Mundos Diferentes, Sentimentos Iguais

17 Capítulo 17 - Sinto muito, Alícia...


Notas iniciais
'Yo minna-san! Depois de muito tempo sem postar estou de volta. TioAdi, porque a demora para postar. Eu respondo: Volta às aulas.
' Bom, leiam o capítulo e comentem. u.u

- Eu não quero mais ver ninguém sofrer por mim... — A porta se abria e do lado de fora da casa, via-se Paulo Guerra.

- Vai mesmo fazer isso? — Uma voz ecoava na cabeça de Paulo.

- Marcelina? É você? — Perguntou baixo para não acordar ninguém da casa.

- Não seu idiota! Sou eu! Você! — Falou a voz.

- O quê? — Perguntava confuso para si mesmo.

- Eu sou você! Só que na época do 3° ano! E não me procure por aí! Existo apenas na sua mente. — Falou a voz decidida. — Sou tipo aquela voz da razão que as pessoas tem.

- Não importa quem você seja. Nem o que é. Sai da minha cabeça antes que acordem e não me deixem fugir. — Falou nervoso fechando a porta, porém ainda calmamente.

- Vai mesmo abandonar tudo o que conquistou? E tudo que ainda conquistará? — Perguntou a voz.

- O que eu conquistei? Sentimentos confusos. E o que conquistarei? Sofrimento para mim, para os outros... — Uma lágrima escorreu pelo rosto de Paulo.

- Você acha que conquistou isso? Não é o que eu acho... — Paulo parava de andar. — E a Alícia? Demorou tanto para conquistá-la e agora vai abandoná-la?

- Eu só farei-a sofrer se ficar... — Falou voltando à andar.

- E o seus amigos? Como ficam? — Perguntou a voz.

- Amigos? Posso chamá-los assim? Os únicos amigos que tenho são o... — Ia falar mas a voz interrompeu.

- O Mário e o Kokimoto? Sim, são seus amigos sim. Mas os únicos? Tem certeza? Todos te adoram seu idiota... Até mesmo o Cavalieri... — Paulo sorria ao ouvir isso.

- Tá... Tanto faz... — Falou friamente.

- E sua família? — A voz falou e uma lágrima escorreu no rosto de Paulo.

- A vida de todos... Até mesmo deles... Ficará melhor sem mim... — Falou secando as lágrimas.

- Mais uma pergunta: O que será do Paulícia daqui para frente? — Perguntou a voz e Paulo sorriu.

- Paulícia? Sempre odiei esse nome. — Falou sorrindo.

Flashback on

- N-namorando? — Perguntou Maria Joaquina assustada com a notícia que receberá.

- Sim! Qual a surpresa? Você namora o Cirilo... — Alícia falava decidida.

- É verdade... Mas no meu caso o Cirilo sempre gostou de mim. Já o Paulo... E-er... Ele é o Paulo... — Maria falou nervosa.

- Nada a ver Maria! Não liga para ela Alícia... Vocês dois formam um casal legal. — Carmem falou sorridente.

- É verdade! Gostam das mesmas coisas! Fazem as mesmas coisas! Perfeitos um para o outro! — Bibi falou pulando por achar aquilo muito fofo.

- Qual é o assunto? — Mário chegou junto de Cirilo e Paulo.

Cirilo foi até Maria e lhe beijou, gritos não deixaram de ser dados.

Depois foi a vez de Paulo, porém o desse casal não foi um selinho qualquer, foi um beijo apaixonado. As meninas não gritaram, mas fizeram aquela cara de quem achava aquilo tudo fofo.

- Isso sim eu posso dizer que é romântico! — Laura falou e o pessoal riu.

- Aí sim hein Paulo. Você também Alícia! — Mário falou e o casal parou o beijo e ficaram corados com os olhares que recebiam.

- Nunca viram um beijo não foi? — Falou o garoto visivelmente irritado.

- Paulícia! Yes! — Valéria gritou assustando seus colegas.

- Paulí o que Valéria? — Perguntou Alícia.

- Paulícia! Paulo+Alícia=Paulícia. — Falou mexendo os dedos como se escrevesse no ar.

- Que fofo! — Foi o que Alícia disse assim como as outras garotas.

- Odiei — Falou friamente.

- Paulo! — As garotas gritaram e começaram a baterem Paulo.

Flashback off

- A vida as vezes nos prega peças... Mas você ainda não respondeu a minha pergunta: O que será do Paulícia? — Perguntou a voz.

- Isso eu posso resolver neste exato momento. — Falou o garoto pegando o celular

Ligação on

- Alícia? Tá aí? — Perguntou o garoto ao ser atendido pela namorada.

- Paulo? São 3 horas da madrugada! O que você quer? — Perguntou a garota baixo para não acordar os pais.

- Tem como me esperar na portaria do seu prédio? Tô indo aí. — Falou e desligou o celular sem dar a chance da namorada responder.

Ligação off

- O que vai fazer? — Perguntou a voz.

- O que devia ter feito desde sempre... Tomar a escolha certa... — Falou andando até o prédio de Alícia.

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- O que você quer à essa hora garoto? — Perguntou abrindo o portão do prédio.

- Eu queria falar com você. — Falou e se aproximou da garota, ela foi o beijar mas Paulo desviou o rosto.

- O que houve? — Perguntou confusa.

- Vamos tocar pra frente, Alícia... — Falou diretamente.

- Como assim? — A garota perguntou confusa.

- Chegou a hora de terminar... Eu já não aguento mais isso Alícia... — Falou derramando algumas lágrimas.

- É a Valéria né? — Perguntou assustando o garoto.

- Sim... É ela sim... Você sabia? — Perguntou.

- Acha que não vou entender o que o garoto que eu amo sente? — Perguntou também com lágrimas no rosto. — Você sempre gostou dela... E eu fui idiota, achei que eu faria você esquece-la. Mas eu errei Paulo... — Falou a garota chorando.

- Alícia... — Ia falar mas foi interrompido.

- Eu sabia que um dia isso ia acontecer... Me preparei para isso... Mas mesmo assim é algo muito difícil... — Alícia falou.

- Cada um por si? — Perguntou Paulo olhando nos olhos da garota.

- Não seu idiota... Sempre seremos amigos... Sempre fomos amigos, não é um relacionamento que vai estragar nossa amizade perfeita. — Falou acariciando o rosto do garoto.

Encararam-se por alguns instantes até se aproximarem cada vez mais e selarem os lábios pela última vez, ainda como namorados.

- Agora tenho de ir... — Falou parando o beijo.

- Veio até aqui para isso? — Perguntou.

- Não... Eu vou fugir de casa... — Tal comentário assustou a garota. — Vou dar uma relaxa, organizar minha mente, meus sentimentos. Isso vai me ajudar... Eu sei que vai...

- Se é isso que você quer... Quem sou eu para te impedir? — Alícia falou e Paulo se virou de costas.

Andou o suficiente para se afastar do prédio, olhou para trás e viu Alícia acenar, acenou de volta e se virou assim como ela. Ali acabará o casal Paulícia,ali acabará tudo pelo qual eles lutaram para conquistar.

A lua cheia brilhava no céu, aquilo era a marca do fim de um casal. Paulo ainda sem se mover, olhou para o céu e sorriu.

- Sinto muito, Alícia... — Paulo falou e voltou a andar.

- É isso mesmo que você quer? — Perguntou a voz reaparecendo.

- Sim... Por enquanto sim... — Falou o garoto.

Enquanto Paulo andava em frente, ele teve a impressão de ter alguém ao seu lado. Olhou para o lado e na sua cabeça veio a imagem de si mesmo no 3° ano. Sorriu e uma lágrima caiu.

- Isso é o que você quer, Paulo? — Perguntou para si mesmo.

- Para onde você for eu vou... — Falou a voz e Paulo sorriu seguindo seu caminho.

E naquela noite, um novo destino acabará de ser criado. Uma vida solitária. Aquela seria a vida de Paulo Guerra a partir de hoje.

No próximo capítulo: Cicatrizes incuráveis?

Notas finais
' Mereço reviews?