de esconderijo secreto. Ninguém me achava. — Falou o garoto sorridente, adentrando a pequena floresta que tinha ali. — Vem comigo — Ergueu a mão para a garota que no começo ficou com receio de aceitar, porém resolveu aceitar.

– Esconderijo Secreto? Que baboseira é essa Adi? — Perguntou rindo do colega.

– Era meu lugar feliz, desde que meus pais morreram e eu fiquei sobre os cuidados das minhas irmãs, eu vim para cá ficar em paz, já que na nossa casa sempre foi briga. — Falou com um leve sorriso no rosto.

– Como era a sua relação com suas irmãs antes de seus pais morrerem? — Perguntou por impulso.

– Era uma relação boa, tinha aquelas briguinhas e discussões, porém era uma coisa normal de irmãos. Porém depois que nosso pais morreram, nossa casa virou um ringue de luta, sempre rolava brigas entre eu e a Sophia. — Falou o garoto com uma feição triste.

– A Sophia é a que tem 18 anos, né? — Nicole falou e o garoto apenas confirmou balançando a cabeça. — E a mais velha? A de 21, como ficou sua relação com ela?

– Ficou uma merda, minha relação com a mais velha sempre foi perfeita, até a morte de nossos pais. Eu sempre fui o mais animado da família, sempre interagi bem com minhas irmãs, com meus pais. Mas depois da morte de meus pais, eu me afastei e ferrei com toda nossa relação. Comecei a viver sozinho, independente. — O garoto parou de correr e olhou para Nicole.

– Você não teve uma vida das melhores, certo? — Nicole falou com lágrimas nos olhos.

– Nicole... O que aconteceu? — Perguntou o garoto aparentemente preocupado com a colega.

– Eu arruinei minha vida desde cedo, me iludi para um cara achando que ele me faria feliz, eu dei minha virgindade para ele... Pra no outro dia ele estar me trocando com outra qualquer? — A garota falou aos prantos — E pra me vingar, eu vou e saio dando pra qualquer um... E o pior, é que quando eu tento mudar, ninguém acredita, até eu mesmo desacreditei que um dia eu poderia voltar a ser a garota inocente que eu era. Eu só quero voltar a ser a velha Nicole... Só a velha Nicole.

O garoto ao ver o estado da colega, aproximou-se dela e a abraçou como nunca havia abraçado alguém na vida, ele entendia o sofrimento da garota, assim como a dele, a vida da garota não foi fácil.

– Nicole, essas são algumas coisas que iremos enfrentar pela vida, é um caminho difícil... Temos que superá-lo... — Falou de maneira inocente.

– Você me ajuda? — Perguntou soluçando.

– Ajudo... — Adiel falou e aproximou-se de Nicole, e selou seus lábios com os da garota, os dois ficaram ali por um tempo. Eles se correspondiam, tinham sido feitos um para o outro, foi uma obra do destino mandar para eles um que o completava. Após pararem o beijo, encararam-se por alguns segundos e se abraçaram novamente.

– Essas são as complicações da estrada da vida... E nós dois vamos superá-las juntos. — Adiel falou confiante.

– Eu te amo... — Falou sinceramente a garota.

– Eu também... Te amo... — Selaram os lábios mais uma vez naquele dia, esquecendo completamente o motivo pelo qual estavam juntos.

Notas finais
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