Mundos Diferentes, Sentimentos Iguais

18 Capítulo 18 - Cicatrizes Incuráveis


Notas iniciais
' Bom, caraca, depois de muito tempo, muito tempo mesmo eu ressurjo das sombras. huahuahua, caramba velho, a última vez que postei aqui foi em agosto. Vou ser sincero com os leitores que ainda existem aqui nessa história, eu desanimei, muita coisa aconteceu aqui e eu fiquei meio bolado e muito chateado. 1° problema - Meu cachorro morreu, ele estava comigo fazia 2 anos e eu fiquei bem bolado mesmo, considerava parte da família mesmo, fiquei 2 meses na minha, tentando cobrir a falta que meu amigo me fazia. 2° problema - Terminei com minha namorada, já estava com ela ia fazer um ano, mas ficar discutindo o tempo todo não é algo legal então resolvi terminar do que continuar daquele jeito. 3° problema - O nyah entrou em manutenção justo na semana que eu ia postar essa e outras histórias que estou super atrasado. Bom, se ainda existir gente lendo, boa leitura.

Todos os alunos chegavam na escola depois de um final de semana conturbado, ambos seus colegas estavam preocupados com o desaparecimento de seu colega Paulo, que havia desaparecido sexta a noite, todos os alunos haviam se reunido para procurar o colega porém nada, a única que não estava preocupada era Alícia que era a única que sabia o motivo de Paulo ter fugido, porém até agora não havia contado nada para ninguém e nem pretendia.

Eram 7 horas da manhã e todos os alunos já estavam na escola, ambos estavam discutindo sobre o fato de Paulo ter fugido de casa, todos os alunos falavam, menos três que ficavam calados, esses eram: Alícia, Valéria e Marcelina que somente chorava preocupada com o irmão.

– Marcelina, chorar não vai ajudar em nada, temos que agir e procurar seu irmão, ele pode estar correndo perigo! — Falava Mário que estava preocupado com o amigo.

– Que ótimo jeito de acalmar uma garota Mário — Daniel estava abraçado com sua namorada tentando acalmá-la um pouco.

– Tá legal, desembucha logo porque pediu para nos virmos tão cedo assim Mário... — Jaime dizia com um leve bocejo.

– Tá, eu bolei um jeito da gente poder procurar o Paulo, geral aqui sabe que o Paulo é doido das ideias e que pode estar em qualquer local da cidade, e como nossa sala é grande, podemos nos dividir e procurar pela cidade inteira. Podemo ir em duplas ou trios, o que acham? — Falou olhando para todos que apenas se entreolhavam.

Ninguém dizia uma só palavra, nem sequer se mexia, todos queriam ajudar o colega porém ninguém tinha coragem de sair buscando o amigo pela cidade que era imensa por sinal. O silêncio reinava no local até uma pessoa levantar a mão, essa pessoa se tratava de Fábio.

– Eu vou! — Fábio falou decidido, logo em seguida Adriano levantou a mão.

– Eu também irei ajudar! — Falou e todos foram levantando a mão.

No final, apenas algumas mãos ainda não haviam sido levantadas. Que eram as mãos de Valéria e Alícia.

– As duas não vão levantar as mãos? — Perguntou Kokimoto.

– O Paulo nunca deu a menor para mim, porque eu tenho que me preocupar com ele? — Valéria falou de maneira decidida, Alícia virou para a garota furiosa.

– Porque independente de vocês se gostarem ou não, o Paulo ia sair para te procurar sem ligar se seriam amigos ou não. Tenho certeza que ele iria te ajudar independente de quem fosse você. — Alícia estava nervosa, principalmente pelo fato de Paulo gostar de Valéria.

– Só tá falando isso porque é seu namorado! — Gritou Valéria para a garota que segurou as lágrimas.

– Ele terminou comigo sexta! Sexta a tarde! Tudo porque ele gosta de você no final das contas! — Alícia gritou sem perceber o que acabou surpreendendo a todos, inclusive Valéria.

– Ele gosta da Valéria? — Alice perguntou desapontada.

– Ele gosta... De mim...? — Valéria encheu seus olhos de lágrimas e abriu a boca em suspiro — Inventa outra moleca, esse moleque nunca me aguentou, sempre encheu meu saco desde o 3° ano e agora você vem com a história que ele gosta de mim! Ah vai dar o seu rabo por favor! E faça-me o favor de nunca mais repetir isso na minha frente, ok?! — Virou-se de costas e correu.

Alice, Maria Joaquina e Jaime foram atrás da garota, todos os outros ali estavam com uma expressão séria, ninguém falava nada inclusive Alícia que ainda segurava as lágrimas.

– Ah qualé Alícia, o Paulo só deve ter falado isso pra te dar um pé na bunda legal, cê acha mesmo que o nosso Paulo, o Paulo Guerra ia gostar de uma nerd como a Valéria? Se liga né! — Todos riram do comentário feito por Kokimoto, Alícia o olhou com ódio.

– Cala a boca japonês folgado! Você como melhor amigo do Paulo devia ir ajudá-lo e não ficar aí como um trouxa rindo da verdade, diferente de você, eu sei diferenciar a verdade de uma mentira para fim de namoro! — Falou e logo depois saiu correndo sendo seguida por Lukas e Marcelina.

O silêncio reinou novamente no local e todos dessa vez se entreolhavam, até Daniel chamar a atenção de todos indo até Adiel.

– Você é o melhor amigo da Valéria, acho melhor ir falar com ela. — Falou para o garoto que suspirou.

– E é melhor você ir ajudar sua namorada, aquela skatista com raiva é tenso viu... Sua namorada corre perigo. — Adiel falou e seguiu seu caminho, porém virou para Daniel e o olhou com desprezo — E fala que se aquela skatista brincar com o coração da minha amiga de novo, eu vou dar o que ela merece. — Tal comentário fez Daniel arrepiar, Adiel seguiu seu caminho e continuou indo em frente.

Horas mais tarde, na mansão dos Medsen

– Altas tretas hoje na escola né? — Maria Joaquina falava com Jaime que havia levado a garota até sua casa.

– Sim, porém foi até que legal ver aquelas duas correndo que nem duas loucas. — Falou o garoto entre risos.

– Como você é malvado Jaime! As mina ali sofrendo e você aí rindo. — Maria Joaquina falou séria virando de costas para o garoto.

– Ah qualé Maria, foi engraçado, admite. E a cara da Valéria então? Eu, o Mário e o Jorge tava quase se matando pra não rir ali, o pior foi o Daniel cagando de medo pro Adiel, nossa ri muito. — Jaime ria mais ainda até Maria Joaquina não se aguentar e rir também. — Viu, foi engraçado!

– Não to rindo do que aconteceu na escola, to rindo dessa sua risada estranha aí. — Falou a garota vermelha de tanto de rir.

– Tá tirando onda com a minha risada é? Vamos ver quem ri mais! — O garoto começou a fazer cocegas na garota que começou a rir feito uma louca na porta de casa, as pessoas que passavam achavam aquilo muito estranho, já outras riam também e achavam os dois fofos.

– Tá chega, chega Jaime! Quero te perguntar uma coisa! — Falou recuperando o fôlego — Quer ser minha dupla na busca pelo Paulo? — Corou ao perguntar.

– Tá... Pode ser... Eu acho... — Falou o garoto também corado.

Os dois se entreolharam e iam se aproximando pouco a pouco, quando estavam quase beijando-se a porta da casa de Maria se abre e a mãe dela aparece.

– Opa... Interrompi algo? — A mãe falou sem graça.

– Não mãe, nada mesmo! — Falou a garota furiosa pela mãe ter atrapalhado. — É, tchau Jaime até amanhã.

A garota se aproximou de Jaime e quando foi lhe dar um beijo na bochecha...

– Tchau Mar... — O garoto virou o rosto para se despedir e o que era para ser um beijo na bochecha virou um selinho.

A garota se afastou completamente vermelha enquanto o garoto estava imóvel. A garota olhou pra mãe dela que olhava com um olhar pervertido para os dois.

– É, tchau Jaime! Até amanhã! — Falou a garota que correu para dentro de casa, o garoto virou e seguiu seu caminho ainda com a mão na boca.

– Eu beijei-a... — Falou o garoto.

– Eu beijei-o... Eu beijei-o! Na verdade não, foi só um selinho, mas não importa! Eu... eu... Eu selinhei-o! Tá, essa palavra não existe, mas quem liga! Tenho que contar pra Marcelina e pra Margarida! — A garota correu para o quarto sem nem falar com a mãe direito.

Clara ficou olhando a alegria da filha e sorriu, sentou-se no sofá e lá ficou pensando no quanto Jaime fazia sua filha feliz. A mãe virou e pegou uma foto de Maria Joaquina no 3º ano e uma lágrima caiu.

– Você cresceu Maria, cresceu muito... — Falou e ficou olhando a foto.

Casa dos Ferreira — 23:57

Valéria estava em sua casa deitada em sua cama pensativa e com medo. A garota não sabia se acreditava ou não no que Alícia havia falado, o sentimento que ela sentia por Paulo era estranho, não sabia se era só um "gostar" ou se era uma "amar". Estava em dúvida.

– Alícia, será que devo acreditar em você? Lembro da época que você era minha melhor amiga, até você começar a andar com as 3 mais bonitas da escola. Mais conhecidas como Marcelina, Maria Joaquina e Margarida. Pensei que voltaria a ser minha amiga depois de ter brigado com duas daquele trio inseparável, porém muito pelo contrário, você se afastou delas, de mim e de todos. — Lágrimas escorriam pelo rosto da garota, ela levantou e soltou um leve suspiro, caminhou até a janela e lá simplesmente olhou para a lua que brilhava forte nos céus aquela noite. — Você não ia ter ninguém hoje, ia ser sozinha, sem amigos e sem nada. Até chegar a sua salvação... Paulo Guerra...

No próximo capítulo — Complicações na estradas da vida

Notas finais
' Amanhã falarei com a Scarlet e irei liberar a postagem da "Meu belo príncipe encantado". ' Até o próximo.