Mundos Diferentes, Sentimentos Iguais
16 Capítulo 16 - Jaime e Maria Joaquina
Notas iniciais
O horário de aulas já havia acabado, todos já estavam indo embora. Alguns ainda ficaram conversando. Outros de castigo.
Mas tinha uma garota esperando um outro garoto. Não eram namorados nem nada. Nem sequer eram muito amigos. Somente estava esperando-o pois o mesmo queria conversar com seu pai? O que? Ninguém sabe.
Sentada num banco da escola, estava Maria Joaquina esperando Jaime. Já estava nervosa de tanto esperar e já estava para ir embora. Até ver o garoto se aproximar correndo.
– Maria!!! — Gritou o garoto desesperado.
– Caramba! Que demora foi essa Jaime? — Perguntou alterada a garota.
– Foi mal Maria... É que eu tava levando "mó" sermão da gorda... — Falou ofegante pois havia corrido muito.
– O que é que você fez dessa vez? — Perguntou Maria rindo.
– Eu te conto no caminho. Vamos? — Sorriu fazendo a garota corar.
– V-vamos sim... — Respondeu sem olhar nos olhos do garoto.
No meio do caminho, Jaime contou o que havia aprontado, também contou outras peripécias que já havia aprontado.
A garota ria até não poder mais. Quem passava na rua e via a garota rindo que nem louca, era contagiado pela risada e começava a rir também.
– Chega Jaime! Minha barriga tá doendo! — Dizia entre risadas.
– Ué você que quis saber... — Disse também rindo.
– Idiota! — Deu um tapa no garoto que gritou de dor.
– Uou! E essa força aí mulher hulk? — Jaime zombou a garota.
– Bobo... — Falou recuperando o fôlego.
Ao chegar em frente à casa da garota, ambos se olham. Maria Joaquina anda um pouco e Jaime vai logo atrás da garota, porém com receio.
– O que foi? — Maria perguntou.
– É que... É que eu tô com medo do que seu pai vai dizer. — Falou diretamente.
– Depende do que você perguntar... — Falou a garota.
– Então... Esse é o problema... Não é bem algo sobre doenças e nem sobre remédios... — Jaime falou bagunçando seu cabelo.
– Então é sobre o que? — Perguntou curiosa Maria Joaquina.
– Você não pode saber... É algo pessoal... — Falou nervoso.
– Tudo bem então... Vamos? Meu pai vai te ajudar independente do que for, ou pelo menos vai tentar. — Maria falou de maneira sincera.
Ambos entraram na casa da garota. Joana veio perguntar se Maria queria alguma coisa.
– Na verdade Joana, sabe dizer se meu pai chegou? — Perguntou diretamente.
– Não Maria Joaquina. Ele só vira mais tarde. — Respondeu a empregada.
– Sabe me dizer o porque? — Perguntou.
– Cirurgia surpresa. — A empregada respondeu e se retirou.
– É... Pelo visto falar com seu pai hoje vai ser difícil... Ele vai chegar cansado. É melhor eu vir amanhã. — Falou já indo até a porta, mas sentiu uma mão te segurar pelo pulso, impedindo-o de sair.
– Espera um pouco. Vai que ela chega cedo. — Maria falou.
– Eu não quero incomodar. — Falou sinceramente.
– Não está incomodando ninguém. — Maria Joaquina corava ao dizer aquelas palavras.
– E-er... Ok... Eu fico então. — Falou sorridente.
– Ótimo! — Comemorou a patricinha puxando o garoto até seu quarto.
Já no quarto da garota, Jaime olhava o local atentamente, desde a época do 3° ano que ele não pisava no quarto da garota.
– Uau... As coisas por aqui mudaram... — Falou causando um pequeno riso na garota.
– Claro né... Já faz muito tempo que mudei as coisas do meu quarto. Acho que no sexto ano. — Falou a garota.
– Mas no sexto você saiu da mundial... — Falou Jaime relembrando um pouco.
– Mas isso me impedia de mudar meu quarto? — Maria falou e depois fez biquinho.
– Sim! Impedia sim! — Jaime zombou da garota.
– Bobo! — Falou a garota dando um tapa no garoto.
– É sério! Você é muito forte! — Falou com a mão no lugar que havia levado o tapa.
– Filha, quem tá aí com você? — Clara que havia chegado perguntou para a filha.
– O Jaime mãe! — Gritou de volta.
– O Jaime? Que surpresa... — Falou Clara adentrando o quarto da filha.
– É que eu queria falar com o doutor Miguel.
– Ele não chegou? — Perguntou Clara.
– Não. Cirurgia surpresa. — Falou dessa vez Maria Joaquina.
– Hm... Ok... — Clara falou.
– Eu já vou indo... Valeu Maria! — Jaime despediu-se da menina indo até ela e lhe dando um beijo na bochecha.
– Tchau J-Jaime... — Falou corada, porém com um sorriso no rosto.
– Tchau tia Clara! — Despediu-se novamente Jaime.
– Filha... — Falou Clara com pensamentos pervertidos.
– Sai dessa mãe... — Falou Maria Joaquina envergonhada com o comentário.
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Nesse momento, Valéria estava em casa pensando no que tinha acontecido.
Porém, mesmo com o susto, pensava mais na conversa que teve com Adiel. Tinha pena dele.
E também estava pensativa, tanta gente com problemas maiores que os dela e ela se preocupando com o fato de estar apaixonado por Paulo.
A cena dela e de Adiel conversando era o foco de sua mente. Estava muito preocupada com o amigo. Para se livrar dessa preocupação resolveu dar uma saída.
– Irei ajudar o Adiel... Isso eu prometo à mim mesma! — Disse decidida sem nem se dar conta de quem estava vindo em sua direção.
– Ora ora... Ora... — Falou um dos caras que saiu da escuridão.
– Esse último ora foi profundo Fred. — Falou reconhecendo o homem.
– Ainda se lembra de mim? Que honra! — Fred fez piada.
– Você tentou me estuprar! Como eu me esqueceria de você? — Gritou nervosa.
– É verdade... Mas se não fosse aquele moleque, você estaria sendo nossa máquina de sexo. — Fred falou com um sorriso maligno.
– E ela ainda não pode ser? — O outro cara que ajudava Fred também apareceu.
– Olha... Trouxe o namorado junto. Não consegue estuprar uma garota sozinho? — Valéria fez piada de Fred.
– Na verdade. Esse cara é meu irmão, queria compartilhar o prazer com ele. — Fred falou.
– Prazer? O que? Vai tentar me estuprar na frente do meu prédio? Tá doido? — Valéria novamente fez piada.
– Olha aqui sua nerd desgraçada! — Falou Fred apertando o rosto de Valéria — Cuidado por onde você anda! Deixaremos você em paz apenas porque é amiga dele. Se soubéssemos desde o começo, nem teríamos mexido com você.
– Amiga dele? Se refere ao Adiel? — Valéria perguntava confusa.
– Sim... Ele mesmo. Ninguém se mete com ele. — Falou o outro cara. — E acho que você também não devia se meter com ele. Ele é perigoso.
– Perigoso? Como assim perigoso? — Perguntou a garota.
– É melhor não saber o porque. Mas se ousar descobrir, não venham me dizer que não avisei. — Fred falou e foi embora junto de seu irmão.
– Perigoso? — Valéria perguntava para si mesma confusa.
E agora? Será que essa amizade de Maria Joaquina e Jaime irá permanecer forte, tão forte à ponto de virar amor? E o que os estupradores queriam dizer com perigoso?
No próximo capítulo — Sinto muito, Alícia...
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